{"id":60,"date":"2010-07-23T20:44:48","date_gmt":"2010-07-23T23:44:48","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/efeitoadverso\/2010\/07\/a_nova_corrida_do_ouro\/"},"modified":"2010-07-23T20:44:48","modified_gmt":"2010-07-23T23:44:48","slug":"a_nova_corrida_do_ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/efeitoadverso\/2010\/07\/23\/a_nova_corrida_do_ouro\/","title":{"rendered":"A nova corrida do ouro"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A bordo do Nautilus, a fant\u00e1stica m\u00e1quina submers\u00edvel criada por Julio Verne no livro <em>Vinte mil l\u00e9guas submarinas<\/em>, o capit\u00e3o Nemo relata ao professor Pierre Aronnax as riquezas que havia encontrado. No fundo do mar, diz, existem minas de zinco, ouro e prata cuja explora\u00e7\u00e3o seria poss\u00edvel. Ele mesmo s\u00f3 n\u00e3o se embrenhava nisso porque n\u00e3o precisava dos min\u00e9rios, mas eles estavam ali, ao alcance de quem quisesse. Era a mente engenhosa de Verne, nos idos de 1870, mostrando-se mais uma vez capaz de antever avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, como submarinos, arranha-c\u00e9us e viagens espaciais.<\/p>\n<p>No leito marinho de fato repousam diversos minerais valiosos, e o interesse por eles vem crescendo no mundo todo. Alguns at\u00e9 j\u00e1 s\u00e3o explorados no litoral de certos pa\u00edses, como \u00e9 o caso dos diamantes na Nam\u00edbia, do ouro no Alasca (EUA), do calc\u00e1rio na Fran\u00e7a e da cassiterita (fonte de estanho) na Indon\u00e9sia. E o tema &#8220;recursos minerais do mar&#8221; entrou na agenda estrat\u00e9gica de v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es, tanto nas desenvolvidas como nas emergentes &#8211; Brasil inclusive.<\/p>\n<p>Com a previs\u00e3o de que muitos minerais em terra v\u00e3o entrar em escassez nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, \u00e9 certo que, cedo ou tarde, o mundo vai precisar das fontes marinhas. As iniciativas, por\u00e9m, ainda s\u00e3o pontuais, tendo em conta a vastid\u00e3o azul que recobre 71% da superf\u00edcie do planeta. Com exce\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, a explora\u00e7\u00e3o da maioria dos minerais marinhos precisa superar desafios cient\u00edficos, tecnol\u00f3gicos e ambientais consider\u00e1veis, cuja complexidade aumenta quanto mais fundo ou longe da costa eles estiverem.<\/p>\n<p>Por aqui, por exemplo, falta saber melhor a localiza\u00e7\u00e3o e o tamanho das jazidas, como a extra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita em grande escala, a que custo e com quais impactos ao meio ambiente. As pesquisas, entretanto, j\u00e1 se encontram em est\u00e1gio relativamente avan\u00e7ado, principalmente no que se refere a \u00e1guas rasas.<\/p>\n<p>Com uma extens\u00e3o litor\u00e2nea de fazer inveja a muitos pa\u00edses (7.491 km), o Brasil se lan\u00e7ou na pesquisa mineral marinha com certo atraso em rela\u00e7\u00e3o at\u00e9 mesmo a outros emergentes como China, \u00cdndia e R\u00fassia. Em compensa\u00e7\u00e3o, avan\u00e7a com o f\u00f4lego turbinado pelos recentes avan\u00e7os na explora\u00e7\u00e3o mar\u00edtima de petr\u00f3leo profundo.<\/p>\n<p>Para encontrar as jazidas do pr\u00e9-sal na Bacia de Santos, a Petrobras teve de fazer um extenso e detalhado escaneamento do fundo do oceano sob jurisdi\u00e7\u00e3o nacional, gerando uma infinidade de dados sigilosos que s\u00f3 nos \u00faltimos anos come\u00e7aram a ser compartilhados com outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;O pr\u00e9-sal foi muito positivo porque mostrou que h\u00e1 outros min\u00e9rios no mar al\u00e9m do petr\u00f3leo&#8221;, afirma Kaiser Gon\u00e7alves de Souza, chefe da divis\u00e3o de geologia marinha da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), empresa do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME). &#8220;N\u00f3s viv\u00edamos de costas para o oceano&#8221;, diz o ge\u00f3logo, que coordena projetos de pesquisa mineral marinha do governo, financiados com recursos do PAC (Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento), num total de R$ 18 milh\u00f5es at\u00e9 o fim deste ano.<\/p>\n<p>Continue lendo no <a href=\"http:\/\/www.unesp.br\/aci\/revista\/ed10\/pdf\/UC_10_Minerio.pdf\">pdf<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A bordo do Nautilus, a fant\u00e1stica m\u00e1quina submers\u00edvel criada por Julio Verne no livro Vinte mil l\u00e9guas submarinas, o capit\u00e3o Nemo relata ao professor Pierre Aronnax as riquezas que havia encontrado. 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