{"id":1079,"date":"2015-11-20T23:04:37","date_gmt":"2015-11-20T23:04:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/?p=1079"},"modified":"2015-11-21T08:56:02","modified_gmt":"2015-11-21T08:56:02","slug":"alem-de-grandes-hidroeletricas-como-aproveitar-as-novas-oportunidades-tecnologicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/2015\/11\/20\/alem-de-grandes-hidroeletricas-como-aproveitar-as-novas-oportunidades-tecnologicas\/","title":{"rendered":"Al\u00e9m de grandes hidroel\u00e9tricas: como aproveitar as novas oportunidades tecnol\u00f3gicas"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1084 size-medium alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2015\/11\/image-300x214.jpeg\" alt=\"image\" width=\"300\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2015\/11\/image-300x214.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2015\/11\/image-1024x731.jpeg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2015\/11\/image.jpeg 1400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A hidroeletricidade se desenvolveu no Brasil com projetos de grande porte das \u00faltimas d\u00e9cadas. &nbsp;Com esses empreendimentos criamos expertise t\u00e9cnica, capacita\u00e7\u00e3o industrial e de engenharia de projetos. Foi poss\u00edvel construir um grande&nbsp;sistema de gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel de eletricidade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Isso foi tamb\u00e9m resultado de uma evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das tecnologias de energia que favoreciam o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es de grande porte e de gera\u00e7\u00e3o centralizada, com baixo custo e onde a hidroeletricidade supria a carga de base do sistema el\u00e9trico nacional.<\/p>\n<p>Muita coisa mudou.<\/p>\n<p>Se at\u00e9 agora o Brasil se orgulha em ainda ter uma matriz energ\u00e9tica com grande participa\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis (j\u00e1 chegamos a ter mais de 85% de nosso consumo suprido atrav\u00e9s de hidroeletricidade), isso logo mais deixar\u00e1 de ser uma exclusividade. Quando vemos&nbsp;as <a href=\"http:\/\/www.worldenergyoutlook.org\" target=\"_blank\">proje\u00e7\u00f5es<\/a>&nbsp;de produ\u00e7\u00e3o futura de energia que est\u00e3o sendo apresentadas por diversos pa\u00edses, notamos a crescente preocupa\u00e7\u00e3o em reduzir a participa\u00e7\u00e3o de fontes f\u00f3sseis e a introdu\u00e7\u00e3o em larga escala de fontes renov\u00e1veis e efici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Com a limita\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o de hidroel\u00e9tricas com reservat\u00f3rios desde 2003, aliado a problemas clim\u00e1ticos, a intermit\u00eancia desse tipo de gera\u00e7\u00e3o tem que ser analisado novamente, juntamente com a poss\u00edvel entrada em larga escala de fontes como solar e e\u00f3lica. Uma fundamental caracter\u00edstica do sistema el\u00e9trico brasileiro era a sua capacidade de armazenar energia em reservat\u00f3rios de \u00e1gua. Isso era o que nos permitia ter hidroeletricidade como nossa fonte principal &nbsp;e a termoeletricidade como fonte complementar. Os reservat\u00f3rios s\u00e3o &nbsp;a nossa grande bateria dessa fonte renov\u00e1vel que s\u00e3o as hidroel\u00e9tricas. Isso come\u00e7ou a se alterar com o crescimento da demanda tanto de \u00e1gua para abastecimento como de eletricidade, al\u00e9m das incertezas clim\u00e1ticas provocando cortes, backouts e aumentando a vulnerabilidade e seguran\u00e7a de fornecimento de energia no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 necess\u00e1rio elaborar estrat\u00e9gias para flexibilizar tanto a demanda como a oferta de eletricidade e incluir sistemas de armazenamento de energia. Aumentar a participa\u00e7\u00e3o de energia solar e e\u00f3lica nos ajudar\u00e3o a manter mais energia estocada nos reservat\u00f3rios, mas outras op\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas ser\u00e3o importantes.<\/strong><\/p>\n<p>Iremos publicar aqui uma s\u00e9rie de artigos mostrando o estado da arte de tecnologias de energia, pr\u00e1ticas, novos neg\u00f3cios que vem sendo experimentados na dire\u00e7\u00e3o de tornar fontes renov\u00e1veis e efici\u00eancia energ\u00e9tica como elementos-chave de um moderno sistema energ\u00e9tico que dever\u00e1 contar com maior participa\u00e7\u00e3o dos consumidores e maior intera\u00e7\u00e3o com \u00e1gua e agricultura (o que se chama atualmente de nexus energia-\u00e1gua-alimentos).<\/p>\n<p>Segue abaixo uma pequena descri\u00e7\u00e3o de um dos trabalhos que estamos fazendo atrav\u00e9 de uma colabora\u00e7\u00e3o com um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ens.ei.tum.de\/en\/homepage\/\" target=\"_blank\">grupo de pesquisa<\/a>&nbsp;da Universidade T\u00e9cnica de Munique. O texto foi escrito por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ens.ei.tum.de\/en\/staff\/simon-herzog\/\" target=\"_blank\">Simon Herzog<\/a>, pesquisador desse grupo que est\u00e1 trabalhando conosco durante este semestre na sua tese de doutorado. Ele descreve brevemente o seu tema de doutorado.<\/p>\n<p><i><span lang=\"EN-US\">\u201cPower generation in Brazil relies to approximately 70 % on large hydro power plants and to 20 % on fossil fuels. Other regenerative sources besides hydro power, mainly biomass, contribute further 8 %. Although enormous meteorological potentials for wind and sun, their share for electricity generation is less than 2 % at present. To face continuing growth of energy demand and to mitigate environmental impacts, wind and solar power could be applied in a much larger extend. A precondition for the integration of intermittent generation is a certain degree of flexibility in the energy system. Options for flexibility are storages, flexible generation and flexible demand as well as exchange with other regions. Considering Brazils present power infrastructure, solutions will be identified and evaluated for integration of wind and solar power. Main focus of this work is to determine by region capacities for wind, PV and storages by region taking into account the flexibility delivered by existing hydro power plants. To determine the storage demand, a linear energy system model for Brazil is used. This model consists of the five Brazilian macro regions North, Northeast, Central-West, Southeast and South. As input data for each region, the present generation capacities, specific demand profiles and meteorological potentials for renewables are used. In case of renewable generation, it is differentiated between large scale centralized generation and small scale decentralized generation. Limited exchange of electricity between the regions is possible. Load profiles for the system analysis are derived from statistical data. Historical weather data are used to determine cooling needs and generation of renewable energy. As competitors for new storages, load shifting and flexible hydro power stations are considered.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<p>Em breve teremos resultados interessantes da an\u00e1lise desenvolvida pelo <a href=\"https:\/\/www.ens.ei.tum.de\/en\/staff\/simon-herzog\/\" target=\"_blank\">Simon<\/a>.<\/p>\n<p>O assunto n\u00e3o se esgota aqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; A hidroeletricidade se desenvolveu no Brasil com projetos de grande porte das \u00faltimas d\u00e9cadas. &nbsp;Com esses empreendimentos criamos<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[7,11,14],"tags":[42,41,40],"class_list":["post-1079","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diario","category-fontes-renovaveis","category-mudancas-climaticas","tag-armazenagem-de-energia","tag-curva-de-carga-flexivel","tag-fontes-renovaveis"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1079","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1079"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1079\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1099,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1079\/revisions\/1099"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}