{"id":1175,"date":"2016-02-17T11:45:52","date_gmt":"2016-02-17T13:45:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/?p=1175"},"modified":"2016-02-17T11:45:53","modified_gmt":"2016-02-17T13:45:53","slug":"glp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/2016\/02\/17\/glp\/","title":{"rendered":"Energia para cozinhar: qual ser\u00e1 o futuro do GLP?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/image.jpeg\" rel=\"attachment wp-att-1181\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1181 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/image-300x300.jpeg\" alt=\"Cozinha\" width=\"232\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/image-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/image-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/image-768x768.jpeg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/image.jpeg 900w\" sizes=\"(max-width: 232px) 100vw, 232px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pouca aten\u00e7\u00e3o se d\u00e1, aqui no Brasil, sobre o uso de energia para coc\u00e7\u00e3o, um dos usos finais mais b\u00e1sicos da energia. N\u00e3o \u00e9 um dos assuntos preferidos tanto na academia como nos grandes debates sobre energia e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (pelo menos at\u00e9 agora). Predominam temas e preocupa\u00e7\u00f5es com os custos e a seguran\u00e7a de fornecimento de eletricidade, os pre\u00e7os do etanol, diesel e gasolina. Com rela\u00e7\u00e3o aos usos de energia temos a questao da mobilidade, ventila\u00e7\u00e3o, refrigera\u00e7\u00e3o e ar condicionado, entretenimento). Quase n\u00e3o se fala, quase nada se estuda sobre alternativas energ\u00e9ticas para coc\u00e7\u00e3o que sejam baseadas em fontes renov\u00e1veis. O GLP (g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo) e o g\u00e1s natural tem cumprido essa miss\u00e3o at\u00e9 agora. E parece assunto resolvido.<\/p>\n<p>Quais ser\u00e3o\u00a0os combust\u00edveis dom\u00e9sticos dos\u00a0domic\u00edlios brasileiros nos pr\u00f3ximos 50 anos? Qual ser\u00e1 o futuro das tecnologias para coc\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica?<\/p>\n<p>Antes de falar do futuro vamos falar um pouco da hist\u00f3ria da introdu\u00e7\u00e3o do GLP e do papel dos combust\u00edveis gasosos como principal combust\u00edvel para coc\u00e7\u00e3o no Brasil. Nem sempre foi assim. Depois abordaremos a situa\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0 combust\u00edveis modernos no mundo e, finalmente falaremos sobre poss\u00edveis cen\u00e1rios futuro para uso de energ\u00e9ticos para coc\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<div><\/div>\n<div><strong>A cria\u00e7\u00e3o do mercado de GLP no Brasil\u00a0<\/strong><\/div>\n<p>Em 1960 apenas 18% dos domic\u00edlios brasileiros usavam GLP (nas \u00e1reas urbanas esse \u00edndice era de 35% \u00a0e 0,3% na zona rural!). Em 2010 j\u00e1 ating\u00edamos 98% dos domic\u00edlios com acesso ao GLP, sendo 100% dos domic\u00edlios urbanos e 94% dos rurais. Demoramos 40 anos para universalizar esse combust\u00edvel, substituindo a lenha e carv\u00e3o vegetal, que eram praticamente oriundos de desmatamento, por um combust\u00edvel mais limpo em termos de emiss\u00f5es de particulados, mais eficiente, mas ainda n\u00e3o renov\u00e1vel. \u00c9 uma hist\u00f3ria de sucesso sob diversos pontos de vista, que teve em paralelo o aumento de renda da popula\u00e7\u00e3o e a crescente urbaniza\u00e7\u00e3o. Na d\u00e9cada de sessenta houve a decis\u00e3o de se eleger o GLP como combust\u00edvel principal para coc\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas p\u00fablicas foram concebidas para realizar essa transforma\u00e7\u00e3o de mercado dominado pela lenha.<\/p>\n<p>Destacamos tr\u00eas componentes dessa pol\u00edtica:<\/p>\n<ul>\n<li>Cria\u00e7\u00e3o de uma infraestrutura para produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o do novo combust\u00edvel<\/li>\n<li>Cria\u00e7\u00e3o de um mercado varejista com a forte participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada desde o princ\u00edpio<\/li>\n<li>Garantia de pre\u00e7os acess\u00edveis ao consumidor final (introdu\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios)<\/li>\n<\/ul>\n<p>O Estado assumiu atrav\u00e9s da Petrobras a produ\u00e7\u00e3o (e importa\u00e7\u00e3o) do GLP, controle de pre\u00e7os finais, margem de lucro \u00a0para a venda no varejo e subs\u00eddios aos consumidores finais. A concep\u00e7\u00e3o original desse plano de transformar o mercado de combust\u00edveis para coc\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds que se urbanizava, incluia a participa\u00e7\u00e3o do setor privado. Foi importante criar modelos de neg\u00f3cios para tornar esse esfor\u00e7o atrativo para esses agentes privados. Inicialmente foram dadas franquias regionais, depois se introduziram quotas de vendas e, na sequ\u00eancia uma gradual abertura a novos concorrentes. Com maior participa\u00e7\u00e3o de outras companhias de distribui\u00e7\u00e3o no mercado varejista, padr\u00f5es de qualidade e de seguran\u00e7a foram sendo introduzidos.<\/p>\n<p>Desse modo, um mercado foi sendo criado, mas ainda com forte subs\u00eddios a todos os consumidores. A regula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, a cargo do governo, estabelecia uma pol\u00edtica de subs\u00eddios cruzados atrav\u00e9s de recursos coletados de taxas sobre outros combust\u00edveis. Todos os consumidores do territ\u00f3rio nacional compravam seu GLP ao mesmo pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Isso mudou em maio de 2001 quando os pre\u00e7os finais foram liberados como parte de uma pol\u00edtica para de-regular o setor energ\u00e9tico. Os subs\u00eddios coletivos foram eliminados e foram substitu\u00eddos por um subs\u00eddio (na \u00e9poca o chamado Vale G\u00e1s) dirigido especificamente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda . No entanto, muitas fam\u00edlias ficaram de fora desse esquema e, na verdade, sem condi\u00e7\u00f5es de comprar o GLP no mercado. Foi um momento quando se observou um retorno ao uso da lenha em muitas regi\u00f5es do pa\u00eds. Isso perdurou por cerca de 3-4 anos at\u00e9 que melhorias no cadastramento das fam\u00edlias na rede de prote\u00e7\u00e3o social (Bolsa Fam\u00edlia) possibilitou o acesso ao GLP.<\/p>\n<p>Quando se discute a cria\u00e7\u00e3o de novos mercados para tecnologias de energia (imaginamos que o mesmo se aplique a demais tecnologias) \u00e9 t\u00e3o importante saber utilizar pol\u00edticas de subs\u00eddios como \u00e9 importante saber quando e como retir\u00e1-los.<\/p>\n<div><strong>Ainda a lenha e o carv\u00e3o vegetal em uso<\/strong><\/div>\n<p>Quando olhamos a situa\u00e7\u00e3o mundial, temos que cerca de 2.8 bilh\u00f5es de pessoas ainda usam lenha ou carv\u00e3o (vegetal e mineral) para cozinhar, a maioria delas na \u00c1sia e \u00c1frica, mas tamb\u00e9m em partes da Am\u00e9rica Latina.\u00a0O uso de combust\u00edveis s\u00f3lidos para coc\u00e7\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de <a href=\"http:\/\/www.annualreviews.org\/doi\/abs\/10.1146\/annurev-publhealth-032013-182356\">3,9 milh\u00f5es de mortes prematuras anualmente em todo o mundo<\/a>, a maioria sendo mulheres, crian\u00e7as e idosos. \u00c9 paradoxal essa situa\u00e7\u00e3o ainda hoje. Op\u00e7\u00f5es mais limpas, com menor emiss\u00e3o de part\u00edculas e gases t\u00f3xicos j\u00e1 s\u00e3o dispon\u00edveis e conhecidos h\u00e1 d\u00e9cadas mas ainda n\u00e3o possuem acesso universal. Ag\u00eancias internacionais, organiza\u00e7\u00f5es de fomento ao desenvolvimento h&#8217;a anos tem colocado milh\u00f5es de d\u00f3lares em recursos para disseminar fog\u00f5es com queima mais eficientes e menos poluentes, melhores combust\u00edveis. Os resultados t\u00eam sido variados, alguns com maior sucesso que outros, mas de uma maneira geral os resultados t\u00eam sido modestos e ainda n\u00e3o temos o problema resolvido.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o mais recente e talvez mais promissor tem sido a iniciativa <a href=\"http:\/\/www.se4all.org\/\">Sustainable Energy for All<\/a>\u00a0(S4All) das Na\u00e7\u00f5es Unidas que procura convergir os esfor\u00e7os clim\u00e1ticos (aumentando a participa\u00e7\u00e3o de \u00a0energias renov\u00e1veis e efici\u00eancia energ\u00e9tica) e ao mesmo tempo garantir o acesso universal a combust\u00edveis limpos e eletricidade at\u00e9 2030. Parece que finalmente existe um consenso de que resolver problemas de desenvolvimento socio-econ\u00f4mico e pobreza n\u00e3o est\u00e3o dissociados de metas de sustentabilidade ambiental e controle de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa.<\/p>\n<div><strong>E o futuro?<\/strong><\/div>\n<div>O mercado brasileiro \u00e9 praticamente dominado pelo GLP, e g\u00e1s natural em algumas localidades. \u00c9 portanto um setor que consome basicamente combust\u00edveis gasosos n\u00e3o renov\u00e1veis.\u00a0No Brasil n\u00e3o temos uma diversifica\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis para cozinhar. A lenha e carv\u00e3o vegetal ainda continuam a ser utilizados, \u00e9 verdade, por\u00e9m de maneira marginal no setor domiciliar e concentrada na popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. A op\u00e7\u00e3o de GLP e g\u00e1s natural parece estabelecida e sem indica\u00e7\u00f5es de mudan\u00e7as nos diversos <a href=\"http:\/\/www.epe.gov.br\/pdee\/forms\/epeestudo.aspx\">Planos de Energia<\/a> produzidos pelo governo, mas teremos que pensar em op\u00e7\u00f5es baseadas em energias renov\u00e1veis, ou carbono-neutro, nos pr\u00f3ximos 50 anos. Al\u00e9m disso, a diversifica\u00e7\u00e3o aumenta a seguran\u00e7a de fornecimento de energia para esse uso final.<\/div>\n<div><\/div>\n<p>Vemos duas op\u00e7\u00f5es interessantes para serem consideradas: o <em>etanol<\/em> e a <em>eletricidade<\/em> (de origem renov\u00e1vel).<\/p>\n<div>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/projectgaia.com\/\">Project Gaia<\/a> realizou diversos projetos com a distirbui\u00e7\u00e3o de fog\u00f5es a etanol l\u00edquido em diversos pa\u00edses, <a href=\"https:\/\/projectgaia.com\/projects\/brazil\/\">inclusive no Brasil<\/a>. \u00a0O Banco Mundial tamb\u00e9m realizou <a href=\"https:\/\/openknowledge.worldbank.org\/bitstream\/handle\/10986\/12884\/699820v10ESW0P0ry0Report0Eng0220911.pdf?sequence=1\">projetos<\/a> promovendo o etanol como combust\u00edvel dom\u00e9stico em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 lenha. Eu mesmo tenho na minha sala alguns fog\u00f5es desse tipo (veja as figuras ao lado). Ainda, o <a href=\"http:\/\/www.worldbank.org\/en\/news\/feature\/2015\/05\/19\/unlocking-clean-cooking-and-heating-solutions-key-to-reaching-sustainable-energy-goals\">etanol \u00e9 um dos combust\u00edveis considerados pelo S4All<\/a>\u00a0 (juntamente com outras op\u00e7\u00f5es) para assegurar o acesso a combust\u00edveis limpos e renov\u00e1veis para todos.\u00a0 \u00c9 aqui que mais pesquisa \u00e9 necess\u00e1ria para se adaptar esse combust\u00edvel aos padr\u00f5es de utiliza\u00e7\u00e3o aceit\u00e1veis para o mercado brasileiro. Dever\u00edamos considerar\u00a0mais seriamente a possibilidade da utiliza\u00e7\u00e3o do etanol como combust\u00edvel para coc\u00e7\u00e3o no Brasil, al\u00e9m de seu uso convencional em ve\u00edculos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1176\" aria-describedby=\"caption-attachment-1176\" style=\"width: 198px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2125.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1176\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1176\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2125-300x225.jpg\" alt=\"IMG_2125\" width=\"198\" height=\"148\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2125-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2125-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2125-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2125.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1176\" class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2126.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1177\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1177\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2126-300x225.jpg\" alt=\"IMG_2126\" width=\"193\" height=\"145\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2126-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2126-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2126-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/IMG_2126.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 193px) 100vw, 193px\" \/><\/a>Modelos de fog\u00e3o\u00a0a etanol.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Novas tecnologias para coc\u00e7\u00e3o el\u00e9trica j\u00e1 est\u00e3o presentes no mercado brasileiro e a conveni\u00eancia desse energ\u00e9tico dever\u00e1 ser determinante para acelerar a entrada desses equipamentos no setor residencial, comercial,e de servi\u00e7os. No entanto, temos problemas ainda s\u00e9rios e n\u00e3o resolvidos com rela\u00e7\u00e3o ao fornecimento de eletricidade. Tecnologias de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda s\u00e3o tamb\u00e9m promissoras e poderiam contribuir para atender a essa demanda adicional, mas ainda n\u00e3o se consolidam diretrizes para que elas prosperem no pa\u00eds no ritmo que seria necess\u00e1rio.<\/p>\n<div>A demanda de energia para coc\u00e7\u00e3o \u00e9 razoavelmente inel\u00e1stica\u00a0como tem mostrado in\u00fameros trabalhos na literatura e sua demanda\u00a0\u00e9 bastante correlacionada com o crescimento populacional. O consumo de <a href=\"http:\/\/www.infopedia.pt\/$energia-util\" target=\"_blank\">energia \u00fatil<\/a> per capta \u00e9 de aproximadamente 1 GJ por ano, com pequenas varia\u00e7\u00f5es relativas a estrutura de idade e dietas das popula\u00e7\u00f5es. De qualquer modo,\u00a0ser\u00e1 importante considerar esse\u00a0aumento no consumo de eletricidade caso se confirme a tend\u00eancia . Eliminar o GLP dever\u00e1 em algum momento fazer parte da estrat\u00e9gia de uma economia de baixo carbono e devemos preparar um caminho para isso, aumentando a participa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis renov\u00e1veis como o etanol e a eletricidade renov\u00e1vel.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Assim como soubemos fazer a\u00a0introdu\u00e7\u00e3o e acesso universal ao\u00a0\u00a0GLP a partir dos\u00a0anos 60, devemos agora\u00a0pensar em novas estrat\u00e9gias para criar um mercado para eletricidade e etanol como energ\u00e9ticos renov\u00e1veis para as resid\u00eancias do futuro.<\/div>\n<div><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"padding-left: 30px\">\n<p><iframe title=\"CleanCook Ethanol Stove Demonstration (English) Addis Ababa, Ethiopia\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/z4Z5isJMthk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<div>Material consultado para este artigo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div class=\"csl-bib-body\"><\/div>\n<p class=\"csl-bib-body\">Lucon, O., S. Coelho, e Jos\u00e9 Goldemberg. 2004. \u201cLPG in Brazil: lessons and challenges\u201d. <i>Energy for Sustainable Development<\/i> VIII (3): 82\u201390.<\/p>\n<p class=\"csl-bib-body\">https:\/\/www.projectgaia.com\/files\/AboutProjectGaia.pdf<\/p>\n<p class=\"csl-bib-body\">Utria, Boris E. 2004. \u201cEthanol and gelfuel: clean renewable cooking fuels for poverty alleviation in Africa\u201d. <i>Energy for Sustainable Development<\/i> 8 (3): 107\u201314. doi:10.1016\/S0973-0826(08)60472-X.<\/p>\n<p class=\"csl-bib-body\">Jannuzzi, G M, e J. Goldemberg. 2014. \u201cModern Energy Services to Low Income Households in Brazil: Lessons Learned and Challenges Ahead\u201d. In <i>Energy Poverty: Global Challenges and Local Solutions<\/i>, 1<sup>o<\/sup> ed. Oxford: Oxford University Press.<\/p>\n<p class=\"csl-bib-body\">Jannuzzi, G. 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Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. dezembro 15. <a href=\"http:\/\/www.bibliotecadigital.unicamp.br\/document\/?code=vtls000383972.\">http:\/\/www.bibliotecadigital.unicamp.br\/document\/?code=vtls000383972.<\/a><\/p>\n<p class=\"csl-bib-body\">Smith,Kirk R., e Evan Haigler. 2008. \u201cCo-Benefits of Climate Mitigation and Health Protection in Energy Systems: Scoping Methods\u201d. <i>Annual Review of Public Health<\/i> 29 (1): 11\u201325. doi:10.1146\/annurev.publhealth.29.020907.090759.<\/p>\n<div class=\"csl-bib-body\"><\/div>\n<div class=\"csl-entry\"><\/div>\n<div class=\"csl-entry\"><\/div>\n<div class=\"csl-entry\"><\/div>\n<div class=\"csl-entry\"><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Pouca aten\u00e7\u00e3o se d\u00e1, aqui no Brasil, sobre o uso de energia para coc\u00e7\u00e3o, um dos usos finais mais<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":1181,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1175","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diario"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/02\/image.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1175","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1175"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1175\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1191,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1175\/revisions\/1191"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}