{"id":1274,"date":"2016-10-24T15:52:23","date_gmt":"2016-10-24T17:52:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/?p=1274"},"modified":"2016-10-24T15:52:24","modified_gmt":"2016-10-24T17:52:24","slug":"energia-solar-fotovoltaica-e-transferencia-de-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/2016\/10\/24\/energia-solar-fotovoltaica-e-transferencia-de-tecnologia\/","title":{"rendered":"Energia solar fotovoltaica e transfer\u00eancia de tecnologia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Durante as \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, grande parte dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, da cria\u00e7\u00e3o de uma nova ind\u00fastria associada e de um mercado para a tecnologia solar fotovoltaica teve origem fora do Brasil. No entanto, mais recentemente tem havido um interesse crescente no pa\u00eds em fomentar o uso da fonte solar na matriz el\u00e9trica brasileira. Como poderemos avan\u00e7ar mais rapidamente para melhor tirar partido dessa tecnologia para o desenvolvimento nacional?<\/p>\n<p>Na UNICAMP j\u00e1 realizamos 4 encontros que chamamos de <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/2013\/11\/05\/workshop-inovacao-para-o-estabelecimento-do-setor-de-energia-solar-fotovoltaica-no-brasil-4o-inova\/\" target=\"_blank\">Workshop Inova\u00e7\u00e3o para o Estabelecimento do Setor de Energia Solar Fotovoltaica no Brasil<\/a> de 2011 a 2014 e pudemos constatar que aos poucos foi sendo consolidado uma converg\u00eancia de interesses, ainda que modestos, do setor produtivo, da academia e do governo sobre a relev\u00e2ncia e o atraso do Brasil nessa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2013 a ag\u00eancia de regula\u00e7\u00e3o do setor el\u00e9trico ANEEL realizou um edital para fomentar projetos de gera\u00e7\u00e3o solar fotovoltaica atrav\u00e9s das concession\u00e1rias de energia el\u00e9trica no pa\u00eds. Um dos requisitos desse edital era o de promover a capacita\u00e7\u00e3o nacional nos aspectos t\u00e9cnicos e comerciais dessa fonte.<\/p>\n<p>O setor p\u00fablico tem um importante papel para acelerar e apoiar o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e \u00e9 o que a ANEEL teve a inten\u00e7\u00e3o de promover ao lan\u00e7ar o referido edital. O que ainda parece n\u00e3o ser uma tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 realizar um processo compreensivo de avalia\u00e7\u00e3o dessas iniciativas.<\/p>\n<p>Uma de minhas alunas de doutorado est\u00e1 pesquisando essa quest\u00e3o e estamos interessados em avaliar o quanto e em que aspectos houve a transfer\u00eancia de conhecimento para que empresas possam incluir essas tecnologias nos seus servi\u00e7os de energia e atender seus consumidores. O trabalho de Manuella P. Silva pretende contribuir nessa dire\u00e7\u00e3o. Abaixo ela nos oferece um resumo de seu trabalho de campo entrevistando os respons\u00e1veis por 5 projetos de concession\u00e1rias em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Foram entrevistados n\u00e3o somente as empresas de energia, mas tamb\u00e9m os fornecedores de equipamentos e empresas de servi\u00e7os de engenharia.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">G.M. Jannuzzi<\/p>\n<pre><strong>Transfer\u00eancia de tecnologia e a constru\u00e7\u00e3o da capacidade tecnol\u00f3gica: o papel da ANEEL no est\u00edmulo e desenvolvimento da energia fotovoltaica no Brasil<\/strong>\r\n\r\nMSc. Manuella Pereira da Silva\r\n\r\nDoutoranda no programa de Planejamento de Sistemas Energ\u00e9ticos (FEM\/Unicamp)\r\n\r\nA transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica (TT) \u00e9 um processo pelo qual expertise ou conhecimento relacionado a algum aspecto da tecnologia \u00e9 passada de um usu\u00e1rio para outro. N\u00e3o se trata apenas de um processo de fornecimento de bens de capital de uma empresa para outra, mas tamb\u00e9m inclui a transfer\u00eancia de compet\u00eancias e <em>know-how<\/em> para a opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do <em>hardware<\/em> da tecnologia, e conhecimento para entender essa tecnologia (Ockwell et al.,2008).\r\n\r\n\u00c9 um processo que envolve o com\u00e9rcio e investimentos em tecnologia, a sele\u00e7\u00e3o, a ado\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de tecnologia industrial, e por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, o refor\u00e7o das capacidades, visto que a ci\u00eancia e a tecnologia s\u00e3o fortemente relacionadas no desenvolvimento de uma infraestrutura industrial (WORRELL et al., 2001).\r\n\r\nSegundo Dechezlepr\u00eatre et al. (2009), a ado\u00e7\u00e3o de uma nova tecnologia \u00e9 fortemente associada ao capital humano, infraestrutura de apoio e atividades de pesquisa e desenvolvimento. A capacidade para melhorar as tecnologias (Lundvall, 2011), uma rede de produtores, fornecedores, usu\u00e1rios e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa s\u00e3o necess\u00e1rios para permitir a aprendizagem cont\u00ednua e a adapta\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica (Bell and Figueiredo, 2012).\r\n\r\nNo setor de energia, transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica pode ser vista como investimento. De acordo com o IPCC (2001), uma das chaves para a transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica no setor \u00e9 promover o investimento atrav\u00e9s de um quadro econ\u00f4mico e institucional adequado e para isso o papel do governo \u00e9 crucial. Os governos podem desempenhar um papel especial na cria\u00e7\u00e3o de mercados para as tecnologias ambientalmente corretas atrav\u00e9s de incentivos para o seu desenvolvimento, incluindo subven\u00e7\u00f5es, empr\u00e9stimos a juros baixos, isen\u00e7\u00e3o do imposto de importa\u00e7\u00e3o, isen\u00e7\u00e3o do imposto de renda, etc.\r\n\r\nO papel de pol\u00edticas p\u00fablicas para estimular a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias espec\u00edficas pode ser analisado no caso da Chamada da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (ANEEL) de Projeto de P&amp;D Estrat\u00e9gico n\u00ba 013\/2011 \u201cArranjos T\u00e9cnicos e Comerciais para Inser\u00e7\u00e3o da Gera\u00e7\u00e3o Solar Fotovoltaica na Matriz Energ\u00e9tica Brasileira\u201d, no \u00e2mbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico do Setor de Energia El\u00e9trica.\r\n\r\n<strong>O caso da Chamada ANEEL n\u00ba 013\/2011<\/strong>\r\n\r\nA Chamada N\u00ba 013\/2011 teve como principal objetivo \u201ca proposi\u00e7\u00e3o de arranjos t\u00e9cnicos e comerciais para projeto de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica atrav\u00e9s de tecnologia solar fotovoltaica, de forma integrada e sustent\u00e1vel, buscando criar condi\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento de base tecnol\u00f3gica e infraestrutura t\u00e9cnica e tecnol\u00f3gica para inser\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o solar fotovoltaica na matriz energ\u00e9tica nacional\u201d (ANEEL, 2011). Ela foi destinada \u00e0 projetos nas fases finais da cadeia de inova\u00e7\u00e3o, com tecnologias, em sua maioria, oriundas do exterior e prontas para inser\u00e7\u00e3o no mercado e na realidade brasileira. Foram submetidas e aceitas 18 propostas de pesquisa e, segundo a ANEEL, desse total, 11 projetos est\u00e3o em desenvolvimento e os demais n\u00e3o deram continuidade.\r\n\r\nA presente pesquisa buscou analisar a transfer\u00eancia de tecnologia e a constru\u00e7\u00e3o de capacidade tecnol\u00f3gica em cinco projetos selecionados no \u00e2mbito da Chamada N\u00ba 013\/2011, atrav\u00e9s de entrevistas semiestruturadas junto \u00e0s concession\u00e1rias e aos fornecedores envolvidos nos projetos escolhidos.\r\n\r\nPode-se afirmar que os projetos analisados percorreram as fases principais do processo de TT listadas por Saji e Jain (2006): primeiramente houve a identifica\u00e7\u00e3o de uma lacuna tecnol\u00f3gica, que foi o baixo desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no Brasil; e em seguida foi lan\u00e7ada a chamada para que, no \u00e2mbito dos projetos, fossem selecionados fornecedores da tecnologia, houvesse a contrata\u00e7\u00e3o da TT; e finalmente, a adapta\u00e7\u00e3o da tecnologia.\r\n\r\nA Tabela 1 resume os resultados do que foram consideradas as quest\u00f5es centrais a serem respondidas pelos projetos: se foi a primeira experi\u00eancia da concession\u00e1ria proponente no setor de energia solar FV; se a usina a ser constru\u00edda na esfera do projeto est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o; e se houve a necessidade de desenvolvimento das capacidades dos fornecedores no setor de energia solar fotovoltaica para atuarem no \u00e2mbito do projeto.\r\n\r\n<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.27.56.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1279\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.27.56.png\" alt=\"captura-de-tela-2016-10-24-as-15-27-56\" width=\"1756\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.27.56.png 1756w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.27.56-300x73.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.27.56-768x186.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.27.56-1024x248.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1756px) 100vw, 1756px\" \/><\/a>\r\n\r\nOs principais desafios experimentados ao longo dos projetos, relatados pelos entrevistados, foram sobretudo os problemas de qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e a disponibilidade de fornecedores nacionais (Figura 1).\r\n<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.24.50.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1278\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.24.50.png\" alt=\"captura-de-tela-2016-10-24-as-15-24-50\" width=\"1416\" height=\"874\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.24.50.png 1416w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.24.50-300x185.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.24.50-768x474.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.24.50-1024x632.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1416px) 100vw, 1416px\" \/><\/a>\r\nAs principais transa\u00e7\u00f5es utilizadas nos projetos submetidos \u00e0 chamada (Figura 2) foram o uso de servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos, a aquisi\u00e7\u00e3o\/transfer\u00eancia de tecnologia e a utiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de consultoria.\u00a0 Percebe-se que houve poucas ocorr\u00eancias de transfer\u00eancia de pessoal treinado e n\u00e3o houve dep\u00f3sito de patentes no \u00e2mbito dos projetos selecionados.\r\n<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.04.png\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1277\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.04.png\" alt=\"captura-de-tela-2016-10-24-as-15-25-04\" width=\"1486\" height=\"736\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.04.png 1486w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.04-300x149.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.04-768x380.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.04-1024x507.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1486px) 100vw, 1486px\" \/><\/a>\r\n\r\nDentre os produtos finais e diretos do processo Transfer\u00eancia Tecnol\u00f3gica, a Tabela 2 indica quais dos produtos listados foram apontados como principais resultados no desenvolvimento dos projetos. Eles apresentaram como principal output publica\u00e7\u00f5es de pesquisas cient\u00edficas sobre tecnologias de energia solar FV. Verifica-se que a Chamada N\u00ba 013\/2011 n\u00e3o foi destinada ao desenvolvimento de inova\u00e7\u00f5es e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de tecnologias, pois nenhum dos projetos indicaram que houve dep\u00f3sito de patentes e nem produ\u00e7\u00e3o local de tecnologias de energia solar fotovoltaica.\r\n\r\n<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.16.png\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1276\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.16.png\" alt=\"captura-de-tela-2016-10-24-as-15-25-16\" width=\"1496\" height=\"618\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.16.png 1496w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.16-300x124.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.16-768x317.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2016\/10\/Captura-de-Tela-2016-10-24-a\u0300s-15.25.16-1024x423.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1496px) 100vw, 1496px\" \/><\/a>\r\n\r\n<strong>Conclus\u00f5es<\/strong>\r\n\r\nComo a maioria das tecnologias de baixo carbono, a energia solar fotovoltaica sofre falhas de mercado e no Brasil, como em muitos pa\u00edses, h\u00e1 pouca demanda, e a sua transfer\u00eancia internacional, bem como a sua aplica\u00e7\u00e3o generalizada precisou ser apoiada atrav\u00e9s de interven\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas.\r\n\r\nA transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica, como um dos resultados esperados da Chamada N\u00ba 013\/2011, foi identificada na maioria dos projetos analisados. A gera\u00e7\u00e3o do conhecimento e de capacidades no setor de energia solar FV foram observados em atividades relacionadas desde a elabora\u00e7\u00e3o do projeto, at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da USFV, como em atividades de aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos, elabora\u00e7\u00e3o dos projetos de engenharia, na fase de montagem das estruturas met\u00e1licas, na montagem das estruturas el\u00e9tricas, etc.\r\n\r\nHouve a necessidade de um processo de aprendizagem para compreender, utilizar e replicar a tecnologia, incluindo a capacidade de escolher e adaptar-se \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais e integr\u00e1-la com as estruturas nacionais. Sendo poss\u00edvel identificar intera\u00e7\u00f5es diretas que envolveram os fornecedores de insumos ou bens de capital, consultores, fornecedores de tecnologia, universidades, \u00f3rg\u00e3os de treinamento, etc.\r\n\r\nFinalmente, \u00e9 seguro afirmar que a chamada estimulou, ao menos, o in\u00edcio do desenvolvimento de uma \u201ccapacidade tecnol\u00f3gica nacional\u201d na \u00e1rea de energia solar fotovoltaica, conceito desenvolvido por Lall (2005), que a define como \u201cum conjunto de habilidades, experi\u00eancias e esfor\u00e7os que permitem que as empresas de um pa\u00eds adquiram, utilizem, adaptem, aperfei\u00e7oem e criem tecnologias com efici\u00eancia\u201d. Sendo que o Brasil ainda n\u00e3o estaria na fase de cria\u00e7\u00e3o de tecnologias.\r\n\r\n<strong>\u00a0<\/strong>\r\n\r\n<strong>Refer\u00eancias:<\/strong>\r\n\r\nANEEL (2011). Chamada n\u00ba 013\/2011 - Projeto de P&amp;D Estrat\u00e9gico \u201cArranjos T\u00e9cnicos e Comerciais para Inser\u00e7\u00e3o da Gera\u00e7\u00e3o Solar Fotovoltaica na Matriz Energ\u00e9tica Brasileira\u201d. Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica \u2013 ANEEL.\r\n\r\nBell M, Figueiredo P. Innovation capability building and learning mechanisms in latecomer firms: recent empirical contributions and implications for research. Can J Dev 2012;37\u201341.\r\n\r\nDechezlepr\u00eatre A, M Glachant, Y M\u00e9ni\u00e8re. Technology transfer by CDM projects: A comparison of Brazil, China, India and Mexico. Energy policy 37 (2), 703-711.\r\n\r\nLALL, Sanjaya [2005]. A mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica e a industrializa\u00e7\u00e3o nas economias de industrializa\u00e7\u00e3o recente da \u00c1sia: conquistas e desafios. In: KIM, Linsu; NELSON, Richard.(Ed.). Tecnologia aprendizado e inova\u00e7\u00e3o: as experi\u00eancias das economias de industrializa\u00e7\u00e3o recente. 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