{"id":1510,"date":"2019-07-24T16:35:57","date_gmt":"2019-07-24T19:35:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/?p=1510"},"modified":"2022-06-21T12:32:45","modified_gmt":"2022-06-21T15:32:45","slug":"compreender-os-padroes-de-calor-nas-regioes-urbanas-pode-melhorar-a-qualidade-de-vida-nas-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/2019\/07\/24\/compreender-os-padroes-de-calor-nas-regioes-urbanas-pode-melhorar-a-qualidade-de-vida-nas-cidades\/","title":{"rendered":"Compreender os padr\u00f5es de calor nas regi\u00f5es urbanas pode melhorar a qualidade de vida nas cidades"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><em>Texto por:\u00a0 Maximilian Kadzioch*<\/em><br \/>\n<em>Tradu\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o: Sarah C. Schmidt\u00a0<\/em><br \/>\n<em>Revis\u00e3o t\u00e9cnica: Rodolfo Gomes<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Desde 2007, o n\u00famero de pessoas no mundo vivendo em cidades ultrapassou o n\u00famero de pessoas vivendo em \u00e1reas rurais. Hoje, a popula\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 estimada em quase 4,2 bilh\u00f5es de pessoas. Esse n\u00famero \u00e9 apenas um retrato da tend\u00eancia atual de urbaniza\u00e7\u00e3o, um dos principais processos de mudan\u00e7a global. Embora a urbaniza\u00e7\u00e3o possa ser vista em todo o mundo, os pa\u00edses em desenvolvimento, em especial, experimentaram uma forte tend\u00eancia de urbaniza\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas. A Am\u00e9rica Latina, por exemplo, mostra uma taxa significativamente maior de popula\u00e7\u00e3o urbana (quase 80%) do que a m\u00e9dia mundial (cerca de 55%), como pode ser visto na Figura 1, abaixo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1511\" aria-describedby=\"caption-attachment-1511\" style=\"width: 890px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/populacao-urbana-america-latina-caribe.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1511 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/populacao-urbana-america-latina-caribe.png\" alt=\"\" width=\"890\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/populacao-urbana-america-latina-caribe.png 890w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/populacao-urbana-america-latina-caribe-300x133.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/populacao-urbana-america-latina-caribe-768x342.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/populacao-urbana-america-latina-caribe-604x270.png 604w\" sizes=\"(max-width: 890px) 100vw, 890px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1511\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Percentage of urban population of the total population in Latin America &amp; Caribbean and the world average. Fonte: <a href=\"https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/SP.URB.TOTL\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The World Bank Group, 2018\u00a0<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O processo de urbaniza\u00e7\u00e3o leva a um crescimento das cidades, tanto em termos de expans\u00e3o de sua \u00e1rea como do adensamento das edifica\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m das oportunidades socioecon\u00f4micas de gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda, a aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas nas cidades \u00e9 acompanhada de um aumento da vulnerabilidade a doen\u00e7as, desastres naturais e cat\u00e1strofes antropog\u00eanicas (causadas pela a\u00e7\u00e3o do ser humano). Este \u00e9 um problema ainda maior nos pa\u00edses em desenvolvimento, onde as possibilidades de mitiga\u00e7\u00e3o (redu\u00e7\u00e3o dos impactos) e adapta\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais limitadas do que nos pa\u00edses desenvolvidos, geralmente devido \u00e0 falta de recursos financeiros e estruturas de governan\u00e7a adequadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Uma das maiores amea\u00e7as para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o nas cidades \u00e9 o calor, especialmente na chamada ilha de calor urbana \u2013 ICU (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">urban heat island \u2013 UHI<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, em ingl\u00eas), que tem uma temperatura significativamente mais elevada do que a do seu entorno. Em geral, regi\u00f5es urbanas maiores e\/ou mais densas apresentam temperaturas mais altas do que sua <\/span><span style=\"font-weight: 400\">periferia rural<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, principalmente devido \u00e0s caracter\u00edsticas t\u00e9rmicas dos materiais de constru\u00e7\u00e3o (que podem acumular mais ou menos calor do sol ao longo do dia) e da geometria urbana, bem como <\/span><span style=\"font-weight: 400\">ao aquecimento ativo\u00a0 (gerado pelos ve\u00edculos, ares-condicionados e m\u00e1quinas em geral ) <\/span><span style=\"font-weight: 400\">(Figura 2). Esse fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como efeito de ilha de calor urbana e ele tem grandes impactos na <\/span><span style=\"font-weight: 400\">sa\u00fade humana<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> e no consumo de energia em cidades de todos os tamanhos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1512\" aria-describedby=\"caption-attachment-1512\" style=\"width: 842px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ilha-de-calor-urbana-campinas-energia-e-ambiente-unicamp.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1512 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ilha-de-calor-urbana-campinas-energia-e-ambiente-unicamp.png\" alt=\"\" width=\"842\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ilha-de-calor-urbana-campinas-energia-e-ambiente-unicamp.png 842w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ilha-de-calor-urbana-campinas-energia-e-ambiente-unicamp-300x137.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ilha-de-calor-urbana-campinas-energia-e-ambiente-unicamp-768x350.png 768w\" sizes=\"(max-width: 842px) 100vw, 842px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1512\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Schematic heat island profile for different types of urban density. Fonte: Fuladlu et al., 2018<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Al\u00e9m disso, os efeitos combinados da urbaniza\u00e7\u00e3o crescente e das mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas (por exemplo, crescimento populacional e envelhecimento) aumentam o risco de estresse t\u00e9rmico, taxas de mortalidade, expans\u00e3o de doen\u00e7as infecciosas ou podem ser vetores de v\u00edrus, como, por exemplo, Zika ou Mal\u00e1ria. Esses problemas s\u00e3o potencializados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que est\u00e3o levando a um aumento da temperatura global e a aumento na frequ\u00eancia e na intensidade de eventos extremos, incluindo ondas de calor. Essa tend\u00eancia de aquecimento global pode ser observada para a cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, onde se v\u00ea ao longo dos anos o aumento do n\u00famero de dias com onda de calor por ano (Figura 3).\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1513\" aria-describedby=\"caption-attachment-1513\" style=\"width: 734px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ondas-de-calor-sao-paulo-energia-e-ambiente.png\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1513 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ondas-de-calor-sao-paulo-energia-e-ambiente.png\" alt=\"\" width=\"734\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ondas-de-calor-sao-paulo-energia-e-ambiente.png 734w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ondas-de-calor-sao-paulo-energia-e-ambiente-300x188.png 300w\" sizes=\"(max-width: 734px) 100vw, 734px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1513\" class=\"wp-caption-text\">Fugura 3: Number of heat wave days (NHWD) in the city Sao Paulo for the period of 1960 to 2015. Fonte: Geirinhas et al., 2017<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O conhecimento sobre o desenvolvimento temporal de<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> ilhas de calor <\/span><span style=\"font-weight: 400\">em regi\u00f5es urbanas, comparado com informa\u00e7\u00f5es sobre a mudan\u00e7a e a expans\u00e3o da infraestrutura, permite encontrar estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es de altas temperaturas dentro das cidades. Neste sentido, os dados de <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sensoriamento_remoto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-weight: 400\">sensoriamento remoto<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> (levantamento de informa\u00e7\u00f5es sobre a superf\u00edcie terrestre realizado por meio de sensores distantes ou remotos, como em sat\u00e9lites) oferecem a grande oportunidade de investigar simultaneamente a temperatura de uma cidade inteira e seus arredores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para isso, o <\/span><a href=\"https:\/\/www.usgs.gov\/land-resources\/nli\/landsat\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-weight: 400\">Landsat Missions<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> se mostra como o recurso mais importante para obter esses dados, j\u00e1 que fornece informa\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas para se pesquisar o que vem acontecendo a longo prazo com a temperatura da superf\u00edcie da Terra, com registros desde 1972. Seus \u2013<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">por enquanto <\/span><span style=\"font-weight: 400\">&#8211; nove sat\u00e9lites oferecem uma s\u00e9rie temporal \u00fanica de padr\u00f5es de temperatura de qualquer cidade no mundo (Figura 4) com uma resolu\u00e7\u00e3o espacial de at\u00e9 60 metros, o que significa que a medi\u00e7\u00e3o da temperatura \u00e9 feita para uma \u00e1rea de 3.600 m\u00b2. Essa combina\u00e7\u00e3o de consist\u00eancia temporal e alta resolu\u00e7\u00e3o espacial tornam os dados do Landsat uma fonte valiosa para analisar padr\u00f5es de temperatura.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1514\" aria-describedby=\"caption-attachment-1514\" style=\"width: 938px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/landsat-missions-sao-paulo-temperatura-energia-e-ambiente.png\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1514\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/landsat-missions-sao-paulo-temperatura-energia-e-ambiente.png\" alt=\"\" width=\"938\" height=\"376\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/landsat-missions-sao-paulo-temperatura-energia-e-ambiente.png 938w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/landsat-missions-sao-paulo-temperatura-energia-e-ambiente-300x120.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/landsat-missions-sao-paulo-temperatura-energia-e-ambiente-768x308.png 768w\" sizes=\"(max-width: 938px) 100vw, 938px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1514\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4: Temporal overview of all nine satellites of the Landsat Missions.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os sensores da frota Landsat s\u00e3o multiespectrais, ou seja, registram em diferentes faixas do espectro eletromagn\u00e9tico. Os dados da banda t\u00e9rmica (10,40-12,50 \u00b5m) podem fornecer uma medi\u00e7\u00e3o da temperatura da superf\u00edcie terrestre para qualquer regi\u00e3o. A compara\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es de temperatura das \u00e1reas rurais do entorno permite<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> separar o impacto do efeito das ilhas de calor\u00a0 do impacto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> na tend\u00eancia de temperatura das cidades. Isso \u00e9 importante para vincular as altera\u00e7\u00f5es no padr\u00e3o de temperatura \u00e0s altera\u00e7\u00f5es de infraestrutura urbana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Nos pr\u00f3ximos meses, o projeto de pesquisa \u201cEstimando a futura demanda por refrigera\u00e7\u00e3o na cidade de Campinas (SP): an\u00e1lise das tend\u00eancias de temperatura a partir de dados clim\u00e1ticos e de sensoriamento remoto\u201d <\/span><span style=\"font-weight: 400\">(<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Estimating the future cooling demand in Campinas by analyzing urban temperature trends from climate and remotely sensed data<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">)<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> analisar\u00e1 o desenvolvimento da temperatura da regi\u00e3o urbana da cidade\u00a0 com dados obtidos pelo Landsat Missions, cobrindo os \u00faltimos 30 anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O objetivo \u00e9 reunir informa\u00e7\u00f5es sobre o desenvolvimento temporal e espacial da ilha de calor urbana e conectar essas informa\u00e7\u00f5es a quest\u00f5es pr\u00e1ticas como demanda, consumo e distribui\u00e7\u00e3o de energia, bem como quest\u00f5es de sa\u00fade p\u00fablica. O planejamento urbano pode aplicar conhecimentos relacionados para melhorar a infraestrutura urbana e o padr\u00e3o de vida de uma popula\u00e7\u00e3o em constante crescimento. Os resultados desse projeto fornecer\u00e3o importantes informa\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o desse planejamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00c0 medida em que a pesquisa avan\u00e7ar, traremos novos posts sobre o assunto, com resultados preliminares e conclus\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>*<em>Maximilian Kadzioch \u00e9 mestrando da Universidade Ludwig-Maximilians de Munique e realiza um projeto de pesquisa em nome da RLS-Network \u00a0na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Graduado em geografia, suas pesquisas s\u00e3o focadas nas possibilidades de monitoramento, modelagem e gerenciamento de sistemas ambientais em quest\u00f5es que envolvem mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e sustentabilidade.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2007, o n\u00famero de pessoas no mundo vivendo em cidades ultrapassou o n\u00famero de pessoas vivendo em \u00e1reas rurais. Hoje, a popula\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 estimada em quase 4,2 bilh\u00f5es de pessoas. Esse n\u00famero \u00e9 apenas um retrato da tend\u00eancia atual de urbaniza\u00e7\u00e3o, um dos principais processos de mudan\u00e7a global.<\/p>\n","protected":false},"author":310,"featured_media":1512,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8,14],"tags":[59,60,44,58],"class_list":["post-1510","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eficiencia-energetica","category-mudancas-climaticas","tag-ilha-de-calor-urbana","tag-ilhas-de-calor","tag-mudancas-climaticas","tag-sensoriamento-remoto"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2019\/07\/ilha-de-calor-urbana-campinas-energia-e-ambiente-unicamp.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1510","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/310"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1510"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1510\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1715,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1510\/revisions\/1715"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1510"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1510"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1510"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}