{"id":352,"date":"2010-06-13T11:39:35","date_gmt":"2010-06-13T14:39:35","guid":{"rendered":"http:\/\/gilbertomartino.wordpress.com\/?p=352"},"modified":"2010-06-13T11:39:35","modified_gmt":"2010-06-13T14:39:35","slug":"revista-epoca-domingo-13-de-junho-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/2010\/06\/13\/revista-epoca-domingo-13-de-junho-de-2010\/","title":{"rendered":"Revista \u00c9poca Domingo, 13 de junho de 2010"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"font-size:large\">D\u00e1 para crescer sem sujar<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Domingo, 13 de junho de 2010<\/p>\n<p><strong>Um estudo in\u00e9dito do <\/strong><strong><span style=\"color:#000080\">Banco  Mundial<\/span><\/strong><strong> revela como o Brasil pode se desenvolver &#8211; e ao  mesmo tempo reduzir seu impacto no clima da Terra <\/strong><\/p>\n<p>Aline Ribeiro<\/p>\n<p>O Brasil tem uma miss\u00e3o dif\u00edcil pela frente: reduzir seu impacto  no aquecimento global, sem sacrificar o desenvolvimento. N\u00e3o importa o  ritmo das negocia\u00e7\u00f5es internacionais, os pa\u00edses ter\u00e3o de reduzir suas  emiss\u00f5es de poluentes, e o Brasil, como oitavo maior emissor do mundo,  tem suas responsabilidades. O pa\u00eds j\u00e1 se comprometeu oficialmente a  fazer isso, mas at\u00e9 agora n\u00e3o detalhou seu plano. Alguns Estados, como  S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m criaram leis do clima, sem especificar como chegar\u00e3o  aos objetivos. Um estudo in\u00e9dito do <span style=\"color:#000080\">Banco Mundial<\/span>,  a ser apresentado na quinta-feira, pode ajudar a estabelecer pol\u00edticas  de redu\u00e7\u00e3o de poluentes. Trata-se do mais aprofundado mapeamento das  medidas que reduzem emiss\u00f5es, quanto custam, em que setores est\u00e3o e que  resultado podem gerar.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mail.google.com\/a\/iei-la.org\/?ui=2&amp;ik=238bd63511&amp;view=att&amp;th=12931a18b0117c1e&amp;attid=0.3&amp;disp=emb&amp;zw\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"269\" \/><br \/>\nSegundo o estudo, se continuar crescendo da forma atual, o pa\u00eds chegar\u00e1 a  2030 tendo despejado na atmosfera 29 bilh\u00f5es de toneladas de gases  respons\u00e1veis pelo efeito estufa. Com algumas mudan\u00e7as de tecnologia e  pol\u00edticas p\u00fablicas, essa heran\u00e7a ruim pode ser reduzida em 11 bilh\u00f5es de  toneladas, uma economia de 37% do que ter\u00edamos jogado no ar.<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p>Os investimentos para reduzir nossas emiss\u00f5es chegariam a US$ 725  bilh\u00f5es at\u00e9 2030<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds analisado pelo <span style=\"color:#000080\">Banco  Mundial<\/span> (o primeiro foi o M\u00e9xico). Os pr\u00f3ximos ser\u00e3o \u00cdndia,  \u00c1frica do Sul e Indon\u00e9sia. O estudo demorou mais de um ano. Envolveu 70  especialistas brasileiros de universidades e centros de pesquisa, al\u00e9m  de representantes de dez minist\u00e9rios. Os pesquisadores compararam dois  cen\u00e1rios. Um avalia o que aconteceria se o Brasil seguisse o caminho  atual, incluindo as previs\u00f5es de investimentos em tecnologias limpas,  como novas hidrel\u00e9tricas. O outro \u00e9 o cen\u00e1rio de baixo carbono, que  envolve a\u00e7\u00f5es adicionais para reduzir as emiss\u00f5es. &#8220;Identificamos as  possibilidades de redu\u00e7\u00e3o e apontamos os desafios&#8221;, diz Christophe de  Gouvello, do departamento de desenvolvimento sustent\u00e1vel do <span style=\"color:#000080\">Banco Mundial<\/span>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mail.google.com\/a\/iei-la.org\/?ui=2&amp;ik=238bd63511&amp;view=att&amp;th=12931a18b0117c1e&amp;attid=0.4&amp;disp=emb&amp;zw\" alt=\"\" width=\"398\" height=\"486\" \/><br \/>\nA transi\u00e7\u00e3o para uma economia verde tem custos: em torno de US$ 725  bilh\u00f5es at\u00e9 2030. \u00c9 mais do que o Plano de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento  (PAC) do governo, que prev\u00ea US$ 504 bilh\u00f5es. Mas boa parte do  investimento no clima se reverteria em melhora nas condi\u00e7\u00f5es de vida dos  brasileiros. Al\u00e9m disso, 17 das principais a\u00e7\u00f5es podem dar retorno  financeiro &#8211; como a reciclagem e o uso de energia solar na ind\u00fastria.  &#8220;J\u00e1 h\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o de que limpar setores da economia \u00e9 um \u00f3timo  neg\u00f3cio&#8221;, diz Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial  Brasileiro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (CEBDS). &#8220;Mas o caminho est\u00e1  mal desenhado. Precisamos das ferramentas para cumprir nossas metas.&#8221;<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p>Mexer no transporte \u00e9 mais caro do que reduzir o desmatamento.  Mas afeta a vida de mais gente<\/p>\n<p>__________<\/p>\n<p>Um dos m\u00e9ritos do estudo \u00e9 revelar como o Brasil pode reduzir  emiss\u00f5es em \u00e1reas al\u00e9m das florestas. At\u00e9 ent\u00e3o, o grande foco das  aten\u00e7\u00f5es era a conten\u00e7\u00e3o do desmatamento. Por um motivo: s\u00f3 ela j\u00e1 daria  conta de 56% de nosso potencial para reduzir as emiss\u00f5es at\u00e9 2030, a um  custo relativamente baixo: US$ 24 bilh\u00f5es. Mas o pa\u00eds precisa pensar  al\u00e9m. Fora as florestas, a maior oportunidade est\u00e1 nas \u00e1reas de energia,  transporte e res\u00edduos. Apesar de ter uma gera\u00e7\u00e3o de energia dominada  por hidrel\u00e9tricas, que poluem pouco, as ind\u00fastrias usam bastante  combust\u00edvel derivado de petr\u00f3leo em suas caldeiras. Podem reduzir as  emiss\u00f5es substituindo-o por biomassa, como restos da palha da cana ou da  casca do arroz. O levantamento sugere ainda aumentar a efici\u00eancia das  refinarias de petr\u00f3leo e investir em campos e\u00f3licos.<\/p>\n<p>As medidas nas \u00e1reas al\u00e9m do desmatamento tocam diretamente a  vida nas grandes cidades. Como as implanta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 ou linhas de  \u00f4nibus expresso, ou BRTs. S\u00e3o \u00f4nibus que rodam em faixas exclusivas e  t\u00eam plataformas elevadas de embarque, como as esta\u00e7\u00f5es de trem, que  foram consagradas em Curitiba. Esses sistemas de transporte p\u00fablico  tiram carros da rua, diminuem os congestionamentos e portanto melhoram o  ar. &#8220;Mexer no transporte \u00e9 mais caro do que reduzir o desmatamento na  Amaz\u00f4nia, mas afeta imediatamente nossa qualidade de vida&#8221;, diz Eduardo  Viola, professor titular do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da  Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Embora essas a\u00e7\u00f5es fora do setor florestal sejam mais  complicadas, elas s\u00e3o mais f\u00e1ceis de aprovar &#8211; metr\u00f4, lixo ou energia  s\u00e3o mais vis\u00edveis para os eleitores das grandes cidades. Com press\u00e3o da  opini\u00e3o p\u00fablica, a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es pode virar bandeira pol\u00edtica e  empresarial. Assim, o Brasil chegaria ao futuro mais limpo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O Brasil tem uma miss\u00e3o dif\u00edcil pela frente: reduzir seu impacto no aquecimento global, sem sacrificar o desenvolvimento. N\u00e3o importa o ritmo das negocia\u00e7\u00f5es internacionais, os pa\u00edses ter\u00e3o de reduzir suas emiss\u00f5es de poluentes, e o Brasil, como oitavo maior emissor do mundo, tem suas responsabilidades. O pa\u00eds j\u00e1 se comprometeu oficialmente a fazer isso, mas at\u00e9 agora n\u00e3o detalhou seu plano. Alguns Estados, como S\u00e3o Paulo, tamb\u00e9m criaram leis do clima, sem especificar como chegar\u00e3o aos objetivos. Um estudo in\u00e9dito do Banco Mundial, a ser apresentado na quinta-feira, pode ajudar a estabelecer pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o de poluentes. Trata-se do mais aprofundado mapeamento das medidas que reduzem emiss\u00f5es, quanto custam, em que setores est\u00e3o e que resultado podem gerar. &#8220;<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8,11,14,16],"tags":[],"class_list":["post-352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eficiencia-energetica","category-fontes-renovaveis","category-mudancas-climaticas","category-relatorios-de-projetos"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=352"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/352\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/energiaeambiente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}