{"id":348,"date":"2017-06-30T20:25:02","date_gmt":"2017-06-30T23:25:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ensinogeo\/?p=348"},"modified":"2017-07-12T20:08:28","modified_gmt":"2017-07-12T23:08:28","slug":"como-medir-distancia-entre-o-aluno-e-o-professor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ensinogeo\/2017\/06\/30\/como-medir-distancia-entre-o-aluno-e-o-professor\/","title":{"rendered":"Como usar a dist\u00e2ncia transacional no ensino de Geoci\u00eancias?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Em tempos de metodologias ativas na educa\u00e7\u00e3o, vale a pena perguntar: como medir a dist\u00e2ncia entre o professor, o aluno e o material did\u00e1tico? Tal quest\u00e3o serve tanto para a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia quanto para educa\u00e7\u00e3o presencial. A Teoria da Dist\u00e2ncia Transacional (Moore,1993), ajuda a responder essa quest\u00e3o e indica que\u00a0quanto menor a dist\u00e2ncia, maior ser\u00e1 o aprendizado. Vamos entender um pouco melhor esse conceito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As tecnologias ganham espa\u00e7o em nossa sociedade quando come\u00e7am a ser utilizadas dentro de casa, no escrit\u00f3rio e na f\u00e1brica. Em seguida, dependendo do sucesso do seu uso, elas adquirem valor no cen\u00e1rio educacional. Podemos usar como exemplo o r\u00e1dio, a televis\u00e3o e o telefone como tecnologias que ap\u00f3s serem incorporadas no cotidiano das pessoas, seja por isolamento geogr\u00e1fico ou por condi\u00e7\u00f5es sociais adversas, come\u00e7aram a ser utilizadas para auxiliar o processo educativo em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As tecnologias como o email, a Internet e os dispositivos m\u00f3veis melhoraram a intera\u00e7\u00e3o e a velocidade de comunica\u00e7\u00e3o entre estudantes e professores no cen\u00e1rio da educa\u00e7\u00e3o, favorecendo a expans\u00e3o do ensino h\u00edbrido, em todos os n\u00edveis, mas principalmente na prolifera\u00e7\u00e3o de cursos \u00e0 dist\u00e2ncia. Entretanto surge uma confus\u00e3o entre aqueles que usam a internet na educa\u00e7\u00e3o e pensam que est\u00e3o praticando a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. Muitos pensam que a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia come\u00e7ou com a internet e que \u00e9 um territ\u00f3rio inexplorado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O modelo de dist\u00e2ncia transacional proposto por Michael Moore \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o seminal na \u00e1rea de ensino \u00e0 dist\u00e2ncia e constitui ferramenta valiosa para pensar inova\u00e7\u00f5es nos m\u00e9todos escolares de forma geral. Com base no modelo, a separa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica entre ensino presencial e ensino \u00e0 dist\u00e2ncia perde for\u00e7a, e novas vari\u00e1veis s\u00e3o acrescentadas na triangula\u00e7\u00e3o entre alunos, professor e materiais de um determinado curso, emergindo as vari\u00e1veis Estrutura, Di\u00e1logo e Autonomia. Em um cen\u00e1rio ideal busca-se minimizar a dist\u00e2ncia transacional, o que elevaria a efic\u00e1cia dos cursos. Isso poderia ser aproveitado no planejamento de novos cursos, sobretudo no campo de forma\u00e7\u00e3o de professores. Pode-se propor rela\u00e7\u00f5es entre a dist\u00e2ncia transacional com a implementa\u00e7\u00e3o de cursos h\u00edbridos e seus efeitos positivos ou negativos para o ensino de Geoci\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando o aluno e o professor n\u00e3o est\u00e3o no mesmo lugar, o professor faz a sele\u00e7\u00e3o de ferramentas de m\u00eddia apropriadas para atender \u00e0s necessidades da sua proposta pedag\u00f3gica. Nesse momento, \u00e9 importante identificar quais s\u00e3o as ferramentas dispon\u00edveis aos professores e alunos para alcan\u00e7ar os objetivos de aprendizagem. A partir do uso dessas ferramentas e das intera\u00e7\u00f5es ao longo do processo educativo, poder\u00edamos medir a dist\u00e2ncia transacional, ou seja:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 90px;text-align: justify\"><em>\u201c&#8230;esta dist\u00e2ncia \u00e9 a dist\u00e2ncia da compreens\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o causada pela dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica que tem de ser ultrapassada por professores, alunos e institui\u00e7\u00f5es educativas para que ocorra um processo de aprendizagem eficaz, deliberado e planejado. Os procedimentos para ultrapassar esta dist\u00e2ncia s\u00e3o de natureza interativa e de concep\u00e7\u00e3o educativa e, para enfatizar que a dist\u00e2ncia \u00e9 pedag\u00f3gica e n\u00e3o geogr\u00e1fica, usamos o termo \u201cdist\u00e2ncia transacional\u201d (Moore &amp; Kearsley, 2007).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No ensino de Geoci\u00eancias, este conceito pode ser utilizado para melhorar a qualidade dos cursos que utilizam as tecnologias digitais para oportunizar a aprendizagem online. Ele pode ser \u00fatil para ampliar o acesso aberto aos conhecimentos geocient\u00edficos nos sistemas convencionais e contribuir para melhorar a qualidade dos cursos online ou que utilizam tecnologias. Outra contribui\u00e7\u00e3o importante desta teoria \u00e9 a import\u00e2ncia dada ao di\u00e1logo, ou seja, o papel dos professores para promover intera\u00e7\u00f5es com os alunos, mesmo que fora da sala de aula ou da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n<h3>Uma experi\u00eancia de Trabalho de campo<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma estrat\u00e9gia que pode ser utilizada para diminuir a dist\u00e2ncia transacional nos cursos de Geoci\u00eancias \u00e9 promover os trabalhos de campo. Estas sa\u00eddas organizadas pelos professores fortalecem a intera\u00e7\u00e3o entre os participantes e em tempos de tecnologias digitais, podem ser acompanhadas, em tempo real, \u00e0 dist\u00e2ncia por aqueles que n\u00e3o podem participar presencialmente. Se voc\u00ea quer vivenciar um pouco este processo, acompanhe o nosso trabalho de campo ao Pico do Itamb\u00e9 (2060 metros de altitude) nos dias 29 e 30 de julho de 2017 a partir do nosso blog, na <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ensinogeo\/ao-vivo\/\">TV EnsinoGeo<\/a>. Iremos transmitir ao vivo essa aventura.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>MOORE, M. (1993) Theory of Transactional Distance. New York: Routledge, p. 23-25<\/p>\n<p>MOORE, M. (2007) Educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia: uma vis\u00e3o integrada. Michael G. Moore, Greg Kesrley. Tradu\u00e7\u00e3o Roberto Galman. S\u00e3o Paulo: Thomson Learning.<\/p>\n<p>Fonte imagem destacada:<\/p>\n<p>https:\/\/joaopinto-ua.wikispaces.com\/Dist%C3%A2ncia+transacional<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Em tempos de metodologias ativas na educa\u00e7\u00e3o, vale a pena perguntar: como medir a dist\u00e2ncia entre o professor, o aluno e o material did\u00e1tico? 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