{"id":1013,"date":"2026-07-23T08:05:54","date_gmt":"2026-07-23T11:05:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/?p=1013"},"modified":"2026-07-23T09:30:23","modified_gmt":"2026-07-23T12:30:23","slug":"exterior-colageno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/07\/23\/exterior-colageno\/","title":{"rendered":"Pesquisa no exterior: como \u00e9 investigar a oxida\u00e7\u00e3o do col\u00e1geno na Inglaterra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia de fazer pesquisa no exterior vai muito al\u00e9m de aprender novas t\u00e9cnicas. Durante seu doutorado sandu\u00edche na University of Reading, no Reino Unido, a doutoranda Ma. Nathalia Margarida Cantu\u00e1ria investiga uma pergunta que pode ajudar a explicar complica\u00e7\u00f5es de doen\u00e7as cr\u00f4nicas: o que acontece quando o col\u00e1geno sofre oxida\u00e7\u00e3o? Nesta mat\u00e9ria, explicamos um pouco da pesquisa e contamos com a colabora\u00e7\u00e3o da Ma. Nathalia, que compartilha como tem sido sua viv\u00eancia internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta \u00e9 a primeira mat\u00e9ria do <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/quem-somos-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Farmaco em Foco<\/a> que conta com a colabora\u00e7\u00e3o de uma das alunas do nosso <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/farmacologia-da-unicamp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Farmacologia<\/a> (FCM-Unicamp): <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9353335503445662\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ma. Nathalia Margarida Cantu\u00e1ria<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ma. Nathalia realizou mestrado em Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas pela Universidade de Sorocaba. Hoje, em seu doutorado pela Unicamp, ela \u00e9 orientada pelo <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2259028092215827\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Prof. Dr. Renato Sim\u00f5es Gaspar<\/a>, do <a href=\"https:\/\/portal.fcm.unicamp.br\/ecmlab\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laborat\u00f3rio de Matriz Extracelular<\/a>. Seus estudos investigam como a oxida\u00e7\u00e3o do col\u00e1geno pode alterar a resposta de plaquetas e c\u00e9lulas endoteliais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, Ma. Nathalia realiza parte de seu doutorado na <a href=\"https:\/\/www.reading.ac.uk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">University of Reading<\/a>, no Reino Unido, sob supervis\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.reading.ac.uk\/biomedical-sciences\/staff\/jon-gibbins\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Prof. Dr. Jonathan M. Gibbins<\/a>, refer\u00eancia internacional em biologia plaquet\u00e1ria. O per\u00edodo no exterior \u00e9 financiado pelo<strong> Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq)<\/strong>, proporcionando \u00e0 Nathalia o aprendizado de t\u00e9cnicas e a troca de experi\u00eancias com pesquisadores de diferentes pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A convite do <strong>Farmaco em Foco<\/strong>, Nathalia compartilha, a seguir, um <strong>relato sobre sua experi\u00eancia na Inglaterra<\/strong> e sobre como viver e fazer ci\u00eancia em outro pa\u00eds t\u00eam contribu\u00eddo para sua forma\u00e7\u00e3o como pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-1\"><strong>A experi\u00eancia do Doutorado Sandu\u00edche na Inglaterra<\/strong> <strong>(por Ma. Nathalia)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/36-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1025\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/36-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/36-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Ma. Nathalia na University of Reading (Reading, Inglaterra).<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em algum momento da trajet\u00f3ria acad\u00eamica, muitos p\u00f3s-graduandos sonham em viver a experi\u00eancia de realizar parte de seus projetos de <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">pesquisa no exterior<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E esse sonho vai al\u00e9m da oportunidade de conhecer outro pa\u00eds: <strong>\u00e9 a possibilidade de enriquecer o curr\u00edculo, trocar conhecimentos com diferentes pesquisadores e ampliar os horizontes<\/strong>. Viver essa experi\u00eancia influencia n\u00e3o apenas a forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas tamb\u00e9m o crescimento pessoal. Afinal, dizem que <strong>s\u00f3 crescemos fora da nossa zona de conforto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, \u00e9 a chance de representar o seu pa\u00eds e mostrar que <strong>o Brasil \u00e9 muito mais do que a m\u00eddia mostra<\/strong>. Essa \u00e9 uma oportunidade de criar redes de contatos, fazer networking com pesquisadores de diferentes nacionalidades, aprender novos m\u00e9todos e compartilhar diferentes percep\u00e7\u00f5es sobre como, onde e por que fazer pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, existem diferentes formas de conseguir financiamento para um per\u00edodo no exterior. As principais, no meio acad\u00eamico, s\u00e3o as <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">bolsas sandu\u00edche<\/mark><\/strong> financiadas pela <strong>CAPES<\/strong>, pelo <strong>CNPq<\/strong> e pelas <strong>Funda\u00e7\u00f5es de Amparo \u00e0 Pesquisa<\/strong> de diferentes estados, como a <strong>FAPESP<\/strong> (bolsas BEPE). As regras variam conforme a ag\u00eancia financiadora, ent\u00e3o \u00e9 sempre importante consultar os editais e demais informa\u00e7\u00f5es nos sites oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sob a perspectiva acad\u00eamica, desenvolver atividades de pesquisa em outro pa\u00eds proporciona um aprendizado enorme e uma experi\u00eancia transformadora. Durante o per\u00edodo no exterior, temos contato com diferentes abordagens cient\u00edficas, novos m\u00e9todos, diferentes an\u00e1lises, outra vis\u00e3o sobre como representar os dados e, principalmente, diferentes formas de encarar o trabalho de fazer ci\u00eancia e de como a cultura de cada povo pode influenciar isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fazer pesquisa no exterior tira voc\u00ea completamente da sua zona de conforto<\/strong>. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, a <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">barreira lingu\u00edstica<\/mark><\/strong> \u00e9 apenas um dos desafios. Al\u00e9m dela, \u00e9 preciso compreender que <strong>cada cultura tem um olhar e uma raz\u00e3o diferentes para fazer pesquisa<\/strong>. Isso interfere na forma como os pesquisadores trabalham e como a sociedade enxerga e valoriza esses profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa diferen\u00e7a cultural \u00e9 o que mais me chama a aten\u00e7\u00e3o durante este per\u00edodo em que estou na Inglaterra. Observo que <strong>o ambiente \u00e9 mais leve e tranquilo do que no Brasil<\/strong>. Por\u00e9m, \u00e9 claro que existem outros lugares aqui que seguem um padr\u00e3o mais tradicional, onde muito provavelmente essa minha perspectiva n\u00e3o se aplica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, chama muito a minha aten\u00e7\u00e3o como a maioria dos pesquisadores organiza sua rotina no laborat\u00f3rio, dividindo o dia entre a execu\u00e7\u00e3o de experimentos, a an\u00e1lise dos dados e a leitura de artigos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m observei, pelo menos neste ambiente onde estou, que os pesquisadores procuram <strong>separar a vida acad\u00eamica da vida pessoal<\/strong>. Eles buscam respeitar os hor\u00e1rios dentro do laborat\u00f3rio, focando no que precisam cumprir e valorizando o tempo fora dele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, eles tamb\u00e9m enfrentam <strong>dificuldades semelhantes \u00e0s encontradas no Brasil<\/strong>, como a incerteza de conseguir uma vaga ap\u00f3s o p\u00f3s-doutorado, dificuldades na obten\u00e7\u00e3o de financiamento e os famosos prazos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da experi\u00eancia acad\u00eamica, a viv\u00eancia fora do nosso pa\u00eds tamb\u00e9m \u00e9 capaz de nos mudar completamente e contribuir para nosso crescimento pessoal. Afinal, a vida pessoal e a vida acad\u00eamica podem at\u00e9 ser separadas na agenda, mas dificilmente voc\u00ea ser\u00e1 capaz de separ\u00e1-las dentro de voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">choque cultural<\/mark><\/strong> \u00e9 gritante, principalmente para quem nunca saiu do pa\u00eds antes, como eu. Quem j\u00e1 fez uma viagem internacional a turismo ou para algum congresso cient\u00edfico pode at\u00e9 subestimar essa experi\u00eancia. Mas, convenhamos, isso \u00e9 muito diferente de vivenciar a rotina di\u00e1ria, aprender a utilizar o transporte, fazer compras no mercado, trabalhar e interagir com os moradores locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 na rotina que voc\u00ea vai se dar conta de que existe uma <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">barreira cultural<\/mark><\/strong>. \u00c9 algo que eu n\u00e3o saberia explicar, nem se tentasse. Mas ela est\u00e1 l\u00e1, ela existe, e s\u00f3 essa experi\u00eancia vai fazer voc\u00ea entender.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Copia-de-Final-blog-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1032\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Copia-de-Final-blog-1-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Copia-de-Final-blog-1-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Ma. Nathalia em frente a obra &#8220;Campo De Trigo Com Ciprestes&#8221; (1889), de Van Gogh, na National Gallery, em Londres (Reino Unido).<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para completar essa hist\u00f3ria, ainda h\u00e1 uma experi\u00eancia que une o profissional e o pessoal: <strong>a oportunidade de conhecer pessoas do mundo todo<\/strong>. Para mim, esse \u00e9 o ponto mais importante de todos. Ter a chance de conhecer e conversar com pessoas do mundo inteiro, de diferentes culturas, religi\u00f5es e formas de enxergar o mundo, sejam elas do ambiente acad\u00eamico ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhecer diferentes culturas e pessoas amplia seus horizontes. Isso mostra que o mundo \u00e9 mais complexo e, ao mesmo tempo, mais simples do que voc\u00ea imagina. Voc\u00ea v\u00ea que a gentileza existe, que amizades n\u00e3o precisam de barreiras geogr\u00e1ficas e que a l\u00edngua nunca foi um impedimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia de viver fora faz voc\u00ea enxergar que o mundo \u00e9 muito mais do que fronteiras e pa\u00edses. O mundo \u00e9 feito de pessoas. E \u00e9 isso que torna essa experi\u00eancia completa e t\u00e3o transformadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-2\">Quando tamb\u00e9m fiz ci\u00eancia no Reino Unido<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora quem volta a assumir o texto sou eu, <strong>Mia<\/strong>, a jornalista cient\u00edfica \u00e0 frente deste blog.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante meu doutorado, tamb\u00e9m tive a oportunidade de realizar um <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">per\u00edodo sandu\u00edche<\/mark><\/strong> (como chamamos o tempo de pesquisa realizado em outro pa\u00eds). Curiosamente, n\u00e3o fiquei muito longe de onde Nathalia est\u00e1. Estive na <a href=\"https:\/\/www.strath.ac.uk\/business\/postgraduate\/?utm_medium=paid_social&amp;utm_source=google_pmax&amp;utm_campaign=university_of_strathclyde_sbs_pgt_september_2026_605021&amp;utm_content=sbs_pgt_sept_26_priority_two_brazil_prospecting&amp;utm_term=brazil&amp;gclsrc=aw.ds&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=23948470723&amp;gbraid=0AAAAApQzBIUwjlUtgU-b4Q3hEewn8SseR&amp;gclid=CjwKCAjw1IHTBhAaEiwA4AYNFmu7ItC2q5mv2i5j15dqM8-0CQwLWKzDo3nEypvz-ap8VP56tkfvIxoCLHkQAvD_BwE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">University of Strathclyde<\/a>, em Glasgow, na Esc\u00f3cia (tamb\u00e9m parte do Reino Unido, assim como a Inglaterra).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Assino embaixo de todas as experi\u00eancias relatadas por Nathalia<\/strong>. Ouso dizer que nunca me senti t\u00e3o brasileira quanto durante o per\u00edodo em que estive fora do pa\u00eds. As diferen\u00e7as culturais eram t\u00e3o marcantes que me fizeram reconhecer caracter\u00edsticas tipicamente brasileiras em mim que eu nunca havia percebido antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O per\u00edodo n\u00e3o foi um mar de rosas, como muitas pessoas podem imaginar<\/strong>. Eu j\u00e1 havia viajado anteriormente para outros pa\u00edses, tanto a turismo quanto para congressos cient\u00edficos. Inclusive, j\u00e1 havia ido sozinha para a Inglaterra para participar de um congresso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas nada se compara a morar, estudar e trabalhar em outro pa\u00eds. Mesmo sendo fluente em ingl\u00eas, essa n\u00e3o \u00e9 minha l\u00edngua nativa. Falar (e pensar) o dia todo em ingl\u00eas me trazia um cansa\u00e7o mental enorme. Sem contar o sotaque local, que muitas vezes parecia uma l\u00edngua completamente diferente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, como Nathalia comentou, o mais chocante s\u00e3o as <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">diferen\u00e7as culturais<\/mark><\/strong>. Algumas situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o curiosas e divertidas, como encontrar algo inusitado no mercado. Muitas vezes, por\u00e9m, essas diferen\u00e7as tornam a rotina mais pesada e me faziam sentir deslocada daquela realidade. S\u00e3o burocracias inesperadas, intera\u00e7\u00f5es que parecem estranhas, obriga\u00e7\u00f5es que eu n\u00e3o compreendia, entre tantas outras situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As dificuldades ganham uma nova dimens\u00e3o quando lembramos que somos <strong>latino-americanos<\/strong>. Muitos europeus ainda t\u00eam uma vis\u00e3o estereotipada ou preconceituosa sobre n\u00f3s. Em alguns momentos, isso gerou situa\u00e7\u00f5es bastante desagrad\u00e1veis, que eu nunca havia vivenciado como turista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos obst\u00e1culos, para mim a experi\u00eancia foi incr\u00edvel. <strong>Nenhum ponto negativo supera os positivos.<\/strong> Talvez as pr\u00f3prias dificuldades tenham contribu\u00eddo para que a experi\u00eancia fosse t\u00e3o transformadora. Afinal, <strong>diamantes s\u00f3 se formam sob press\u00e3o<\/strong>. Tive um enorme crescimento profissional e pessoal, que provavelmente demoraria muito mais tempo para alcan\u00e7ar se tivesse permanecido no Brasil (ou talvez nunca acontecesse). Voltei uma pessoa muito mais madura, e isso foi percebido tanto por mim quanto pelas pessoas \u00e0 minha volta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-3\">O inimigo invis\u00edvel do col\u00e1geno<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/37-1024x576.jpg\" alt=\"Col\u00e1geno oxidando ao longo do tempo.\" class=\"wp-image-1026\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/37-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/37-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica de uma fibra de col\u00e1geno oxidando (na ilustra\u00e7\u00e3o, se tornando laranja como ferrugem) ao longo dos anos da vida de uma pessoa.<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voltando ao per\u00edodo sandu\u00edche de Ma. Nathalia, <strong>gostar\u00edamos de comentar um pouco sobre sua linha de pesquisa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ma. Nathalia estuda a <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">oxida\u00e7\u00e3o do col\u00e1geno<\/mark><\/strong>. Inclusive, recentemente publicou um artigo revisando tudo o que se sabe sobre o assunto at\u00e9 o momento. O trabalho foi publicado na revista <em><a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/journals\/yrer20\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Redox Report<\/a><\/em>, em coautoria com o doutorando <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7379224454569210\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Felipe Caliani Mathias-Netto<\/a> e seu orientador, <strong>Prof. Dr. Renato Sim\u00f5es Gaspar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando ouvimos falar em col\u00e1geno, \u00e9 comum associ\u00e1-lo \u00e0 pele, \u00e0s rugas ou aos produtos de beleza. No entanto, <strong>essa prote\u00edna desempenha fun\u00e7\u00f5es muito mais importantes no organismo<\/strong>. Ela \u00e9 a principal respons\u00e1vel por dar sustenta\u00e7\u00e3o aos tecidos, formando uma esp\u00e9cie de estrutura que mant\u00e9m \u00f3rg\u00e3os, m\u00fasculos, tend\u00f5es, cartilagens e vasos sangu\u00edneos organizados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 falamos um pouco sobre o col\u00e1geno anteriormente na mat\u00e9ria <strong>&#8220;<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/04\/01\/colageno-glicado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Col\u00e1geno glicado: o que o diabetes deixa nos vasos mesmo ap\u00f3s o tratamento<\/a>&#8220;<\/strong>, na qual discutimos projetos do <strong>Laborat\u00f3rio de Matriz Extracelular<\/strong>, coordenado pelo <strong>Prof. Renato<\/strong>. Naquela mat\u00e9ria, o foco foi a <strong>glica\u00e7\u00e3o do col\u00e1geno<\/strong>. J\u00e1 Ma. Nathalia investiga outra altera\u00e7\u00e3o que essa prote\u00edna pode sofrer: <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">a oxida\u00e7\u00e3o<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como o ferro pode oxidar (ou, nesse caso, enferrujar) quando exposto ao oxig\u00eanio por longos per\u00edodos, o col\u00e1geno do nosso corpo tamb\u00e9m pode sofrer altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas ao longo da vida devido \u00e0 intera\u00e7\u00e3o com <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As chamadas <strong>esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio<\/strong> s\u00e3o mol\u00e9culas altamente reativas produzidas naturalmente pelo organismo. Em condi\u00e7\u00f5es normais, elas desempenham fun\u00e7\u00f5es importantes para seu funcionamento, como a comunica\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas e a defesa contra microrganismos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O organismo possui mecanismos para neutralizar essas mol\u00e9culas, chamados de <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">sistemas antioxidantes<\/mark><\/strong>. Por meio desses sistemas, as esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio s\u00e3o transformadas em mol\u00e9culas menos reativas. Em condi\u00e7\u00f5es normais, <strong>os antioxidantes controlam essas esp\u00e9cies para evitar que elas se acumulem no organismo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema surge quando <strong>a produ\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio aumenta excessivamente<\/strong>, como ocorre em algumas doen\u00e7as, entre elas o diabetes e diversos tipos de c\u00e2ncer. Nesses casos, a produ\u00e7\u00e3o ultrapassa a capacidade de neutraliza\u00e7\u00e3o pelos antioxidantes. Esse desequil\u00edbrio \u00e9 conhecido como <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">estresse oxidativo<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como as esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio s\u00e3o altamente reativas, elas podem interagir com prote\u00ednas, lip\u00eddios e DNA, causando danos. No estresse oxidativo, h\u00e1 muito mais dessas mol\u00e9culas do que o normal e, portanto, muito mais dano. Esse mecanismo pode estar por tr\u00e1s de diversas complica\u00e7\u00f5es observadas em <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">doen\u00e7as cr\u00f4nicas<\/mark><\/strong>, como <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/03\/17\/bexiga-diabetes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">os problemas urin\u00e1rios associados ao diabetes<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O col\u00e1geno \u00e9 uma prote\u00edna e, portanto, tamb\u00e9m \u00e9 alvo das esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio<\/strong>. Isso \u00e9 especialmente importante porque o col\u00e1geno \u00e9 extremamente duradouro. <strong>Uma mesma fibra de col\u00e1geno pode permanecer no organismo por mais de dez anos antes de ser substitu\u00edda por uma nova.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o col\u00e1geno acumula os danos da oxida\u00e7\u00e3o por muito tempo, da mesma forma que uma \u00e2ncora de ferro esquecida no fundo do oceano acumula ferrugem ao longo dos anos. Por isso, a oxida\u00e7\u00e3o do col\u00e1geno pode desempenhar um papel importante nas complica\u00e7\u00f5es de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes, doen\u00e7as cardiovasculares, c\u00e2ncer e at\u00e9 mesmo condi\u00e7\u00f5es associadas ao envelhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ent\u00e3o surgem diversas perguntas: ser\u00e1 que essas modifica\u00e7\u00f5es acumuladas pela oxida\u00e7\u00e3o alteram a estrutura do col\u00e1geno a ponto de comprometer sua fun\u00e7\u00e3o? Ser\u00e1 que interferem em processos importantes para o funcionamento do organismo, como a comunica\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas e o funcionamento dos tecidos? E qual \u00e9 a magnitude desse impacto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 isso que Ma. Nathalia, o Prof. Renato, o doutorando Felipe Caliani Mathias-Netto e a aluna de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9917205808904350\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mayara Grazielly Brito Rocio<\/a> est\u00e3o buscando descobrir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma das principais quest\u00f5es levantadas por essa linha de pesquisa \u00e9 se a oxida\u00e7\u00e3o do col\u00e1geno altera a forma como as plaquetas respondem \u00e0s les\u00f5es nos vasos sangu\u00edneos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em condi\u00e7\u00f5es normais, o col\u00e1geno fica escondido abaixo da camada que reveste o interior dos vasos sangu\u00edneos (<strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">o endot\u00e9lio<\/mark><\/strong>). Quando ocorre uma les\u00e3o no vaso, o col\u00e1geno \u00e9 exposto ao sangue. Isso \u00e9 muito importante, pois sinaliza a <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">ativa\u00e7\u00e3o das plaquetas<\/mark><\/strong> e o in\u00edcio da <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">coagula\u00e7\u00e3o<\/mark><\/strong>. Esse processo \u00e9 essencial para interromper sangramentos. Sem ele, sangrar\u00edamos incontrolavelmente sempre que nos machuc\u00e1ssemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores do <strong>Laborat\u00f3rio de Matriz Extracelular investigam se o col\u00e1geno oxidado se torna ainda mais capaz de ativar plaquetas do que o col\u00e1geno normal<\/strong>. Isso poderia ser um dos motivos pelos quais pacientes com <strong>doen\u00e7as cr\u00f4nicas<\/strong>, nas quais h\u00e1 estresse oxidativo, apresentam maior risco de forma\u00e7\u00e3o de <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">trombos<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Trombos<\/strong> s\u00e3o co\u00e1gulos de sangue que se formam dentro dos vasos sangu\u00edneos. Eles podem dificultar ou at\u00e9 impedir a passagem do sangue, <strong>aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Copia-de-Final-blog-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1029\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Copia-de-Final-blog-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Copia-de-Final-blog-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Representa\u00e7\u00e3o do trombo obstruindo um vaso sangu\u00edneo (fonte: Blausen.com staff (2014). &#8220;Medical gallery of Blausen Medical 2014&#8221;.\u00a0<em>WikiJournal of<\/em> Medicine 1(2). DOI: 10.15347\/wjm\/2014.010.\u00a0ISSN\u00a02002-4436)<\/mark>.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dados preliminares do laborat\u00f3rio j\u00e1 indicam que as plaquetas agregam mais quando entram em contato com col\u00e1geno oxidado do que com col\u00e1geno n\u00e3o oxidado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o grupo do Prof. Renato tamb\u00e9m busca compreender como essa altera\u00e7\u00e3o pode afetar o <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">endot\u00e9lio<\/mark><\/strong>, a camada interna dos vasos sangu\u00edneos. Essa estrutura \u00e9 <strong>fundamental para impedir a forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulos em condi\u00e7\u00f5es normais<\/strong>. Portanto, altera\u00e7\u00f5es no endot\u00e9lio tamb\u00e9m podem contribuir para o maior risco de forma\u00e7\u00e3o de trombos nas doen\u00e7as cr\u00f4nicas mencionadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Compreender o envolvimento do col\u00e1geno oxidado na forma\u00e7\u00e3o de trombos pode revelar novos alvos terap\u00eauticos para reduzir o risco de eventos cardiovasculares.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A experi\u00eancia de Ma. Nathalia mostra que a ci\u00eancia \u00e9 constru\u00edda tanto no laborat\u00f3rio quanto nas trocas entre pesquisadores de diferentes culturas e institui\u00e7\u00f5es. Pesquisas como a sua ajudam a responder perguntas fundamentais sobre o funcionamento do organismo e podem contribuir para o desenvolvimento de novas estrat\u00e9gias para prevenir e tratar doen\u00e7as que afetam a sa\u00fade de milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-4 wp-block-paragraph\">As pesquisas divulgadas nessa mat\u00e9ria contaram com financiamento FAPESP (processos n\u00ba 22\/05750-7 e 24\/16379-3), CAPES (c\u00f3digo de financiamento 001) e CNPq.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-light-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-5 wp-block-paragraph\">A presente mat\u00e9ria foi realizada com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP), Brasil. Processo n\u00ba 25\/17158-3. As opini\u00f5es, hip\u00f3teses e conclus\u00f5es ou recomenda\u00e7\u00f5es expressas neste material s\u00e3o de responsabilidade do(s) autor(es) e n\u00e3o necessariamente refletem a vis\u00e3o da FAPESP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-large-font-size\">Para saber mais:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/portal.fcm.unicamp.br\/ecmlab\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laborat\u00f3rio de Matriz Extracelular (ECM Lab)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ecmlab_unicamp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ECM Lab no Instagram<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/42275020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Col\u00e1geno oxidado<\/a> (DOI: 10.1080\/13510002.2026.2682046)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC4925965\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ativa\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria<\/a> (DOI: 10.1155\/2016\/9060143)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/physiology\/articles\/10.3389\/fphys.2020.00694\/full\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estresse oxidativo e doen\u00e7as cr\u00f4nicas<\/a> (DOI: 10.3389\/fphys.2020.00694)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC4025609\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ativa\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria e col\u00e1geno oxidado<\/a> (DOI: 10.1089\/ars.2013.5337)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading eplus-wrapper has-vivid-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-6\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Autoria:<\/mark><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-258\" style=\"width:150px\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-980x980.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-480x480.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Mia Schezaro Ramos<\/mark><\/strong><br><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Farmac\u00eautica. Doutora em Farmacologia. Jornalista cient\u00edfica, ilustradora, trans, nintendista, kpopeira e dependente de exerc\u00edcio f\u00edsico para n\u00e3o pirar<\/mark><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Foto-Nathalia-autoria-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1020\" style=\"width:150px\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Foto-Nathalia-autoria-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Foto-Nathalia-autoria-980x980.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/Foto-Nathalia-autoria-480x480.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Nathalia Margarida Cantu\u00e1ria<\/mark><\/strong><br><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Farmac\u00eautica. Mestra em Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas e doutoranda em Farmacologia<\/mark><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descubra como o doutorado sandu\u00edche (per\u00edodo no exterior) na Inglaterra contribui para a forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores e conhe\u00e7a a pesquisa sobre oxida\u00e7\u00e3o do col\u00e1geno, estresse oxidativo e seu poss\u00edvel papel em doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes e doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n","protected":false},"author":776,"featured_media":1024,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[19,20,23],"tags":[71,233,222,232,229,228,224,227,223,231,225,230,226],"class_list":["post-1013","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-portugues","category-pesquisa","category-portas-abertas","tag-colageno","tag-doencas-cronicas","tag-doutorado-sanduiche","tag-endotelio","tag-especies-reativas-de-oxigenio","tag-estresse-oxidativo","tag-intercambio-cientifico","tag-oxidacao-do-colageno","tag-pesquisa-no-exterior","tag-plaquetas","tag-reino-unido","tag-trombose","tag-university-of-reading"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/07\/35.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/776"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1013"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1013\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1045,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1013\/revisions\/1045"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}