{"id":1042,"date":"2026-08-07T12:52:02","date_gmt":"2026-08-07T15:52:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/?p=1042"},"modified":"2026-08-07T14:32:02","modified_gmt":"2026-08-07T17:32:02","slug":"probenecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/08\/07\/probenecida\/","title":{"rendered":"Probenecida: pesquisadores investigam um novo uso para um medicamento conhecido"},"content":{"rendered":"\n<p>Um medicamento utilizado h\u00e1 d\u00e9cadas para tratar a gota poder\u00e1, no futuro, ajudar tamb\u00e9m no tratamento de sintomas urin\u00e1rios e da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til? Essa \u00e9 a pergunta que motivou uma pesquisa desenvolvida por cientistas do <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">LUTED Lab<\/mark><\/strong> (Lower Urinary Tract Disorders &amp; Erectile Dysfunction Laboratory), do <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/farmacologia-da-unicamp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Departamento de Farmacologia da Unicamp<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostrou que a <strong>probenecida<\/strong> foi capaz de potencializar o relaxamento da <strong>pr\u00f3stata, da bexiga e do corpo cavernoso<\/strong> em experimentos realizados com tecidos de ratos, abrindo novas perspectivas para o reposicionamento desse medicamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados foram publicados na revista <em><strong><em>European Journal of Pharmacology<\/em><\/strong><\/em> e indicam que a probenecida pode aumentar a a\u00e7\u00e3o de importantes vias respons\u00e1veis pelo relaxamento da musculatura lisa, mecanismo envolvido tanto no controle dos <strong>sintomas do trato urin\u00e1rio inferior quanto na ere\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a descoberta ainda esteja restrita a estudos experimentais e n\u00e3o permita sua aplica\u00e7\u00e3o em pacientes, ela amplia o conhecimento sobre novas estrat\u00e9gias para potencializar tratamentos j\u00e1 existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender a import\u00e2ncia desse trabalho e os pr\u00f3ximos passos da pesquisa, o <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/quem-somos-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Farmaco em Foco<\/a> conversou com a professora <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7280590098448905\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dra. Fabiola Zakia M\u00f3nica<\/a>, coordenadora do LUTED Lab, e com os co-primeiros autores da publica\u00e7\u00e3o, <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8094201138437750\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dr. Guilherme Ruiz Leonardi<\/a> e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6577216772030124\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ma. Mariana Burille Moretti<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-6a8e945524163485f213bd1e987790b2\"><strong>O que a pr\u00f3stata, a bexiga e a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til t\u00eam em comum?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c0 primeira vista, <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">a pr\u00f3stata, a bexiga e o p\u00eanis<\/mark><\/strong> parecem \u00f3rg\u00e3os com fun\u00e7\u00f5es completamente diferentes, mas eles est\u00e3o conectados de diversas formas.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3stata produz parte do s\u00eamen, a bexiga armazena a urina e o tecido er\u00e9til do p\u00eanis \u00e9 respons\u00e1vel pela ere\u00e7\u00e3o. Apesar das fun\u00e7\u00f5es diferentes, os tr\u00eas dependem do funcionamento coordenado dos chamados <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">m\u00fasculos lisos<\/mark><\/strong>, que precisam se contrair e relaxar no momento certo para desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/41-1024x576.jpg\" alt=\"probenecida probenecid\" class=\"wp-image-1047\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/41-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/41-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">\u00c0 esquerda (de cima para baixo): bexiga, pr\u00f3stata e corpo cavernoso do p\u00eanis possuem funcionamento coordenado pela a\u00e7\u00e3o do m\u00fasculo liso (\u00e0 direita).<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por exemplo, o m\u00fasculo liso da parede da bexiga permanece relaxado enquanto ela se enche de urina e se contrai no momento de urinar. Na pr\u00f3stata, a contra\u00e7\u00e3o de sua musculatura lisa ajuda a liberar o l\u00edquido prost\u00e1tico durante a ejacula\u00e7\u00e3o, que se mistura aos espermatozoides para formar o s\u00eamen. J\u00e1 no p\u00eanis, o relaxamento da musculatura lisa do chamado corpo cavernoso permite a entrada e o ac\u00famulo de sangue, levando \u00e0 ere\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o envelhecimento, esse equil\u00edbrio pode ser prejudicado. Um dos problemas mais comuns \u00e9 a <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">hiperplasia prost\u00e1tica benigna<\/mark><\/strong>, uma condi\u00e7\u00e3o em que a pr\u00f3stata aumenta de tamanho de forma n\u00e3o cancerosa. Esse crescimento pode comprimir a uretra (o canal por onde a urina passa), dificultando o esvaziamento da bexiga.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia, muitos homens passam a apresentar os chamados <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">sintomas do trato urin\u00e1rio inferior<\/mark><\/strong>, como dificuldade para urinar, jato urin\u00e1rio fraco, necessidade de urinar com mais frequ\u00eancia, urg\u00eancia para ir ao banheiro e sensa\u00e7\u00e3o de que a bexiga n\u00e3o foi completamente esvaziada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do impacto na qualidade de vida, esses pacientes frequentemente apresentam tamb\u00e9m <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til<\/mark><\/strong>, ou seja, dificuldade de ter ou manter a ere\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas mostram que os <strong>sintomas do trato urin\u00e1rio inferior e a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til<\/strong> compartilham mecanismos biol\u00f3gicos semelhantes, especialmente aqueles relacionados \u00e0 contra\u00e7\u00e3o e ao relaxamento dos m\u00fasculos lisos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi justamente essa rela\u00e7\u00e3o que motivou pesquisadores do LUTED Lab a investigar novas estrat\u00e9gias para melhorar o tratamento dessas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, esta n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que o Farmaco em Foco apresenta pesquisas desenvolvidas pelo grupo. Em <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/03\/26\/reposicionamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">uma mat\u00e9ria anterior<\/a>, mostramos como o reposicionamento de f\u00e1rmacos (estrat\u00e9gia que busca encontrar novas aplica\u00e7\u00f5es para medicamentos j\u00e1 conhecidos) pode acelerar o desenvolvimento de tratamentos e reduzir custos e tempo de pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta mat\u00e9ria, vamos focar na nova descoberta e em como ela pode abrir caminhos para futuras terapias. Se voc\u00ea quiser entender melhor o que \u00e9 o reposicionamento de f\u00e1rmacos e por que ele desperta tanto interesse na ci\u00eancia, vale a pena conferir a mat\u00e9ria anterior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-360a2543a1f2ba0a0085d0d12682199d\"><strong>Os mensageiros do relaxamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Mas o que determina se um m\u00fasculo liso vai se contrair ou relaxar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As c\u00e9lulas utilizam sinais qu\u00edmicos para coordenar suas atividades. Entre esses sinais est\u00e3o duas mol\u00e9culas com nomes pouco familiares, mas muito importantes: <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">o AMP c\u00edclico (cAMP) e o GMP c\u00edclico (cGMP)<\/mark><\/strong>. Essas mol\u00e9culas funcionam como mensageiros dentro das c\u00e9lulas, dando in\u00edcio a uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es que levam ao relaxamento do m\u00fasculo liso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/42-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1048\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/42-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/42-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Os mensageiros cAMP e cGMP modulam o relaxamento da musculatura lisa.<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De forma simplificada, <strong>quanto maior a a\u00e7\u00e3o dessas mol\u00e9culas dentro das c\u00e9lulas, maior a capacidade de relaxamento do tecido<\/strong>. Por isso, muitos medicamentos utilizados para tratar sintomas urin\u00e1rios ou disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til atuam, direta ou indiretamente, aumentando a atividade dessas mol\u00e9culas e das vias que elas ativam dentro da c\u00e9lula.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo bastante conhecido s\u00e3o a <strong>sildenafila e a tadalafila<\/strong>, medicamentos utilizados no tratamento da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til. Eles bloqueiam uma enzima chamada fosfodiesterase do tipo 5 (PDE5), que \u00e9 respons\u00e1vel por degradar o cGMP. No corpo cavernoso, o cGMP promove o relaxamento da musculatura lisa, causando a ere\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, sildenafila e tadalafila permitem que o cGMP n\u00e3o seja degradado, acumulando-se por mais tempo no corpo cavernoso e, assim, tornando a ere\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil de ocorrer quando h\u00e1 est\u00edmulo sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando na import\u00e2ncia do cAMP e do cGMP para o funcionamento da bexiga, da pr\u00f3stata e do p\u00eanis, os pesquisadores levantaram uma quest\u00e3o interessante: seria poss\u00edvel potencializar a a\u00e7\u00e3o dessas mol\u00e9culas utilizando um medicamento j\u00e1 conhecido? A busca por essa resposta levou \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o da probenecida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-7e86dc3707a56b26bb41ab6251c1cf88\"><strong>Um velho conhecido da medicina pode ganhar uma nova fun\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Quando pensamos em desenvolver um novo tratamento, \u00e9 comum imaginar que os pesquisadores precisam criar um medicamento totalmente novo. Mas, muitas vezes, uma estrat\u00e9gia mais r\u00e1pida \u00e9 descobrir novas aplica\u00e7\u00f5es para rem\u00e9dios que j\u00e1 existem. Esse processo, conhecido como reposicionamento de f\u00e1rmacos, j\u00e1 foi tema de <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/03\/26\/reposicionamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">uma mat\u00e9ria<\/a> aqui no Farmaco em Foco.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">probenecida<\/mark><\/strong> \u00e9 um medicamento utilizado h\u00e1 d\u00e9cadas no tratamento da gota, reduzindo o \u00e1cido \u00farico no organismo. No entanto, ela tamb\u00e9m \u00e9 capaz de atuar sobre diversas outras vias, cujas fun\u00e7\u00f5es s\u00f3 come\u00e7aram a ser exploradas mais recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre essas vias est\u00e3o alguns <strong>transportadores<\/strong> encontrados na membrana das c\u00e9lulas que funcionam como verdadeiras portas de sa\u00edda. Esses transportadores expulsam o cAMP e o cGMP para fora da c\u00e9lula, reduzindo sua atua\u00e7\u00e3o dentro dela.<\/p>\n\n\n\n<p>A probenecida \u00e9 capaz de inibir esses transportadores. Dessa forma, h\u00e1 o potencial de reduzir a expuls\u00e3o de cAMP e cGMP. Assim, <strong>essas mol\u00e9culas permaneceriam no interior da c\u00e9lula, e o sinal para o relaxamento da musculatura lisa poderia durar por mais tempo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/43-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1049\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/43-980x551.jpg 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/43-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">A probenecida \u00e9 capaz de bloquear transpotadores respons\u00e1veis por expulsar o cAMP e o cGMP para fora das c\u00e9lulas (incluindo aquelas do m\u00fasculo liso). Esse efeito leva ao aumento da concentra\u00e7\u00e3o de cAMP e cGMP dentro dessas c\u00e9lulas.<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Foi justamente essa hip\u00f3tese que os pesquisadores decidiram testar: <strong>ser\u00e1 que a probenecida, por meio dessa via, poderia potencializar o efeito de medicamentos que promovem o relaxamento da musculatura lisa da pr\u00f3stata, da bexiga e do corpo cavernoso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Caso isso seja poss\u00edvel, a probenecida pode se mostrar um medicamento \u00fatil para o tratamento da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til e dos sintomas do trato urin\u00e1rio inferior. <strong>Ela poderia ser utilizada em conjunto com tratamentos cl\u00e1ssicos para essas condi\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que potencializaria seus efeitos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, essa n\u00e3o seria a primeira vez que a probenecida seria reposicionada para outro uso al\u00e9m do tratamento da gota. Hoje ela tamb\u00e9m \u00e9 usada aliada \u00e0 antibioticoterapia. Profa. Fabiola comenta esse uso: &#8220;a probenecida \u00e9 usada junto com algumas classes de antibi\u00f3ticos para reduzir o clearance destes \u00faltimos e aumentar a meia-vida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, a probenecida reduz a elimina\u00e7\u00e3o do antibi\u00f3tico pelo corpo, fazendo com que ele permane\u00e7a mais tempo no organismo. Isso permite o uso de doses menores de antibi\u00f3ticos e, assim, que haja menos efeitos colaterais. Esse efeito ocorre por mais uma das diversas vias <strong>pe<\/strong>las quai<strong>s<\/strong> a probenecida pode atuar, mostrando seu potencial de otimizar diversas terapias atuais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-1493cc407c610441dddf8ce0035f084f\"><strong>Como os pesquisadores testaram essa hip\u00f3tese?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para descobrir se a probenecida realmente poderia potencializar o relaxamento da musculatura lisa, os pesquisadores realizaram experimentos utilizando <strong>amostras de pr\u00f3stata, bexiga e corpo cavernoso de ratos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para testar sua hip\u00f3tese, os pesquisadores utilizaram <strong>diferentes subst\u00e2ncias capazes de estimular o relaxamento dos m\u00fasculos lisos por mecanismos distintos<\/strong>. A ideia era verificar se a probenecida seria capaz de potencializar esse efeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre essas subst\u00e2ncias estava a <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">tadalafila<\/mark><\/strong>, como comentado anteriormente, um medicamento bastante conhecido no tratamento da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til e tamb\u00e9m indicado para aliviar alguns sintomas urin\u00e1rios causados pela hiperplasia prost\u00e1tica benigna.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m utilizaram outras mol\u00e9culas que, embora n\u00e3o sejam empregadas para tratar doen\u00e7as do trato urin\u00e1rio inferior ou a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, s\u00e3o amplamente usadas em pesquisas para ativar diretamente as principais vias de relaxamento das c\u00e9lulas.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas subst\u00e2ncias testadas aumentam a produ\u00e7\u00e3o de cAMP, outras elevam os n\u00edveis de cGMP e outras, ainda, estimulam receptores presentes na superf\u00edcie das c\u00e9lulas que desencadeiam essas respostas (aumento de cAMP e cGMP).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 como se o relaxamento do m\u00fasculo liso fosse um destino que pode ser alcan\u00e7ado por diferentes estradas. Algumas estradas passam pelo cAMP, outras pelo cGMP, e outras chegam at\u00e9 eles por caminhos diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, os pesquisadores utilizam v\u00e1rias subst\u00e2ncias que atuam em diferentes vias. Assim, podem verificar <strong>qu<\/strong>ais dela<strong>s<\/strong> t\u00eam seus efeitos potencializados pela probenecida e, dessa forma, descobrir qual &#8220;estrada&#8221; a probenecida pode facilitar.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de avaliarem o relaxamento do m\u00fasculo liso, os pesquisadores tamb\u00e9m mediram a quantidade de cAMP e cGMP dentro das c\u00e9lulas. Assim, puderam entender se o relaxamento estava relacionado ao ac\u00famulo dessas mol\u00e9culas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-2ee706ee154159b0b339a8346e5e02c3\"><strong>O que foi descoberto?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os resultados mostraram que a hip\u00f3tese da equipe fazia sentido. De maneira geral, <strong>a probenecida foi capaz de potencializar o efeito de diferentes subst\u00e2ncias que promovem o relaxamento dos m\u00fasculos lisos, embora esse efeito variasse de acordo com o tecido analisado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na bexiga, a probenecida aumentou o relaxamento promovido por subst\u00e2ncias que atuam principalmente por meio do cAMP. Al\u00e9m disso, os pesquisadores observaram um aumento na quantidade dessa mol\u00e9cula dentro das c\u00e9lulas, refor\u00e7ando a hip\u00f3tese de que a probenecida dificulta sua remo\u00e7\u00e3o e prolonga sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a probenecida n\u00e3o potencializou o relaxamento produzido por subst\u00e2ncias que atuam por meio do cGMP, assim como n\u00e3o aumentou os n\u00edveis de cGMP dentro das c\u00e9lulas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, <strong>na bexiga, a probenecida potencializa o relaxamento apenas pelas vias relacionadas ao cAMP, mas n\u00e3o ao cGMP.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na pr\u00f3stata, a presen\u00e7a de probenecida tamb\u00e9m intensificou o relaxamento produzido principalmente por diferentes subst\u00e2ncias relacionadas ao cAMP<\/strong>. Quando associada a uma dessas subst\u00e2ncias (o salbutamol), a probenecida tamb\u00e9m levou ao aumento do cAMP dentro da c\u00e9lula.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>J\u00e1 no corpo cavernoso, os resultados se mostraram mais abrangentes. A probenecida potencializou o efeito de diferentes agentes relaxantes, tanto pela via do cAMP quanto pela do cGMP.<\/strong> Al\u00e9m disso, a probenecida tamb\u00e9m causou aumento de ambas as mol\u00e9culas dentro da c\u00e9lula (cAMP e cGMP).<\/p>\n\n\n\n<p>Em conjunto, <strong>os resultados indicam que a probenecida n\u00e3o potencializa apenas uma via espec\u00edfica de relaxamento do m\u00fasculo liso.<\/strong> <strong>Ela parece aumentar os n\u00edveis de cAMP e\/ou cGMP no interior das c\u00e9lulas, variando qual dessas duas vias ser\u00e1 potencializada de acordo com o tecido (bexiga, pr\u00f3stata ou corpo cavernoso).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segue o trecho revisado, mantendo o estilo do texto e preservando as falas da entrevista, alterando apenas erros gramaticais evidentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-a318f047e93ffc18d4444676532d612e\"><strong>Por que essa descoberta \u00e9 importante<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Os resultados deste estudo sugerem que a probenecida pode atuar como uma esp\u00e9cie de potencializadora de vias que promovem o relaxamento dos m\u00fasculos lisos<\/strong>. Isso indica que ela tamb\u00e9m pode potencializar o efeito de diferentes medicamentos que agem por essas vias.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em vez de substituir os tratamentos j\u00e1 existentes, <strong>a probenecida poderia, no futuro, ser utilizada em combina\u00e7\u00e3o com eles para aumentar sua efic\u00e1cia<\/strong>. Essa estrat\u00e9gia pode ser especialmente interessante para pacientes que apresentam, ao mesmo tempo, sintomas urin\u00e1rios, hiperplasia prost\u00e1tica benigna e disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 que a probenecida \u00e9 um medicamento utilizado na pr\u00e1tica cl\u00ednica h\u00e1 d\u00e9cadas para o tratamento da gota. Isso significa que seu perfil de seguran\u00e7a para essa indica\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 bem conhecido, tornando seu reposicionamento para o tratamento de outras doen\u00e7as uma estrat\u00e9gia promissora para acelerar o desenvolvimento de novas op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Ainda assim, isso n\u00e3o significa que ela possa ser utilizada imediatamente para tratar doen\u00e7as do trato urin\u00e1rio inferior ou a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til.<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar que <strong>todos os experimentos deste estudo foram realizados em tecidos isolados de ratos, e n\u00e3o em pacientes<\/strong>. Embora esse tipo de pesquisa seja fundamental para compreender como um medicamento atua e gerar novas hip\u00f3teses, <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">os resultados obtidos em laborat\u00f3rio nem sempre se repetem em seres humanos<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dr. Guilherme ressalta as limita\u00e7\u00f5es do estudo: &#8220;Essa \u00e9 a apenas primeira etapa. Mais estudos, incluindo em humanos, ir\u00e3o comprovar de fato este efeito da probenecida no tratamento da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til. Inclusive associado \u00e0 tadalafila, o medicamento mais usado atualmente para o tratamento desta condi\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Por isso, antes que a probenecida possa ser considerada uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica para essas condi\u00e7\u00f5es, ainda ser\u00e3o necess\u00e1rios novos estudos em animais, seguidos por ensaios cl\u00ednicos em humanos.<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Somente essas etapas poder\u00e3o confirmar se a estrat\u00e9gia \u00e9 realmente eficaz, qual \u00e9 a dose mais adequada, quais pacientes poderiam se beneficiar e, principalmente, se o tratamento \u00e9 seguro para essa nova finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Profa. Fabiola ressalta que est\u00e1 investindo nos testes da probenecida em tecido humano (pr\u00f3stata, bexiga e corpo cavernoso): &#8220;J\u00e1 temos dados preliminares em algumas amostras. A probenecida parece ser at\u00e9 mais potente em amostra humana.&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ma. Mariana tamb\u00e9m comenta as pr\u00f3ximas etapas que avaliar\u00e1: &#8220;N\u00f3s gostar\u00edamos de investigar o efeito da probenecida em tecidos patol\u00f3gicos. No meu caso, na hiperplasia prost\u00e1tica benigna, tanto em modelo animal quanto humano, al\u00e9m de cultura celular. Isso comprovaria a efic\u00e1cia desse reposicionamento da probenecida.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora ainda sejam necess\u00e1rios muitos estudos antes que a probenecida possa ser considerada uma nova op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, os resultados refor\u00e7am o potencial do reposicionamento de f\u00e1rmacos como uma estrat\u00e9gia para acelerar a descoberta de novos tratamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Profa. Fabiola comenta a relev\u00e2ncia das descobertas publicadas: &#8220;As doen\u00e7as urol\u00f3gicas no homem podem coexistir. Um paciente pode ter disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, bexiga hiperativa e hiperplasia benigna da pr\u00f3stata. Ao mostrarmos que a probenecida potencializou o efeito relaxante de outros mediadores nos tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os, \u00e9 interessante porque agora eu tenho uma subst\u00e2ncia que age em tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os diferentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho do LUTED Lab amplia a compreens\u00e3o sobre os mecanismos envolvidos nos sintomas do trato urin\u00e1rio inferior e na disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, abrindo caminho para o desenvolvimento de terapias mais eficazes. Como acontece em toda pesquisa cient\u00edfica, cada descoberta ajuda a pavimentar o caminho para os avan\u00e7os da medicina, aproximando os pesquisadores de solu\u00e7\u00f5es que hoje ainda parecem distantes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-447e8063a75b9a646b7161a3b1bffb90\">As pesquisas divulgadas nesta mat\u00e9ria contaram com financiamento da FAPESP (processos n\u00ba 23\/12406-3 e 24\/03517-9).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-light-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-fdd62a22a8b6019225a863256431d691\">A presente mat\u00e9ria foi realizada com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP), Brasil. Processo n\u00ba 25\/17158-3. As opini\u00f5es, hip\u00f3teses e conclus\u00f5es ou recomenda\u00e7\u00f5es expressas neste material s\u00e3o de responsabilidade do(s) autor(es) e n\u00e3o necessariamente refletem a vis\u00e3o da FAPESP.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-large-font-size\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0014299926006795\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O novo artigo publicado<\/a> (DOI: 10.1016\/j.ejphar.2026.179197)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/03\/26\/reposicionamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mat\u00e9ria anterior sobre os projetos do LUTED Lab<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lutedlab\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">LUTED Lab no Instagram<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading eplus-wrapper has-vivid-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-533c596946ce414f90d84d5d6ba5c407\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Autoria:<\/mark><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-258\" style=\"width:150px\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-980x980.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-480x480.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center eplus-wrapper\"><strong><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Mia Schezaro Ramos<\/mark><\/strong><br><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Farmac\u00eautica. Doutora em Farmacologia. Jornalista cient\u00edfica, ilustradora, trans, nintendista, kpopeira e dependente de exerc\u00edcio f\u00edsico para n\u00e3o pirar<\/mark><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do LUTED Lab da Unicamp descobriram que a probenecida pode potencializar o relaxamento da pr\u00f3stata, da bexiga e do corpo cavernoso, abrindo perspectivas para seu reposicionamento no tratamento da hiperplasia prost\u00e1tica benigna, sintomas urin\u00e1rios e disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til.<\/p>\n","protected":false},"author":776,"featured_media":1046,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[19,20],"tags":[55,249,64,247,244,63,248,246,62,245,68],"class_list":["post-1042","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-portugues","category-pesquisa","tag-bexiga","tag-corpo-cavernoso","tag-disfuncao-eretil","tag-gota","tag-hiperplasia-prostatica-benigna","tag-probenecida","tag-prostata","tag-relaxamento-da-musculatura-lisa","tag-reposicionamento-de-farmacos","tag-sintomas-do-trato-urinario-inferior","tag-tadalafila"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/08\/40.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/776"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1042"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1042\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1057,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1042\/revisions\/1057"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}