{"id":377,"date":"2026-02-20T08:45:15","date_gmt":"2026-02-20T11:45:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/?p=377"},"modified":"2026-03-13T14:00:55","modified_gmt":"2026-03-13T17:00:55","slug":"o-que-farmacologista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/02\/20\/o-que-farmacologista\/","title":{"rendered":"O que faz um farmacologista"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Voc\u00ea est\u00e1 em um <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/editorial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/editorial\/\">blog<\/a> sobre Farmacologia, mas, afinal de contas, o que \u00e9 Farmacologia? E o que faz um farmacologista?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Para come\u00e7o de conversa, vamos derrubar uma falsa impress\u00e3o. <strong>\u00c9 muito comum as pessoas pensarem que Farmacologia e Farm\u00e1cia s\u00e3o a mesma coisa<\/strong>, j\u00e1 que os nomes s\u00e3o t\u00e3o parecidos. Eu mesma, esta jornalista que escreve, j\u00e1 ouvi muitas vezes dizerem que eu \u201ctenho doutorado em Farm\u00e1cia\u201d. E esse erro veio de todos os lados: desde familiares leigos no assunto at\u00e9 pesquisadores de outras \u00e1reas biom\u00e9dicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">Farm\u00e1cia<\/mark><\/strong> \u00e9 uma<strong> gradua\u00e7\u00e3o<\/strong>, ou seja, uma<strong> forma\u00e7\u00e3o profissional <\/strong>ligada ao medicamento e a outros campos relacionados. O farmac\u00eautico pode atuar em diversas \u00e1reas: desde o famoso profissional que voc\u00ea encontra atr\u00e1s do balc\u00e3o da drogaria at\u00e9 aqueles respons\u00e1veis pelo controle de qualidade de produtos em ind\u00fastrias de alimentos e cosm\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas o nosso foco aqui \u00e9 entender o que faz um farmacologista. A <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">Farmacologia<\/mark><\/strong> \u00e9 uma ci\u00eancia estudada por profissionais de diferentes \u00e1reas. Farmac\u00eauticos, m\u00e9dicos, bi\u00f3logos, biom\u00e9dicos, enfermeiros, dentistas, entre muitos outros, podem se tornar farmacologistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">Farmacologia<\/mark><\/strong> est\u00e1 mais ligada \u00e0 <strong>pesquisa cient\u00edfica<\/strong> e ao desenvolvimento de novos medicamentos. Ela estuda <strong>como subst\u00e2ncias interagem quimicamente com organismos vivos<\/strong>. Isso inclui desde compreender como um analg\u00e9sico reduz a dor nas costas at\u00e9 entender como um inseticida mata o pernilongo que tira o seu sono. Independentemente de a subst\u00e2ncia estudada ter efeito terap\u00eautico ou t\u00f3xico, ela pode ser objeto de pesquisa dos farmacologistas. Quando o estudo envolve terapia, preven\u00e7\u00e3o ou diagn\u00f3stico, a \u00e1rea \u00e9 chamada de <strong>Farmacologia M\u00e9dica<\/strong>. J\u00e1 quando o foco s\u00e3o os efeitos t\u00f3xicos, chamamos de <strong>Toxicologia<\/strong>. Ambas s\u00e3o \u00e1reas da Farmacologia!<\/p>\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper eplus-styles-uid-53fd00\"><b>A curiosidade que mudou tudo<\/b><\/h2>\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Gorilla-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-381\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Gorilla-980x551.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Gorilla-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Gorila (<em>Gorilla beringei beringei<\/em>) comendo uma ra\u00edz (fonte: Wikipedia Commons).<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Hoje, os farmacologistas utilizam tecnologia de ponta em suas pesquisas, mas o caminho at\u00e9 aqui foi longo. Ainda na <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">Pr\u00e9-Hist\u00f3ria<\/mark><\/strong>, os efeitos farmacol\u00f3gicos de compostos naturais j\u00e1 eram reconhecidos. Por exemplo, <strong>neandertais<\/strong> da caverna de El Sidr\u00f3n, na Ast\u00faria, automedicavam seus abscessos dent\u00e1rios com uma planta chamada <strong>choupo<\/strong> e com os <strong>fungos<\/strong> que nela se desenvolviam. Essa combina\u00e7\u00e3o \u00e9 uma fonte natural de <strong>\u00e1cido salic\u00edlico<\/strong> (um analg\u00e9sico natural, princ\u00edpio ativo da aspirina) e de <strong>penicilina<\/strong> (um antibi\u00f3tico natural).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Comportamentos semelhantes j\u00e1 foram observados em outras esp\u00e9cies animais, como <strong>grandes primatas<\/strong>: chimpanz\u00e9s, orangotangos e gorilas. Eles mastigam <strong>plantas <\/strong>com propriedades <strong>antibacterianas<\/strong> e depois aplicam o material sobre suas pr\u00f3prias feridas abertas ou em outros membros do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A esp\u00e9cie humana come\u00e7ou a se questionar por que aqueles efeitos terap\u00eauticos ou t\u00f3xicos ocorriam. <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">Assim nasceu a curiosidade farmacol\u00f3gica<\/mark><\/strong>. Diversos eventos hist\u00f3ricos e lendas revelam o surgimento desse tipo de pensamento, como a <strong>Lenda de Kaldi<\/strong>. Manuscritos do I\u00eamen, datados do ano de 575 d.C., contam que um pastor chamado Kaldi observava, curioso, o comportamento de suas cabras. Durante a noite, elas desapareciam e depois retornavam el\u00e9tricas e saltitantes. Ao segui-las, Kaldi descobriu que as cabras fugiam para ingerir <strong>gr\u00e3os de caf\u00e9<\/strong> diretamente dos arbustos da regi\u00e3o. Ap\u00f3s consumir os gr\u00e3os, Kaldi tamb\u00e9m se sentiu euf\u00f3rico. A lenda conta que assim come\u00e7ou o consumo de caf\u00e9 pela humanidade e, consequentemente, a descoberta dos <strong>efeitos da cafe\u00edna<\/strong>.<\/p>\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper eplus-styles-uid-53fd00\"><b>Quando a ci\u00eancia come\u00e7ou a testar e n\u00e3o s\u00f3 acreditar<\/b><\/h2>\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Materia-medica-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-382\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Materia-medica-980x551.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Materia-medica-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\"><em>Materia Medica<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o para o \u00e1rabe) (fonte: Wikipedia Commons).<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Apesar de muitas observa\u00e7\u00f5es sobre os efeitos das subst\u00e2ncias, ainda demorou muitos anos para que a Farmacologia evolu\u00edsse de forma cient\u00edfica. <strong>Por muito tempo, a ci\u00eancia foi dominada por um pensamento que buscava explicar o universo sem a realiza\u00e7\u00e3o de experimentos. <\/strong>Dessa forma, doen\u00e7as e tratamentos eram aceitos mesmo sem qualquer comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Esse tipo de pensamento levava a cren\u00e7as que hoje parecem absurdas para a Medicina, como a ideia de que certos ferimentos poderiam ser curados aplicando um b\u00e1lsamo na arma que causou a les\u00e3o, sem tratar a pessoa ferida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Somente no fim do s\u00e9culo XVII a experimenta\u00e7\u00e3o e a observa\u00e7\u00e3o passaram a ser pr\u00e1ticas importantes.<\/strong> Na Europa, m\u00e9dicos come\u00e7aram a comprovar cientificamente a efic\u00e1cia terap\u00eautica de plantas e outros compostos e, assim, a utiliz\u00e1-los na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Dessa forma surgiu a <em><strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">Materia Medica<\/mark><\/strong><\/em>, precursora da Farmacologia. Ela consistia em registros de informa\u00e7\u00f5es sobre subst\u00e2ncias usadas no tratamento de doen\u00e7as e suas propriedades terap\u00eauticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No entanto, esse conhecimento ainda era muito superficial. <strong>Sabia-se que determinada subst\u00e2ncia produzia um efeito, mas n\u00e3o como esse efeito acontecia.<\/strong> Somente no fim do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, <strong>Fran\u00e7ois Magendie<\/strong> e seu aluno <strong>Claude Bernard<\/strong> (ambos m\u00e9dicos franceses) come\u00e7aram a desenvolver a <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">Farmacologia experimental<\/mark><\/strong>. Avan\u00e7os na Qu\u00edmica, nos s\u00e9culos seguintes, permitiram o <strong>isolamento de subst\u00e2ncias<\/strong>. Assim, tornou-se poss\u00edvel identificar exatamente qual componente de uma planta, por exemplo, era respons\u00e1vel por determinado efeito terap\u00eautico. Esse componente \u00e9 chamado de <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">f\u00e1rmaco<\/mark><\/strong>, como \u00e9 o caso da cafe\u00edna, um f\u00e1rmaco presente no caf\u00e9.<\/p>\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper eplus-styles-uid-53fd00\"><b>Grandes revolu\u00e7\u00f5es farmacol\u00f3gicas<\/b><\/h2>\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Receptores-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-383\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Receptores-980x551.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Receptores-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Ao fundo: esquema de receptores na membrana celular. A direita: Paul Ehrlich (fonte: Wikipedia Commons).<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Nos \u00faltimos aproximadamente 150 anos, a Farmacologia passou por uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o: a descoberta dos <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">receptores<\/mark><\/strong>. Receptores s\u00e3o locais espec\u00edficos do organismo com os quais os f\u00e1rmacos interagem para produzir seus efeitos. Essa ideia come\u00e7ou com as observa\u00e7\u00f5es de <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">Paul Ehrlich<\/mark><\/strong> nas ind\u00fastrias de tinta. Ele levantou a possibilidade de existirem receptores qu\u00edmicos nos tecidos, onde os corantes \u201cgrudariam\u201d. Ehrlich ent\u00e3o sugeriu que tamb\u00e9m existiriam receptores nos organismos vivos, onde os f\u00e1rmacos poderiam agir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Segundo essa l\u00f3gica, parasitas que infectam uma pessoa teriam receptores diferentes dos receptores humanos. Esses receptores dos parasitas poderiam ser alvos de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que n\u00e3o afetariam os receptores humanos. <strong>Assim, seria poss\u00edvel matar os parasitas sem causar danos ao hospedeiro.<\/strong> Ehrlich chamou esse tipo de medicamento de <strong>\u201cbala m\u00e1gica\u201d<\/strong>. Seus estudos levaram \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">quimioterapia antimicrobiana<\/mark><\/strong>, como antibi\u00f3ticos, antif\u00fangicos, antivirais e antiparasit\u00e1rios. Esses medicamentos s\u00e3o hoje o principal tratamento para infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper eplus-styles-uid-53fd00\">\u00a0<b>O que os farmacologistas pesquisam hoje?<\/b><\/h2>\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Farmacologista-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-384\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Farmacologista-980x551.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Farmacologista-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Jady Silva Cardoso, aluna de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Profa. Dra. Fabiola M\u00f3nica, realizando experimento.<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Com a descoberta dos receptores, tornou-se poss\u00edvel desvendar o <strong><mark style=\"background-color: #8ed1fc\">mecanismo de a\u00e7\u00e3o<\/mark><\/strong> dos f\u00e1rmacos. O <strong>mecanismo de a\u00e7\u00e3o<\/strong> explica <strong>como os f\u00e1rmacos atuam em n\u00edvel molecular para produzir seus efeitos<\/strong>. Descobrir esses mecanismos \u00e9 um dos pilares centrais da Farmacologia e \u00e9 nisso que muitos farmacologistas dedicam anos de trabalho em laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Al\u00e9m disso, os farmacologistas estudam diversas outras intera\u00e7\u00f5es entre f\u00e1rmacos, toxinas e organismos. Por exemplo: se um f\u00e1rmaco \u00e9 eliminado pela urina ap\u00f3s exercer seu efeito; se uma toxina pode se acumular no c\u00e9rebro e causar danos irrevers\u00edveis; se um medicamento pode ser usado com seguran\u00e7a durante a gravidez sem afetar o feto; ou o que acontece quando uma serpente morde uma pessoa e injeta seu veneno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>As possibilidades de pesquisa dentro da Farmacologia s\u00e3o praticamente infinitas<\/strong>. \u00c9 um campo amplo, din\u00e2mico e em constante evolu\u00e7\u00e3o. E quanto mais descobrimos, mais percebemos que ainda h\u00e1 muito a aprender e compartilhar com o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Agora que voc\u00ea j\u00e1 sabe um pouco mais sobre Farmacologia e o que faz um farmacologista, deixe nos coment\u00e1rios sugest\u00f5es de temas farmacol\u00f3gicos sobre os quais gostaria que fal\u00e1ssemos por aqui.<\/p>\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper eplus-styles-uid-14f5e6\">Para saber mais:<\/h2>\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/theconversation.com\/a-resposta-a-dor-e-a-doenca-na-pre-historia-272497\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/theconversation.com\/a-resposta-a-dor-e-a-doenca-na-pre-historia-272497\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Automedica\u00e7\u00e3o da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria<\/a> (DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.64628\/ADE.5dajhff6p\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">10.64628\/ADE.5dajhff6p<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nature21674\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nature21674\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Neandertais e automedica\u00e7\u00e3o<\/a> (DOI: 10.1038\/nature21674)<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC4267359\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC4267359\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Animais que se automedicam<\/a> (DOI: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1073\/pnas.1419966111\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">10.1073\/pnas.1419966111<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c9ww94939pyo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c9ww94939pyo\">Primatas e automedica\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/www.abic.com.br\/tudo-de-cafe\/origem-do-cafe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Origem do caf\u00e9 e a lenda de Kaldi<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><a href=\"https:\/\/parquedaciencia.butantan.gov.br\/assets\/Ehrlich.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/parquedaciencia.butantan.gov.br\/assets\/Ehrlich.pdf\">Paul Ehrlich<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">LOUIS SANDFORD GOODMAN et al.&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Bases-Farmacol%C3%B3gicas-Terap%C3%AAutica-Goodman-Gilman\/dp\/8580551161\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Bases-Farmacol%C3%B3gicas-Terap%C3%AAutica-Goodman-Gilman\/dp\/8580551161\">As bases farmacol\u00f3gicas da terap\u00eautica de Goodman &amp; Gilman<\/a><\/strong>. Porto Alegre, Brazil: Mcgraw-Hill Education, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">KATZUNG, B. G.&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Basic-Clinical-Pharmacology-Bertram-Katzung\/dp\/1259641155\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.amazon.com\/Basic-Clinical-Pharmacology-Bertram-Katzung\/dp\/1259641155\">Basic &amp; clinical pharmacology<\/a><\/strong>. 14. ed. New York: Mcgraw-Hill Education, 2018.<\/p>\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper eplus-styles-uid-7c6edb\">Autoria:<\/h2>\n\n<div class=\"wp-block-image \">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-258\" style=\"width:150px\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-980x980.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-480x480.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper eplus-styles-uid-04a888\"><strong>Mia Schezaro Ramos<\/strong><\/p>\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper eplus-styles-uid-0e7ca3\">Farmac\u00eautica. Doutora em Farmacologia. Jornalista cient\u00edfica, ilustradora, trans, nintendista, kpopeira e dependente de exerc\u00edcio f\u00edsico para n\u00e3o pirar.<\/p>\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 Farmacologia e como ela se diferencia da Farm\u00e1cia. Origem hist\u00f3rica, da observa\u00e7\u00e3o na Pr\u00e9-Hist\u00f3ria \u00e0 ci\u00eancia experimental. Descoberta dos receptores, a \u201cbala m\u00e1gica\u201d e o papel atual dos farmacologistas no estudo dos f\u00e1rmacos.<\/p>\n","protected":false},"author":776,"featured_media":379,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","inline_featured_image":false,"_eb_attr":"","editor_plus_copied_stylings":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[24,22,19],"tags":[35,44,33,34,40,42,37],"class_list":["post-377","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tunel-do-tempo","category-farmaco-explica","category-portugues","tag-animal","tag-antimicrobiano","tag-curiosidades","tag-historia","tag-pre-historia","tag-receptor","tag-toxicologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/776"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=377"}],"version-history":[{"count":23,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":553,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377\/revisions\/553"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}