{"id":818,"date":"2026-05-25T11:18:16","date_gmt":"2026-05-25T14:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/?p=818"},"modified":"2026-05-25T11:18:19","modified_gmt":"2026-05-25T14:18:19","slug":"catecolaminas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/05\/25\/catecolaminas-2\/","title":{"rendered":"Novas catecolaminas: a descoberta que desafia os livros de fisiologia (parte 2)"},"content":{"rendered":"\n<p>Na \u00faltima mat\u00e9ria do blog Farmaco em Foco, mostramos como a descoberta de catecolaminas produzidas pelo endot\u00e9lio vascular come\u00e7ou a desafiar uma das ideias mais cl\u00e1ssicas da fisiologia. Agora, uma nova publica\u00e7\u00e3o liderada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas aprofunda essa revolu\u00e7\u00e3o conceitual e revela os principais efeitos fisiol\u00f3gicos dessas \u201cnovas catecolaminas\u201d em diferentes \u00f3rg\u00e3os do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho acabou de ser publicado (maio de 2026) no <a href=\"https:\/\/bpspubs.onlinelibrary.wiley.com\/journal\/14765381\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/bpspubs.onlinelibrary.wiley.com\/journal\/14765381\" rel=\"noreferrer noopener\">British Journal of Pharmacology<\/a>, uma das revistas mais tradicionais e influentes da \u00e1rea de farmacologia no mundo. Ele conta com a autoria de quatro docentes do <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/farmacologia-da-unicamp\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/farmacologia-da-unicamp\/\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Farmacologia da Unicamp<\/a>: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1250849061515760\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1250849061515760\" rel=\"noreferrer noopener\">Profa. Mariana Gon\u00e7alves de Oliveira<\/a>, <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0527685382924520\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0527685382924520\" rel=\"noreferrer noopener\">Prof. Edson Antunes<\/a>, <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7280590098448905\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7280590098448905\" rel=\"noreferrer noopener\">Profa. Fabiola Zakia Monica<\/a> e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8169240855049337\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8169240855049337\" rel=\"noreferrer noopener\">Prof. Gilberto De Nucci<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo re\u00fane todas as evid\u00eancias dos \u00faltimos anos sobre as chamadas novas catecolaminas, principalmente a <mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\"><strong>6-nitrodopamina<\/strong><\/mark> e a <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">6-cianodopamina<\/mark><\/strong>. A publica\u00e7\u00e3o mostra como essas mol\u00e9culas participam diretamente do <strong>controle cardiovascular, da ere\u00e7\u00e3o peniana, da ejacula\u00e7\u00e3o e do funcionamento do trato urin\u00e1rio e respirat\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta segunda parte da mat\u00e9ria, explicaremos as principais a\u00e7\u00f5es das novas catecolaminas apresentadas na publica\u00e7\u00e3o. O Farmaco em Foco tamb\u00e9m entrevistou o l\u00edder por tr\u00e1s dessas descobertas: Prof. Gilberto De Nucci.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-4a0616477af9c5c20b17981b265fa4f0\"><strong>O endot\u00e9lio deixou de ser \u201crevestimento\u201d h\u00e1 muito tempo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A descoberta de que o <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">endot\u00e9lio<\/mark><\/strong> seria capaz de produzir e liberar suas pr\u00f3prias catecolaminas vai muito al\u00e9m de contradizer tudo o que a fisiologia cl\u00e1ssica defendia. Essa descoberta <strong>explica fen\u00f4menos que ainda eram um mist\u00e9rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um desses casos s\u00e3o os <strong>\u00f3rg\u00e3os transplantados<\/strong>. Ap\u00f3s o transplante, os \u00f3rg\u00e3os perdem a inerva\u00e7\u00e3o original. No entanto, mant\u00eam suas fun\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas. Por exemplo, a frequ\u00eancia dos batimentos de um cora\u00e7\u00e3o transplantado continua acelerando quando a pessoa faz algum exerc\u00edcio f\u00edsico, como correr. A fisiologia cl\u00e1ssica diria que esse efeito ocorre pela estimula\u00e7\u00e3o por nervos simp\u00e1ticos. <strong>Mas como isso seria poss\u00edvel se o cora\u00e7\u00e3o transplantado n\u00e3o est\u00e1 inervado?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, faz tanto sentido que o endot\u00e9lio seja capaz de liberar catecolaminas para produzir esses efeitos nos \u00f3rg\u00e3os transplantados, independentemente da inerva\u00e7\u00e3o. Tudo come\u00e7ou com a descoberta da 6-nitrodopamina endotelial, mas essa hist\u00f3ria estava apenas come\u00e7ando.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-5d52ba2ac34ac2990fa6a9c92ace20c6\"><strong>6-cianodopamina: veneno ou mol\u00e9cula fisiol\u00f3gica?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Se a descoberta da <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">6-nitrodopamina<\/mark><\/strong> j\u00e1 parecia desafiar os livros de fisiologia, a identifica\u00e7\u00e3o da <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">6-cianodopamina<\/mark><\/strong>, que ocorreu depois, levou essa hist\u00f3ria ainda mais longe.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A <strong>6-cianodopamina<\/strong> foi identificada no endot\u00e9lio do cora\u00e7\u00e3o de ratos e coelhos, assim como no ducto deferente (tubo do sistema reprodutor masculino respons\u00e1vel por transportar os espermatozoides dos test\u00edculos at\u00e9 a uretra durante a ejacula\u00e7\u00e3o) de ratos e humanos, al\u00e9m da circula\u00e7\u00e3o de humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais curioso dessa mol\u00e9cula \u00e9 que ela cont\u00e9m um grupo <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">cianeto<\/mark><\/strong>. Este \u00e9 um composto historicamente associado a efeitos t\u00f3xicos, muito lembrado como um veneno. O cianeto impede as c\u00e9lulas de utilizarem oxig\u00eanio para produzir energia. Isso faz com que \u00f3rg\u00e3os vitais, como c\u00e9rebro e cora\u00e7\u00e3o, parem de funcionar rapidamente, levando \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/cianeto-1024x576.png\" alt=\"catecolamina \/ catecholamine\" class=\"wp-image-828\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/cianeto-980x551.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/cianeto-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Cianeto de s\u00f3dio (fonte: Kittisak Kaewchalun, Canva) e mol\u00e9cula do \u00e2nion cianeto (fonte: WikiCommons). <\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No entanto, estudos recentes mostram que pequenas quantidades de compostos relacionados ao cianeto podem existir naturalmente no corpo. A import\u00e2ncia dessas mol\u00e9culas para o funcionamento do organismo ainda \u00e9 pouco compreendida. Talvez a 6-cianodopamina seja a chave para responder a essa pergunta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-b2fbc3bace95fc7f31c9c81700b28832\"><strong>Efeitos vasculares: onde tudo come\u00e7ou<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os primeiros efeitos estudados foram as a\u00e7\u00f5es vasculares da 6-nitrodopamina. Os estudos mostram que a mol\u00e9cula atua de forma extremamente potente sobre a musculatura dos vasos sangu\u00edneos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em modelos experimentais, a <strong>6-nitrodopamina promoveu intenso relaxamento vascular<\/strong>. Esse efeito tem pot\u00eancia superior \u00e0 do vasodilatador cl\u00e1ssico <strong>acetilcolina<\/strong> (mediador do sistema nervoso parassimp\u00e1tico, discutido na <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/05\/08\/catecolaminas-1\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/2026\/05\/08\/catecolaminas-1\/\" rel=\"noreferrer noopener\">parte 1 desta mat\u00e9ria<\/a>). Ou seja, \u00e9 necess\u00e1ria muito menos 6-nitrodopamina do que acetilcolina para produzir o mesmo relaxamento nos vasos.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais surpreendente \u00e9 que esses efeitos parecem ocorrer por mecanismos diferentes da via tradicional do <strong>\u00f3xido n\u00edtrico<\/strong>, o que n\u00e3o seria esperado, j\u00e1 que a 6-nitrodopamina deriva da associa\u00e7\u00e3o de \u00f3xido n\u00edtrico com a dopamina.<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo do \u00f3xido n\u00edtrico produzir vasodilata\u00e7\u00e3o \u00e9 considerado a principal via para produzir esse efeito h\u00e1 muitos anos. Saber que a 6-nitrodopamina \u00e9 capaz de agir por outro caminho completamente diferente para produzir o mesmo efeito, revoluciona a fisiologia e abre a possibilidade de novos alvos para futuros medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de relaxar vasos, a <strong>6-nitrodopamina tamb\u00e9m regula intensamente a a\u00e7\u00e3o vascular da dopamina<\/strong>. Nos experimentos, a 6-nitrodopamina <strong>reduziu a contra\u00e7\u00e3o induzida pela dopamina<\/strong>, <strong>sem interferir nas a\u00e7\u00f5es das outras catecolaminas cl\u00e1ssicas (noradrenalina e adrenalina)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, as catecolaminas cl\u00e1ssicas (dopamina, noradrenalina e adrenalina) causam contra\u00e7\u00e3o dos vasos. At\u00e9 o momento, qualquer mol\u00e9cula que impedia esse efeito (<strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">antagonistas<\/mark><\/strong>) n\u00e3o diferenciava entre as catecolaminas cl\u00e1ssicas. Isso \u00e9, os antagonistas impediam a contra\u00e7\u00e3o produzida por todas catecolaminas. A 6-nitrodopamina \u00e9 o primeiro antagonista seletivo para a contra\u00e7\u00e3o vascular produzida pela dopamina.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 extremamente relevante. Quando descobrimos uma mol\u00e9cula com efeito altamente seletivo, ela abre o potencial para desenvolver tratamentos melhores. Quando mais seletiva a a\u00e7\u00e3o de um medicamento, menos efeitos indesejados ele vai produzir. Isso porque ele est\u00e1 agindo apenas onde voc\u00ea quer que ele aja.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, antidepressivos tric\u00edclicos, como a amitriptilina, tratam a depress\u00e3o por agir nas vias da serotonina e noradrenalina em nosso c\u00e9rebro. Mas eles s\u00e3o poucos seletivos, tamb\u00e9m interferindo em vias das catecolaminas e acetilcolina em outras partes do corpo. Esses outros efeitos fazem com que esses antidepressivos causem boca seca, constipa\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es na ejacula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-7f69f926dee7996b3439edb132891d89\"><strong>O cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m produz catecolaminas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/coracao-1-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-830\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/coracao-1-980x551.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/coracao-1-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Fonte: sasirin-pamais-images (Canva).<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As novas catecolaminas tamb\u00e9m demonstraram <strong>efeitos marcantes sobre o cora\u00e7\u00e3o<\/strong>. Segundo os estudos revisados pelos pesquisadores, o endot\u00e9lio do cora\u00e7\u00e3o (tamb\u00e9m chamado de endoc\u00e1rdio) produz <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">6-nitrodopamina e 6-cianodopamina<\/mark><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os experimentos mostraram que essas subst\u00e2ncias <strong>aumentam a frequ\u00eancia e a for\u00e7a de contra\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o<\/strong>. Esses efeitos s\u00e3o tradicionalmente associados \u00e0 adrenalina e \u00e0 noradrenalina.<\/p>\n\n\n\n<p>A 6-nitrodopamina, assim como nos vasos, tamb\u00e9m potencializa os efeitos das catecolaminas cl\u00e1ssicas no cora\u00e7\u00e3o. <strong>Quantidades extremamente pequenas de 6-nitrodopamina foram capazes de amplificar a a\u00e7\u00e3o da dopamina, noradrenalina e adrenalina no cora\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-71863062a1643ee77c0c906916820616\"><strong>O epit\u00e9lio entrou para o mapa das catecolaminas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Assim como o endot\u00e9lio \u00e9 a camada interna dos vasos e cora\u00e7\u00e3o, o <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">epit\u00e9lio<\/mark><\/strong> \u00e9 o revestimento interno de alguns outros \u00f3rg\u00e3os, como o trato urin\u00e1rio e as vias respirat\u00f3rias. Os novos estudos do grupo do Prof. Gilberto De Nucci sugerem que, assim como o endot\u00e9lio,<strong> o epit\u00e9lio tamb\u00e9m pode atuar na produ\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o de catecolaminas, como a 6-nitrodopamina e a 6-cianodopamina<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta foi feita no epit\u00e9lio de estruturas do trato geniturin\u00e1rio, como ves\u00edculas seminais, ducto deferente, ureter e bexiga.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-69201185c7504782e36f85b2ca8677cb\"><strong>Controle local da ere\u00e7\u00e3o e da ejacula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os estudos com as novas catecolaminas revelaram <strong>efeitos particularmente importantes nos \u00f3rg\u00e3os reprodutores e urin\u00e1rios<\/strong>. A 6-nitrodopamina e a 6-cianodopamina demonstraram atuar diretamente sobre a musculatura desses \u00f3rg\u00e3os, al\u00e9m de ajustar os efeitos das catecolaminas cl\u00e1ssicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/genitourinario-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-831\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/genitourinario-980x551.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/genitourinario-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Aparelho reprodutor masculino e \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3ximos: 1-Bexiga; 2-Osso p\u00fabico; 3-P\u00e9nis; 4-Corpo cavernoso; 5-Glande; 6-Foreskin; 7-Abertura uretral; 8-C\u00f3lon sigm\u00f3ide; 9-Recto; 10-Ves\u00edcula seminal; 11-Conduto ejaculador; 12-Pr\u00f3stata; 13-Gl\u00e2ndula de Cowper (gl\u00e2ndula bulbouretral); 14-\u00c2nus; 15-Canal deferente; 16-Epid\u00eddimo; 17-Test\u00edculo; 18-Escroto (fonte: WikiCommons).<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O <strong>corpo cavernoso<\/strong> \u00e9 o tecido respons\u00e1vel pela <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">ere\u00e7\u00e3o<\/mark><\/strong> do p\u00eanis. Nele, a <strong>6-nitrodopamina promove potente relaxamento muscular<\/strong>. Essa etapa \u00e9 essencial para permitir o aumento do fluxo sangu\u00edneo, <strong>indispens\u00e1vel para que ocorra a ere\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 como uma bexiga de festa: se o l\u00e1tex da bexiga est\u00e1 male\u00e1vel e bem el\u00e1stico (como um m\u00fasculo relaxado), \u00e9 mais f\u00e1cil ench\u00ea-la de ar. Se voc\u00ea pega uma bexiga que est\u00e1 dura, n\u00e3o importa quanta for\u00e7a fa\u00e7a para soprar dentro dela, n\u00e3o vai conseguir encher. Algo semelhante acontece durante a ere\u00e7\u00e3o, mas o p\u00eanis precisa se encher de sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>As novas catecolaminas tamb\u00e9m parecem importantes para o funcionamento das <strong>ves\u00edculas seminais e do ducto deferente<\/strong>, estruturas fundamentais para a <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">ejacula\u00e7\u00e3o<\/mark><\/strong>. Em vez de provocar grandes contra\u00e7\u00f5es sozinhas, a <strong>6-nitrodopamina e a 6-cianodopamina atuam juntas, de forma sin\u00e9rgica, para amplificar intensamente a contra\u00e7\u00e3o produzida pelas catecolaminas cl\u00e1ssicas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa contra\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para empurrar os componentes do s\u00eamen em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 uretra, levando \u00e0 ejacula\u00e7\u00e3o, como uma esp\u00e9cie de \u201cbombeamento muscular\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, tamb\u00e9m foi observado que <strong>antidepressivos tric\u00edclicos reduzem os efeitos da 6-nitrodopamina<\/strong>. Esses antidepressivos s\u00e3o conhecidos por causarem altera\u00e7\u00f5es ejaculat\u00f3rias, por\u00e9m esses efeitos ainda n\u00e3o s\u00e3o bem compreendidos. Talvez n\u00e3o entend\u00eassemos esses efeitos at\u00e9 agora justamente porque n\u00e3o conhec\u00edamos as novas catecolaminas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-09a351c162ea93efe9512d9805849160\"><strong>O controle do trato urin\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do sistema reprodutor, os pesquisadores detectaram libera\u00e7\u00e3o dessas catecolaminas pelo <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">ureter<\/mark><\/strong> (tubos que levam a urina dos rins at\u00e9 a bexiga) e <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">bexiga<\/mark><\/strong>, estruturas fundamentais para o controle do <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">fluxo urin\u00e1rio<\/mark><\/strong> (velocidade e for\u00e7a que a urina sai).<\/p>\n\n\n\n<p>No ureter humano, a <strong>6-nitrodopamina produz contra\u00e7\u00f5es<\/strong>, ainda que menores que as produzidas pelas catecolaminas cl\u00e1ssicas. Essas contra\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para o chamado peristaltismo ureteral, movimento de contra\u00e7\u00f5es coordenadas respons\u00e1vel por empurrar a urina dos rins at\u00e9 a bexiga.<\/p>\n\n\n\n<p>A 6-nitrodopamina ainda demonstrou, mais uma vez, ser capaz de <strong>potencializar os efeitos das catecolaminas cl\u00e1ssicas<\/strong>. A mol\u00e9cula parece funcionar como um modulador local dos est\u00edmulos nervosos. Isso pode ser importante, por exemplo, em situa\u00e7\u00f5es como a passagem de uma pedra dos rins pelo ureter. Esse processo poderia estimular mecanicamente o epit\u00e9lio, fazendo-o produzir mais 6-nitrodopamina e aumentando ainda mais a contra\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para expulsar a pedra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isso pode ser importante para o tratamento da c\u00f3lica renal<\/strong>. Atualmente, os medicamentos utilizados para facilitar a elimina\u00e7\u00e3o de pedras (bloqueadores alfa-adren\u00e9rgicos) causam efeitos colaterais como tontura e queda de press\u00e3o arterial. Se, no futuro, for poss\u00edvel desenvolver drogas seletivas contra as a\u00e7\u00f5es da 6-nitrodopamina, elas poder\u00e3o representar novas alternativas de tratamento mais seguras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-244737f8ec0f3356fdc77b2278d67436\"><strong>Uma nova hip\u00f3tese para disfun\u00e7\u00f5es da bexiga<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na <strong><mark style=\"background-color:#8ed1fc\" class=\"has-inline-color has-black-color\">bexiga urin\u00e1ria<\/mark><\/strong>, os resultados tamb\u00e9m desafiaram conceitos tradicionais. Os estudos mostraram que a <strong>6-nitrodopamina promove relaxamento potente da musculatura da bexiga e reduz contra\u00e7\u00f5es induzidas por acetilcolina<\/strong>, uma mol\u00e9cula fundamental para causar esvaziamento urin\u00e1rio. Ou seja, a <strong>6-nitrodopamina dificulta a sa\u00edda da urina<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Animais com defici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3xido n\u00edtrico apresentam altera\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias importantes, como aumento da frequ\u00eancia que urinam e dificuldade de relaxamento da musculatura da bexiga.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradicionalmente, esses problemas eram atribu\u00eddos apenas \u00e0 defici\u00eancia de \u00f3xido n\u00edtrico. Mas os novos achados sugerem que, ao menos, parte dessas altera\u00e7\u00f5es talvez resulte da perda da produ\u00e7\u00e3o de 6-nitrodopamina que acontece quando o animal produzi menos \u00f3xido n\u00edtrico.<\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese \u00e9 importante porque pode mudar a forma como algumas disfun\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias s\u00e3o interpretadas. Se confirmada por estudos futuros, essa ideia pode abrir espa\u00e7o para novas abordagens terap\u00eauticas, j\u00e1 que as op\u00e7\u00f5es atuais s\u00e3o pouco eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-a5a7d7a233cd8c9aec974c1510156f8f\"><strong>Entrevista com Prof. Gilberto De Nucci<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/48-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-799\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/48-980x551.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/48-480x270.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color\">Prof. Gilberto De Nucci.<\/mark><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O Farmaco em Foco conversou com Prof. Gilberto De Nucci. Entre hist\u00f3rias de artigos rejeitados, colabora\u00e7\u00f5es internacionais e planos para o futuro, o pesquisador ainda refletiu sobre o papel do cientista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-eb6d559adff4d3990dd5ca2689253a81\"><strong>Por que voc\u00ea acha que demorou tanto tempo pra algu\u00e9m olhar para essas novas catecolaminas? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu suspeito que \u00e9 porque o paradigma sempre foi de catecolaminas associados a sistema nervoso auton\u00f4mico. No caso da dopamina, como mediador do sistema nervoso central. Ent\u00e3o, essa ideia de catecolaminas sendo lideradas de endot\u00e9lio e epit\u00e9lio, tendo papel na periferia do corpo, foi relegada ao segundo plano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-a593e6b887857f5b7f71777d06db0e99\"><strong>E voc\u00ea est\u00e1 encontrando resist\u00eancia na comunidade cient\u00edfica para aceitar suas descobertas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Olha, encontramos mais no in\u00edcio. N\u00f3s tivemos v\u00e1rios trabalhos que foram recusados de cara. Inclusive por motivos que eu fiquei extremamente surpreso. Teve um trabalho que o editor falou \u2018Se voc\u00ea estiver correto, tudo que n\u00f3s ensinamos de fisiologia est\u00e1 errado. Ent\u00e3o a gente vai ver recusar o trabalho.\u2019<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uns dois a tr\u00eas anos a gente mandou um trabalho de 6-nitrodopina no corpo cavernoso de coelho. Os tr\u00eas revisores rejeitaram, mas nenhum fez isso pelos experimentos. Simplesmente disseram que o conceito era absurdo. Ou seja, n\u00e3o pediram nenhum experimento pra fazer. N\u00e3o criticaram nenhum experimento que foi feito. S\u00f3 falaram que n\u00e3o fazia sentido. Que o \u00f3xido n\u00edtrico era o principal mediador. A gente acabou publicando na <a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/journal\/20472927\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/journal\/20472927\" rel=\"noreferrer noopener\">Andrology<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 tivemos outros trabalhos que foram recusados. O primeiro trabalho de 6-cianodopamina em vas deferens, n\u00f3s mandamos para o <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/journal\/european-journal-of-pharmacology\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/journal\/european-journal-of-pharmacology\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">European Journal of Pharmacology<\/a>. O editor recusou dizendo que n\u00e3o era um trabalho farmacol\u00f3gico. Acho que por ser 6-cianodopamina. Era o primeiro trabalho farmacol\u00f3gico com mediador com cianeto, foi recusado de cara. Eventualmente, publicamos em uma revista alem\u00e3, a <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/journal\/424\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/link.springer.com\/journal\/424\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">European Journal of Physiology<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem uma curiosidade, porque essa revista \u00e9 antiga. Lendo um livro de ci\u00eancia do s\u00e9culo XIX, encontrei o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Eduard_Friedrich_Poeppig\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Eduard_Friedrich_Poeppig\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eduard Friedrich<\/a>. Ele foi um fisiologista alem\u00e3o e o fundador da revista. Ele foi o primeiro cientista a propor cianeto com origem \u00e0 biogen\u00e9tica da vida. Eu n\u00e3o sei se o editor sabia disso ou se foi uma coincid\u00eancia hist\u00f3rica, mas eu achei muito interessante. J\u00e1 que foi a primeira revista a aceitar um trabalho de farmacologia com o primeiro mediador com cianeto descrito na biologia.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira confer\u00eancia internacional que eu dei sobre as novas catecolaminas foi em 2021, na Dinamarca. Minha apresenta\u00e7\u00e3o era sobre a 6-nitrodopamina, mas no final da confer\u00eancia eu apresentei os dados de libera\u00e7\u00e3o de 6-cianodopamina. Eu me recordo de uma professora de qu\u00edmica medicinal levantou-se e disse: \u2018Cianeto \u00e9 um veneno, isso \u00e9 um absurdo\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que o cen\u00e1rio est\u00e1 melhor agora. Tanto pelo o fato do British Journal of Pharmacology ter nos convidado para escrever uma revis\u00e3o, como pelo fato que a revis\u00e3o que n\u00f3s publicamos no <a href=\"https:\/\/physoc.onlinelibrary.wiley.com\/journal\/14697793\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/physoc.onlinelibrary.wiley.com\/journal\/14697793\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Journal Of Physiology<\/a> ser uma das revis\u00f5es mais citadas, segundo a pr\u00f3pria revista. Agora, os trabalhos, pelo menos, n\u00e3o t\u00eam sido rejeitados de cara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-e7b34fc97e1cd2f6a858df1dc3e7ba35\"><strong>E agora voc\u00ea t\u00e1 vendo v\u00e1rios grupos investigando tamb\u00e9m?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tem v\u00e1rios grupos no exterior que n\u00f3s temos colaborado. Eu tenho pesquisadores de p\u00f3s-doutorado e alunos de doutorado no exterior. Por exemplo, o trabalho que foi publicado esse ano, realizado em Londres com o <a href=\"https:\/\/www.kcl.ac.uk\/people\/albert-ferro-1\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.kcl.ac.uk\/people\/albert-ferro-1\" rel=\"noreferrer noopener\">Prof. Albert Ferro<\/a>, demonstra a a\u00e7\u00e3o da 6-nitrodopamina em c\u00e9lulas musculares lisas. \u00c9 o primeiro trabalho feito em cultura de c\u00e9lula.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem outro grupo nos Estados Unidos que est\u00e1 bem entusiasmado. O grupo do <a href=\"https:\/\/vivo.brown.edu\/display\/rabid\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/vivo.brown.edu\/display\/rabid\" rel=\"noreferrer noopener\">Prof. Ruhul Abid<\/a>, onde a pesquisadora de p\u00f3s-doutorado <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3012023740684312\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3012023740684312\" rel=\"noreferrer noopener\">Dra. Bruna Louren\u00e7oni Alves<\/a> est\u00e1 trabalhando com a veia femoral humana. Eles est\u00e3o muito interessados na a\u00e7\u00e3o da 6-nitrodopamina em c\u00e9lulas endoteliais de coron\u00e1ria humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui no Brasil tamb\u00e9m tem v\u00e1rios grupos que tem come\u00e7ado a colaborar conosco baseado nos resultados que a gente tem publicado.<\/p>\n\n\n\n<p>E tamb\u00e9m tem o exemplo de um grupo completamente independente da gente: o <a href=\"https:\/\/www.keio.ac.jp\/en\/faculty\/k_100016972\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.keio.ac.jp\/en\/faculty\/k_100016972\/\" rel=\"noreferrer noopener\">Prof. Masato Tsutsui<\/a>, l\u00e1 de Okinawa no Jap\u00e3o. Ele forneceu o camundongo triplo nocaute para \u00f3xido n\u00edtrico sintase que a gente tem que utilizado no laborat\u00f3rio. Agora ele est\u00e1 interessado em trabalhar com essas novas catecolaminas no contexto do c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-d1f4c0491e763f88341b63436b45b930\"><strong>Voc\u00ea acredita que essas descobertas podem gerar impactos diretos na medicina e novas terapias?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu considero que tem um potencial inexplorado no sistema nervoso central. N\u00f3s temos tamb\u00e9m um trabalho de colabora\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o foi publicado, com a <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5388297056642128\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5388297056642128\" rel=\"noreferrer noopener\">Profa. Soraia Katia Pereira Costa<\/a>, l\u00e1 da USP. Ele \u00e9 baseado no nosso trabalho anterior que os antidepressivos tric\u00edclicos bloqueiam a a\u00e7\u00e3o da dopamina em alguns tecidos perif\u00e9ricos. Ela viu que \u00e9 poss\u00edvel que esse efeito analg\u00e9sico desses antidepressivos seja devido ao bloqueio de 6-nitrodopamina.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 temos uma quantidade razo\u00e1vel de trabalhos sobre a 6-nitrodopamina e at\u00e9 agora ningu\u00e9m mais se interessou sobre a 6-nitrodopamina em depress\u00e3o no sistema nervoso central. Eu me recordo que h\u00e1 uns dois anos atr\u00e1s teve uma reuni\u00e3o nos Estados Unidos, a <a href=\"https:\/\/www.grc.org\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.grc.org\/\" rel=\"noreferrer noopener\">Gordon Conference<\/a>. Teve uma sobre dopamina. Eu queria participar. Mandei e-mail e nem responderam.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque \u00e9 dif\u00edcil. Uma descoberta feita num pa\u00eds de terceiro mundo, sem nenhum autor de estrangeiro. E \u00e9 uma s\u00e9rie de descoberta. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 quest\u00e3o da 6-nitrodopamina em si, mas tamb\u00e9m a 6-cianodopamina. \u00c9 um conceito bastante revolucion\u00e1rio de cianeto como sendo mediador.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas essa resist\u00eancia est\u00e1 diminuindo. E com isso, acho que eventualmente a ind\u00fastria farmac\u00eautica, que \u00e9 importante para desenvolver novos f\u00e1rmacos, vai se interessar.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu recordo que quando eu comprava 6-nitrodopamina da <a href=\"https:\/\/cmscientifica.com.br\/marcas-representadas\/trc-toronto-research-chemicals\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/cmscientifica.com.br\/marcas-representadas\/trc-toronto-research-chemicals\/\" rel=\"noreferrer noopener\">Toronto Reseach Chemicals<\/a>, eles vendiam pacotes de 100 miligramas. Agora vem em frasco de 1 grama. Ent\u00e3o tem mais gente comprando.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00f3s come\u00e7amos agora a ter mais colabora\u00e7\u00f5es com grupos que trabalham com humanos. E, com isso, n\u00f3s vamos ter uma possibilidade maior de verificar eventualmente o papel fisiopatol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-05170a599ac158bd121b93c792f6bcd4\"><strong>Tem algum outro papel fisiol\u00f3gico que voc\u00ea busca investigar no futuro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o trabalho com sistema nervoso central, nem perif\u00e9rico. Eu trabalho mais a parte cardiovascular e outros sistemas, como o geniturin\u00e1rio. Eu acho que nesses sistemas ainda tem um papel importante a ser compreendido. Essa identifica\u00e7\u00e3o da 6-nitrodopamina como antagonista seletivo de receptor dopamin\u00e9rgico, sem afetar receptores adren\u00e9rgicos. Esse eu acho que \u00e9 um conceito importante porque todos antagonistas que n\u00f3s temos no momento n\u00e3o s\u00e3o seletivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o eu creio que, assim como as catecolaminas cl\u00e1ssicas tem efeito em v\u00e1rios sistemas, essas novas catecolaminas n\u00e3o t\u00eam porque n\u00e3o ter efeito em v\u00e1rios sistemas tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o importante \u00e9 que ainda n\u00f3s s\u00f3 temos as novas catecolaminas, mas n\u00e3o conhecemos os seus metab\u00f3litos nem como \u00e9 o seu metabolismo. Ent\u00e3o, eu acho que agora a gente tem que fazer um investimento nessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m temos uma pesquisa que ainda n\u00e3o publicamos sobre um suco de beterraba muito consumido na Inglaterra. Ele \u00e9 famoso pela quantidade de nitrato. N\u00f3s dosamos e observamos que esse suco tem muita dopamina e noradrenalina. O que mais me surpreendeu foi que tamb\u00e9m encontramos 6-nitrodopamina e 6-nitronoradrenalina. Ent\u00e3o voc\u00ea v\u00ea que essas catecolaminas s\u00e3o bastante antigas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-e44b3691387900334e06a88175b1d680\"><strong>Al\u00e9m das 6-nitro e da 6-cianodopamina, em alguns trabalhos que voc\u00ea comenta a possibilidade outras catecolamina, como 6-bromodopamina. Qual seria a relev\u00e2ncia dessas mol\u00e9culas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s publicamos um trabalho com a 6-bromodopamina. Ela foi encontrada em n\u00edveis circulantes em pacientes com insufici\u00eancia renal. N\u00f3s ainda n\u00e3o publicamos, mas tamb\u00e9m temos evid\u00eancias de outras catecolaminas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-8312ab350a633c510068f6492d9ceb83\"><strong>Teve algum momento que seus dados pareciam bons demais pra ser verdade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Olha, com a 6-cianodopamina eu fiquei um pouco incomodado. Eu comecei os trabalhos com a 6-nitrodopamina. Um grupo japon\u00eas j\u00e1 havia demonstrado a forma\u00e7\u00e3o de 6-nitronoradrenalina. Mesmo que n\u00e3o haviam demonstrado a libera\u00e7\u00e3o de 6-nitrodopamina, parecia vi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma professora de qu\u00edmica l\u00e1 dos Estados Unidos entrou em contato comigo antes da pandemia dizendo que tinha outros an\u00e1logos da dopamina, perguntando se eu queria trabalhar com eles. Na \u00e9poca, eu pensei em usar a 6-cianodopamina como padr\u00e3o interno. Eu n\u00e3o suspeitava que seria uma mol\u00e9cula end\u00f3gena. Mas, s\u00f3 por desencargo de consci\u00eancia, eu pedi para dosar a 6-cianodopamina end\u00f3gena.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando encontramos ela, eu fiquei extremamente incomodado. Eu fiquei bastante hesitante. Eu s\u00f3 publiquei depois que eu vi na literatura que humanos apresentando n\u00edveis circulantes de cianeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acabei publicando os resultados em uma revista anal\u00edtica. \u00c9 uma estrat\u00e9gia que eu uso pra publicar esses novos mediadores, j\u00e1 que o pessoal dessas revistas analisa essencialmente a t\u00e9cnica anal\u00edtica da metodologia, sem a percep\u00e7\u00e3o do impacto biol\u00f3gico. E depois \u00e9 mais f\u00e1cil voc\u00ea vencer a resist\u00eancia, porque quando voc\u00ea procura uma revista farmacol\u00f3gica, voc\u00ea j\u00e1 mostrou que a metodologia foi validada completamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-4717c369f15a8c79ad1dbd1b6f9a694e\"><strong>O que voc\u00ea gostaria de passar que para esses jovens pesquisadores aprendessem com essa sua trajet\u00f3ria cient\u00edfica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acredito nos dados obtidos. As vezes o aluno fala \u2018o experimento n\u00e3o funcionou\u2019. N\u00e3o funcionar \u00e9 complexo, talvez s\u00f3 n\u00e3o tenha dado o resultado que voc\u00ea esperava.<\/p>\n\n\n\n<p>Me recordo do meu chefe, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/John_Vane\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/John_Vane\" rel=\"noreferrer noopener\">Dr. John Vane<\/a>, que ganhou o Pr\u00eamio Nobel de Medicina em 1982. Ele descobriu a prostaciclina em 1976. Um dia ele me mostrou uns trabalhos da d\u00e9cada de 60 e ele falou \u2018j\u00e1 tinha prostaciclina aqui, eu que n\u00e3o vi\u2019. Ent\u00e3o eu acho que \u00e9 importante voc\u00ea acreditar no seu resultado, independente se ele vai contra aquilo que todo mundo est\u00e1 falando.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu fa\u00e7o uma diferen\u00e7a entre pesquisador e cientista. Pesquisador faz pesquisa, cientista faz ci\u00eancia. Muita gente faz trabalho pra comprovar aquilo que j\u00e1 est\u00e1 na literatura. A ci\u00eancia \u00e9 quebra de paradigmas, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 confirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como diria meu outro orientador, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A9rgio_Henrique_Ferreira\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%A9rgio_Henrique_Ferreira\" rel=\"noreferrer noopener\">Dr. S\u00e9rgio Henrique Ferreira<\/a>: \u2018Ci\u00eancia \u00e9 abrir janelas. E para abrir janelas, voc\u00ea tem que quebrar paredes\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-7386914cd45e598a51876cf82cf621ac\">As pesquisas divulgadas nessa mat\u00e9ria contaram com financiamento FAPESP (processos n\u00ba 11\/11828-4, 16\/04731-8, 17\/15175-1, 18\/09765-3, 19\/16805-4, 21\/13593-6, 21\/13726-6, 21\/14414-8, 22\/07737-8, 22\/08232-7, 23\/01376-6, 23\/04217-6, 23\/09792-9, 23\/13692-0, 23\/15165-7, 23\/16075-1, 24\/08982-1, 24\/12679-2, 24\/12688-1, 24\/13160-0, 24\/14880-7, 24\/16759-0, 24\/17989-0, 24\/20567-0, 24\/20651-0, 25\/00804-0, 25\/00926-8, 25\/01272-1, 25\/11569-1 e 25\/19466-7) e CNPq (processos n\u00ba 303839\/2019-8 e 140731\/2013-0).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-light-green-cyan-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-fdd62a22a8b6019225a863256431d691\">A presente mat\u00e9ria foi realizada com apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP), Brasil. Processo n\u00ba 25\/17158-3. As opini\u00f5es, hip\u00f3teses e conclus\u00f5es ou recomenda\u00e7\u00f5es expressas neste material s\u00e3o de responsabilidade do(s) autor(es) e n\u00e3o necessariamente refletem a vis\u00e3o da FAPESP.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-large-font-size\">Para saber mais:<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/bpspubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/bph.70503\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/bpspubs.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/bph.70503\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Nova revis\u00e3o publicada no British Journal of Pharmacology<\/a> (DOI: 10.1111\/bph.70503)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41848353\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41848353\" rel=\"noreferrer noopener\">6-Nitrodopamina em cultura de c\u00e9lulas de m\u00fasculo liso vascular<\/a> (DOI: 10.1111\/bcpt.70224)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41819415\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41819415\" rel=\"noreferrer noopener\">Efeitos cardiovasculares das novas catecolaminas em peixe<\/a> (DOI: 10.1016\/j.cbpa.2026.111991)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41552842\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41552842\" rel=\"noreferrer noopener\">6-Nitrodopamina em vasos de cascavel<\/a> (DOI: 10.1242\/jeb.251103)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41496616\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41496616\" rel=\"noreferrer noopener\">6-Nitrodopamina em ureter humano<\/a> (DOI: 10.1111\/bph.70324)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41192536\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41192536\" rel=\"noreferrer noopener\">6-Cianodopamina em ducto deferente humano<\/a> (DOI: 10.1016\/j.ejphar.2025.178315)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/40842442\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/40842442\" rel=\"noreferrer noopener\">6-Nitrodopamina em ves\u00edcula seminal<\/a> (DOI: 10.1002\/prp2.70167)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading eplus-wrapper has-vivid-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-533c596946ce414f90d84d5d6ba5c407\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Autoria:<\/mark><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-258\" style=\"width:150px\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-980x980.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/02\/Design-sem-nome-3-480x480.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center eplus-wrapper\"><strong><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Mia Schezaro Ramos<\/mark><\/strong><br><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-vivid-green-cyan-color\">Farmac\u00eautica. Doutora em Farmacologia. Jornalista cient\u00edfica, ilustradora, trans, nintendista, kpopeira e dependente de exerc\u00edcio f\u00edsico para n\u00e3o pirar.<\/mark><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta de novas catecolaminas produzidas pelo endot\u00e9lio e epit\u00e9lio desafia a fisiologia cl\u00e1ssica e pode revolucionar o entendimento cardiovascular e genitourin\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":776,"featured_media":827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[19,20],"tags":[130,122,117,55,131,74,116,120,118,121,133,132],"class_list":["post-818","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-portugues","category-pesquisa","tag-6-cianodopamina","tag-6-nitrodopamina","tag-adrenalina","tag-bexiga","tag-canal-deferente","tag-cardiovascular","tag-catecolamina","tag-dopamina","tag-noradrenalina","tag-oxido-nitrico","tag-ureter","tag-vesicula-seminal"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-content\/uploads\/sites\/303\/2026\/05\/Capa.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/818","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/776"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=818"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/818\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":887,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/818\/revisions\/887"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=818"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=818"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/farmacoemfoco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}