{"id":170,"date":"2017-04-13T10:18:19","date_gmt":"2017-04-13T13:18:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/?p=170"},"modified":"2017-04-13T10:18:20","modified_gmt":"2017-04-13T13:18:20","slug":"artrose-tambem-pode-aparecer-em-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2017\/04\/13\/artrose-tambem-pode-aparecer-em-jovens\/","title":{"rendered":"ARTROSE TAMB\u00c9M PODE APARECER EM JOVENS."},"content":{"rendered":"<p>A artrose, tamb\u00e9m conhecida como &#8220;desgaste&#8221;, &#8220;pin\u00e7amento&#8221;, n\u00e3o \u00e9 coisa s\u00f3 da velhice. Embora seja mais comum com o avan\u00e7ar da idade, cada vez mais pacientes jovens tem sido vistos nos ambulat\u00f3rios de cirurgia do joelho, principalmente por causa da epidemia mundial de obesidade e da epidemia nacional de traumas com motocicletas. Leia a seguir mais sobre o assunto.<\/p>\n<p>Artrose (tamb\u00e9m chamada de osteoartrose ou osteoartrite) \u00e9 o termo usado para se referir a um grupo heterog\u00eaneo de problemas, que tem em comum a importante perda de cartilagem articular associada com um resposta do osso subcondral (oste\u00f3fitos, esclerose, cistos subcondrais). Ela \u00e9 a principal causa de dor cr\u00f4nica nas articula\u00e7\u00f5es em pessoas adultas. Um em cada quatro seres humanos ir\u00e1 desenvolver artrose ao longo da vida, sendo portanto um importante problema de sa\u00fade p\u00fablica. <strong><u>A articula\u00e7\u00e3o mais acometida pela artrose \u00e9 o JOELHO.<\/u><\/strong><\/p>\n<p>A preval\u00eancia da artrose aumenta muito com a idade, principalmente ap\u00f3s os 60 anos. O problema \u00e9 que vem aumentando o n\u00famero de jovens com artrose, principalmente por causa dos excessos e traumatismos relacionados com o esporte e tamb\u00e9m por causa dos acidentes de tr\u00e2nsito. Tamb\u00e9m algumas doen\u00e7as, como hemofilia e reumatismos, causam o aparecimento da artrose precocemente.<\/p>\n<p><strong><u>A artrose n\u00e3o tem cura<\/u><\/strong>. O tratamento conservador, baseado em educa\u00e7\u00e3o, perda de peso, exerc\u00edcios de fortalecimento e medicamentos, deve ser tentado primeiro e costuma ter boa resposta. O problema maior \u00e9 quando ocorre a falha deste tratamento. Em pacientes com mais de 60 anos, a artroplastia (pr\u00f3tese) \u00e9 uma boa solu\u00e7\u00e3o (Figura 1). Mas em pessoas com menos de 50 anos, o melhor \u00e9 tentar preservar a articula\u00e7\u00e3o da pessoa, porque se fizermos uma pr\u00f3tese muito cedo, o paciente ir\u00e1 ter que troc\u00e1-la v\u00e1rias vezes durante a vida. Cada troca \u00e9 mais complicada que a primeira e os riscos aumentam progressivamente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_177\" aria-describedby=\"caption-attachment-177\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-177 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/ptj-1024x724.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/ptj-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/ptj-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/ptj-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/ptj-382x270.jpg 382w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-177\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: Radiografias mostrando pr\u00f3tese de joelho de frente e de lado. Fonte: Arquivo pessoal do autor.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por causa disso, a melhor op\u00e7\u00e3o cir\u00fargica nos pacientes com menos de 50 anos s\u00e3o as OSTEOTOMIAS (Figura 2). O princ\u00edpio b\u00e1sico da osteotomia \u00e9 realinhar o eixo mec\u00e2nico do membro, transferindo carga para o outro lado da articula\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 saud\u00e1vel. Por isso, para poder indicar uma osteotomia, \u00e9 preciso que a artrose esteja em est\u00e1gio inicial, afetando s\u00f3 um lado da articula\u00e7\u00e3o. Se a doen\u00e7a j\u00e1 ficou grave e afeta toda a articula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 mais para fazer a osteotomia. Outras situa\u00e7\u00f5es que contra-indicam a realiza\u00e7\u00e3o de osteotomia s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>doen\u00e7a avan\u00e7ada que afeta a articula\u00e7\u00e3o inteira;<\/li>\n<li>reumatismos e doen\u00e7as inflamat\u00f3rias;<\/li>\n<li>infec\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>obesidade grave;<\/li>\n<li>alcoolismo e tabagismo;<\/li>\n<li>deformidades muito acentuadas;<\/li>\n<li>limita\u00e7\u00e3o de movimentos da articula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<figure id=\"attachment_178\" aria-describedby=\"caption-attachment-178\" style=\"width: 169px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-178 size-medium\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/IMG_20160808_132853-169x300.jpg\" alt=\"\" width=\"169\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/IMG_20160808_132853-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/IMG_20160808_132853-768x1367.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/IMG_20160808_132853-575x1024.jpg 575w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/IMG_20160808_132853-152x270.jpg 152w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/04\/IMG_20160808_132853.jpg 1456w\" sizes=\"(max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-178\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Radiografia de frente de um joelho com artrose submetido a osteotomia, que foi fixada com uma placa do tipo cal\u00e7o. Fonte: Arquivo pessoal do autor.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma vez decidido que \u00e9 necess\u00e1ria a OSTEOTOMIA, \u00e9 preciso definir o local em que ela ser\u00e1 feita. Se o joelho apresenta deformidade em valgo, a osteotomia \u00e9 feita na parte distal do f\u00eamur. Se varo, a osteotomia \u00e9 feita na parte proximal da t\u00edbia (figura 3). Isto para evitar a obliquidade da linha articular, que deve sempre ficar paralela ao solo. A t\u00edbia proximal tem uma angula\u00e7\u00e3o natural de tr\u00eas graus de varo e o f\u00eamur distal tem uma angula\u00e7\u00e3o natural de tr\u00eas graus de valgo. Se a linha articular ficar obl\u00edqua, ocorrer\u00e1 sobrecarga do compartimento medial do joelho e subluxa\u00e7\u00e3o lateral da articula\u00e7\u00e3o, piorando a artrose.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_148\" aria-describedby=\"caption-attachment-148\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-148 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/01\/Fotolia_117898197_Subscription_Monthly_M-1024x920.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/01\/Fotolia_117898197_Subscription_Monthly_M-1024x920.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/01\/Fotolia_117898197_Subscription_Monthly_M-300x270.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/01\/Fotolia_117898197_Subscription_Monthly_M-768x690.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/01\/Fotolia_117898197_Subscription_Monthly_M.jpg 1454w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-148\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3: alinhamento do joelho. Da esquerda para a direita: alinhamento normal, deformidade em valgo (joelho em X) e deformidade em varo (joelhos para fora, joelho &#8220;de cowboy&#8221;). Fonte: Fotolia.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Antigamente se pensava que a osteotomia poderia aliviar a dor durante sete anos, mas hoje h\u00e1 diversos relatos de osteotomias que duram de dez a vinte anos. Al\u00e9m disso, a osteotomia pode ser associada com reconstru\u00e7\u00f5es de ligamentos, transplantes de meniscos e t\u00e9cnicas de reparo das les\u00f5es da cartilagem. Em conjunto, este grupo de procedimentos mais a osteotomia \u00e9 chamado de \u201cARTROPLASTIA BIOL\u00d3GICA\u201d e parece ser a grande esperan\u00e7a para o futuro.<\/p>\n<p>A mensagem final que fica \u00e9 n\u00e3o esperar tempo demais. Se o paciente n\u00e3o est\u00e1 bem, tem dor que n\u00e3o melhora com a fisioterapia e os rem\u00e9dios e preenche os crit\u00e9rios para uma osteotomia, n\u00e3o podemos perder a oportunidade. Se esperarmos demais, a artrose piora e perdemos a chance de preservar a articula\u00e7\u00e3o, restando apenas a op\u00e7\u00e3o de substitu\u00ed-la por uma pr\u00f3tese met\u00e1lica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Talvez voc\u00ea possa se interessar por:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2017\/01\/16\/minha-filha-tem-perna-torta-parte-1\/\" target=\"_blank\">Minha Filha Tem Pernas Tortas<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A artrose, tamb\u00e9m conhecida como &#8220;desgaste&#8221;, &#8220;pin\u00e7amento&#8221;, n\u00e3o \u00e9 coisa s\u00f3 da velhice. 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