{"id":205,"date":"2017-05-13T13:47:46","date_gmt":"2017-05-13T16:47:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/?p=205"},"modified":"2017-05-13T13:47:46","modified_gmt":"2017-05-13T16:47:46","slug":"cartilagem-articular-principios-tratamento-cirurgico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2017\/05\/13\/cartilagem-articular-principios-tratamento-cirurgico\/","title":{"rendered":"Cartilagem articular: princ\u00edpios do tratamento cir\u00fargico."},"content":{"rendered":"<p>Les\u00f5es da cartilagem, principalmente do joelho, s\u00e3o a causa de dor em muitas pessoas e tem causado um grande interesse dos pesquisadores na busca de solu\u00e7\u00f5es melhores para o problema.<\/p>\n<p>A cartilagem articular, conhecida como cartilagem hialina devido sua apar\u00eancia macrosc\u00f3pica lembrar o aspecto do vidro, \u00e9 um tecido com uma arquitetura funcional \u00fanica (figura 1), capaz de suportar movimentos em m\u00faltiplos planos e com m\u00faltiplas condi\u00e7\u00f5es de carga, possibilitando a movimenta\u00e7\u00e3o sem dor. Entretanto, traumas, doen\u00e7as ou condi\u00e7\u00f5es anormais de carga podem danificar sua estrutura.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78\" aria-describedby=\"caption-attachment-78\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-78 size-large\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2016\/11\/IMG_1117-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2016\/11\/IMG_1117-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2016\/11\/IMG_1117-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2016\/11\/IMG_1117-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1: corte histol\u00f3gico corado com Safranina O da cartilagem articular do joelho de um carneiro. Em verde aparece o osso subcondral e em vermelho a cartilagem com suas quatro camadas: superficial, intermedi\u00e1ria, profunda e calcificada. Fonte: Arquivo pessoal do autor.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por se tratar de um tecido sem vasos sangu\u00edneos, sem vasos linf\u00e1ticos e sem nervos, a capacidade de cicatriza\u00e7\u00e3o da cartilagem no adulto \u00e9 quase nula. A menos que a les\u00e3o seja t\u00e3o profunda que cause a fratura do osso subcondral, provocando sangramento intra-articular e forma\u00e7\u00e3o de tecido reparativo fibrocartilaginoso sobre a les\u00e3o. Este tecido \u00e9 capaz de aliviar os sintomas do paciente.<\/p>\n<p>Apesar de ser assintom\u00e1tica em alguns casos, a les\u00e3o condral tem dois grandes problemas: no curto prazo, dor, derrame articular e bloqueios do movimento, sintomas que s\u00e3o principalmente limitantes quando acometem atletas e trabalhadores sujeitos a atividades de alto impacto. No longo prazo, as les\u00f5es da cartilagem articular s\u00e3o consideradas fatores de risco para o desenvolvimento da osteoartrite, a causa mais frequente de dor cr\u00f4nica em articula\u00e7\u00f5es na popula\u00e7\u00e3o adulta.<\/p>\n<p>Atualmente, o tratamento pode ser feito com medicamentos e fisioterapia. Quando estes tratamentos n\u00e3o funcionam, existem v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas, o que acaba trazendo muita confus\u00e3o. Basicamente, estas cirurgias podem ser divididas de acordo com o seu princ\u00edpio de funcionamento:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1) Estimula\u00e7\u00e3o da medula \u00f3ssea<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios m\u00e9todos de tratamento foram desenvolvidos com basea neste princ\u00edpio: perfurar o osso subcondral e causar sangramento. Em conjunto, todas as t\u00e9cnicas que utilizam este princ\u00edpio s\u00e3o conhecidas como \u201cestimula\u00e7\u00e3o da medula \u00f3ssea\u201d. Na verdade, uma destas t\u00e9cnicas, chamada de \u201c<span style=\"color: #ff0000\"><strong>microfratura<\/strong><\/span>\u201d, ainda \u00e9 o m\u00e9todo cir\u00fargico mais usado na atualidade para tratar as les\u00f5es condrais.<\/p>\n<p>Existem dois grandes problemas com este princ\u00edpio de tratamento: as propriedades estruturais da fibrocartilagem s\u00e3o diferentes das da cartilagem hialina, o que pode levar a altera\u00e7\u00f5es degenerativas do osso subcondral exposto a uma maior carga. Portanto, em teoria, a microfratura n\u00e3o evita o desenvolvimento da osteoartrite, mas apenas alivia os sintomas. Al\u00e9m disso, a perfura\u00e7\u00e3o do osso subcondral j\u00e1 \u00e9 em si uma agress\u00e3o que tem consequ\u00eancias. Uma delas \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de oste\u00f3fitos intra-lesionais. A outra \u00e9 que se o procedimento for mau sucedido e o paciente continuar com sintomas, a chance de sucesso de uma cirurgia de revis\u00e3o empregando t\u00e9cnicas de terapia celular ficar\u00e1 bastante comprometida.<\/p>\n<p>Por isso, a Academia Americana de Cirurgi\u00f5es Ortopedistas (AAOS), uma das mais respeitadas sociedades de especialistas da \u00e1rea, recomenda que esta t\u00e9cnica seja usada apenas nas les\u00f5es menores que 2 cm<sup>2<\/sup> e quando n\u00e3o existe a possibilidade de uso do <span style=\"color: #000000\">transplante osteocondral aut\u00f3logo (mosaicoplastia).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2) Transfer\u00eancia de cartilagem hialina j\u00e1 existente<\/strong><\/p>\n<p>A <strong><span style=\"color: #ff0000\">mosaicoplastia<\/span><\/strong> faz parte de um segundo princ\u00edpio de tratamento para les\u00f5es condrais, onde se procura tratar a les\u00e3o com a transfer\u00eancia de cartilagem hialina. Isso pode ser conseguido com a transfer\u00eancia de cilindros osteocondrais aut\u00f3logos (mosaicoplastia) retirados de \u00e1reas perif\u00e9ricas submetidas a pouca carga e colocadas em \u00e1reas centrais, onde existe maior carga. Existem tr\u00eas problemas. Primeiro a quantidade de cilindros \u00e9 limitada por causa da pequena superf\u00edcie doadora com pouca carga. Portanto somente les\u00f5es pequenas, \u00fanicas, de at\u00e9 2 cm<sup>2<\/sup> podem ser tratadas desta forma. Segundo, a retirada dos cilindros provoca uma resposta inflamat\u00f3ria nas \u00e1reas doadoras, que em teoria poderiam desencadear a osteoartrite. Terceiro, esta t\u00e9cnica tamb\u00e9m lesa o osso subcondral, com as consequ\u00eancias j\u00e1 citadas acima.<\/p>\n<p>Uma outra forma de transferir cartilagem hialina para a les\u00e3o \u00e9 o uso de <span style=\"color: #ff0000\"><strong>transplantes hom\u00f3logos<\/strong> <\/span>(extra\u00eddos de cad\u00e1veres). Esta t\u00e9cnica seria indicada para les\u00f5es maiores que 2 cm<sup>2<\/sup>, mas apresenta s\u00e9rios inconvenientes: o alto custo financeiro e dificuldade burocr\u00e1tica para a instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de um banco de tecidos musculoesquel\u00e9ticos, a les\u00e3o do osso subcondral para fixa\u00e7\u00e3o do enxerto, a possibilidade de n\u00e3o integra\u00e7\u00e3o do enxerto no osso do receptor e o risco de transmiss\u00e3o de doen\u00e7as infecto contagiosas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3) Terapia Celular para forma\u00e7\u00e3o de nova cartilagem hialina<\/strong><\/p>\n<p>Diante destas dificuldades, um terceiro princ\u00edpio de tratamento tem tido grande interesse: o uso da <span style=\"color: #ff0000\"><strong>terapia celular<\/strong><\/span> para promover a forma\u00e7\u00e3o de cartilagem hialina. Em 1985, foi realizado em Nova York, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, o primeiro <span style=\"color: #ff0000\"><strong>implante aut\u00f3logo de condr\u00f3citos<\/strong><\/span> em seres humanos, inaugurando a era da terapia celular na ortopedia. Nove anos depois, um artigo publicado numa revista de alto impacto, deu visibilidade a esta t\u00e9cnica e iniciou seu uso em larga escala em diversos pa\u00edses. A t\u00e9cnica consiste em obter um pequeno fragmento de cartilagem articular do pr\u00f3prio paciente e isolar os condr\u00f3citos, que s\u00e3o as c\u00e9lulas respons\u00e1veis pela fabrica\u00e7\u00e3o da matriz extracelular da cartilagem hialina. \u00c9 esta matriz que confere as propriedades especiais deste tipo de cartilagem. Utilizando t\u00e9cnicas de cultura celular, ocorre a expans\u00e3o do numero de condr\u00f3citos no laborat\u00f3rio, que depois s\u00e3o implantados de volta no joelho do paciente.<\/p>\n<p>Nos prim\u00f3rdios um peda\u00e7o do <span style=\"color: #ff0000\"><strong>peri\u00f3steo<\/strong><\/span> da t\u00edbia do paciente precisava ser retirado, para ser suturado sobre a les\u00e3o, criando uma capa sob a qual os condr\u00f3citos em meio liquido eram injetados, para que n\u00e3o se espalhassem pela articula\u00e7\u00e3o. Diversas publica\u00e7\u00f5es atestam a seguran\u00e7a e a efic\u00e1cia deste procedimento. Hoje, esta t\u00e9cnica \u00e9 considerada o padr\u00e3o-ouro para as les\u00f5es condrais maiores que 2 cm<sup>2<\/sup>, sem les\u00e3o do osso subcondral.<\/p>\n<p>Um avan\u00e7o importante da t\u00e9cnica foi a substitui\u00e7\u00e3o do peri\u00f3steo por uma <span style=\"color: #ff0000\"><strong>membrana de col\u00e1geno<\/strong><\/span> porcino, j\u00e1 aprovada para uso cl\u00ednico no Brasil pela Agencia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA), capaz de ser suturada sobre a les\u00e3o, evitando a necessidade da incis\u00e3o na t\u00edbia. Uma das complica\u00e7\u00f5es mais temidas com o uso do peri\u00f3steo era a<span style=\"color: #ff0000\"><strong> hipertrofia do enxerto<\/strong><\/span>, que gerava sintomas iguais ou piores que a les\u00e3o inicial. Com o uso da membrana, o risco de re-opera\u00e7\u00e3o pela hipertrofia diminuiu de 25,7% para 5% (ref).<\/p>\n<p>Outro avan\u00e7o importante foi a coloca\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas em cultura na pr\u00f3pria membrana. Como a membrana \u00e9 porosa, ela permite a entrada dos condr\u00f3citos em seu interior. Neste <span style=\"color: #ff0000\"><strong>ambiente tridimensional<\/strong><\/span>, evita-se um fen\u00f4meno conhecido como <span style=\"color: #ff0000\"><strong>de-diferencia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span>. O condr\u00f3cito, quando colocado numa placa de cultura plana, perde seu fen\u00f3tipo arredondado e regride ao formato de um fibroblasto. No ambiente tridimensional, este fen\u00f4meno \u00e9 minimizado. Outra vantagem importante \u00e9 que a distribui\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas na les\u00e3o fica mais homog\u00eanea e o extravasamento de c\u00e9lulas \u00e9 muito menor. Quando os condr\u00f3citos s\u00e3o injetados em solu\u00e7\u00e3o liquida, como era feito inicialmente, parte da solu\u00e7\u00e3o acabava extravasando e devido ao efeito da for\u00e7a da gravidade, a distribui\u00e7\u00e3o dos condr\u00f3citos ficava heterog\u00eanea, com algumas \u00e1reas da les\u00e3o com muitas c\u00e9lulas e forma\u00e7\u00e3o de matriz hialina, enquanto outras \u00e1reas ficavam quase desprovidas de c\u00e9lulas, com a forma\u00e7\u00e3o de fibrocartilagem.<\/p>\n<p>Para o futuro, est\u00e3o sendo conduzidos diversos estudos com <strong><span style=\"color: #ff0000\">c\u00e9lulas mesenquimais<\/span><\/strong> de tecidos adultos, tais como medula \u00f3ssea, gordura e sin\u00f3via, para tentar substituir o uso dos condr\u00f3citos, com o argumento de que as c\u00e9lulas mesenquimais s\u00e3o mais f\u00e1ceis de serem cultivadas, porque se multiplicam mais rapidamente, diminuindo o tempo de cultura e o consumo de insumos, al\u00e9m de serem obtidas em maior quantidade e de locais mais f\u00e1ceis. As c\u00e9lulas mesenquimais do tecido gorduroso, por exemplo, s\u00e3o abundantes no tecido subcut\u00e2neo da pele, podendo ser acessadas com anestesia local.<\/p>\n<p>Entretanto, o principal argumento contra o uso das c\u00e9lulas mesenquimais \u00e9 a impossibilidade de garantir, com os m\u00e9todos atuais, que uma vez dentro da articula\u00e7\u00e3o, estas c\u00e9lulas seguiriam o caminho de diferencia\u00e7\u00e3o at\u00e9 se tornarem condr\u00f3citos. Neste sentido, faz muito mais sentido no momento, utilizar o condr\u00f3cito, eliminando a necessidade da diferencia\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, os condr\u00f3citos j\u00e1 s\u00e3o utilizados clinicamente h\u00e1 duas d\u00e9cadas, enquanto as c\u00e9lulas mesenquimais ainda s\u00e3o usadas em protocolos de pesquisa.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica cir\u00fargica do implante aut\u00f3logo de condr\u00f3citos n\u00e3o \u00e9 complicada, mas o que limitou seu uso na Am\u00e9rica Latina at\u00e9 hoje \u00e9 o custo e a qualidade da cultura celular dos condr\u00f3citos. Na Am\u00e9rica do Norte, Europa e Jap\u00e3o, este \u00e9 um procedimento de rotineiro e consagrado.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2016\/12\/16\/celulas-tronco-quem-disse-que-funciona\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">C\u00e9lulas-tronco: quem disse que funciona?<\/a><\/h2>\n<h2><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2016\/11\/14\/podemos-recompor-cartilagem-do-joelho-com-celulas-tronco-da-propria-pessoa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Podemos recompor a cartilagem do joelho com c\u00e9lulas-tronco da pr\u00f3pria pessoa?<\/a><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Les\u00f5es da cartilagem, principalmente do joelho, s\u00e3o a causa de dor em muitas pessoas e tem causado um grande interesse<\/p>\n","protected":false},"author":157,"featured_media":208,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[15,23,26,17,18,27],"class_list":["post-205","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cirurgia-do-joelho","tag-cartilagem","tag-cirurgia","tag-dor","tag-joelho","tag-ortopedia","tag-osteoartrite"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2017\/05\/Fotolia_137931525_XS.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/157"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":209,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205\/revisions\/209"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}