{"id":465,"date":"2020-02-20T12:10:19","date_gmt":"2020-02-20T15:10:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/?p=465"},"modified":"2020-02-20T12:10:19","modified_gmt":"2020-02-20T15:10:19","slug":"medicina-regenerativa-2020-de-onde-viemos-onde-estamos-e-para-onde-vamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2020\/02\/20\/medicina-regenerativa-2020-de-onde-viemos-onde-estamos-e-para-onde-vamos\/","title":{"rendered":"Medicina Regenerativa 2020: de onde viemos, onde estamos e para onde vamos."},"content":{"rendered":"<p>Autores: Alessandro R Zorzi, \u00c2ngela C M Luzo<\/p>\n<p>Finalmente foi publicada a norma que regulamenta o uso de c\u00e9lulas-tronco e outros produtos usados em Medicina Regenerativa, para uso cl\u00ednico no Brasil.<\/p>\n<p>O que \u00e9 Medicina Regenerativa? A clara defini\u00e7\u00e3o deste termo \u00e9 fundamental para o desenvolvimento desta \u00e1rea. De acordo com Mason &amp; Dunnill, \u201cA medicina regenerativa substitui ou regenera c\u00e9lulas, tecidos ou \u00f3rg\u00e3os humanos, para restaurar ou estabelecer a fun\u00e7\u00e3o normal\u201d (1). Como? Atrav\u00e9s da intera\u00e7\u00e3o de diversas \u00e1reas do conhecimento cient\u00edfico: biologia celular e molecular, biomateriais e nanotecnologia, engenharia de tecidos, gen\u00e9tica, imunologia e o que mais a imagina\u00e7\u00e3o do pesquisador puder alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p>O termo &#8220;Medicina Regenerativa&#8221; foi usado pela primeira vez em um artigo de 1992 sobre administra\u00e7\u00e3o hospitalar escrito por <strong>Leland Kaiser<\/strong>. O artigo de Kaiser termina com uma s\u00e9rie de par\u00e1grafos curtos sobre tecnologias futuras que impactar\u00e3o os hospitais. Um par\u00e1grafo tinha &#8220;Medicina Regenerativa&#8221; como um t\u00edtulo impresso em negrito e afirmava: &#8220;Um novo ramo da medicina se desenvolver\u00e1 que tentar\u00e1 mudar o curso da doen\u00e7a cr\u00f4nica e, em muitos casos, ir\u00e1 regenerar sistemas org\u00e2nicos degenerados \u200b\u200bou com falhas&#8221;.<\/p>\n<p>O uso generalizado do termo entretanto \u00e9 atribu\u00eddo a <strong>William A. Haseltine<\/strong> (fundador da Human Genome Sciences). Haseltine foi informado sobre o projeto para isolar c\u00e9lulas-tronco embrion\u00e1rias humanas e c\u00e9lulas germinativas embrion\u00e1rias na Geron Corporation em colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison e da Escola de Medicina Johns Hopkins. Ele reconheceu que a capacidade \u00fanica dessas c\u00e9lulas de se diferenciar em todos os tipos de c\u00e9lulas do corpo humano (pluripot\u00eancia) tinha o potencial de se transformar em um novo tipo de terapia regenerativa. Explicando a nova classe de terapias que essas c\u00e9lulas poderiam possibilitar, ele usou o termo &#8220;Medicina Regenerativa&#8221; da maneira que \u00e9 usada hoje: &#8220;uma abordagem \u00e0 terapia que emprega genes, prote\u00ednas e c\u00e9lulas humanas para crescer novamente, restaurar ou fornecer substitui\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas para tecidos que foram feridos por trauma, danificados por doen\u00e7as ou desgastados pelo tempo e oferecem a perspectiva de curar doen\u00e7as que hoje n\u00e3o podem ser tratadas com efic\u00e1cia, incluindo aquelas relacionadas ao envelhecimento &#8221; (2).<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, houve um aumento enorme no interesse de usar terapias biol\u00f3gicas baseadas nos conceitos de Medicina Regenerativa, para cuidar de pacientes com les\u00f5es do sistema locomotor. Al\u00e9m de aliviar sintomas, a ideia \u00e9 encontrar uma forma de frear a evolu\u00e7\u00e3o da osteoartrite e outras patologias que poderiam destruir progressivamente a articula\u00e7\u00e3o. Nos Estados Unidos criou-se a express\u00e3o \u201c<strong><em>orthobiologics<\/em><\/strong>\u201d para se referir a estas terapias biol\u00f3gicas. No Brasil, o termo mais usado continua sendo Medicina Regenerativa.<\/p>\n<p>As terapias biol\u00f3gicas mais usadas em ortopedia atualmente s\u00e3o as que utilizam c\u00e9lulas aut\u00f3logas, ou seja da pr\u00f3pria pessoa. S\u00e3o exemplos bastante conhecidos o Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e as c\u00e9lulas mesenquimais obtidas da medula \u00f3ssea (BMAC) ou da gordura (Lipogens). Enquanto o uso destas terapias parece ser bastante promissor, ainda existe muito preconceito e questionamento a respeito da efic\u00e1cia destas terapias. Em geral, raros procedimentos cir\u00fargicos praticados diariamente foram t\u00e3o cobrados ou questionados quanto as t\u00e9cnicas de medicina regenerativa.\u00a0 Apesar disso, a press\u00e3o de mercado e a press\u00e3o dos pacientes tem levado ao uso cl\u00ednico indiscriminado, muitas vezes em situa\u00e7\u00f5es mal indicadas.<\/p>\n<p>No Brasil, o uso de terapias biol\u00f3gicas \u00e9 regulado pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA). Enquanto nos Estados Unidos e Europa o uso j\u00e1 autorizado, no Brasil aguardamos a conclus\u00e3o da trilogia regulat\u00f3ria da ANVISA:<\/p>\n<ol>\n<li>RDC 214 de Fevereiro de 2018: disp\u00f5e sobre as Boas Pr\u00e1ticas em C\u00e9lulas Humanas para Uso Terap\u00eautico e pesquisa cl\u00ednica, e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/li>\n<li>RDC 260 de Dezembro de 2018: disp\u00f5e sobre os procedimentos e requisitos regulat\u00f3rios para a realiza\u00e7\u00e3o de ensaios cl\u00ednicos com produtos de terapia avan\u00e7ada investigacional, (RDC 260 de Dezembro de 2018)<\/li>\n<li>A terceira e \u00faltima RDC ainda n\u00e3o foi publicada, mas foi colocada para consulta p\u00fablica no segundo semestre de 2019. Prepara o lan\u00e7amento em breve das normas para uso cl\u00ednico e comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos de terapia avan\u00e7ada, o que permitir\u00e1 finalmente o uso cl\u00ednico em hospitais e consult\u00f3rios.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A permiss\u00e3o para uso clinico de produtos de manipula\u00e7\u00e3o m\u00ednima, tais como o PRP e o BMAC, em pa\u00edses da Am\u00e9rica do Norte e Europa, resultou em um aumento brutal do uso destas terapias na \u00e1rea da Ortopedia e Traumatologia e principalmente na Medicina Esportiva. Em 2015 a Academia Americana de Cirurgi\u00f5es Ortopedistas (AAOS) organizou um simp\u00f3sio com diversos especialistas de diferentes \u00e1reas do conhecimento, chegando \u00e0 conclus\u00e3o de que a Medicina Regenerativa deve ser implantada progressivamente no arsenal terap\u00eautico dos ortopedistas, mas com uma abordagem translacional fundamentada em s\u00f3lidas bases cient\u00edficas (Medicina Baseada em Evid\u00eancias). A colabora\u00e7\u00e3o entre pesquisadores, agencias reguladoras e a ind\u00fastria \u00e9 fundamental para atingir este objetivo (3).<\/p>\n<p>Apesar deste consenso, o uso indiscriminado e desordenado de terapias biol\u00f3gicas em consult\u00f3rios m\u00e9dicos contrasta com a abordagem promissora que vem sendo realizada por grupos de pesquisa s\u00e9rios, transformando as descobertas mais recentes nas \u00e1reas de cultura celular, biomateriais e engenharia de tecidos, em terapias inovadoras nas mais diversas especialidades m\u00e9dicas. Alguns produtos de terapia avan\u00e7ada j\u00e1 chegaram inclusive ao mercado ap\u00f3s rigorosos testes e ensaios cl\u00ednicos. S\u00e3o exemplos produtos como <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2019\/08\/24\/transplante-de-condrocitos-25-anos-em-busca-da-regeneracao-da-cartilagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>MACI (Vericel, USA)<\/strong><\/a> e o <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2019\/08\/24\/transplante-de-condrocitos-25-anos-em-busca-da-regeneracao-da-cartilagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Spherox (Co.Don, Germany)<\/strong><\/a> usados para o tratamento de les\u00f5es isoladas da cartilagem e o <strong>Invossa (Kolon Tissue Gene, South Korea)<\/strong>, usado no tratamento da osteoartrite.<\/p>\n<p>No futuro breve, ser\u00e1 poss\u00edvel iniciar o uso cl\u00ednico de tais produtos no Brasil, mas antes \u00e9 preciso combater o preconceito e estimular o progresso e a inova\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas s\u00e9rias e comprovadas, com o endosso das agencias regulat\u00f3rias como a ANVISA (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria), das entidades de classe como o CFM (Conselho Federal de Medicina) e das sociedades de especialidades m\u00e9dicas, como a SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Ali\u00e1s, 18\/02\/2020 ser\u00e1 lembrada como uma data hist\u00f3rica para a Medicina Regenerativa no Brasil, pois finalmente foi publicada a RDC 706 da ANVISA, regulamentando o uso de c\u00e9lulas-tronco e outros produtos biol\u00f3gicos no Brasil.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os autores:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-468 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG_4819-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG_4819-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG_4819-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG_4819-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG_4819-96x96.jpg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG_4819-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>Alessandro Rozim Zorzi<\/strong> \u00e9 m\u00e9dico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, atuando no Hospital de Cl\u00ednicas da Unicamp. Pesquisador m\u00e9dico em terapia celular da cartilagem no Hospital Israelita Albert Einstein e professor de medicina na Faculdade S\u00e3o Leopoldo Mandic, com mestrado e doutorado na Unicamp. Atualmente \u00e9 tamb\u00e9m vice-coordenador do Comit\u00ea de \u00c9tica da Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa da Unicamp e um dos editores do projeto de divulga\u00e7\u00e3o Blogs de Ci\u00eancia Unicamp.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-467 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG-20180620-WA0017-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG-20180620-WA0017-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG-20180620-WA0017-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG-20180620-WA0017-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG-20180620-WA0017-96x96.jpg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG-20180620-WA0017-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>\u00c2ngela Cristina Malheiros Luzo<\/strong> \u00e9 m\u00e9dica Hematologista -Hemoterapeuta, foi Diretora M\u00e9dica do Servi\u00e7o de Transfus\u00e3o e do Laborat\u00f3rio de Processamento Celular\u00a0 (Banco de Sangue de Cord\u00e3o Umbilical Humano e Laborat\u00f3rio de Criopreserva\u00e7\u00e3o de C\u00e9lulas Tronco Hematopoi\u00e9ticas) no per\u00edodo de 1990 a 2019 no Hemocentro da Unicamp. Faz pesquisa em medicina regenerativa desde 2008 tendo feito mestrado e doutorado nesta linha na UNICAMP. Atualmente \u00e9 Pesquisadora Colaboradora do Instituto de Biologia da UNICAMP,\u00a0 Professora permanente da Disciplina de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o\u00a0em Ci\u00eancias da Cirurgia do Departamento de Cirurgia, FCM \u2013 UNICAMP e auditora em Terapia Celular pela American Association of Blood Banks em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia Celular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>Mason, Chris; Dunnill, Peter (2008). &#8220;A brief definition of regenerative medicine&#8221;.\u00a0Regenerative Medicine.\u00a0<strong>3<\/strong>\u00a0(1): 1-5<\/em><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Regenerative_medicine\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Regenerative_medicine<\/a>, consultado em 06\/02\/2020.<\/li>\n<li>Lamplot, J. D., Rodeo, S. A., &amp; Brophy, R. H. (2020). A Practical Guide for the Current Use of Biologic Therapies in Sports Medicine. <i>The American Journal of Sports Medicine<\/i>, <i>48<\/i>(2), 488\u2013503. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1177\/0363546519836090\">https:\/\/doi.org\/10.1177\/0363546519836090<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autores: Alessandro R Zorzi, \u00c2ngela C M Luzo Finalmente foi publicada a norma que regulamenta o uso de c\u00e9lulas-tronco e<\/p>\n","protected":false},"author":157,"featured_media":471,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[13,14],"tags":[26,86,64,18,28],"class_list":["post-465","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-medicina-regenerativa","category-medicina-translacional","tag-dor","tag-engenharia-de-tecidos","tag-medicina-regenerativa","tag-ortopedia","tag-terapia-celular"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/02\/IMG_1120.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/465","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/157"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=465"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/465\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":484,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/465\/revisions\/484"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=465"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=465"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=465"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}