{"id":487,"date":"2020-03-20T10:30:22","date_gmt":"2020-03-20T13:30:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/?p=487"},"modified":"2020-03-20T10:30:24","modified_gmt":"2020-03-20T13:30:24","slug":"mini-celulas-que-curam-metodo-inovador-propoe-uso-sustentavel-de-plaquetas-sanguineas-em-terapia-celular-e-medicina-regenerativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2020\/03\/20\/mini-celulas-que-curam-metodo-inovador-propoe-uso-sustentavel-de-plaquetas-sanguineas-em-terapia-celular-e-medicina-regenerativa\/","title":{"rendered":"Mini c\u00e9lulas que curam: m\u00e9todo inovador prop\u00f5e uso sustent\u00e1vel de plaquetas sangu\u00edneas em terapia celular e medicina regenerativa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Autoras: Sheila Siqueira Andrade e Alessandra Val\u00e9ria de Sousa Faria<\/strong><\/p>\n<p><strong>Plaquetas s\u00e3o pe\u00e7a-chave no processo de cicatriza\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o da maioria dos tecidos do corpo. O problema \u00e9 a dificuldade de armazenamento, que leva ao desperd\u00edcio e descarte de grande quantidade desse precioso hemoderivado. <\/strong><\/p>\n<p>O grande desafio atual da Biotecnologia \u00e9 fornecer solu\u00e7\u00f5es aplicadas \u00e0 medicina e \u00e0 sa\u00fade, recriadas em laborat\u00f3rio com um padr\u00e3o pr\u00f3ximo ao que ocorre em nosso organismo. Seguindo os conceitos de <strong>Biomimetismo<\/strong> (imita\u00e7\u00e3o da vida), a <a href=\"https:\/\/plateinnove.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>PlateInnove Biotechnology<\/strong><\/a>, uma startup brasileira resolveu inovar e desenvolveu projetos na \u00e1rea de bioativa\u00e7\u00e3o de \u201cminic\u00e9lulas\u201d (plaquetas) sangu\u00edneas humanas. Atrav\u00e9s do desenvolvimento de uma plataforma biotecnol\u00f3gica, na qual plaquetas (mat\u00e9ria-prima) s\u00e3o seletivamente bioativadas para a produ\u00e7\u00e3o de um painel de fatores de crescimento customizados destinados \u00e0s \u00e1reas de pesquisa e desenvolvimento, veterin\u00e1ria e cosm\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desmistificando as Plaquetas<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>O processo de cicatriza\u00e7\u00e3o de uma \u201c<em>pequena<\/em>\u201d ferida n\u00e3o \u00e9 algo marcante que fique na mem\u00f3ria. \u00c9 prov\u00e1vel que a maioria das pessoas n\u00e3o se lembre da \u00faltima vez que sofreu um pequeno corte. Talvez algumas sensa\u00e7\u00f5es sejam associadas ao evento como uma dor inesperada, uma pontada aguda e a imediata vis\u00e3o de sangue saindo lentamente da ferida. O primeiro instinto \u00e9 proteger a ferida com um pequeno curativo a fim de interromper a perda de sangue. Mas sem preocupa\u00e7\u00e3o. <em>E porque agimos naturalmente diante desse sangramento, sem tentar descobrir como e quando esse sangramento vai parar?<\/em> A resposta \u00e9 simples, sabemos que nosso corpo cuidar\u00e1 disso. A raz\u00e3o pela qual n\u00e3o sangraremos at\u00e9 a morte, toda vez que nos cortamos, se deve principalmente a <em>minic\u00e9lulas<\/em> do nosso sangue chamadas plaquetas (figura 1).<\/p>\n<figure id=\"attachment_490\" aria-describedby=\"caption-attachment-490\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide1.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\"><figcaption id=\"caption-attachment-490\" class=\"wp-caption-text\">Fotografias e ilustra\u00e7\u00e3o das plaquetas humanas, as mini c\u00e9lulas que curam.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nosso sangue \u00e9 composto por diferentes tipos de c\u00e9lulas suspensas num flu\u00eddo denominado plasma. Dentre essas c\u00e9lulas destacamos as plaquetas, c\u00e9lulas (anucleadas), de ontog\u00eanese fragment\u00e1ria (a partir de sua c\u00e9lula progenitora, megacari\u00f3cito), em formato de disco, extremamente pequenas (1 a 2 \u03bcm), produzidas na medula \u00f3ssea e no pulm\u00e3o, que circulam no sangue em seu estado de repouso.<sup>(1,2)<\/sup> Em uma pessoa saud\u00e1vel encontramos de 150 a 300 mil plaquetas (por microlitro de sangue) circulando na corrente sangu\u00ednea, por at\u00e9 10 dias (seu tempo de vida \u00fatil).<sup>(3)<\/sup> Como protagonistas da coagula\u00e7\u00e3o do sangue (mantenedoras da integridade de vasos sangu\u00edneos impedindo sangramentos) e altamente especializadas, essas <em>\u201cminic\u00e9lulas\u201d<\/em> transitam em processos din\u00e2micos e cruciais para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio do nosso organismo, como o processo inflamat\u00f3rio e sistema imunol\u00f3gico. Por ser uma \u201c<em>minic\u00e9lula<\/em>\u201d especializada, \u00e9 de sua responsabilidade a primeira avalia\u00e7\u00e3o e os primeiros reparos no tecido lesionado. Ou seja, plaquetas s\u00e3o <em>\u201csoldados de fronte de batalha\u201d<\/em>. Carregam em seu interior uma vasta quantidade de compartimentos\/organelas e gr\u00e2nulos (\u03b1 -alfa e denso) respons\u00e1veis pelo estoque de mol\u00e9culas e \u00edons (c\u00e1lcio e magn\u00e9sio) biologicamente influentes. No interior dos gr\u00e2nulos \u03b1 n\u00e3o est\u00e3o apenas fatores de coagula\u00e7\u00e3o do sangue, mas tamb\u00e9m compostos efetores como fatores de crescimento, mensageiros do sistema imune e enzimas, importantes por controlar situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, como um corte simples ou mesmo um dano tecidual extenso.<sup>(3)<\/sup> Em resposta ao corte\/ferimento o organismo envia sinais de alerta atrav\u00e9s da corrente sangu\u00ednea, notificando as plaquetas do trauma. Sendo as <em>\u201cprimeiras\u201d<\/em> c\u00e9lulas a chegarem ao local da les\u00e3o, as plaquetas s\u00e3o ativadas com consequente libera\u00e7\u00e3o seletiva dos mediadores de seus compartimentos, recrutando outras plaquetas nas proximidades e iniciando a sua mudan\u00e7a de forma, de estado de repouso\/quiescente no formato de <em>\u201cdisco\u201d<\/em> para uma forma <em>\u201cestelar\u201d<\/em>, sua forma ativada com forma\u00e7\u00e3o de pseud\u00f3podes.<sup>(4,5)<\/sup><\/p>\n<p>O recrutamento de outras plaquetas \u00e9 facilitado pelo fato de sua superf\u00edcie ser preenchida por estruturas que servem como identificadores\/biossensores\/receptores aos fatores plaquet\u00e1rios liberados neste processo, um processo de reconhecimento entre plaquetas. Isso as ajuda a ficar unidas. Essa uni\u00e3o \u00e9 conhecida como <strong>agrega\u00e7\u00e3o plaquet\u00e1ria<\/strong> que envolve in\u00fameras plaquetas. &nbsp;Ao mesmo tempo, outros <strong>fatores de coagula\u00e7\u00e3o<\/strong> est\u00e3o em a\u00e7\u00e3o. Uma prote\u00edna no sangue chamada <strong>fibrinog\u00eanio<\/strong> se torna ativa tamb\u00e9m. E uma vez ativa, essa prote\u00edna recebe o nome de <strong>fibrina<\/strong> e, como o pr\u00f3prio nome sugere, produz fibras que atuam em conjunto com as plaquetas. Essas fibras cobrem a ferida e criam uma rede e, portanto, menos sangue pode escapar. No entanto, as plaquetas ainda precisam terminar seu trabalho, com a forma\u00e7\u00e3o de um agregado plaquet\u00e1rio contendo gl\u00f3bulos vermelhos que funciona como um <em>\u201ctamp\u00e3o\u201d <\/em>(curativo), um <strong>co\u00e1gulo<\/strong>, impedindo a perda de sangue (figura 2).<sup>(4-6)<\/sup><\/p>\n<figure id=\"attachment_491\" aria-describedby=\"caption-attachment-491\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide2.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\"><figcaption id=\"caption-attachment-491\" class=\"wp-caption-text\">Plaquetas se agregam ap\u00f3s serem ativadas e promovem a forma\u00e7\u00e3o do co\u00e1gulo sangu\u00edneo.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ainda no local da les\u00e3o, as plaquetas iniciam o recrutamento de outros tipos celulares, onde a libera\u00e7\u00e3o de seus fatores de crescimento internos \u00e9 novamente crucial. Uma vez liberados, os fatores de crescimento plaquet\u00e1rios atuam como guias (quimiot\u00e1ticos) e suplemento nutritivo para c\u00e9lulas como mon\u00f3citos\/macr\u00f3fagos<sup>(6)*<\/sup>, &nbsp;granul\u00f3citos, fibroblastos, epiteliais e at\u00e9 as pr\u00f3prias c\u00e9lulas do vaso sangu\u00edneo. <strong>E assim, sem perda de sangue, inicia-se o processo de cicatriza\u00e7\u00e3o da ferida, e regenera\u00e7\u00e3o do tecido.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Uso <em>off label<\/em> do concentrado de plaquetas<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Como se v\u00ea, a plaqueta \u00e9 pe\u00e7a crucial em nosso organismo, por fazer parte da maquinaria da coagula\u00e7\u00e3o do sangue, e por isso est\u00e3o sempre em alta demanda. Pacientes que sofreram traumas (e que perderam muito sangue), em tratamentos quimioter\u00e1picos e submetidos \u00e0 cirurgia, muitas vezes precisam de transfus\u00f5es de plaquetas para manter o sangue funcionando adequadamente. O mesmo acontece com as pessoas com dist\u00farbios gen\u00e9ticos, que as impedem de produzir plaquetas suficientes por conta pr\u00f3pria, causando baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia). Como consequ\u00eancia, aparecem sangramentos espont\u00e2neos e um pequeno corte pode se tornar algo mais grave. No entanto, as plaquetas s\u00e3o escassas em compara\u00e7\u00e3o aos outros produtos sangu\u00edneos, em parte devido \u00e0 sua curta vida \u00fatil.<\/p>\n<p>Nos bancos de sangue, os gl\u00f3bulos vermelhos podem ser armazenados em refrigerador (4\u00b0C) por 42 dias, e o plasma pode ser congelado (-80\u00b0C) por anos. <strong>No entanto, plaquetas precisam ser armazenadas \u00e0 temperatura ambiente (22\u00b0C) sob leve agita\u00e7\u00e3o, e apenas por um curto per\u00edodo (5 dias), devido \u00e0 grande probabilidade de contamina\u00e7\u00e3o bacteriana.<\/strong> O que significa que poucas plaquetas est\u00e3o dispon\u00edveis para aqueles que precisam delas. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3ria, porque apesar de faltar plaquetas para transfus\u00e3o, h\u00e1 tamb\u00e9m perda expressiva por vencimento do prazo de validade. <strong>Cerca de 20% das unidades de plaquetas produzidas nos bancos de sangue acabam virando lixo\/<\/strong>res\u00edduo biol\u00f3gico, por n\u00e3o estarem vi\u00e1veis para as pr\u00e1ticas hemoter\u00e1picas. Neste cen\u00e1rio, <strong><a href=\"https:\/\/plateinnove.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PlateInnove Biotechnology <\/a>surge em 2017 com a proposta de aproveitar esse nobre material de maneira segura<\/strong>, estruturando um neg\u00f3cio de impacto biotecnol\u00f3gico, social e ambiental. Com <strong>uma plataforma de bioativa\u00e7\u00e3o de plaquetas<\/strong> (mat\u00e9ria-prima) gera-se uma <strong>produ\u00e7\u00e3o customizada de prote\u00ednas de alto valor biol\u00f3gico<\/strong> e de alto valor agregado <strong>destinadas \u00e0s \u00e1reas de pesquisa e desenvolvimento, veterin\u00e1ria e cosm\u00e9tica.<\/strong> Dentro do atual panorama brasileiro de empreendedorismo, a start-up segue alinhada com as recomenda\u00e7\u00f5es sinalizadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade<sup>(9)<\/sup> (OMS, do ingl\u00eas WHO, World Health Organization), que prop\u00f5em o reaproveitamento racional das unidades de plaquetas.<\/p>\n<p><strong>Obten\u00e7\u00e3o das Plaquetas<\/strong><\/p>\n<p>As unidades de plaquetas foram obtidas dos servi\u00e7os do Hemocentro de Campinas\/UNICAMP, do Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto\/USP e da COLSAN (Associa\u00e7\u00e3o Beneficente de Coleta de Sangue). <em>E como os bancos de sangue produzem as unidades de plaquetas? <\/em>A partir do sangue total doado por volunt\u00e1rios, os bancos de sangue processam o sangue para a produ\u00e7\u00e3o das unidades de plaquetas <strong>majoritariamente por uma t\u00e9cnica denominada <em>\u201cbuffy coat\u201d<\/em> e minoritariamente por <em>\u201cPRP\u201d<\/em> (plasma rico em plaquetas).<\/strong> Do restante do sangue tamb\u00e9m s\u00e3o produzidas as unidades\/bolsas de hem\u00e1cias, plasma e o crioprecipitado. Para a plataforma, utilizamos as unidades de plaquetas do quinto dia de processamento, j\u00e1 expiradas. O projeto de pesquisa tem a aprova\u00e7\u00e3o do comit\u00ea de \u00e9tica, via plataforma Brasil, o apoio da FAPESP (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo a Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo) e aprova\u00e7\u00e3o pelas comiss\u00f5es de pesquisa dos Hemocentros parceiros.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que devido as especifica\u00e7\u00f5es de aplica\u00e7\u00f5es finais dos produtos, as unidades de plaquetas s\u00e3o manipuladas em capela de fluxo de ar laminar devidamente instalada em laborat\u00f3rio apropriado para o cultivo de c\u00e9lulas, seguindo as <strong>normas de biosseguran\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><em>Como analisar o que n\u00e3o enxergamos?<\/em><\/strong><strong> Ativa\u00e7\u00e3o de Plaquetas por Citometria de Fluxo <\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Para certificar o grau de pureza e integridade das prepara\u00e7\u00f5es de plaquetas, utilizamos a t\u00e9cnica de citometria de fluxo para<\/p>\n<ol>\n<li>separa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas ativadas atrav\u00e9s de uso de sondas;<\/li>\n<li>quantifica\u00e7\u00e3o da porcentagem de c\u00e9lulas contaminantes;<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>separa\u00e7\u00e3o de uma popula\u00e7\u00e3o celular pela complexidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O equipamento utilizado<sup>*<\/sup> consiste em um conjunto de lasers e conex\u00f5es para manter as an\u00e1lises de amostras l\u00edquidas em fluxo. Utilizamos para esse ensaio um anticorpo para estruturas proteicas presentes somente na superf\u00edcie de plaquetas, o anti-CD61 ligado a uma sonda fluorescente\/brilhante FITC. Deste modo, quando a suspens\u00e3o de plaquetas (amostra) passar em fluxo pelas conex\u00f5es do equipamento o laser discriminar\u00e1 pela fluoresc\u00eancia o que \u00e9 plaqueta e o que n\u00e3o \u00e9, bem como a concentra\u00e7\u00e3o e a complexidade\/ativa\u00e7\u00e3o das \u201c<em>minic\u00e9lulas<\/em>\u201d. Sabendo que as plaquetas mudam de sua forma \u201c<em>disco<\/em>\u201d para uma forma \u201c<em>estelar<\/em>\u201d (quando expostas a est\u00edmulos na corrente sangu\u00ednea), adicionamos a solu\u00e7\u00e3o uma prote\u00edna, Anexina-V, ligada a outra sonda fluorescente PE que indicar\u00e1 a mudan\u00e7a de forma da plaqueta.<\/p>\n<p><strong><em>Detectando a luz das \u201cminic\u00e9lulas\u201d?<\/em><\/strong><strong> &#8211; Visualizando Plaquetas por Microscopia de Fluoresc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Utilizar a microscopia de fluoresc\u00eancia nos permite iluminar componentes espec\u00edficos das c\u00e9lulas como as plaquetas, e analisar intimamente processos poucos explorados. Atrav\u00e9s de sondas fluorescentes (sondas que brilham\/iluminam quando estimuladas por um laser), a t\u00e9cnica revela detalhes do funcionamento das plaquetas sem destru\u00ed-las, mantendo-as vivas. Assim podemos analisar de maneira criteriosa processos que envolvam a libera\u00e7\u00e3o e\/ou produ\u00e7\u00e3o dos fatores plaquet\u00e1rios, no nosso caso os fatores de crescimento.<\/p>\n<p><strong>A Biomodula\u00e7\u00e3o de Plaquetas &#8211; Plataforma PlateInnove Biotechnology<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez validadas nossas \u201c<em>provas de conceito<\/em>\u201d conduzimos para o teste de efetividade da plataforma, com a execu\u00e7\u00e3o da bioativa\u00e7\u00e3o das <em>\u201cminic\u00e9lulas\u201d<\/em>. Este \u00e9 um processo que se encontra em pedido de registro de patente (INPI PCT \u2013 BR 10 2017 017952 4) e em parte tamb\u00e9m \u00e9 mantido em sigilo industrial, por\u00e9m podemos expor que a bioativa\u00e7\u00e3o de plaquetas segue o conceito do biomimetismo (do grego <em>bio<\/em> \u2013 vida; <em>mim\u00e9ticos<\/em> \u2013 imita\u00e7\u00e3o). <em>E o que seria esse conceito?<\/em> Biomimetismo \u00e9 uma \u00e1rea da ci\u00eancia que procura explorar e aprender com a natureza, sobre suas estrat\u00e9gias e solu\u00e7\u00f5es, e utilizar esse conhecimento para resolver problemas humanos. No nosso caso, seguimos o racional <em>\u201cpergunte ao nosso organismo\u201d, <\/em>onde a bioativa\u00e7\u00e3o de plaquetas em laborat\u00f3rio, induz a produ\u00e7\u00e3o customizada e racional de fatores de crescimentos plaquet\u00e1rios envolvidos nos processos de reparo de feridas e regenera\u00e7\u00e3o tecidual.<\/p>\n<p><strong>Controle de qualidade de mat\u00e9ria-prima: os Resultados de uma An\u00e1lise em Fluxo<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Uma vez que as plaquetas apresentam a\u00e7\u00e3o crucial para o contingenciamento do sangramento, a primeira an\u00e1lise avalia a capacidade das plaquetas provenientes dos bancos de sangue de responderem a est\u00edmulos qu\u00edmicos, similares ao que acontece na corrente sangu\u00ednea, imediatamente a um ferimento. As plaquetas (presentes nas bolsas) se encontram em repouso (forma de disco), no entanto, ap\u00f3s est\u00edmulo, adquire sua forma ativada, forma <em>\u201cestelar\u201d<\/em>. Essa mudan\u00e7a de forma \u00e9 detectada pelo equipamento cit\u00f4metro de fluxo com as plaquetas em movimento. Com esses resultados garantimos que a mat\u00e9ria-prima (suspens\u00e3o de plaquetas) seja homog\u00eanea, identificamos o n\u00famero de plaquetas real da solu\u00e7\u00e3o e certificamos que as plaquetas estejam responsivas \u00e0 bioativa\u00e7\u00e3o seletiva para produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas de alto valor biol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Valida\u00e7\u00e3o do controle de qualidade de mat\u00e9ria-prima: onde h\u00e1 Luz h\u00e1 um Fator Plaquet\u00e1rio&nbsp; <\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo o racioc\u00ednio, <strong><em>\u201cplaquetas em a\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>,<\/strong> agora analisamos as plaquetas internamente. Como s\u00e3o as menores c\u00e9lulas circulantes em nosso sangue, as plaquetas s\u00f3 podem ser vistas em detalhes com o uso de um microsc\u00f3pio de alta resolu\u00e7\u00e3o. E ao analis\u00e1-las intimamente utilizando sondas fluorescentes, somos n\u00e3o somente presenteados com belas imagens, mas tamb\u00e9m obtemos dados confi\u00e1veis. Para isso, acompanhamos a plaqueta desde a sua ativa\u00e7\u00e3o com a mudan\u00e7a de forma, at\u00e9 o momento em que seu conte\u00fado interno \u00e9 esgotado.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Curiosidade<\/em><\/strong><strong>: O sangue que nos envolve e o c\u00e9u que nos abra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Antes de compreender o que \u00e9 uma estrela, a crian\u00e7a aprende a identificar\/reconhecer pequenos pontos luminosos no c\u00e9u. Logo, identifica no c\u00e9u as estrelas, o sol e a Lua. Por\u00e9m, a crian\u00e7a n\u00e3o tem a mesma percep\u00e7\u00e3o l\u00fadica, em rela\u00e7\u00e3o ao seu primeiro machucado. Por quest\u00f5es \u00f3bvias, n\u00e3o enxergamos nossas c\u00e9lulas agindo a \u201c<em>olho nu<\/em>\u201d. Muito menos conseguimos fazer um paralelo de que pequenas c\u00e9lulas no formato de estrelas s\u00e3o as respons\u00e1veis pela cicatriza\u00e7\u00e3o de uma ferida. Mas um pesquisador israelense<sup>9<\/sup>&nbsp; conseguiu correlacionar os mecanismos b\u00e1sicos que permeiam o cosmo do sistema biol\u00f3gico. Ele descreve que uma estrela como o sol (uma c\u00e9lula multipotente) pode diferenciar-se em planetas ricos em metais como a Terra e pobres em metais como J\u00fapiter. Mas de maneira alternativa, essa mesma estrela (o Sol) pode se fragmentar e formar os mesmos planetas. E esse fen\u00f4meno de <strong>fragmenta\u00e7\u00e3o celular<\/strong> em modelos biol\u00f3gicos est\u00e1 relacionado a fragmenta\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas m\u00e3e precursoras das plaquetas, os megacari\u00f3citos. Sua fragmenta\u00e7\u00e3o pode gerar milhares de plaquetas de uma vez. N\u00e3o \u00e9 por acaso que essas \u201c<em>minic\u00e9lulas<\/em>\u201d adquirem uma forma <em>estelar<\/em> quando ativadas. *Vale lembrar que esse \u00e9 um processo minorit\u00e1rio, uma vez que a grande maioria das c\u00e9lulas s\u00e3o produzidas pelo <strong>processo de divis\u00e3o celular<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise em Fluxo ou Imagem com Fluoresc\u00eancia? <\/strong><\/p>\n<p>Em se tratando da an\u00e1lise detalhada e efetiva das plaquetas precisamos explorar, planejar e nos beneficiar das tecnologias mais avan\u00e7adas, uma vez que s\u00e3o ferramentas aliadas a inova\u00e7\u00e3o. Selecionar t\u00e9cnicas que nos auxilie na valida\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o customizada de fatores de crescimento \u00e9 poder acelerar o processo de inova\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e materializa\u00e7\u00e3o de uma ideia. As duas tecnologias podem ser complementares se o objetivo for \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de um resultado e consequente valida\u00e7\u00e3o de um processo. E \u00e9 justamente sobre valida\u00e7\u00e3o de processo que estamos falando. As duas t\u00e9cnicas ilustradas aqui serviram de base para refinar o desenho funcional da plataforma, permitindo checar a qualidade da mat\u00e9ria-prima. Tanto a citometria de fluxo quanto a microscopia de fluoresc\u00eancia forneceram informa\u00e7\u00f5es que demonstraram a qualidade da mat\u00e9ria-prima utilizada, uma garantia que a plataforma ir\u00e1 executar de maneira eficiente a bioativa\u00e7\u00e3o das plaquetas para produ\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de prote\u00ednas de alto valor biol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>A Efetividade da Plataforma PlateInnove \u2013 Bioativa\u00e7\u00e3o de <em>\u201cMinic\u00e9lulas\u201d<\/em> <\/strong><\/p>\n<p>Diante da integra\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos at\u00e9 aqui, o desenho da plataforma de bioativa\u00e7\u00e3o de plaquetas seguiu de maneira eficiente. Como explorado neste artigo, a participa\u00e7\u00e3o das plaquetas nos processos de coagula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, cicatriza\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o tecidual \u00e9 crucial. Elas orquestram respostas biol\u00f3gicas complexas durante toda a vida humana, fornecendo seus fatores plaquet\u00e1rios como solu\u00e7\u00e3o sincronizada e efetiva. E transpor toda essa complexidade multifatorial e multifuncional para uma plataforma, s\u00f3 foi poss\u00edvel aplicando o conceito do biomimetismo. A manipula\u00e7\u00e3o coordenada das <em>\u201cminic\u00e9lulas\u201d<\/em> explorando seu programa biol\u00f3gico j\u00e1 preexistente permite a produ\u00e7\u00e3o de um conjunto seletivo de fatores de crescimento. <em>E qual o racional por tr\u00e1s dessa tecnologia? <\/em><\/p>\n<p><strong>Obter fatores de crescimento biomim\u00e9ticos,<\/strong> ou seja, com 100% de similaridade com o que \u00e9 encontrado no organismo humano. Ineditismo, a plataforma \u00e9 capaz de produzir um <em>\u201cburst\u201d<\/em> seletivo de fatores de crescimento, por\u00e9m de maneira natural, ou seja, utilizando a f\u00e1brica natural (as plaquetas) destas mol\u00e9culas.<sup>(3)<\/sup> Caracter\u00edsticas que d\u00e3o ao produto, o <strong>InGrowth<sup>\u00ae<\/sup><\/strong>, desenvolvido pela <a href=\"https:\/\/plateinnove.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>PlateInnove Biotechnology<\/strong><\/a> um grande diferencial frente aos fatores de crescimento sint\u00e9ticos (prote\u00ednas recombinantes<sup>h<\/sup>) j\u00e1 produzidos e inseridos no mercado.<\/p>\n<p>Na figura 3 ilustramos a sequ\u00eancia de processos da plataforma para obten\u00e7\u00e3o do <strong>InGrowth<sup>\u00ae<\/sup><\/strong> contendo fatores de crescimento plaquet\u00e1rios relacionados, por exemplo, ao processo de neovasculariza\u00e7\u00e3o, denominado <strong>angiog\u00eanese.<\/strong> E para ilustrar a capacidade das plaquetas de estimularem as c\u00e9lulas de vasos sangu\u00edneos (c\u00e9lulas endoteliais) a se organizarem em estruturas tubulares, utilizamos o sistema de monocultura de c\u00e9lulas em camadas (suportes) biomim\u00e9ticas. <em>E como funciona esse sistema? <\/em>Esse sistema consiste em estimular o crescimento atrav\u00e9s do <em>crosstalk<\/em> (conversa) entre fatores proteicos derivados das plaquetas e c\u00e9lulas espec\u00edficas. Em outras palavras, a <a href=\"https:\/\/plateinnove.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>PlateInnove Biotechnology<\/strong> <\/a>desenvolveu o <strong>InGrowth<sup>\u00ae<\/sup><\/strong> aditivado com fibrinog\u00eanio (<strong>InGrowth<sup>\u00aeBio<\/sup> enriquecido com fibrinog\u00eanio<\/strong>) que garante ao mesmo tempo est\u00edmulo para as c\u00e9lulas se multiplicarem &nbsp;(divis\u00e3o celular estimulada por fatores de crescimento) e suporte (fibrina), propiciando que as c\u00e9lulas endoteliais se organizem e formem estruturas tubulares, angiog\u00eanicas, (como o formato de can\u00edculas do vasos sangu\u00edneos).<\/p>\n<figure id=\"attachment_494\" aria-describedby=\"caption-attachment-494\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-494 size-full\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide5.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide5.jpg 960w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide5-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide5-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide5-360x270.jpg 360w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-494\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na figura 4 temos a imagem obtida por microsc\u00f3pio de luz invertido, de c\u00e9lulas endoteliais se organizando em estruturas tubulares. Essa organiza\u00e7\u00e3o foi favorecida pela intera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas endoteliais com os fatores plaquet\u00e1rios, sobre o suporte\/molde de fibrina. Esses fatores de crescimento (PDGF, VEGF e FGF) fornecem est\u00edmulos direcionados \u00e0 c\u00e9lulas endoteliais. Na figura 4D, a mesma imagem explorada na figura 4C, agora indica as estruturas angiog\u00eanicas (na cor amarela) formadas pela organiza\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas endoteliais estimuladas pelos fatores de crescimento plaquet\u00e1rios e amparadas pelos feixes\/fibras de fibrina. Um sistema de co-cultura biomim\u00e9tico e humanizado.<\/p>\n<figure style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide4.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Figura 4<\/figcaption><\/figure>\n<p>Diante dos resultados discutidos no artigo e dos avan\u00e7os nos processos de inova\u00e7\u00e3o da PlateInnove Biotechnology, a plataforma desenvolvida pela startup permite, em laborat\u00f3rio, manipular plaquetas com um padr\u00e3o pr\u00f3ximo ao que ocorre em nosso organismo, gerando prote\u00ednas chaves para os processos de cicatriza\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o tecidual. Criando um cen\u00e1rio tripartite: cient\u00edfico, ambiental e social. Uma <em>\u201cbiotecnologia sustent\u00e1vel\u201d<\/em>, agregando valor cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico a um subproduto nobre, entregando modelos biotecnol\u00f3gicos inovadores.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Agradecimentos<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 equipe da <a href=\"https:\/\/plateinnove.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>PlateInnove Biotechnology<\/strong><\/a> (Katia Ferreira e Cristiane Siqueira Taxa Ribeiro). Aos bancos de sangue parceiros: o Hemocentro de Campinas\/UNICAMP, o Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto\/USP e COLSAN. \u00c0 FAPESP (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo a Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo) Programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) Fases 1 e 2, Processos 2016\/14459-3 e 2017\/26317-1.<\/p>\n<p><strong>Autoras:<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide6.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\"><\/p>\n<figure id=\"attachment_496\" aria-describedby=\"caption-attachment-496\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide7.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\"><figcaption id=\"caption-attachment-496\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Alessandra Val\u00e9ria de Souza<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas <\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Machlus KR; Italiano JEJr. The incredible journey: from megakaryocyte development to platelet formation. <em>Journal of Cell Biology<\/em>. 2013;v.201, p. 785\u2013796. doi: 10.1083\/jcb.201304054.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"2\">\n<li>Lefran\u00e7ais E, Ortiz-Mu\u00f1oz G, Caudrillier A, Mallavia B, Liu FC, et al. The lung is a site of platelet biogenesis and a reservoir for haematopoietic progenitors. <em>Nature<\/em>. 2017; v.544, n. 7648, p. 105-109. doi: 10.1038\/nature21706.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"3\">\n<li>Andrade SS, de Sousa Faria AV, de Paulo Queluz D, Ferreira-Halder CV. Platelets as a &#8216;natural factory&#8217; for growth factor production that sustains normal (and pathological) cell biology. Biol Chem. 2020; 401(4):471\u2013476. doi:10.1515\/hsz-2019-0342<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"4\">\n<li>Semple J, Italiano J, Freedman J. Platelets and the immune continuum. <em>Nature Reviwes Immunology.<\/em> 2011;v. 11, p. 264\u2013274. doi: 10.1038\/nri2956.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"5\">\n<li>Oliveira I, Gir\u00e3o M, Sampaio M, Oliva ML, Andrade SS. Plaquetas: Pap\u00e9is tradicionais e n\u00e3o tradicionais na hemostasia, na inflama\u00e7\u00e3o e no c\u00e2ncer. <em>Arquivos Brasileiros da Ci\u00eancia e Sa\u00fade (ABCS) Health Sciences.<\/em> 2013;v. 38, p. 153-161.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Andrade SS, Sumikawa JT, Castro ED, Batista FP, Paredes-Gamero E, Oliveira LC, et al. Interface between breast cancer cells and the tumor microenvironment using platelet-rich plasma to promote tumor angiogenesis &#8211; influence of platelets and fibrin bundles on the behavior of breast tumor cells. <em>Oncotarget<\/em>. 2017; v. 10, p. 16851-16874. doi 10.18632\/oncotarget.15170.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"7\">\n<li>Weinberg RA. The Biology of Cancer. 2 ed. New York: Garland Science, 2014.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"8\">\n<li>WHO guidelines on tissue infectivity distribution in transmissible spongiform encephalopathies. Geneva, Switzerland, 2006. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.who.int\/bloodproducts\/en\/&gt;. Acesso em: 05 jun. 2019.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"9\">\n<li>Kleinmann R. Similarities between basic mechanisms of cosmic and biologic systems. <em>International Journal of Physical Sciences.<\/em> 2015;v. 11, p. 01-10. doi.org\/10.5897\/IJPS2015.4396.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"10\">\n<li>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), &lt;https:\/\/www.eso.org\/public\/portugal\/images\/potw1712a\/&gt;. Acesso em: 10 mar. 20<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autoras: Sheila Siqueira Andrade e Alessandra Val\u00e9ria de Sousa Faria Plaquetas s\u00e3o pe\u00e7a-chave no processo de cicatriza\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o da<\/p>\n","protected":false},"author":157,"featured_media":491,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[13,14,1],"tags":[89,87,64,74,75,88,28],"class_list":["post-487","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-medicina-regenerativa","category-medicina-translacional","category-sem-categoria","tag-cicatrizacao","tag-lisado-de-plaquetas","tag-medicina-regenerativa","tag-plaquetas","tag-plasma-rico-em-plaquetas","tag-sangue","tag-terapia-celular"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2020\/03\/Slide2.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/157"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=487"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":513,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487\/revisions\/513"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}