{"id":612,"date":"2023-03-20T15:50:41","date_gmt":"2023-03-20T18:50:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/?p=612"},"modified":"2023-03-20T15:50:41","modified_gmt":"2023-03-20T18:50:41","slug":"correr-faz-mal-para-os-joelhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/2023\/03\/20\/correr-faz-mal-para-os-joelhos\/","title":{"rendered":"<strong>Correr faz mal para os joelhos?<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>J\u00e1 come\u00e7o afirmando que sedentarismo sim faz mal aos joelhos. O sedentarismo \u00e9 caracterizado por uma falta de atividade f\u00edsica regular ou um estilo de vida baseado no h\u00e1bito de passar longas horas na postura sentada (carro, cadeira do escrit\u00f3rio e sof\u00e1 da sala). Quase sempre est\u00e1 associado com outros maus h\u00e1bitos, como alimenta\u00e7\u00e3o ruim, tabagismo e sono inadequado. Isso pode levar a v\u00e1rios problemas de sa\u00fade a longo prazo, incluindo:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>Aumento do risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas: O sedentarismo est\u00e1 associado a um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2, doen\u00e7as card\u00edacas, obesidade, c\u00e2ncer de c\u00f3lon e hipertens\u00e3o arterial;<\/li>\n<li>Perda de massa muscular e \u00f3ssea: A falta de atividade f\u00edsica pode levar \u00e0 sarcopenia e \u00e0 osteopenia, o que pode aumentar o risco de fraturas e quedas em idosos;<\/li>\n<li>Aumento da gordura corporal: O sedentarismo pode levar a um aumento da gordura corporal, especialmente em torno da cintura, o que pode aumentar o risco de doen\u00e7as cardiovasculares como infarto e acidente vascular cerebral (AVC);<\/li>\n<li><b>Problemas posturais e de mobilidade:<\/b> Uma vida sedent\u00e1ria pode causar problemas posturais e de mobilidade, como dor nas costas, encurtamento dos m\u00fasculos, rigidez articular e falta de flexibilidade. Pode inclusive contribuir para o agravamento da artrose, conforme vimos na mat\u00e9ria \u201c8 fatores de risco para desenvolver artrose no joelho\u201d; <span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/li>\n<li>Preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade mental: O sedentarismo tamb\u00e9m pode ter impactos negativos na sa\u00fade mental, incluindo depress\u00e3o, ansiedade e estresse;<\/li>\n<li>Aumento da mortalidade: O sedentarismo est\u00e1 associado a um aumento da mortalidade prematura, ou seja, um risco maior de morrer antes do esperado.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 importante incluir atividade f\u00edsica regular em sua rotina para prevenir ou minimizar os efeitos negativos do sedentarismo na sa\u00fade. A atividade f\u00edsica regular tem uma s\u00e9rie de benef\u00edcios para a sa\u00fade f\u00edsica, mental e emocional: melhora da saude cardiovascular, controle do peso, fortalecimento muscular e ganho de massa \u00f3ssea, redu\u00e7\u00e3o do risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, melhora do sono e da sa\u00fade mental, aumento da longevidade e da qualidade de vida. Esses s\u00e3o apenas alguns dos benef\u00edcios da atividade f\u00edsica regular.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que os <b>adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade f\u00edsica moderada ou 75 minutos de atividade f\u00edsica intensa por semana, al\u00e9m de exerc\u00edcios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana.<\/b><\/p>\n<p>As atividades f\u00edsicas mais populares podem variar de pa\u00eds para pa\u00eds e de acordo com a cultura e prefer\u00eancias locais, mas algumas das atividades mais comuns incluem:<\/p>\n<ol>\n<li>Caminhada &#8211; \u00e9 uma atividade f\u00edsica acess\u00edvel e f\u00e1cil de realizar, sendo uma op\u00e7\u00e3o popular entre pessoas de todas as idades.<\/li>\n<li>Corrida &#8211; tamb\u00e9m \u00e9 uma atividade popular para aqueles que querem melhorar sua sa\u00fade cardiovascular e aumentar sua resist\u00eancia.<\/li>\n<li>Nata\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 um esporte que envolve todo o corpo e pode ser realizado por pessoas de todas as idades e habilidades.<\/li>\n<li>Ciclismo &#8211; \u00e9 uma atividade f\u00edsica que pode ser realizada ao ar livre ou dentro de casa, em uma bicicleta ergom\u00e9trica.<\/li>\n<li>Muscula\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 uma atividade popular entre aqueles que desejam desenvolver a for\u00e7a e a massa muscular.<\/li>\n<li>Ioga &#8211; \u00e9 uma atividade que combina movimentos suaves com t\u00e9cnicas de respira\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o, promovendo a flexibilidade, equil\u00edbrio e relaxamento.<\/li>\n<li>Dan\u00e7a &#8211; \u00e9 uma atividade f\u00edsica divertida que pode ser realizada individualmente ou em grupo e ajuda a melhorar a coordena\u00e7\u00e3o, a aptid\u00e3o cardiovascular e a flexibilidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Essas s\u00e3o apenas algumas das atividades f\u00edsicas mais populares, mas h\u00e1 muitas outras op\u00e7\u00f5es, incluindo esportes em equipe, artes marciais, cross-fit, t\u00eanis, beach tennis, escalada, remo, entre outras. A escolha da atividade f\u00edsica depender\u00e1 do gosto pessoal, dos objetivos e das habilidades de cada pessoa.<\/p>\n<p>Dentre as atividades f\u00edsicas regulares, vem ganhando popularidade a pr\u00e1tica da corrida de rua. A corrida de rua tem se tornado cada vez mais popular no Brasil por v\u00e1rias raz\u00f5es:<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<ol>\n<li>Aumento da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da atividade f\u00edsica: Com o aumento da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os benef\u00edcios da atividade f\u00edsica para a sa\u00fade, muitas pessoas est\u00e3o buscando maneiras de se exercitar regularmente.<\/li>\n<li>Acesso mais f\u00e1cil a eventos e grupos de corrida: Com o aumento do n\u00famero de eventos de corrida de rua e grupos de corrida organizados em todo o pa\u00eds, tornou-se mais f\u00e1cil para as pessoas encontrar companhia e motiva\u00e7\u00e3o para praticar a atividade.<\/li>\n<li>Disponibilidade de rotas de corrida: Muitas cidades brasileiras possuem parques e \u00e1reas verdes com rotas de corrida, o que torna a pr\u00e1tica mais acess\u00edvel e segura.<\/li>\n<li>Conveni\u00eancia: A corrida de rua \u00e9 uma atividade simples e que pode ser praticada em quase qualquer lugar, sem a necessidade de equipamentos caros ou instala\u00e7\u00f5es especiais.<\/li>\n<li>Aumento da popularidade de corridas de longa dist\u00e2ncia: Com a crescente popularidade de maratonas e meias maratonas em todo o mundo, mais brasileiros est\u00e3o se desafiando a correr dist\u00e2ncias mais longas.<\/li>\n<li>Acesso a informa\u00e7\u00f5es e recursos: Com o acesso \u00e0 internet e \u00e0s redes sociais, ficou mais f\u00e1cil para as pessoas se informarem sobre a atividade f\u00edsica e obterem recursos para treinamento e motiva\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A corrida de rua \u00e9 uma atividade f\u00edsica que consiste em correr em uma rota pr\u00e9-determinada em \u00e1reas urbanas ou rurais. \u00c9 uma atividade individual ou coletiva que pode ser praticada como um esporte de lazer, competi\u00e7\u00e3o ou como parte de um programa de treinamento f\u00edsico. As corridas de rua variam em dist\u00e2ncia, desde alguns quil\u00f4metros at\u00e9 maratonas, com uma dist\u00e2ncia total de 42,195 km. Geralmente, as corridas de rua s\u00e3o organizadas por empresas, clubes ou associa\u00e7\u00f5es esportivas, e os participantes podem se inscrever pagando uma taxa para cobrir os custos do evento, como organiza\u00e7\u00e3o, infraestrutura e seguran\u00e7a. A corrida de rua \u00e9 uma forma popular de exerc\u00edcio, pois pode ser praticada ao ar livre, em quase qualquer lugar e <b>por pessoas de todas as idades e n\u00edveis de aptid\u00e3o f\u00edsica<\/b>. A atividade pode ajudar a melhorar a sa\u00fade cardiovascular, a for\u00e7a muscular e a resist\u00eancia, al\u00e9m de proporcionar benef\u00edcios psicol\u00f3gicos, como a redu\u00e7\u00e3o do estresse e a melhora do bem-estar mental.<\/p>\n<p>As primeiras corridas de rua registradas datam do s\u00e9culo XIX, especialmente na Inglaterra. <b>A primeira corrida de rua documentada ocorreu em 1829, em Londres, com uma dist\u00e2ncia de cerca de 7,5 km, organizada pelo editor do jornal The Sporting Magazine.<\/b><b> <\/b>Na d\u00e9cada de 1860, a popularidade das corridas de rua cresceu significativamente, com o estabelecimento de clubes de corrida e a organiza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias corridas em todo o Reino Unido. As primeiras corridas de rua tamb\u00e9m foram realizadas em outros pa\u00edses europeus, como Fran\u00e7a e Alemanha, nesta mesma \u00e9poca. Nos Estados Unidos, as corridas de rua ganharam popularidade no final do s\u00e9culo XIX, com a realiza\u00e7\u00e3o da primeira Maratona de Boston, em 1897. Desde ent\u00e3o, as corridas de rua se tornaram um esporte cada vez mais popular em todo o mundo, com o estabelecimento de v\u00e1rias maratonas e corridas de rua em v\u00e1rias cidades e pa\u00edses.<\/p>\n<p>Embora a corrida de rua seja uma atividade f\u00edsica popular e acess\u00edvel, algumas pessoas ainda t\u00eam preconceitos em rela\u00e7\u00e3o a ela. Isto acontece por falta de informa\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o err\u00f4nea de que a corrida \u00e9 dolorosa ou prejudicial para as articula\u00e7\u00f5es, vis\u00e3o estereotipada dos corredores como pessoas privilegiadas que tem uma gen\u00e9tica perfeita e um corpo diferente que os torna aptos para a corrida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Recentemente um epis\u00f3dio ganhou notoriedade na m\u00eddia e nas redes sociais, ap\u00f3s um famoso professor de ortopedia da USP afirmar que corrida ap\u00f3s os 40 anos de idade \u00e9 perigoso. Leia a mat\u00e9ria <a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/vida-e-estilo\/saude\/correr-depois-dos-40-anos-pode-prejudicar-as-articulacoes-segundo-especialista-entenda,d42c3da8322ba252d1455598c0cf1d6c1q6iga0t.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Na reportagem o professor afirma que esta conclus\u00e3o \u00e9 fruto da experi\u00eancia pessoal dele, mas n\u00e3o cita nenhum estudo cient\u00edfico que possa embasar sua afirma\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, o que diz a ci\u00eancia sobre isso? Correr faz mal para os joelhos?<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Felizmente, a prestigiada revista Britsh Medical Journal acaba de publicar uma mat\u00e9ria justamente sobre o tema, onde faz um resumo da evid\u00eancia cient\u00edfica atual e afirma:<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><b><i>\u201c a corrida recreativa n\u00e3o tem consequ\u00eancias negativas na cartilagem articular do joelho em corredores sem osteoartrite sintom\u00e1tica do joelho e pode, na verdade, ser ben\u00e9fica para a sa\u00fade articular a longo prazo. Apenas 3,5% (IC 95% 3,4% a 3,6%) dos corredores recreativos (amadores) t\u00eam osteoartrite (joelho ou quadril) em compara\u00e7\u00e3o com 10,2% (IC 95% 9,9% a 10,6%) dos indiv\u00edduos sedent\u00e1rios.\u201d<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/i><\/b><\/span><\/p>\n<p>De acordo com uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica publicada em 2021, conduzida por Kahn e colaboradores, evid\u00eancias relacionadas \u00e0 influ\u00eancia da exposi\u00e7\u00e3o repetida \u00e0 corrida na morfologia e composi\u00e7\u00e3o da cartilagem permanecem limitadas\u201d.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir que a corrida faz mal para os joelhos ou possa causar um risco maior de artrose. A corrida de rua pode causar impacto nos joelhos, especialmente se o praticante n\u00e3o tem uma boa t\u00e9cnica de corrida ou est\u00e1 sujeito a les\u00f5es pr\u00e9vias. No entanto, a corrida de rua tamb\u00e9m pode ser uma forma segura e ben\u00e9fica de exerc\u00edcio se praticada com modera\u00e7\u00e3o e cuidado. A corrida de rua pode ajudar a fortalecer os m\u00fasculos ao redor dos joelhos e melhorar a sa\u00fade das articula\u00e7\u00f5es, desde que seja praticada corretamente e com a t\u00e9cnica adequada. \u00c9 importante tamb\u00e9m escolher um cal\u00e7ado adequado para a corrida e evitar superf\u00edcies muito duras e inclinadas.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Para evitar les\u00f5es, \u00e9 recomend\u00e1vel iniciar a pr\u00e1tica de corrida gradualmente e aumentar a intensidade e dura\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio de forma progressiva. \u00c9 importante tamb\u00e9m manter um bom alongamento e fortalecimento muscular, al\u00e9m de descansar e recuperar adequadamente ap\u00f3s cada treino.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Mas e se a pessoa J\u00c1 TEM ARTROSE? A corrida \u00e9 o esporte indicado para esses pacientes? \u00c9 proibido correr se voc\u00ea j\u00e1 tem artrose? Esse ser\u00e1 o tema da pr\u00f3xima mat\u00e9ria aqui no F\u00eamur Distal.<\/p>\n<p>Bibliografia:<\/p>\n<p>Alexander JLN, Willy RW, Culvenor AG, Barton CJ. Infographic. Running Myth: recreational running causes knee osteoarthritis. Br J Sports Med. 2022 Mar;56(6):357-358. doi: 10.1136\/bjsports-2021-104342. Epub 2021 Nov 24. PMID: 34819274.<\/p>\n<p>Khan MCM , O&#8217;Donovan J , Charlton JM , et al . The influence of running on lower limb cartilage: a systematic review and meta-analysis. Sports Med 2021. doi:<a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1007\/s40279-021-01533-7\">doi:10.1007\/s40279-021-01533-7<\/a>. [Epub ahead of print: 03 Sep 2021].pmid:http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/34478109<\/p>\n<p>Nascido para Correr &#8211; a experi\u00eancia de descobrir uma nova vida \/ Christopher McDougall; tradu\u00e7\u00e3o de Rosemarie Ziegelmeier. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2020.<\/p>\n<p>Running &#8211; A Revolu\u00e7\u00e3o na Corrida: como correr mais r\u00e1pido, mais longe e sem les\u00f5es pelo resto da vida \/ Dr. Nicholas Romanov; Kurt Brungardt; tradu\u00e7\u00e3o de Eloise de Vylder; pref\u00e1cio de Marcos Paulo Reis. S\u00e3o Paulo: SportBook, 2018.<\/p>\n<p>Correr &#8211; O exerc\u00edcio, a cidade e o desafio da maratona \/ Drauzio Varella. 1a ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":157,"featured_media":613,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[29,9],"tags":[25,15,107,106,17],"class_list":["post-612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cirurgia-do-joelho","category-medicina-baseada-em-evidencia","tag-artrose","tag-cartilagem","tag-corrida","tag-esporte","tag-joelho"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-content\/uploads\/sites\/99\/2023\/03\/istockphoto-157673108-170667a.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/157"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=612"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/612\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":614,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/612\/revisions\/614"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/613"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/femurdistal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}