Pesquisadora do GEICT debate protagonismo indígena na governança climática em workshop trilateral no Pará

Publicado por GEICT em

Por Thais Lassali

No dia 1º de abril, a pesquisadora do GEICT Martha Fellows participou do Workshop Trilateral Brasil–França–Guiana Francesa intitulado “Organizando de forma diferente para outros futuros: pensando o desenvolvimento de uma bioeconomia inclusiva na Pan-Amazônia a partir de meta-organizações e dos povos indígenas”. O evento aconteceu entre os dias 30 de março e 1º de abril na Universidade Federal do Pará, no Campus Guamá, na cidade de Belém (PA), e contou com a organização da Iniciativa Amazônia+10, consórcio de fundações de amparo à pesquisa de diferentes estados do país, em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), o Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica (CFBBA) e a Embaixada da França no Brasil.

Participantes do Workshop Trilateral Brasil–França–Guiana Francesa. Foto: Orlando Haber.
Participantes do Workshop Trilateral Brasil–França–Guiana Francesa. Foto: Orlando Haber.

Fellows foi convidada para integrar a mesa “Vozes indígenas na agenda climática global e a importância da ciência indígena e dos conhecimentos tradicionais para soluções efetivas e justas”, que contou também com a participação de Braulina Baniwa, Indígena do povo Baniwa, do Alto Rio Negro, e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB), e a moderação de Francisco Apurinã, indígena do povo Apurinã e pesquisador sênior da Universidade de Helsinque, na Finlândia. Juntos, eles debateram sobre a inserção das organizações indígenas na governança global do clima, desafios e avanços na incidência dos povos originários nas Conferências das Partes (COP), como a que aconteceu em novembro de 2025 em Belém do Pará.

Da esquerda para a direita, Braulina Baniwa, Francisco Apurinã e Martha Fellows durante a mesa “Vozes indígenas na agenda climática global e a importância da ciência indígena e dos conhecimentos tradicionais para soluções efetivas e justas”. Foto: Orlando Haber.
Da esquerda para a direita, Braulina Baniwa, Francisco Apurinã e Martha Fellows durante a mesa “Vozes indígenas na agenda climática global e a importância da ciência indígena e dos conhecimentos tradicionais para soluções efetivas e justas”. Foto: Orlando Haber.

Workshops como o Trilateral Brasil–França–Guiana Francesa ajudam a entender a importância de espaços de reflexão e construção coletiva, principalmente daqueles que contam com o protagonismo dos povos indígenas. Assim, pode-se pensar coletivamente no desenvolvimento de saídas e de respostas para os problemas climáticos globais que articulem diferentes formas de ciências: aquelas que emergem nos territórios tradicionais, na academia ou na ponte entre esses dois mundos.


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