Pesquisadora do GEICT investiga desenvolvimento de IA em estágio no King’s College London
Por Thais Lassali
Thaís Capovilla, pesquisadora de doutorado do GEICT, deu início, em abril do presente ano, a um período de estágio de pesquisa no exterior no King’s College London, no Reino Unido. O estágio tem como intuito aprofundar a investigação de doutorado da pesquisadora sobre o contexto de desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial em laboratórios de pesquisa. O trabalho no Reino Unido será supervisionado pelo professor Sebastian Andres Lehuede Bravo, que integra o Global Digital Cultures Research Group, vinculado ao Departamento de Humanidades Digitais do King’s College London.

O cerne da pesquisa conduzida por Thais no Doutorado em Política Científica e Tecnológica é o Viva Bem, Hub de Inteligência Artificial para Saúde e Bem-Estar, resultado de uma parceria entre a multinacional Samsung e o Laboratório de Inteligência Artificial e Inferência em Dados Complexos (Recod.ai) do Instituto de Computação da Unicamp. A partir de uma pesquisa etnográfica nesse laboratório de pesquisa, a pesquisa pretende analisar como elementos institucionais e organizacionais se entrelaçam com os processos de criação de conhecimento e de tecnologias. Para sustentar essa análise, a pesquisa de Capovilla articula dois conceitos dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia. O primeiro diz respeito às relações de recursos (resource-relationships), ou seja, as relações estratégicas estabelecidas por cientistas para alcançar os resultados esperados das pesquisas. O segundo conceito, por sua vez, é o de colaborações de dados (data collaborations), ou seja, o compartilhamento de dados de pesquisa entre, no caso, diferentes áreas do conhecimento.
Já o estágio no exterior, viabilizado pelo Programa de Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), tem como meta justamente testar a robustez desse arcabouço conceitual. A ideia é identificar possíveis limitações e incorporar novas percepções teóricas e metodológicas, em diálogo direto com os pesquisadores do Global Digital Cultures Research Group. A experiência também busca ampliar redes de colaboração internacional ao redor de pesquisas sobre inteligência artificial.
No mais, desejamos à Thaís Capovilla uma ótima BEPE!
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