{"id":1120,"date":"2026-09-24T15:45:38","date_gmt":"2026-09-24T18:45:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/?p=1120"},"modified":"2026-09-24T15:45:39","modified_gmt":"2026-09-24T18:45:39","slug":"entre-o-dialogo-e-os-algoritmos-os-desafios-de-divulgar-ciencia-em-blogs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2026\/09\/24\/entre-o-dialogo-e-os-algoritmos-os-desafios-de-divulgar-ciencia-em-blogs\/","title":{"rendered":"Entre o di\u00e1logo e os algoritmos: os desafios de divulgar ci\u00eancia em blogs"},"content":{"rendered":"\n<pre class=\"wp-block-code\"><code>Por Thais Lassali<\/code><\/pre>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos primeiros di\u00e1rios digitais at\u00e9 se tornarem uma poss\u00edvel ferramenta de di\u00e1logo entre a academia e a sociedade, os blogs percorreram uma trajet\u00f3ria not\u00e1vel desde a populariza\u00e7\u00e3o da internet nos anos 1990. O termo foi cunhado em 1997 pelo norte-americano Jorn Barger para descrever sites que funcionavam como curadores de links e informa\u00e7\u00f5es de interesse coletivo. Inicialmente compreendidos como registros pessoais ou profissionais, esses espa\u00e7os online se multiplicaram ao longo dos anos 2000 e assumiram formas cada vez mais diversas, abarcando desde a literatura e o jornalismo at\u00e9 o di\u00e1rio, a poesia e a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Como argumentam os pesquisadores Amaral, Recuero e Montardo (2009), trata-se de um formato intrinsecamente aberto a m\u00faltiplos usos e apropria\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comunic\u00f3logo Nishat Shah (2009) oferece uma vis\u00e3o ainda mais profunda para entender esse fen\u00f4meno: para ele, os blogs funcionam como artefatos culturais, uma esp\u00e9cie de \u201creposit\u00f3rio vivo dos significados compartilhados produzidos por uma comunidade de ideias\u201d. Entre as diversas comunidades que, no decorrer da d\u00e9cada de 2000, encontraram nesse formato um meio de expressar seus significados particulares est\u00e3o os cientistas. Para eles, o blog se revelou uma ferramenta potente tanto para a cria\u00e7\u00e3o de comunidades digitais interessadas em ci\u00eancia quanto para a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, atividade que, na defini\u00e7\u00e3o de Vogt e Morales (2018), representa o ponto de encontro entre a ci\u00eancia e a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-683x1024.jpg\" alt=\"Autoria: Daniel Dan. Fonte: Pexels.\" class=\"wp-image-1122\" style=\"width:441px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-500x750.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-800x1200.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-1280x1920.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-1920x2880.jpg 1920w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-daniel-dan-47825192-7598913-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub><sup>Autoria: Daniel Dan. Fonte: Pexels.<\/sup><\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O blog, por se estabelecer como uma forma de comunica\u00e7\u00e3o a princ\u00edpio independente, se destaca justamente por escapar das restri\u00e7\u00f5es t\u00edpicas dos meios tradicionais, que frequentemente operam sob linhas editoriais ditadas por grandes conglomerados de m\u00eddia, al\u00e9m de poderem enfrentar limita\u00e7\u00f5es de formato e de tempo de produ\u00e7\u00e3o. Assim, eles acabam deslocando a centralidade de ve\u00edculos tradicionais, como o jornal, a revista e a televis\u00e3o, como os grandes e un\u00edvocos emissores de informa\u00e7\u00f5es na esfera p\u00fablica. Isso obviamente n\u00e3o \u00e9 uma particularidade dos blogs, mas, de maneira mais ampla, algo t\u00edpico dos espa\u00e7os digitais, como argumenta Let\u00edcia Cesarino em <em>O Mundo do Avesso<\/em> (2022).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi justamente tal descentraliza\u00e7\u00e3o que inspirou diversas institui\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, como a <a href=\"https:\/\/theplosblog.plos.org\/\">Public Library of Science (PLOS)<\/a> e <a href=\"https:\/\/blog.castac.org\/\">o Committee for the Anthropology of Science, Technology &amp; Computing (CASTAC) da American Anthropological Association (AAA)<\/a>, a adotar os blogs como meio de divulga\u00e7\u00e3o de suas produ\u00e7\u00f5es e como comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico n\u00e3o-acad\u00eamico. A ades\u00e3o por parte desses atores revelou uma ferramenta \u00e1gil e capaz de atingir diferentes audi\u00eancias (Pando, 2014), possibilitando tanto a difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es para um p\u00fablico leigo, quanto um compartilhamento de dados cient\u00edficos de modo mais despojado para p\u00fablicos especializados. Foi a capacidade dial\u00f3gica dessa forma peculiar de comunica\u00e7\u00e3o que inspirou n\u00e3o apenas a cria\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Blog do GEICT (em julho de 2012), como tamb\u00e9m nossa entrada na <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/\">Rede de Blogs Unicamp<\/a>, especializada justamente em blogs de ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que estejamos abertos e busquemos, claro, atingir tamb\u00e9m um p\u00fablico leigo, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que o Blog do GEICT quer se comunicar com pessoas interessadas em ci\u00eancia e tecnologia, estudantes de todas as \u00e1reas, al\u00e9m de pesquisadores j\u00e1 familiarizados com os debates dos estudos sociais em ci\u00eancia e tecnologia (ESCT) e com a pr\u00f3pria comunidade acad\u00eamica com a qual o grupo j\u00e1 tem rela\u00e7\u00e3o. Os ESCT partem da perspectiva de que a ci\u00eancia, a tecnologia e tudo que as circunscrevem s\u00e3o processos sociais. Como tal, est\u00e3o longe de serem neutros e apartados da cultura, da pol\u00edtica e das demais conting\u00eancias \u00e0s quais qualquer ator social est\u00e1 imerso. Como defende Donna Haraway (1995), todo conhecimento \u00e9 situado e corporificado, ou seja, tem um ponto de vista pr\u00f3prio e corresponde a um tempo, um espa\u00e7o e suas constri\u00e7\u00f5es sociais. Em outras palavras, isso significa dizer que o GEICT tem um ponto de vista espec\u00edfico e que seu Blog, al\u00e9m de ser uma extens\u00e3o disso, \u00e9 tamb\u00e9m uma maneira de se posicionar e se tornar presente no espa\u00e7o digital. Mais ainda, de defender uma perspectiva de ci\u00eancia que seja cada vez mais aberta e participativa, compreendendo os poss\u00edveis leitores do Blog menos como receptores passivos do que produzimos e mais como atores que podem tamb\u00e9m participar e contribuir conosco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Evidentemente, seguindo com a vis\u00e3o cr\u00edtica dos ESCT, n\u00e3o se objetiva com isso afirmar que um blog ou mesmo o Blog do GEICT s\u00e3o livres de quaisquer outras restri\u00e7\u00f5es. Pelo contr\u00e1rio, estar alocado na internet oferece um sem n\u00famero de outros balizamentos e enquadramentos. Apostar em uma ferramenta que possivelmente teve seu auge em meados dos anos 2000 traz limita\u00e7\u00f5es ao alcance do que \u00e9 publicado aqui. Ainda mais contemporaneamente, em um contexto em que o <em>online<\/em> tem sido governado, cada vez mais, por meio das l\u00f3gicas associadas \u00e0 plataformiza\u00e7\u00e3o, qual seja, \u00e0 complexa infraestrutura (na forma de sites e aplicativos) das grandes empresas de tecnologia (Google, Meta, Microsoft, Apple) que ativamente organiza, filtra, escolhe e media toda a s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es, dados e produtos que os usu\u00e1rios das plataformas podem e v\u00e3o acessar (Van Dijck et al, 2018).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa maneira, o acesso do usu\u00e1rio ao <em>online<\/em> trata-se, antes de mais nada, de um modelo de neg\u00f3cio, algo que impacta profundamente o acesso e a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es na internet. Isso torna a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que ocorre em meios digitais uma atividade repleta de desafios, porque ela \u00e9 realizada tendo que disputar espa\u00e7o com um sem n\u00famero de outros tipos de conte\u00fados, ao mesmo tempo que se utiliza de um meio de difus\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 neutro. Mais ainda, que ativamente atua para selecionar quais conte\u00fados v\u00e3o ter visibilidade e quais n\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-683x1024.jpg\" alt=\"Autoria: cottonbro. Fonte: Pexels.\" class=\"wp-image-1123\" style=\"width:429px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-500x750.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-800x1200.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-1280x1920.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-1920x2880.jpg 1920w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub><sup>Autoria: cottonbro. Fonte: Pexels.<\/sup><\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, a aposta em blogs vem do fato deles ainda serem, apesar do atual estado da internet, espa\u00e7os minimamente abertos, em contraposi\u00e7\u00e3o a privatiza\u00e7\u00e3o promovida por plataformas como o Substack. Esse \u00faltimo tem ganhado relev\u00e2ncia como um local de circula\u00e7\u00e3o de textos pessoais, jornal\u00edsticos e de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, entretanto, o conte\u00fado nele publicado muitas vezes est\u00e1 escondido por tr\u00e1s da necessidade de login e, em alguns casos, de <em>paywalls<\/em>, ou seja, pela libera\u00e7\u00e3o do material apenas sob pagamento. Por maiores que sejam as dificuldades, a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em ambientes digitais e especificamente por meio de blogs \u00e9 uma aposta na capacidade comunicativa desse espa\u00e7o e na necessidade de disput\u00e1-lo. Mais do que isso, \u00e9 tamb\u00e9m reconhecer a import\u00e2ncia do di\u00e1logo, da difus\u00e3o e de uma ci\u00eancia aberta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-vertical is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-2c90304e wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AMARAL, Adriana; RECUERO, Raquel; MONTARDO, Sandra. Blogs: mapeando um objeto. In: Id. (Orgs) <em>Blogs.com: estudos sobre blogs e comunica\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Momento Editorial, 2009. p. 27-44.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">HARAWAY, Donna. <a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/cadpagu\/article\/view\/1773\/1828\">Saberes localizados: a quest\u00e3o da ci\u00eancia para o feminismo e o privil\u00e9gio da perspectiva parcial<\/a>. <em>Cadernos Pagu<\/em>, n. 5, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LEMOS, Andr\u00e9; CUNHA, Paulo (Orgs). <em>Olhares sobre a Cibercultura<\/em>. Porto Alegre: Sulina, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PANDO, Daniel Abra\u00e3o. \u201cComunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no contexto da Web 2.0: considera\u00e7\u00f5es sobre o uso de blogs como canais para a difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas\u201d. <em>Ibersid<\/em>, v. 8, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PORTO, C. M. (org.) Difus\u00e3o e cultura cient\u00edfica: alguns recortes. Salvador: EDUFBA, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SHAH, Nishant. \u201cPlayBlog: Pornography, performance and cyberspace\u201d. Cut-up.com Magazine. Holanda, V.2.5, issue 42, 24 set. 2005. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.cut-up.com\/news\/detail.php?sid=413&gt; Acesso em 23 fev. 2009.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SILVEIRA, Mauro C\u00e9sar; SANDRINI, Rafaela. \u201cDivulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica por meio de blogs: desafios e possibilidades para jornalistas e cientistas\u201d. <em>Intexto<\/em>, n. 31, p. 112-127, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VAN DIJCK, Jos\u00e9; POELL, Thomas e DE WAAL, Martijn. <em>The Plataform Society: Public Values in a Connective World<\/em>. Nova Iorque: Oxford University Press, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VOGT, C.; MORALES, A. P. Cultura cient\u00edfica. In: VOGT, C.; GOMES, M.; MUNIZ, R. (org.), <em>Comci\u00eancia e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/em> Campinas: BCCL: UNICAMP, p. 13-22, 2018.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos primeiros di\u00e1rios digitais at\u00e9 se tornarem uma poss\u00edvel ferramenta de di\u00e1logo entre a academia e a sociedade, os blogs percorreram uma trajet\u00f3ria not\u00e1vel desde a populariza\u00e7\u00e3o da internet nos anos 1990. O termo foi cunhado em 1997 pelo norte-americano Jorn Barger para descrever sites que funcionavam como curadores de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":726,"featured_media":1123,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[470,469,137,226,471],"class_list":["post-1120","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornalismo-cientifico","tag-blogs","tag-digitalizacao","tag-divulgacao-cientifica","tag-plataformizacao","tag-rede-de-blogs-unicamp"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/09\/pexels-cottonbro-7508776-scaled.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/users\/726"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1120"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1120\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1124,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1120\/revisions\/1124"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1123"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}