{"id":229,"date":"2023-11-14T00:32:20","date_gmt":"2023-11-14T03:32:20","guid":{"rendered":"http:\/\/6552e5d2936a2a9739715c64"},"modified":"2025-04-25T17:59:18","modified_gmt":"2025-04-25T20:59:18","slug":"metodos-cts-na-pratica-parte-ii-tres-grupos-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2023\/11\/14\/metodos-cts-na-pratica-parte-ii-tres-grupos-de-trabalho\/","title":{"rendered":"M\u00e9todos CTS na pr\u00e1tica, parte II: tr\u00eas grupos de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<pre class=\" wp-block-code eplus-wrapper\"><code>Por Yama Chiodi<\/code><\/pre>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-full is-resized eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"438\" height=\"180\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2023\/11\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-339\" style=\"width:460px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2023\/11\/image.png 438w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2023\/11\/image-300x123.png 300w\" sizes=\"(max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Conforme descrevi na<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.geict.com.br\/post\/m%C3%A9todos-cts-na-pr%C3%A1tica-parte-i-o-ix-workshop-do-geict\" rel=\"noreferrer noopener\"><u> primeira parte da reportagem<\/u><\/a>, em 11 de setembro de 2023 foi realizada a IX edi\u00e7\u00e3o do workshop do Grupo de Estudos Interdisciplinares em Ci\u00eancia e Tecnologia, no Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp. Depois de uma primeira parte do evento dedicada a um caf\u00e9 da manh\u00e3 coletivo e de uma palestra de abertura do l\u00edder do grupo, Marko Monteiro, os 17 selecionados foram divididos em tr\u00eas grupos menores, cada um deles liderados por dois pesquisadores e uma pesquisadora externos convidados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A divis\u00e3o foi feita com base nas pesquisas dos participantes, conforme descri\u00e7\u00e3o feita no formul\u00e1rio de inscri\u00e7\u00e3o. Jean Miguel, professor rec\u00e9m-contratado pelo Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp, liderou o grupo sobre pesquisa etnogr\u00e1fica. Tiago Duarte, do departamento de sociologia da UnB e atual pesquisador de p\u00f3s-doutorado na Unicamp, liderou o grupo sobre pesquisa te\u00f3rica e meta-te\u00f3rica. Finalmente, Rosana Monteiro, professora da Faculdade de Artes Visuais da UFG e pesquisadora associada ao DPCT, liderou o grupo sobre pesquisa documental e entrevistas. Na parte da tarde, cada um dos grupos apresentou uma s\u00edntese das discuss\u00f5es internas para todos os presentes, seguido de um debate.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>Grupo 1: teoria e meta-teoria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/a291fb_71f357f502c44bb8bbb1ca42b03cf5c7~mv2.png\/v1\/fill\/w_438,h_584,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto\/a291fb_71f357f502c44bb8bbb1ca42b03cf5c7~mv2.png\" alt=\"\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tiago Duarte (UnB). Foto por Yama Chiodi.<br><br>O grupo sobre teoria e meta-teoria foi liderado pelo professor Tiago Duarte, da UnB. Atualmente ele est\u00e1 fazendo est\u00e1gio de p\u00f3s-doc no Departamento de Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica, junto ao GEICT, mas suas conex\u00f5es com o grupo s\u00e3o bem mais antigas. &#8220;Eu conhe\u00e7o o Marko tem mais ou menos 10 anos. Nos conhecemos em uma 4S (importante evento que ocorreu em Copenhagen) e, depois, nos reencontramos em v\u00e1rios congressos. J\u00e1 estive em Campinas e SP anteriormente em eventos organizados por ele e pelo Jean Miguel, assim como o Marko j\u00e1 foi a Bras\u00edlia algumas vezes para eventos de que participei da organiza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 publicamos juntos tamb\u00e9m&#8221;.<br><br>Segundo Duarte, o debate interno do grupo teve como centro a reflex\u00e3o em torno de fontes bibliogr\u00e1ficas e de como a pesquisa te\u00f3rica impacta nas escolhas metodol\u00f3gicas. A divis\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica nas pesquisas \u00e9 sempre mais complicada do que se sugere a princ\u00edpio. Por um lado, a escolha de certas teorias em detrimento de outras implica tamb\u00e9m em escolhas metodol\u00f3gicas, o que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de perceber. &#8220;Muitas vezes essas pesquisas s\u00e3o tratadas como se n\u00e3o houvesse uma metodologia por tr\u00e1s delas, o que \u00e9 um erro&#8221;, disse o professor. Por outro lado, o estudo da teoria ele pr\u00f3prio demanda rigor metodol\u00f3gico para a compreens\u00e3o e contextualiza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e pesquisa do campo. Ele complementa que<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\" eplus-wrapper\">&#8220;\u00c9 preciso refletir de modo muito cuidadoso sobre o que ler, quando se deve parar de ler ou iniciar a leitura de todo um novo campo, como estabelecer recortes anal\u00edticos para se pensar as obras de determinados autores\/as&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Al\u00e9m de seu l\u00edder, o grupo foi composto por Carlos Javier Villegas, Douglas Leite, Gl\u00e1ucia P\u00e9rez e J\u00e9ssica de Souza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/a291fb_8bb80e332f5f4cdcbaf8d9e59e8e7d8f~mv2.png\/v1\/fill\/w_925,h_694,al_c,q_90,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto\/a291fb_8bb80e332f5f4cdcbaf8d9e59e8e7d8f~mv2.png\" alt=\"\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisadores reunidos no Grupo 1. Foto de Yama Chiodi.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>Grupo 2: pesquisa documental e entrevistas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/a291fb_ade1ce9f7e664e34b351ef408b178428~mv2.png\/v1\/fill\/w_438,h_584,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto\/a291fb_ade1ce9f7e664e34b351ef408b178428~mv2.png\" alt=\"\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rosana Monteiro (UFG). Foto por Yama Chiodi.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Rosana Monteiro, professora da UFG, liderou o grupo que tratou de pesquisa documental e entrevistas. Para a pesquisadora, debater metodologia \u00e9 sempre importante, mas ganha um papel ainda mais central a partir da disponibiliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fado na internet. &#8220;No caso espec\u00edfico dos estudos de ci\u00eancia e tecnologia, o debate sobre metodologia no contexto brasileiro \u00e9 ainda bastante incipiente, com poucas publica\u00e7\u00f5es, e o encontro do GEICT desse ano pode contribuir para o avan\u00e7o dessa discuss\u00e3o&#8221;. Isabela Noronha foi uma das participantes do evento que n\u00e3o \u00e9 membro do GEICT. Parte do grupo liderado por Rosana Monteiro, ela me disse que para al\u00e9m das quest\u00f5es individuais de cada pesquisa, um dos assuntos debatidos foi como aspectos n\u00e3o-te\u00f3ricos das pesquisas tamb\u00e9m influenciam nas escolhas metodol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/a291fb_6ec29181da32490fbc34c255226a903f~mv2.png\/v1\/fill\/w_438,h_584,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto\/a291fb_6ec29181da32490fbc34c255226a903f~mv2.png\" alt=\"\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Isabela Noronha (NEPAM -Unicamp). Foto por Yama Chiodi.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\" eplus-wrapper\">&#8220;Al\u00e9m de discutirmos particularidades metodol\u00f3gicas de nossas pesquisas individuais, abordamos a quest\u00e3o de como as eventuais restri\u00e7\u00f5es de recursos (financeiros, log\u00edsticos ou de tempo) tamb\u00e9m influenciam e precisam ser considerados na escolha da metodologia. Em muitas situa\u00e7\u00f5es, o contexto para realiza\u00e7\u00e3o do campo, das entrevistas, ou mesmo das transcri\u00e7\u00f5es, acaba por conduzir o delineamento metodol\u00f3gico tanto quanto a fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">As pesquisas dos participantes estavam em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento e os temas eram bastante diversos, de modo que o debate foi mais amplo para acolher as muitas possibilidades de pesquisa documental. Nas palavras da professora Monteiro, &#8220;Houve uma diversidade grande de temas e interesses relatados, entre os quais, tipos diferentes de fontes de pesquisa documental, acesso a essas fontes, registro de entrevistas e an\u00e1lise de dados, em particular a falta de informa\u00e7\u00e3o sobre novas tecnologias dispon\u00edveis para os pesquisadores que trabalham com essas metodologias&#8221;. Al\u00e9m da professora, participaram do grupo Heitor Cofferri, Isabela Noronha, Juan Mattheus Costa, \u00c9rico Perrella e Rafael Revadam.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/a291fb_4985b7d316c74930b6dcadbe75b64c79~mv2.png\/v1\/fill\/w_925,h_694,al_c,q_90,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto\/a291fb_4985b7d316c74930b6dcadbe75b64c79~mv2.png\" alt=\"\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisadores do Grupo 2 reunidos. Foto por Yama Chiodi.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>Grupo 3: etnografias<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large is-resized eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/a291fb_704193fe3a594dd5b70f125ec8e462c2~mv2.png\/v1\/fill\/w_438,h_584,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto\/a291fb_704193fe3a594dd5b70f125ec8e462c2~mv2.png\" alt=\"\" style=\"width:438px;height:auto\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jean Miguel (Unicamp). Foto por Yama Chiodi.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Um dos membros originais do GEICT enquanto ainda era aluno da Unicamp, Jean Miguel retornou \u00e0 universidade como professor no ano de 2023 e voltou ao workshop para liderar o grupo de etnografia. A discuss\u00e3o foi organizada a partir de quest\u00f5es comuns que as pesquisas individuais tinham. &#8220;O primeiro ponto, havia uma pergunta assim\u2026 porque etnografia? Porque escolhemos etnografia como metodologia?&#8221;. Para Miguel, a etnografia permite com que os pesquisadores e pesquisadoras possam trabalhar com problemas que se manifestam em m\u00faltiplas escalas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\" eplus-wrapper\">&#8220;Desde uma controv\u00e9rsia que se processa num n\u00edvel mais local, at\u00e9 o seu desdobramento, digamos assim, e suas rela\u00e7\u00f5es com pol\u00edticas, com estruturas de governan\u00e7a globais. A maioria dos trabalhos ali discutia algum tema cujo campo era local, por\u00e9m a ramifica\u00e7\u00e3o a partir do mapeamento que a etnografia proporciona, ganhava escalas de contextos regionais e globais&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Outras quest\u00f5es debatidas pelo grupo foram as dificuldades do m\u00e9todo etnogr\u00e1fico. Como conduzir etnografias em diferentes contextos, como justificar sua cientificidade e, finalmente, quando interromper os processos de pesquisa e dar fim a ela? Para o professor Jean Miguel, responder essas quest\u00f5es passa por estar atento \u00e0s rela\u00e7\u00f5es que os cientistas sociais estabelecem com os cientistas naturais. Ele argumenta que frequentemente os cientistas naturais tratam a pesquisa qualitativa no lugar do mero complemento. &#8220;Ent\u00e3o a ci\u00eancia natural viria primeiro definir o conhecimento objetivo e depois a pesquisa qualitativa das ci\u00eancias humanas complementaria aquele tipo de estudo, trazendo alguma complexidade do mundo social&#8221;. Para ele, esse cen\u00e1rio faz com que seja necess\u00e1rio que as pesquisas que usam m\u00e9todos qualitativos, o que inclui mas n\u00e3o se limita \u00e0 etnografia, estejam atentas \u00e0s possibilidades da pesquisa transdisciplinar. Essa tem sido a t\u00f4nica de boa parte dos editais das ag\u00eancias de fomento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\" eplus-wrapper\">&#8220;Essa busca por uma transdisciplinariedade eu acredito que seja um caminho interessante para pensar para quem pesquisa e trabalha com m\u00e9todos qualitativos, entre eles a etnografia. De pensar numa justificativa para isso, se apoiar numa necess\u00e1ria ado\u00e7\u00e3o de uma pesquisa transdisciplinar&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Al\u00e9m do professor, participaram desse grupo de trabalho J\u00e9ssica Cardoso, Lucas Nishida, Pedro Vinicius Neres, Marcela Perp\u00e9tuo e Felipe Figueiredo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/a291fb_54da4033d8a54e7a8b08fff5fa73da0b~mv2.png\/v1\/fill\/w_925,h_694,al_c,q_90,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto\/a291fb_54da4033d8a54e7a8b08fff5fa73da0b~mv2.png\" alt=\"\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisadores do Grupo 3 reunidos. Foto por Yama Chiodi.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\" wp-block-heading eplus-wrapper\"><strong>Impress\u00f5es sobre o evento e perspectivas futuras<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O formato in\u00e9dito empregado no evento deste ano parece ter agradado os convidados e participantes. Lucas Nishida, da comiss\u00e3o organizadora, disse que a comiss\u00e3o ficou bastante satisfeita com os resultados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\" eplus-wrapper\">&#8220;Como a atividade tinha elementos in\u00e9ditos, n\u00e3o t\u00ednhamos muito par\u00e2metro para saber como seria. Por\u00e9m o engajamento de todos os participantes e os coment\u00e1rios cuidadosos dos debatedores foram fundamentais para a boa qualidade do evento. Os debates renderam&#8221;.<br><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A professora Rosana Monteiro tamb\u00e9m teve uma boa experi\u00eancia e disse que gostou de como o evento foi estruturado: &#8220;Gostei bastante. Achei que o formato conferiu dinamismo ao workshop, possibilitando maior intera\u00e7\u00e3o entre alunos e professores convidados&#8221;. Jean Miguel disse que ficou impressionado com a qualidade do debate. &#8220;Foi uma experi\u00eancia muito boa. Os e as participantes s\u00e3o pesquisadores e pesquisadoras de alto n\u00edvel acad\u00eamico. Eu n\u00e3o falo isso da boca pra fora. Percebe-se claramente que s\u00e3o pessoas bem preparadas, metodologicamente conscientes daquilo que est\u00e3o fazendo. Aprendi bastante com as exposi\u00e7\u00f5es do grupo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ao final do debate coletivo na parte da tarde, os participantes deram alguns feedbacks e possibilidades a serem pensadas para os pr\u00f3ximos workshops. &#8220;Acreditamos que as devolutivas que recebemos sobre ampliar o escopo do evento, chamar mais debatedores de fora, s\u00e3o bastante pertinentes e podem ser consideradas em uma edi\u00e7\u00e3o futura&#8221;, disse Nishida. A perspectiva de eventos futuros gera uma expectativa ainda maior porque o pr\u00f3ximo workshop ser\u00e1 o d\u00e9cimo e continuaremos a ter a presen\u00e7a do professor Tiago Duarte como p\u00f3s-doc no grupo. Ao comentar sobre as parcerias futuras com o GEICT, ele me disse: &#8220;Por ora, o p\u00f3s-doutorado vai at\u00e9 julho do ano que vem, o que j\u00e1 estabelece uma perspectiva de colabora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o finaliza este ano. Al\u00e9m disso, Marko, Jean e eu temos conversado sobre a organiza\u00e7\u00e3o de um workshop na Unicamp, no primeiro semestre de 2024, sobre o campo CTS e clima. Por fim, h\u00e1 a possibilidade de que o pr\u00f3ximo workshop seja realizado em conjunto entre meu grupo de pesquisa, o Ci\u00eancias, Tecnologias e P\u00fablicos (CTP), e o GEICT. Estou animado com essas possibilidades e espero que elas se concretizem&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conforme descrevi na primeira parte da reportagem, em 11 de setembro de 2023 foi realizada a IX edi\u00e7\u00e3o do workshop do Grupo de Estudos Interdisciplinares em Ci\u00eancia e Tecnologia, no Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp. 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