{"id":515,"date":"2025-08-08T12:17:45","date_gmt":"2025-08-08T15:17:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/?p=515"},"modified":"2025-08-08T12:19:23","modified_gmt":"2025-08-08T15:19:23","slug":"uma-floresta-de-dados-e-a-governanca-do-conhecimento-na-amazonia-uma-conversa-com-felipe-mammoli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2025\/08\/08\/uma-floresta-de-dados-e-a-governanca-do-conhecimento-na-amazonia-uma-conversa-com-felipe-mammoli\/","title":{"rendered":"Uma floresta de dados e a governan\u00e7a do conhecimento na Amaz\u00f4nia, uma conversa com Felipe Mammoli"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<pre class=\" wp-block-code eplus-wrapper\"><code>Por Thais Lassali<\/code><\/pre>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>A Amaz\u00f4nia \u00e9 um territ\u00f3rio de suma import\u00e2ncia para os sistemas ecol\u00f3gicos e clim\u00e1ticos brasileiros, sulamericanos e globais. Exatamente por isso, diversas institui\u00e7\u00f5es, governamentais ou n\u00e3o, e diversos projetos cient\u00edficos voltam seus olhares e suas preocupa\u00e7\u00f5es para ela. O AmazonFACE \u00e9 um desses projetos, mas, al\u00e9m dele, ONGs como IMAFLORA, MapBiomas, IMAZON e IPAM tamb\u00e9m atuam na regi\u00e3o realizando pesquisas e gerando informa\u00e7\u00f5es que influenciam decis\u00f5es governamentais e a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o. Mas como esses dados s\u00e3o coletados, processados e compartilhados? Quais s\u00e3o as estrat\u00e9gias de governan\u00e7a que essas organiza\u00e7\u00f5es adotam? E como elas imaginam o impacto de seus dados na pol\u00edtica ambiental? Essas s\u00e3o algumas das perguntas que orientam a atual pesquisa de Felipe Mammoli, pesquisador do GEICT, junto ao <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cti\/pt-br\"><span>Centro de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Renato Archer (CTI Renato Archer)<\/span><\/a><span>. Ele investiga as pr\u00e1ticas de governan\u00e7a de dados dessas ONGs, explorando a participa\u00e7\u00e3o de tais organiza\u00e7\u00f5es no compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e na atua\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica na redu\u00e7\u00e3o do desmatamento.<\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"size-medium wp-image-516 wp-block-image alignnone is-resized eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"211\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-300x211.jpg\" alt=\"Felipe Mammoli em sua defesa de doutorado, ocorrida no dia 1o de abril de 2025. Foto: Yama Chiodi.\" class=\"wp-image-516\" style=\"width:664px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-300x211.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-1024x719.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-768x539.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-1536x1079.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-500x351.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-800x562.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-1280x899.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665-1920x1348.jpg 1920w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/IMG_4282-scaled-e1754665387665.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Felipe Mammoli em sua defesa de doutorado, ocorrida no dia 1o de abril de 2025. Foto: Yama Chiodi.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>Mammoli defendeu seu doutorado recentemente no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica (PPG-PCT) do Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp. Orientada por Marko Monteiro, l\u00edder do GEICT, sua tese se intitula <\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.unicamp.br\/acervo\/detalhe\/1503181?guid=1754517136430&amp;returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1754517136430%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d1503181%231503181&amp;i=1\"><span>\u201cFloresta de Conhecimento e Mist\u00e9rio: Uma Etnografia da Modelagem Computacional de Vegeta\u00e7\u00e3o no AmazonFACE\u201d<\/span><\/a><span>. Nela, o pesquisador discute como diversas \u00e1reas do conhecimento, como as ci\u00eancias ambientais e a ecologia, incorporaram t\u00e9cnicas e tecnologias digitais com a finalidade de compreenderem mais profundamente as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ele tratou especificamente da modelagem digital, t\u00e9cnica que utiliza softwares especializados para criar vers\u00f5es totalmente digitais de objetos (inanimados ou n\u00e3o), realizando uma etnografia da aplica\u00e7\u00e3o disso no projeto AmazonFACE. Como postulou Mammoli ao apresentar sua tese \u00e0 banca de doutorado e aos presentes que acompanhavam sua defesa:<\/span><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>\u201cExiste uma outra Floresta Amaz\u00f4nica que \u00e9 resultado do avan\u00e7o dessas pr\u00e1ticas de conhecimento baseada em dados digitais sobre essas v\u00e1rias ci\u00eancias ambientais que fazem parte desses estudos sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. (&#8230;) A modelagem se situa dentro de uma controv\u00e9rsia sobre o que vai acontecer com a floresta no futuro, se o aumento de CO2 atmosf\u00e9rico vai aumentar o crescimento das plantas ou se vai causar a savaniza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. O diferencial desse modelo do AmazonFACE \u00e9 que ele vai levar em conta a biodiversidade da Floresta Amaz\u00f4nica na an\u00e1lise sobre a resili\u00eancia da floresta.\u201d<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>&nbsp;A apresenta\u00e7\u00e3o da tese de Mammoli se encontra na \u00edntegra no canal de YouTube do GEICT. Para v\u00ea-la, clique no v\u00eddeo abaixo!<\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube eplus-wrapper\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Defesa da Tese \u201cFloresta de Conhecimento e Mist\u00e9rio\u201d - Apresenta\u00e7\u00e3o Felipe Mammoli\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gEXkbIpJPwI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>J\u00e1 a atual pesquisa de Felipe Mammoli est\u00e1 sediada no CTI Renato Archer, ligado ao Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m est\u00e1 inserida no projeto <\/span><a href=\"https:\/\/seekcommons.org\/\"><span>SEEKCommons<\/span><\/a><span>, uma iniciativa financiada pela <\/span><a href=\"https:\/\/www.nsf.gov\/\"><span>National Science Foundation (NSF)<\/span><\/a><span> e conduzida por um cons\u00f3rcio de universidades norte-americanas que incluem a <\/span><a href=\"https:\/\/www.nd.edu\/\"><span>University of Notre Dame<\/span><\/a><span>, a <\/span><a href=\"https:\/\/odei.umich.edu\/2023\/10\/19\/university-of-michigan-celebrates-first-generation-college-students-during-week-long-events\/\"><span>University of Michigan<\/span><\/a><span>, a <\/span><a href=\"https:\/\/www.ucdavis.edu\/\"><span>University of California Davis<\/span><\/a><span> e a <\/span><a href=\"https:\/\/www.virginia.edu\/\"><span>University of Virginia<\/span><\/a><span>. Tamb\u00e9m participa do projeto o HDF Group, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos cuja miss\u00e3o \u00e9 promover tecnologias de gerenciamento de dados de c\u00f3digo aberto de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. O l\u00edder do GEICT, Marko Monteiro, tamb\u00e9m \u00e9 integrante da rede, tendo inclusive tutorado a pesquisadora <\/span><a href=\"https:\/\/madhurikarak.com\/\"><span>Madhuri Karak<\/span><\/a><span> quando ela foi participante da mesma, em 2024.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>O objetivo do SEEKCommons \u00e9 criar espa\u00e7os de bens comuns digitais (<\/span><i><span>digital commons<\/span><\/i><span>) para dados socioambientais, garantindo que eles sejam acess\u00edveis, interoper\u00e1veis e reutiliz\u00e1veis. Em outras palavras, procura-se otimizar o encontro das informa\u00e7\u00f5es criadas por pesquisas cient\u00edficas, al\u00e9m de torn\u00e1-las mais acess\u00edveis e capazes de serem utilizadas por outros cientistas em outros contextos. Para tanto, o projeto conta com diferentes atores \u2013 incluindo ONGs cient\u00edficas, governos e comunidades \u2013 que podem colaborar na gest\u00e3o compartilhada de dados, facilitando a transpar\u00eancia e a efic\u00e1cia no compartilhamento e na tomada de decis\u00f5es em esferas decis\u00f3rias ou governamentais. Al\u00e9m disso, o SEEKCommons promove discuss\u00f5es sobre plataformas colaborativas (como o WikiData), sobre os desafios pol\u00edticos na abertura de dados de pesquisa e sobre os mais diferentes m\u00e9todos de governan\u00e7a participativa.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>\u00c9 exatamente nesse contexto de colabora\u00e7\u00e3o e de compartilhamento de dados de pesquisa, bem como na utiliza\u00e7\u00e3o de tais dados pelo poder p\u00fablico, que o trabalho de Mammoli se foca. O principal interesse do pesquisador \u00e9 compreender como organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais que atuam na capta\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de dados sobre a Floresta Amaz\u00f4nica implementam, na pr\u00e1tica, no\u00e7\u00f5es de <\/span><i><span>open science<\/span><\/i><span> e <\/span><i><span>open data<\/span><\/i><span> em suas tentativas de influenciar a pol\u00edtica p\u00fablica na regi\u00e3o. Tais conceitos est\u00e3o relacionados aos movimentos contempor\u00e2neos dentro da comunidade acad\u00eamica global que advogam para que as pr\u00e1ticas cient\u00edficas, cada vez mais, busquem promover maior transpar\u00eancia e maior compartilhamento coletivo de todas as etapas da pesquisa. Como Mammoli contou ao Blog do GEICT, o objetivo dele<\/span><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>\u201c\u00e9 entender um pouco sobre o ciclo de vida dos dados dentro de organiza\u00e7\u00f5es como o IMAFLORA, MapBiomas, IMAZON, IPAM. Como eles s\u00e3o coletados, processados e armazenados, quais s\u00e3o as estrat\u00e9gias de compartilhamento desses dados com outras organiza\u00e7\u00f5es governamentais e n\u00e3o governamentais que atuam pela redu\u00e7\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia e como essas organiza\u00e7\u00f5es imaginam que os dados que elas produzem afetam as tomadas de decis\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para a regi\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"size-medium wp-image-517 wp-block-image alignnone is-resized eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"169\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-300x169.jpg\" alt=\"Exemplo de forma de compartilhamento de dados coletados na Amaz\u00f4nia pela ONG MapBiomas. https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled.jpg.\" class=\"wp-image-517\" style=\"width:825px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-1536x863.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-2048x1150.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-500x281.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-800x449.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-1280x719.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/08\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled-1-1920x1079.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Exemplo de forma de compartilhamento de dados coletados na Amaz\u00f4nia pela ONG MapBiomas. https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/MBI-Infograficos-Amazonia-9.0-BR-scaled.jpg.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><span>Processar e gerenciar informa\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e geoespaciais em uma escala t\u00e3o grande quanto a amaz\u00f4nica \u00e9, obviamente, um grande desafio, principalmente quando se tem o objetivo de produzir conhecimento que seja acess\u00edvel, colaborativo e compartilhado. Mammoli compreende que o modo como as organiza\u00e7\u00f5es acima citadas lidam com dados ambientais, desde sua produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 sua circula\u00e7\u00e3o, revela uma intrincada rela\u00e7\u00e3o entre capacidades t\u00e9cnicas e cient\u00edficas, influ\u00eancia pol\u00edtica e burocracia estatal. Segundo o pesquisador, isso aponta \u201cpara uma governan\u00e7a do conhecimento sobre a regi\u00e3o caracterizada por uma tens\u00e3o entre uma for\u00e7a centralizadora das ag\u00eancias governamentais e uma for\u00e7a descentralizadora das redes de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais.\u201d<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Amaz\u00f4nia \u00e9 um territ\u00f3rio de suma import\u00e2ncia para os sistemas ecol\u00f3gicos e clim\u00e1ticos brasileiros, sulamericanos e globais. Exatamente por isso, diversas institui\u00e7\u00f5es, governamentais ou n\u00e3o, e diversos projetos cient\u00edficos voltam seus olhares e suas preocupa\u00e7\u00f5es para ela. 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