{"id":573,"date":"2023-05-02T18:20:03","date_gmt":"2023-05-02T21:20:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/?p=573"},"modified":"2025-09-16T18:52:47","modified_gmt":"2025-09-16T21:52:47","slug":"entrevista-com-marko-monteiro-10-anos-de-geict-e-o-campo-esct","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2023\/05\/02\/entrevista-com-marko-monteiro-10-anos-de-geict-e-o-campo-esct\/","title":{"rendered":"Entrevista com Marko Monteiro: 10 anos de GEICT e o campo ESCT"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<pre class=\" wp-block-code eplus-wrapper\"><code>Por Yama Chiodi<\/code><\/pre>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"563\" height=\"383\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2023\/05\/a291fb_9a865a0079fe446394845c8f2eae3583mv2.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-576\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2023\/05\/a291fb_9a865a0079fe446394845c8f2eae3583mv2.avif 563w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2023\/05\/a291fb_9a865a0079fe446394845c8f2eae3583mv2-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2023\/05\/a291fb_9a865a0079fe446394845c8f2eae3583mv2-500x340.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marko Monteiro, l\u00edder do GEICT.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Yama Chiodi: Oi Marko, bom dia. A minha primeira pergunta \u00e9 sobre a forma\u00e7\u00e3o do grupo. Como o grupo surgiu? A ideia veio logo depois que voc\u00ea passou no concurso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-821fg\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro:<\/strong> O grupo surgiu em 2011, e n\u00e3o era algo que estava nos meus planos ao entrar como docente na Unicamp. Mas ao me envolver mais com o trabalho docente e conhecer o DPCT, eu comecei a pensar que seria uma boa ideia iniciar meu pr\u00f3prio grupo de pesquisa. Isso ficou mais claro ao me envolver com os grupos j\u00e1 existentes no departamento, especialmente aqueles mais relacionados aos ESCT. Percebi que a din\u00e2mica dos grupos, como funcionavam e o que queriam alcan\u00e7ar n\u00e3o era exatamente aquilo que eu buscava. Mas a possibilidade de iniciar um grupo s\u00f3 ficou mais clara pra mim quando eu comecei a ter meus pr\u00f3prios orientandos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma das nossas principais atividades. Percebi que o grupo poderia ser um espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento constante, de discuss\u00e3o de ideias e projetos, de descoberta de conceitos e autores e de inven\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pr\u00e1tica propriamente dito. A 1a gera\u00e7\u00e3o do GEICT foi tamb\u00e9m especialmente criativa e produtiva, algo que raramente vi depois: pessoas engajadas em criar aquele espa\u00e7o de troca, em dedicar seu tempo ao debate e \u00e0 reflex\u00e3o. Foi esse grupo, mais do que uma pessoa, que na verdade &#8220;criou&#8221; o GEICT. Acho que percebemos que quer\u00edamos coisas parecidas: um espa\u00e7o de troca mais livre de ideias, de descoberta de teorias e metodologias que n\u00e3o eram debatidas em outros grupos e que quer\u00edamos experimentar formatos novos de fazer a pesquisa em ESCT.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>&#8221; 1a gera\u00e7\u00e3o do GEICT foi tamb\u00e9m especialmente criativa e produtiva, algo que raramente vi depois: pessoas engajadas em criar aquele espa\u00e7o de troca, em dedicar seu tempo ao debate e \u00e0 reflex\u00e3o. Foi esse grupo, mais do que uma pessoa, que na verdade &#8220;criou&#8221; o GEICT&#8221;.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p id=\"viewer-9dl4g\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Desde o princ\u00edpio foi liderado por voc\u00ea ou havia outros professores do IG tamb\u00e9m?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-79mid\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Sempre foi liderado por mim, e infelizmente n\u00e3o tivemos outros docentes envolvidos. Isso eu sempre achei que fortaleceria o grupo, mas creio que a falta de concursos e novos docentes tamb\u00e9m sempre foi um entrave para o crescimento do GEICT no departamento.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-bcpf3\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Quando voc\u00ea chegou no IG, a ideia j\u00e1 era fazer pesquisa no campo dos Estudos Sociais da Ci\u00eancia e da tecnologia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-difr9\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>A minha chegada estava relacionada a um projeto Jovem Pesquisador da FAPESP, cujo tema era Antropologia da Ci\u00eancia e da Tecnologia. Eu me nomeava, portanto, como antrop\u00f3logo da ci\u00eancia, numa tradi\u00e7\u00e3o de estudos de laborat\u00f3rio a la Latour, e n\u00e3o estava t\u00e3o atento a todo o escopo do debate nos ESCT ainda. Isso foi uma das coisas que sempre buscamos superar no come\u00e7o do GEICT: essa separa\u00e7\u00e3o muito grande entre grupos de pesquisa e tradi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, mesmo dentro de uma mesma universidade, que mal se conheciam ou dialogavam. Uma das atividades que faz\u00edamos logo no in\u00edcio foi promover encontros de grupos CTS (Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade), que eu pensava que seria um r\u00f3tulo mais abrangente e inclusivo. A ideia era reunir grupos de toda a universidade, na tentativa de criar mais di\u00e1logos entre as diferentes tradi\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas existentes. Esse encontro ocorreu por v\u00e1rios anos, sempre com participa\u00e7\u00e3o central do GEICT. Foi desses encontros que nasceu a lista de emails &#8216;CTS Unicamp&#8217;, que foi outra tentativa de conectar os grupos e os debates. Percebi nesse processo que sempre estive muito atento aos ESCT, mesmo que n\u00e3o conhecesse esse r\u00f3tulo propriamente; e que sempre buscava exatamente essa discuss\u00e3o. Al\u00e9m disso, percebemos um grande interesse de alunos e docentes por aprofundar o debate. Os encontros de grupos de CTS na Unicamp infelizmente pararam durante a pandemia, mas creio que a separa\u00e7\u00e3o e a dist\u00e2ncia entre os diferentes n\u00facleos de debate CTS na Unicamp (seja no DPCT, no IFCH, no Labjor e na FCA) hoje em dia s\u00e3o muito menores do que eram em 2011, quando come\u00e7amos.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-agiba\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Voc\u00ea pode falar um pouco sobre o campo dos ESCT para quem n\u00e3o est\u00e1 familiarizado?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-395nu\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Dif\u00edcil resumir um campo t\u00e3o heterog\u00eaneo e extenso para uma entrevista assim, mas vamos l\u00e1: o campo de estudos sociais da C&amp;T \u00e9 um esfor\u00e7o interdisciplinar de repensar a ci\u00eancia e a tecnologia como produtos da a\u00e7\u00e3o humana e social, e n\u00e3o apenas como artefatos inertes (no caso da tecnologia) ou como revela\u00e7\u00f5es da verdade sobre a natureza (no caso da ci\u00eancia). Desse modo, o campo re\u00fane pessoas, conceitos e m\u00e9todos de \u00e1reas diversas, como sociologia, filosofia, antropologia, hist\u00f3ria, comunica\u00e7\u00e3o, economia, administra\u00e7\u00e3o, dentre outras, para tentar abarcar o que seriam essas intera\u00e7\u00f5es entre C&amp;T e sociedade. Desde tentativas de repensar a explica\u00e7\u00e3o do que \u00e9 o conhecimento cient\u00edfico, a partir de um deslocamento de explica\u00e7\u00f5es positivistas (a ci\u00eancia \u00e9 a verdade sobre fen\u00f4menos naturais; os cientistas revelam conhecimento verdadeiro a partir de m\u00e9todos racionais), at\u00e9 tentativas de entender como C&amp;T participam de controv\u00e9rsias sobre sa\u00fade, riscos clim\u00e1ticos, polui\u00e7\u00e3o, etc. Os ESCT produzem uma riqueza muito grande de estudos de caso sobre a produ\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre C&amp;T e sociedade. Ou seja, esses \u00e2mbitos do social e do cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico n\u00e3o s\u00e3o separados, mas se interpenetram e se co-produzem continuamente. Tentar entender isso \u00e9 o nosso objetivo, seja para descrever de forma mais rica o processo cient\u00edfico, seja para entender rela\u00e7\u00f5es de poder relacionados a diferentes tecnologias, seja para pensar regula\u00e7\u00e3o ou pol\u00edticas de C&amp;T.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;O campo de estudos sociais da C&amp;T \u00e9 um esfor\u00e7o interdisciplinar de repensar a ci\u00eancia e a tecnologia como produtos da a\u00e7\u00e3o humana e social, e n\u00e3o apenas como artefatos inertes (no caso da tecnologia) ou como revela\u00e7\u00f5es da verdade sobre a natureza (no caso da ci\u00eancia)&#8221;.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p id=\"viewer-40sst\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Voc\u00ea \u00e9 um antrop\u00f3logo de forma\u00e7\u00e3o. O que te motivou a entrar no DPCT? Voc\u00ea teve que fazer adapta\u00e7\u00f5es na sua pesquisa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-a3mis\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Foi menos motiva\u00e7\u00e3o do que a pura necessidade de trabalhar! Eu sempre me identifiquei como antrop\u00f3logo, al\u00e9m de me entender como cientista social. Tentei diversos concursos na \u00e1rea de antropologia, sem sucesso. Percebi, como muitos colegas, que eram raros os concursos que aceitavam uma forma\u00e7\u00e3o interdisciplinar, como era a minha: sou doutor em Ci\u00eancias Sociais pela Unicamp, e n\u00e3o doutor em Antropologia. At\u00e9 hoje, muitos concursos pedem titula\u00e7\u00e3o de doutorado (ou at\u00e9 mesmo gradua\u00e7\u00e3o) em \u00e1reas disciplinares, excluindo profissionais que seriam talentos\u00edssimos mas que escolheram programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o interdisciplinares para estudar. Infelizmente isso n\u00e3o mudou muito desde o in\u00edcio dos anos 2000. Quando conheci o DPCT, logo me interessei, por ser um dos \u00fanicos lugares que encontrei que tratava do debate dos ESCT diretamente. Conheci uma profissional fant\u00e1stica, a profa. Lea Velho, que me aceitou como p\u00f3s-doutorando (naquela \u00e9poca sem bolsa), e que me incentivou a me envolver mais com o DPCT. Quando surgiu uma vaga, disputei e consegui ser contratado. Ou seja, s\u00e3o partes da vida que nos escolhem, mas entendo que foi o melhor lugar para que eu pudesse desenvolver as minhas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Quando conheci o DPCT, logo me interessei, por ser um dos \u00fanicos lugares que encontrei que tratava do debate dos ESCT diretamente. Conheci uma profissional fant\u00e1stica, a profa. Lea Velho, que me aceitou como p\u00f3s-doutorando (naquela \u00e9poca sem bolsa), e que me incentivou a me envolver mais com o DPCT. Quando surgiu uma vaga, disputei e consegui ser contratado&#8221;.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p id=\"viewer-f3jli\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Estar dentro de um instituto de Geoci\u00eancias impacta as atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o do DPCT? E do GEICT?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-89k82\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Sim, o contato constante com geologia e geografia enriquece nosso olhar, que se torna muito mais atento a um p\u00fablico que n\u00e3o necessariamente compartilha de conceitos e premissas com as quais trabalhamos. Ficamos mais atentos e preocupados em compartilhar ideias e colaborar com cientistas naturais, al\u00e9m de conhecer muito mais problem\u00e1ticas ambientais, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-3tbg3\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Eu como membro do GEICT participei da organiza\u00e7\u00e3o de muitos eventos que foram liderados pelo grupo. Primeiramente, queria perguntar sobre o workshop do GEICT. Como surgiu a ideia de realiz\u00e1-lo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-7kd38\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Os Workshops ocorrem desde o come\u00e7o do grupo, em 2012 j\u00e1 tivemos nosso 1o evento. No come\u00e7o eram pensados como oficinas de trabalho nossas, para trabalhar textos e tentar melhorar nossas publica\u00e7\u00f5es. Com o tempo, o evento cresceu, e passamos a chamar pessoas de fora para debater os trabalhos. Fizemos eventos em conjunto com outros grupos e outras universidades, como a Ufscar.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-5f3g5\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Que outros eventos voc\u00ea poderia citar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-7n2gh\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Fomos parte dos primeiros esfor\u00e7os de juntar os grupos CTS da Unicamp. Mas infelizmente, esse evento n\u00e3o tem ocorrido mais.<strong> <\/strong>Outro evento do qual sempre participamos \u00e9 a React, a Reuni\u00e3o Brasileira de Antropologia da C&amp;T. E com frequ\u00eancia participamos tamb\u00e9m de eventos da Esocite (Asociaci\u00f3n Latinoamericana de Estudios Sociales de la Ciencia y Tecnologia), seja a parte brasileira, seja a latinoamericana.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-edps3\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Voc\u00ea tem ideia de quantos pesquisadores j\u00e1 passaram pelo GEICT ao longo dos anos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1to3l\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Nunca fiz essa contabilidade, mas foram algumas dezenas!<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8d2mt\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Al\u00e9m de pessoas da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-docs e pesquisadores convidados, j\u00e1 tivemos algumas visitas ilustres que foram trazidas \u00e0 UNICAMP por iniciativa do GEICT. Voc\u00ea se lembra de alguns que podemos destacar aqui?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-e0uvu\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Creio que alguns importantes foram Casper Jensen, com quem tivemos um \u00f3timo di\u00e1logo por conta da React de 2013, que organizei juntamente com Daniela Manica e Pedro Peixoto. Outro convidado ilustre foi a Dra. Sophie Haines de Oxford, que fez uma palestra em 2018 sobre infraestruturas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-btirl\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Ao longo dos anos o GEICT tamb\u00e9m esteve envolvido em parcerias de pesquisa com universidades do exterior, certo? Voc\u00ea pode falar um pouco sobre essas parcerias?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-fse7\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Uma grande parceria foi ao longo do projeto RRI Practice (<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.rri-practice.eu\/\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>www.rri-practice.eu<\/u><\/a>), que envolveu muitas universidades do mundo todo, especialmente da Europa e EUA. Envolveu uma \u00f3tima parceria com a universidade de Wageningen, na Holanda, com quem colaboro bastante ainda hoje (nomes como Phil Macnaghten, que esteve na Unicamp por alguns anos; e David Ludwig e Luis Reyes-Galindo, com quem trabalhei mais recentemente). Atualmente ainda desenvolvo trabalhos sob supervis\u00e3o das Universidades de Harvard e Cornell, o projeto Comparative Covid Response &#8211; CompCore, sobre Covid 19 (https:\/\/compcore.cornell.edu\/).<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-3c4jg\" class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Y: Quais s\u00e3o suas expectativas para o futuro do GEICT agora que voltamos aos poucos a ter um movimento mais parecido com o que havia antes da pandemia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong>Marko Monteiro: <\/strong>Ainda estamos longe de ter o mesmo engajamento que t\u00ednhamos em 2018 ou mesmo 2019: as pessoas n\u00e3o possuem a mesma rela\u00e7\u00e3o com o campus e com o grupo que t\u00ednhamos antes, e isso \u00e9 uma das grandes perdas que tivemos com a Covid. Minha expectativa mesmo assim \u00e9 grande: temos muita gente nova, com novas ideias e projetos. Crescemos muito desde o nosso in\u00edcio, e temos reconhecimento nacional e mesmo internacional. Temos um novo site e um blog renovado, o que promete ampliar o alcance do nosso trabalho. Acho que temos um belo futuro pela frente, e espero cooperar muito mais com grupos no Brasil e no exterior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Yama Chiodi: Oi Marko, bom dia. A minha primeira pergunta \u00e9 sobre a forma\u00e7\u00e3o do grupo. Como o grupo surgiu? A ideia veio logo depois que voc\u00ea passou no concurso? 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