{"id":772,"date":"2025-11-24T19:13:47","date_gmt":"2025-11-24T22:13:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/?p=772"},"modified":"2025-11-25T14:24:10","modified_gmt":"2025-11-25T17:24:10","slug":"juntas-e-barulhentas-conheca-a-rede-latino-americana-de-antropologia-feminista-da-ciencia-e-tecnologia-rafect","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2025\/11\/24\/juntas-e-barulhentas-conheca-a-rede-latino-americana-de-antropologia-feminista-da-ciencia-e-tecnologia-rafect\/","title":{"rendered":"Juntas e barulhentas: conhe\u00e7a a Rede Latinoamericana de Antropologia Feminista das Ci\u00eancias e Tecnologias (RAFeCT)"},"content":{"rendered":"\n\n\n<pre class=\" wp-block-code eplus-wrapper\"><code>Por Clarissa Reche<\/code><\/pre>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-full is-resized eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"980\" height=\"715\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/11\/Captura-de-tela-2025-11-24-190818.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-774\" style=\"width:540px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/11\/Captura-de-tela-2025-11-24-190818.png 980w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/11\/Captura-de-tela-2025-11-24-190818-300x219.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/11\/Captura-de-tela-2025-11-24-190818-768x560.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/11\/Captura-de-tela-2025-11-24-190818-500x365.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2025\/11\/Captura-de-tela-2025-11-24-190818-800x584.png 800w\" sizes=\"(max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Faz mais de dez anos que construo rela\u00e7\u00f5es de interlocu\u00e7\u00e3o com jovens cientistas brasileiros que atuam no campo da Biologia Sint\u00e9tica. Este grupo \u00e9 interdisciplinar e profundamente heterog\u00eaneo, abarcando pessoas de um amplo espectro pol\u00edtico, desde hackers anarquistas anticapitalistas at\u00e9 cientistas empreendedores, passando por pessoas que verdadeiramente cultuam a Ci\u00eancia. Para essas pessoas, que est\u00e3o trabalhando dentro da universidade, at\u00e9 a men\u00e7\u00e3o de uma \u201cpol\u00edtica cient\u00edfica\u201d \u00e9 escandalosa e macula a no\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia pura e desinteressada que creem e praticam. Mas, felizmente, este espa\u00e7o ainda se mant\u00e9m ativo e aberto para acaloradas discuss\u00f5es sobre a natureza do fazer cient\u00edfico, mesmo depois da ascens\u00e3o do tecnofascismo vivido nos \u00faltimos anos, que ceifou tantos espa\u00e7os de troca entre pares t\u00e3o diversos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Foram nestes espa\u00e7os de troca que ouvi e vivi na pele, pela primeira vez na minha vida, a cl\u00e1ssica acusa\u00e7\u00e3o de que as feministas s\u00e3o seres barulhentos demais, histri\u00f4nicos, e como tais n\u00e3o podem ser levadas a s\u00e9rio, ainda mais quando ousam opinar sobre ci\u00eancia e tecnologia. Esse tipo de acusa\u00e7\u00e3o costumava vir de cientistas que tinham um profundo interesse em filosofia e hist\u00f3ria da ci\u00eancia. Armados com um monte de nomes de Grandes Fil\u00f3sofos do Ocidente (leia-se euro-estadunidenses), tratavam como extremamente perigosa as proposi\u00e7\u00f5es das fil\u00f3sofas feministas, rapidamente relegando seu pensamento a, no m\u00e1ximo, base para \u201cpseudoci\u00eancia\u201d. E, em mais de uma ocasi\u00e3o, buscaram desmoralizar toda uma corrente te\u00f3rica com base em trechos isolados de uma ou outra pensadora feminista. Afinal, como essa mulher ousa nomear de ESTUPRO o que nossos Grandes Homens da Ci\u00eancia criaram, e que moldam o que somos hoje?<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote eplus-wrapper is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\" eplus-wrapper\">Um fen\u00f4meno em que historiadoras feministas se concentraram s\u00e3o as met\u00e1foras de estupro e tortura nos escritos de Sir Francis Bacon e outros (por exemplo, Maquiavel) entusiasmados com o novo m\u00e9todo cient\u00edfico. Historiadores e fil\u00f3sofos tradicionais t\u00eam afirmado que essas met\u00e1foras s\u00e3o irrelevantes para os significados e referentes reais dos conceitos cient\u00edficos (&#8230;). Mas quando se trata de considerar a natureza como uma m\u00e1quina, eles t\u00eam uma an\u00e1lise bem diferente: aqui, nos dizem, a met\u00e1fora fornece as interpreta\u00e7\u00f5es das leis matem\u00e1ticas de Newton (&#8230;). Mas se devemos acreditar que as met\u00e1foras mecanicistas foram um componente fundamental das explica\u00e7\u00f5es fornecidas pela nova ci\u00eancia, por que dever\u00edamos acreditar que as met\u00e1foras de g\u00eanero n\u00e3o o foram? Uma an\u00e1lise consistente levaria \u00e0 conclus\u00e3o de que compreender a natureza como uma mulher indiferente ou mesmo acolhedora ao estupro foi igualmente fundamental para as interpreta\u00e7\u00f5es dessas novas concep\u00e7\u00f5es de natureza e investiga\u00e7\u00e3o. Presumivelmente, essas met\u00e1foras tamb\u00e9m tiveram consequ\u00eancias pragm\u00e1ticas, metodol\u00f3gicas e metaf\u00edsicas frut\u00edferas para a ci\u00eancia. Nesse caso, por que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o esclarecedor e honesto referir-se \u00e0s leis de Newton como &#8220;manual de estupro de Newton&#8221; quanto cham\u00e1-las de &#8220;mec\u00e2nica de Newton&#8221;? (Harding, 1986, p. 113, <em>tradu\u00e7\u00e3o minha<\/em>)<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Hoje um texto fundante da c\u0155itica feminista \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia, o livro \u201cThe Science Question in Feminism\u201d de Sandra Harding, que cont\u00e9m o trecho acima, ainda causa turbul\u00eancia e perturba a emo\u00e7\u00e3o daqueles que se alinham \u00e0 uma vis\u00e3o pol\u00edtica da Ci\u00eancia como algo imaculado, mesmo depois de quase quarenta anos do seu lan\u00e7amento. O trabalho de Harding se soma ao de tantas outras feministas que durante as d\u00e9cadas de 1980 e 1990 se dedicaram a esmiu\u00e7ar as met\u00e1foras cient\u00edficas, apontando o modo como a natureza \u00e9 descrita e abordada na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico, e relacionando estes pensamentos e procedimentos \u00e0s opress\u00f5es sofridas por mulheres, pessoas racializadas e demais minorias historicamente marginalizadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Esta agenda foi important\u00edssima para o desenvolvimento de pesquisas que se atentam para como os discursos e pr\u00e1ticas cient\u00edficas se constroem mutuamente, e ajudam na fabrica\u00e7\u00e3o do que entendemos por realidade. Falando especificamente do campo em que atuo, a antropologia da ci\u00eancia e tecnologia, a produ\u00e7\u00e3o destas te\u00f3ricas feministas est\u00e1 profundamente imbricada no tipo de pesquisa que fazemos hoje em dia. Mesmo importantes te\u00f3ricos do campo que n\u00e3o s\u00e3o explicitamente feministas (como Bruno Latour, por exemplo) constroem amplos di\u00e1logos com pesquisadoras feministas, o que mostra o qu\u00e3o fundante \u00e9 o pensamento feminista para a antropologia da ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas, apesar disso, nosso campo de atua\u00e7\u00e3o, no Brasil e na Am\u00e9rica Latina, \u00e9 altamente masculino e hostil. Ainda enfrentamos dificuldades para carregar para dentro de nossas pesquisas e de nossos departamentos quest\u00f5es que s\u00e3o importantes para n\u00f3s. Quando nos posicionamos como feministas, o que encontramos s\u00e3o restri\u00e7\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o que se traduzem em, por exemplo, a compreens\u00e3o que determinados temas de pesquisa s\u00e3o mais \u201capropriados\u201d para o que fazemos. Seguimos disputando espa\u00e7os, mas tamb\u00e9m come\u00e7amos a criar os nossos pr\u00f3prios meios para nos conhecer e nos fortalecer, pensando e trabalhando juntas. A RAFeCT surge dentro deste caldeir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A<a href=\"https:\/\/rafect.labjor.unicamp.br\"> Rede Latino-Americana de Antropologia Feminista da Ci\u00eancia e Tecnologia (RAFeCT)<\/a> \u00e9 composta por pesquisadoras, ativistas e profissionais latino-americanas comprometidas com a difus\u00e3o de perspectivas feministas e interseccionais. Nossa rede \u00e9 um espa\u00e7o de acolhida, produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e articula\u00e7\u00e3o entre academia, movimentos sociais e outros campos. Desenvolvemos estudos sobre ci\u00eancia e tecnologia a partir de um olhar situado, parcial e interseccional \u2014 uma perspectiva \u00e9tica e politicamente engajada, voltada \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social, da equidade de g\u00eanero e ao enfrentamento das opress\u00f5es estruturais. Atuamos sustentadas em princ\u00edpios de criatividade, afetividade e cuidado, cultivando pr\u00e1ticas e teorias feministas cr\u00edticas que s\u00e3o transinclusivas, antirracistas, decoloniais, anticapacitistas, anticapitalistas e contr\u00e1rias a todas as formas de LGBTQIAPN+fobia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A RAFeCT come\u00e7ou a ser gestada em 2023, durante o 14\u00ba Encontro de Antropologia do Mercosul (RAM, Brasil), ocorrido entre os dias 1o e 4 de agosto na Universidade Federal Fluminense (UFF) e o 9\u00ba Encontro de Antropologia da Ci\u00eancia e Tecnologia (ReACT, Brasil), que ocorreu entre os dias 21 e 24 de novembro na Universidade Federal de Goi\u00e1s. O primeiro movimento para isso ocorreu dentro da pesquisa \u201cUm mundar\u00e9u de hist\u00f3rias: antropologia feminista da ci\u00eancia e da tecnologia na Am\u00e9rica Latina\u201d, conduzida sob coordena\u00e7\u00e3o de Daniela Tonelli Manica (Labjor\/Unicamp), em colabora\u00e7\u00e3o com Soraya Fleischer (DAN\/UnB) e financiada pela FAPESP. Nesta pesquisa, realizamos um um mapeamento de pesquisas na \u00e1rea da antropologia da ci\u00eancia e da tecnologia produzidas no Brasil, na Col\u00f4mbia e na Argentina, com perspectivas feministas antirracistas, interseccionais e decoloniais. A partir deste mapeamento, Ppercebemos coletivamente a necessidade de nos organizarmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Reconhecemos que a academia ainda perpetua desigualdades, prejudicando determinados pesquisadores e marginalizando certos temas. Tamb\u00e9m afirmamos que a hegemonia heterocisnormativa na antropologia sufoca sua pot\u00eancia criativa. Somos m\u00faltiplas, diversas e atuamos de modos distintos. Trabalhar em rede \u00e9 essencial para construir pontes entre resist\u00eancias feministas dentro e fora da universidade, criando espa\u00e7os de den\u00fancia e enfrentamento de formas de opress\u00e3o como o sexismo, o racismo, a LGBTQIA+fobia e outras viol\u00eancias. Nosso trabalho \u00e9 garantir que as vozes, pesquisas e experi\u00eancias de mulheres e pessoas dissidentes de g\u00eanero \u2014 especialmente aquelas em contextos de marginaliza\u00e7\u00e3o \u2014 sejam evocadas, escutadas e respeitadas. Nossas a\u00e7\u00f5es representam passos decisivos para transformar os campos acad\u00eamico e cient\u00edfico, tornando-os mais inclusivos e comprometidos com a equidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atualmente, <a href=\"https:\/\/rafect.labjor.unicamp.br\/conheca\/quem-somos\/\">reunimos mais de 28 grupos de pesquisa e laborat\u00f3rios, al\u00e9m de 73 pesquisadoras<\/a>, abrangendo \u00e1reas como antropologia, arqueologia, sa\u00fade p\u00fablica, ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e artes. Temos presen\u00e7a em todas as regi\u00f5es do Brasil, assim como na Argentina, no Chile e na Col\u00f4mbia. A rede promove encontros de di\u00e1logo e apoio, organiza eventos, grupos de discuss\u00e3o e semin\u00e1rios, e fortalece a produ\u00e7\u00e3o e a circula\u00e7\u00e3o do pensamento feminista. Buscamos expandir continuamente nossas conex\u00f5es, aprofundar la\u00e7os com movimentos sociais feministas e consolidar nossa presen\u00e7a em espa\u00e7os estrat\u00e9gicos de tomada de decis\u00e3o, tanto na academia quanto fora dela. Pretendemos ainda intensificar a realiza\u00e7\u00e3o de eventos, publica\u00e7\u00f5es, encontros e cursos em programas de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, avan\u00e7ando na dissemina\u00e7\u00e3o das teorias que sustentam os estudos de ci\u00eancia e tecnologia (CTS) feministas. Nosso objetivo \u00e9 incidir em pol\u00edticas p\u00fablicas e transformar a ci\u00eancia e a tecnologia em campos efetivamente inclusivos e acolhedores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Acreditamos no florescimento da ci\u00eancia feminista. Um de nossos passos nesse caminho \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/rafect.labjor.unicamp.br\/blog\/\">nosso blog<\/a>, lan\u00e7ado em maio de 2025 com a colabora\u00e7\u00e3o de antrop\u00f3logas da rede. Al\u00e9m disso, fazemos a <a href=\"https:\/\/rafect.labjor.unicamp.br\/atividades\/\">divulga\u00e7\u00e3o de atividades<\/a> realizadas pelas participantes da rede, e propomos ocupa\u00e7\u00f5es em eventos cient\u00edficos atrav\u00e9s de mesas, grupos de trabalho, etc. \u00c9 assim, juntas, <a href=\"https:\/\/rafect.labjor.unicamp.br\/reflexoes-sobre-uma-antropologia-feminista-ou-uma-antropologia-mutirao-meninas-e-mulheres-karipuna\/\">\u201cde m\u00e3os dadas\u201d<\/a>, que seguimos caminhando dentro de nosso campo de atua\u00e7\u00e3o e ousando tecer conhecimento sobre ci\u00eancia e tecnologia, buscando cada vez fazer mais barulho. Convido os leitores do Blog do GEICT a conhecerem nossa rede, nossas pesquisadoras, laborat\u00f3rios e os textos que temos publicado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Vida longa \u00e0 RAFeCT!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faz mais de dez anos que construo rela\u00e7\u00f5es de interlocu\u00e7\u00e3o com jovens cientistas brasileiros que atuam no campo da Biologia Sint\u00e9tica. Este grupo \u00e9 interdisciplinar e profundamente heterog\u00eaneo, abarcando pessoas de um amplo espectro pol\u00edtico, desde hackers anarquistas anticapitalistas at\u00e9 cientistas empreendedores, passando por pessoas que verdadeiramente cultuam a Ci\u00eancia. 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