{"id":999,"date":"2026-05-27T17:00:28","date_gmt":"2026-05-27T20:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/?p=999"},"modified":"2026-06-02T18:03:21","modified_gmt":"2026-06-02T21:03:21","slug":"nenhuma-a-menos-um-dado-por-vez-o-feminismo-de-dados-em-acao-no-projeto-dados-contra-o-feminicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2026\/05\/27\/nenhuma-a-menos-um-dado-por-vez-o-feminismo-de-dados-em-acao-no-projeto-dados-contra-o-feminicidio\/","title":{"rendered":"Nenhuma a menos, um dado por vez: o feminismo de dados em a\u00e7\u00e3o no projeto Dados Contra o Feminic\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<pre class=\"wp-block-code\"><code>Por Thais Lassali<\/code><\/pre>\n\n\n\n<p><span>Nos debates recentes sobre ci\u00eancia e tecnologia, poucos temas ganharam tanta evid\u00eancia quanto as intelig\u00eancias artificiais. O Blog do GEICT, inclusive, tem abordado ultimamente essa quest\u00e3o sob m\u00faltiplas perspectivas: <\/span><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2025\/11\/06\/descendo-a-toca-do-coelho-da-ia-data-centers-e-os-impactos-materiais-da-nuvem-uma-entrevista-com-tamara-kneese\/\"><span>os impactos ambientais dos datacenters necess\u00e1rios para alimentar tal tecnologia<\/span><\/a><span>, <\/span><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2025\/09\/08\/the-ghost-work-inteligencia-artificial-e-precarizacao-do-trabalho\/\"><span>os novos regimes de trabalho precarizado que ela introduz<\/span><\/a><span>, <\/span><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2025\/08\/27\/imagem-algoritmo-e-poder\/\"><span>os vieses que ela apresenta<\/span><\/a><span>, <\/span><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/2025\/10\/29\/alem-do-mito-da-neutralidade-a-socio-tecnicidade-da-inteligencia-artificial\/\"><span>a opacidade de seu uso no cotidiano<\/span><\/a><span>, dentre muitas outras abordagens poss\u00edveis. Tais abordagens t\u00eam em comum olhar para as intelig\u00eancias artificiais de maneira cr\u00edtica, sem entend\u00ea-las como um desenvolvimento tecnol\u00f3gico inevit\u00e1vel que teremos que aceitar de qualquer maneira, mas tamb\u00e9m sem trat\u00e1-las de modo tecnof\u00f3bico, como se qualquer tipo de intelig\u00eancia artificial fosse imediatamente problem\u00e1tica e nociva. Em um dos textos presentes no Blog sobre intelig\u00eancia artificial, a cientista da computa\u00e7\u00e3o e mestranda em Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica na Unicamp Nina da Hora aponta que \u201co grande desafio atual n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnico, mas pol\u00edtico: como transformar algoritmos que reproduzem desigualdades em ferramentas de liberta\u00e7\u00e3o?\u201d<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Foi exatamente esse tipo de reflex\u00e3o que conduziu a palestra \u201cCo-desenvolvendo tecnologias feministas contra o feminic\u00eddio\u201d, apresentada de modo online por Isadora Crux\u00ean no \u00faltimo dia 27 de abril, a convite da pesquisadora p\u00f3s-doutoranda Sara Munhoz, do GEICT. Crux\u00ean \u00e9 professora de Pol\u00edtica, Neg\u00f3cios e Desenvolvimento da Queen Mary University of London, e desde 2023 co-lidera o <\/span><a href=\"https:\/\/datoscontrafeminicidio.net\/pt\/pagina-inicial\/\"><span>projeto Dados Contra o Feminic\u00eddio (Data Against Feminicide)<\/span><\/a><span>, sobre o qual ela falou em detalhes em sua apresenta\u00e7\u00e3o. O projeto existe desde 2019, tendo sido criado por <\/span><a href=\"https:\/\/dusp.mit.edu\/people\/catherine-dignazio\"><span>Catherine D\u2019Ignazio<\/span><\/a><span>, <\/span><a href=\"https:\/\/www.cigionline.org\/people\/silvana-fumega\/\"><span>Silvana Fumega<\/span><\/a><span> <\/span><span>e <\/span><a href=\"https:\/\/www.gold.ac.uk\/our-people\/profile-hub\/sociology\/postgraduate\/helena-suarez-val\/\"><span>Helena Su\u00e1rez Val<\/span><\/a><span> <\/span><span>a partir da constata\u00e7\u00e3o de que existiam poucos dados oficiais confi\u00e1veis \u200b\u200bsobre feminic\u00eddio, acreditando, conforme aponta o site do projeto, que \u201cmudan\u00e7as na produ\u00e7\u00e3o e no uso de dados poderiam contribuir para a compreens\u00e3o e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, para o combate ao feminic\u00eddio na Am\u00e9rica Latina e no Caribe\u201d.<\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/04\/GEICT-convida-Isadora-Cruxen-819x1024.jpg\" alt=\"Cartaz do evento.\" class=\"wp-image-934\" style=\"width:571px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/04\/GEICT-convida-Isadora-Cruxen-819x1024.jpg 819w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/04\/GEICT-convida-Isadora-Cruxen-240x300.jpg 240w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/04\/GEICT-convida-Isadora-Cruxen-768x960.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/04\/GEICT-convida-Isadora-Cruxen-500x625.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/04\/GEICT-convida-Isadora-Cruxen-800x1000.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/04\/GEICT-convida-Isadora-Cruxen.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub><sup>Cartaz da palestra \u201cCo-desenvolvendo tecnologias feministas contra o feminic\u00eddio\u201d, apresentada de modo online por Isadora Crux\u00ean no \u00faltimo dia 27 de abril.<\/sup><\/sub><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><span>O <\/span><i><span>Dados Contra o Feminic\u00eddio<\/span><\/i><span>, entretanto, n\u00e3o existe apenas para encontrar dados mais precisos sobre o problema da viol\u00eancia de g\u00eanero. Segundo a pesquisadora, esse<\/span><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00e9 s\u00f3 um primeiro passo, digamos assim, para poder responsabilizar as institui\u00e7\u00f5es estatais, para apoiar a a\u00e7\u00e3o coletiva e tamb\u00e9m para criar espa\u00e7os de mem\u00f3ria da vida dessas mulheres e meninas assassinadas. (&#8230;) Ent\u00e3o, no contexto do nosso projeto, a gente entende esses esfor\u00e7os de coleta e produ\u00e7\u00e3o de dados como formas de ativismo de dados. Esse \u00e9 o conceito principal com o qual a gente trabalha, que s\u00e3o maneiras de produzir e usar dados para promover a mudan\u00e7a social, para apoiar estrat\u00e9gias pol\u00edticas e construir novas formas de a\u00e7\u00e3o coletiva.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com esse objetivo, o projeto trabalha para o desenvolvimento participativo de ferramentas baseadas em intelig\u00eancia artificial que promovem o monitoramento do feminic\u00eddio em diferentes contextos, apoiando a produ\u00e7\u00e3o ativista de dados e tamb\u00e9m a comunica\u00e7\u00e3o sobre a viol\u00eancia contra mulheres. Uma dessas ferramentas \u00e9 um sistema de alertas por e-mail que filtra not\u00edcias com alta probabilidade de serem sobre feminic\u00eddio e as envia \u00e0s ativistas (que tamb\u00e9m podem consult\u00e1-las em uma plataforma). Um segundo dispositivo t\u00e9cnico, chamado de destacador, consiste em uma extens\u00e3o para o navegador Chrome que, quando ativada, real\u00e7a palavras-chave que as ativistas, durante seu trabalho de monitoramento, comumente encontram relacionadas a feminic\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"479\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016-1024x479.png\" alt=\"P\u00e1gina inicial do site do projeto Dados contra o Feminic\u00eddio.\" class=\"wp-image-1001\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016-1024x479.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016-300x140.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016-768x359.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016-1536x718.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016-500x234.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016-800x374.png 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016-1280x599.png 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/geict\/wp-content\/uploads\/sites\/296\/2026\/05\/Captura-de-tela-2026-05-26-160016.png 1918w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">P\u00e1gina inicial do site do projeto Dados contra o Feminic\u00eddio.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de todos os problemas comumente associados \u00e0s intelig\u00eancias artificiais, os modelos mais populares com os quais lidamos no nosso dia a dia s\u00e3o de propriedade de grandes empresas de tecnologia (o ChatGPT da OpenAI, o Gemini do Google e a Claude AI da Anthropic, etc). Tais tecnologias carregam em si decis\u00f5es que as fazem privilegiar a escalabilidade (a capacidade de um sistema suportar um aumento visitas, por exemplo) e uma constru\u00e7\u00e3o em formato de caixa-preta, no qual o conhecimento utilizado para produzir tais tecnologias n\u00e3o \u00e9 coletivizado, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 tratado como um segredo industrial. Como aponta Crux\u00ean, todas essas escolhas s\u00e3o tamb\u00e9m pol\u00edticas no sentido \u201ctanto das estruturas de tomada de decis\u00e3o, como tamb\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e de dados, a quest\u00e3o de quem se beneficia e de quem arca com os custos desses sistemas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As ferramentas criadas pelo Dados Contra o Feminic\u00eddio, em contraste com esses modelos corporativos, s\u00e3o baseadas em processos colaborativos e coletivos de decis\u00e3o, que encaram a pol\u00edtica por tr\u00e1s da cria\u00e7\u00e3o de uma tecnologia n\u00e3o a partir dos interesses de uma empresa privada. Elas funcionama partir de um outro vi\u00e9s, que tem como centro um conhecimento situado, que busca levar em conta contextos locais, e que tem como norte o cuidado coletivo. Crux\u00ean chamou isso de <strong>feminismo de dados<\/strong>, a partir do conceito debatido no livro hom\u00f4nimo de <a href=\"https:\/\/data-feminism.mitpress.mit.edu\/\">Catherine D\u2019Ignazio e Lauren Klein<\/a> (2020).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O feminismo de dados \u00e9 um conjunto de princ\u00edpios para pensar sobre os dados, tanto nos seus usos quanto nos seus limites, de maneiras que s\u00e3o informadas pela experi\u00eancia vivida, pelo compromisso com a a\u00e7\u00e3o e pelo pensamento feminista interseccional. Esses princ\u00edpios incluem tanto examinar e questionar as estruturas de poder desiguais que sustentam a produ\u00e7\u00e3o de dados, como outros princ\u00edpios, como tornar o trabalho vis\u00edvel, abra\u00e7ar o pluralismo e considerar o contexto.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>E como isso se d\u00e1 na pr\u00e1tica do trabalho realizado pelo projeto? Conforme Crux\u00ean conta, uma das principais dificuldades identificadas pelas pesquisas do Dados Contra o Feminic\u00eddio \u00e9 que as ativistas precisam ler muito conte\u00fado violento. Isso n\u00e3o apenas leva muito tempo, como tamb\u00e9m \u00e9 muito desgastante do ponto de vista emocional. Foi justamente por esse motivo que surgiu a ideia de automatizar, ao menos parcialmente, o processo de filtrar not\u00edcias sobre feminic\u00eddio. Assim, ao inv\u00e9s de buscar o uso de ferramentas de intelig\u00eancia artificial apenas para tornar o trabalho mais eficiente, o projeto fez isso com o objetivo de promover o autocuidado entre as ativistas participantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra diferen\u00e7a dos modelos de IA criados pelo Dados Contra o Feminic\u00eddio \u00e9 que, diferente daqueles produzidos pelas <em>Big Techs<\/em>, eles n\u00e3o s\u00e3o generalistas e muito menos pretendem substituir o trabalho humano. Pelo contr\u00e1rio, as ferramentas disponibilizadas pelo projeto \u00e0s ativistas s\u00e3o encaradas como produtos imperfeitos e inacabados. Isso traz relevo para a import\u00e2ncia, como aponta Crux\u00ean, do cuidado ao se<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>desenvolver ferramentas computacionais para conceitos que s\u00e3o politicamente contestados. Como eu falei, existem diferentes interpreta\u00e7\u00f5es de feminic\u00eddio (&#8230;) em diferentes contextos, diferentes culturas, e essas diferen\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de reconciliar com requerimentos da constru\u00e7\u00e3o de um sistema de intelig\u00eancia artificial que requer alguma forma de consenso na forma como um caso \u00e9 interpretado, como ele \u00e9 categorizado. A gente acha que isso \u00e9 uma tens\u00e3o importante na constru\u00e7\u00e3o de sistemas s\u00f3cio-t\u00e9cnicos plurais e que por isso tamb\u00e9m a ferramenta funciona melhor em alguns contextos que outros, como a gente tem enfatizado desde o come\u00e7o no nosso trabalho com as ativistas, ela n\u00e3o existe para substituir o trabalho que elas fazem cotidianamente de monitoramento, mas para apoiar de alguma forma.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o completa de Isadora Crux\u00ean pode ser encontrada <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8S-AwTmKmlU\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8S-AwTmKmlU\">aqui, no canal do GEICT no YouTube<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-vertical is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-fe9cc265 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>D\u2019Ignazio, Catherine &amp; Klein, Lauren F. <em>Data feminism<\/em>. MIT Press, 2020.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos debates recentes sobre ci\u00eancia e tecnologia, poucos temas ganharam tanta evid\u00eancia quanto as intelig\u00eancias artificiais. 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