Metais Pesados em solos: Conceito Geral

Caros leitores,
Esse post tem como objetivo apenas a conceituação desse que é um dos maiores e mais importantes grupos de poluentes existentes. A partir de agora iniciarei uma série de outros posts visando esclarecer alguns aspectos importantes sobre os mesmos.
O termo metais pesados é de definição ambígua, mas vem sendo intensamente utilizado na literatura científica como referência a um grupo de elementos amplamente associados à poluição, contaminação e toxicidade (Amaral Sobrinho, 1993).
Conceitualmente metais pesados são definidos como elementos que possuem densidade superior a 6 g/cm3 ou raio atômico maior que 20. Essa definição é abrangente e inclui, inclusive, alguns ametais ou semi-metais, como As e Se (Alloway, 1990 e Meurer, 2004).
Alguns metais pesados são micronutrientes essenciais aos seres vivos como Cu, Zn, Mn, Co, Mo e Se e outros não essenciais como Pb, Cd, Hg, As, Ti e U. Para esses últimos talvez o termo metais tóxicos cairia melhor (Amaral Sobrinho, 1993).
Segundo Sevenson & Cole (1999) existem metais traços essenciais para plantas como ferro (Fe), zinco (Zn), manganês (Mn), cobre (Cu), boro (B), molibdênio (Mo) e níquel (Ni). Já o cobalto (Co), crômio (Cr), selênio (Se) e estanho (Sn), não são requeridos pelas plantas, mas são essenciais para animais.
Já outros como arsênio (As), cádmio (Cd), mercúrio (Hg) e chumbo (Pb), não são requeridos nem por plantas, nem por animais, porém foram estudados extensivamente por serem potencialmente perigosos para plantas, animais e microrganismos (Alloway, 1990).

Discussão - 4 comentários

  1. Juscimar Silva disse:

    Well done Carlos!
    A preocupação com o aumento de agentes indesejáveis à geosfera tem direcionado muitos pesquisadores a estudar comportamento e interação destes agentes com a fase sólido do solo.
    Apenas um adendo. Recentemente o termo “metal pesado” vem sendo substituído por “elementos-traço” e, em casos mais especifícos, “elementos tóxicos. Desta forma, pode-se agrupar os metais e metaloides (não metais). Alguns leitores pode sentir falta desta nomenclatura durante a leitura do seu bom post.
    Abraço,
    Juscimar

  2. MARIA DO CARMO disse:

    Bom dia, gostaria de receber via email a DN nº116 para minha maior informação do assunto, e para saber se a empresa tem que preencher estes documentos.
    Muito obrigada pela atenção,
    Maria do Carmo

  3. Marcia Lima disse:

    Gostaria, se possível, de receber as referencias citadas no texto. Grata

  4. manuel disse:

    A propósito do cobalto. Passaram muitos anos,mas recordo-me, vagamente,de uma doença,relacionada com ele,e que afectava as vaquinhas dos Açores. Era o “mal da volta”. Chamava-se,assim,se bem me lembro,porque as vaquinhas tinham de dar uma certa volta,para os solos se poderem recompor do gasto em cobalto que, entretanto, tinham sofrido,que as plantas não param de comer.
    Não confirmei,mas as coisas são capazes de continuar,a não ser que as vaquinhas de agora sejam outras,menos exigentes em cobalto.
    Desculpem a intromissão. Depois,estou aqui um tanto despistado,pois o post pareceu-me ser do Ítalo,mas o Juscimar dirigiu-se ao Carlos. Assim,talvez não fique nada mal pondo- Caros Carlos,Ítalo,Juscimar.

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