{"id":10665,"date":"2019-06-26T19:00:56","date_gmt":"2019-06-26T22:00:56","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=10665"},"modified":"2019-06-26T19:00:56","modified_gmt":"2019-06-26T22:00:56","slug":"7-usinas-nucleares-abandonadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2019\/06\/7-usinas-nucleares-abandonadas\/","title":{"rendered":"7 Usinas Nucleares Abandonadas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A constru\u00e7\u00e3o de uma central at\u00f4mica leva tempo e exige muito dinheiro. Em alguns casos, falta uma coisa ou outra e a obra acaba sendo deixada de lado. Fatores pol\u00edticos, sociais e t\u00e9cnicos tamb\u00e9m podem levar ao abortamento de um projeto de gera\u00e7\u00e3o de energia a base de reatores nucleares. Aqui, apresentamos sete casos em que isso aconteceu.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\">7) Usina Nuclear de Montalto di Castro (It\u00e1lia)<\/h4>\n<figure style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/2\/2c\/Montalto_di_Castro_plant.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/2\/2c\/Montalto_di_Castro_plant.jpg\" alt=\"Central Eletronuclear de Montalto di Castro (esq.): embora a usina at\u00f4mica tenha sido cancelada, suas instala\u00e7\u00f5es foram adaptadas para se tornar uma termel\u00e9trica (dir.)\" width=\"1024\" height=\"576\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>Central Eletronuclear de Montalto di Castro<\/strong> (esq.): embora a usina at\u00f4mica tenha sido cancelada, suas instala\u00e7\u00f5es foram adaptadas para se tornar uma termel\u00e9trica (dir.)<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Politicamente, o maior impacto do acidente nuclear de Tchern\u00f3bil* foi sentido na It\u00e1lia. O pa\u00eds vinha desenvolvendo o uso civil da energia at\u00f4mica desde os anos 1960. Nos anos 1980, quatro usinas nucleares (UNs) estavam em opera\u00e7\u00e3o: Caorso, Enrico Fermi, Garigliano e Latina. A quinta usina come\u00e7ou a ser constru\u00edda em 1982, em Montalto di Castro com dois reatores do tipo BWR de 1000 MW cada. Em 1987, durante uma crise pol\u00edtica, o governo italiano decidiu realizar um referendo sobre o uso de energia at\u00f4mica no pa\u00eds ap\u00f3s o acidente de Tchern\u00f3bil. O referendo nuclear italiano, o primeiro do pa\u00eds ap\u00f3s a II Guerra, fez tr\u00eas perguntas aos eleitores: a primeira sobre a retirada de poderes do Comit\u00ea de Programa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica, \u00f3rg\u00e3o que podia decidir a localiza\u00e7\u00e3o das usinas passando por cima das autoridades locais; a segunda abolia as subven\u00e7\u00f5es dadas aos territ\u00f3rios onde seriam constru\u00eddas novas usina (n\u00e3o s\u00f3 as nucleares, mas tamb\u00e9m as de carv\u00e3o) e a terceira barrava a ENEL (estatal de energia da It\u00e1lia) de participar da constru\u00e7\u00e3o e gerenciamento de projetos nucleares fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cada item foi aprovado por 70 a 80% dos eleitores (o comparecimento \u00e0s urnas foi elevado, com 65% de participa\u00e7\u00e3o num pa\u00eds onde o voto n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio). Na pr\u00e1tica, a vota\u00e7\u00e3o deu fim \u00e0 ind\u00fastria nuclear italiana, tanto p\u00fablica quanto privada. Consequentemente, Montalto di Castro foi fechada em 1988, \u00e0s v\u00e9speras de ser ativada. Nos anos 1990, as demais usinas nucleares italianas foram sendo desativadas aos poucos. Em 2008, houve planos para a constru\u00e7\u00e3o de novas UNs na It\u00e1lia, mas eles foram engavetados depois da crise econ\u00f4mica e sobretudo ap\u00f3s o acidente nuclear de Fukushima em 2011. Montalto di Castro n\u00e3o foi inteiramente abandonada: parte do complexo foi transformado na Usina Termel\u00e9trica Alessandro Volta, atualmente a maior do pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\">6) Esta\u00e7\u00e3o de Energia At\u00f4mica da Crimeia (Ucr\u00e2nia)<\/h4>\n<figure style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/2\/2c\/\u041a\u0440\u044b\u043c\u0441\u043a\u0430\u044f_\u0410\u042d\u0421_1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/2\/2c\/\u041a\u0440\u044b\u043c\u0441\u043a\u0430\u044f_\u0410\u042d\u0421_1.jpg\" alt=\"Esta\u00e7\u00e3o de Energia At\u00f4mica da Crimeia: at\u00e9 o guindaste foi deixado pra tr\u00e1s em 1989 e a obra caiu num verdadeiro limbo jur\u00eddico\" width=\"1280\" height=\"625\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>Esta\u00e7\u00e3o de Energia At\u00f4mica da Crimeia<\/strong>: at\u00e9 o guindaste foi deixado pra tr\u00e1s em 1989 e a obra caiu num verdadeiro limbo jur\u00eddico<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Situada \u00e0 beira do Lago Aqtas, na Crimeia, essa usina nuclear come\u00e7ou a ser constru\u00edda pela ent\u00e3o Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica em 1976. Como em outros empreendimentos do tipo naquele pa\u00eds, a usina deu origem a uma cidade para abrigar os trabalhadores envolvidos na obra: Shcholkine, inaugurada em 1978. Quando houve o desastre de Tchern\u00f3bil, essa UN ainda estava em constru\u00e7\u00e3o. A obra foi inspecionada rigorosamente e os t\u00e9cnicos descobriram que o terreno era geologicamente inst\u00e1vel. Assim, a constru\u00e7\u00e3o foi interrompida em 1989, \u00e0s v\u00e9speras do colapso da URSS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde ent\u00e3o, esse complexo caiu num limbo. Nos anos 1990, o local chegou a sediar, clandestinamente, um festival de m\u00fasica eletr\u00f4nica (adequadamente apelidado de <em>Reaktor<\/em>) e esteve sob jurisdi\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio dos Combust\u00edveis Ucranianos entre 1998 e 2004. Repassado ao governo regional da Crimeia em 2005, o local teria sido vendido para uma empresa n\u00e3o-revelada. Com a invas\u00e3o da Crimeia pela R\u00fassia em 2014, a situa\u00e7\u00e3o tornou-se ainda mais nebulosa\u00a0\u2014 mas tudo indica que n\u00e3o h\u00e1 planos para a conclus\u00e3o das obras.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\">5) Usina Nuclear de Lem\u00f3niz (Espanha)<\/h4>\n<figure style=\"width: 2816px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/a\/a5\/Central_nuclear_de_Lem\u00f3niz_%28Vista_Suroeste%29.JPG\" alt=\"Lem\u00f3niz: constru\u00edda em \u00e1rea separatista, teve as obras suspensas por bombas, sequestro e morte de um engenheiro.\" width=\"2816\" height=\"2112\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>Lem\u00f3niz<\/strong>: constru\u00edda em \u00e1rea separatista, teve as obras suspensas por bombas, sequestro de um engenheiro e mortes de oper\u00e1rios e uma ativista anti-nuclear.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Escolher o local para construir uma central at\u00f4mica \u00e9 uma etapa crucial \u2014\u00a0e n\u00e3o apenas por motivos t\u00e9cnicos. Foi justamente nisso que o governo espanhol errou feio. No fim dos anos 1970 a Espanha demonstrava interesse na constru\u00e7\u00e3o de usina nucleares. Um dos locais escolhidos pra isso foi Lem\u00f3niz, na Prov\u00edncia de Biscaia. Isso n\u00e3o seria problema do ponto de vista t\u00e9cnico, mas virou uma dor de cabe\u00e7a s\u00f3cio-pol\u00edtica: Biscaia faz parte do Pa\u00eds Basco, regi\u00e3o separatista situada entre o norte da Espanha e o sul da Fran\u00e7a. Assim, desde o come\u00e7o, essa U.N. enfrentou forte oposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o local, do nascente movimento ambientalista e at\u00e9 do ETA, o bra\u00e7o armado do separatismo basco. Em dezembro de 1977, o ETA atacou um guarda da obra e, quatro meses mais tarde, conseguiu plantar uma bomba no canteiro de obras do futuro reator, matando dois oper\u00e1rios e ferindo outros dois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em junho de 1979, mais mortes: a ativista anti-nuclear Gladys del Estal foi morta pela pol\u00edcia durante uma manifesta\u00e7\u00e3o e outra bomba foi detonada na obra pelo ETA, dessa vez na \u00e1rea das turbinas, matando outro oper\u00e1rio. Apesar das mortes e dos danos materiais, a obra continuou. Assim, em janeiro de 1981, o ETA decidiu sequestrar o engenheiro-chefe de Lemoniz, Jos\u00e9 Maria Ryan. Mesmo com a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 obra, muita gente achou que o sequestro foi um exagero \u2014 sobretudo depois que Ryan foi morto, uma semana mais tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O resultado foi a primeira grande manifesta\u00e7\u00e3o anti-ETA e uma virada pol\u00edtica. Em 1982 a obra foi suspensa por motivos de seguran\u00e7a e seria definitivamente abandonada dois anos mais tarde, quando os socialistas ganharam a elei\u00e7\u00e3o e anunciaram uma morat\u00f3ria nuclear. Embora estivesse quase pronta para funcionar \u00e0quela altura, Lem\u00f3niz acabou abandonada de uma vez por todas. Atualmente, a Espanha conta com seis esta\u00e7\u00f5es at\u00f4micas ativas e uma desativada.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\">4) Usina Nuclear de Marble Hill (EUA)<\/h4>\n<figure style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/abandonedonline.net\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/dscn1138a.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/abandonedonline.net\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/dscn1138a.jpg\" alt=\"Marble Hill em 2004: erros na execu\u00e7\u00e3o da obra, problemas de financiamento e press\u00e3o popular levaram ao abandono do empreendimento, que vem sendo demolido desde 2008.\" width=\"600\" height=\"436\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>Marble Hill em 2004<\/strong>: erros na execu\u00e7\u00e3o da obra, problemas de financiamento e press\u00e3o popular levaram ao abandono do empreendimento, que vem sendo demolido desde 2008.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Pioneiros no desenvolvimento da energia nuclear (tanto para fins b\u00e9licos quanto para gera\u00e7\u00e3o de energia), era de se esperar que os EUA n\u00e3o tivessem dificuldade para completar uma usina at\u00f4mica. S\u00f3 que, \u00e0s vezes, at\u00e9 no pa\u00eds mais rico do mundo falta dinheiro e uma obra p\u00fablica fica inacabada. Foi o que aconteceu com a U. N. de Marble Hill, situada perto de Hanover, Indiana. A constru\u00e7\u00e3o da unidade\u00a0\u2014 que teria dois reatores de \u00e1gua pressurizada, com 1130 MW cada\u00a0\u2014 foi iniciada em 1977 pela Public Service Company of Indiana (PSI), estatal de infra-estrutura daquele Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por\u00e9m, depois de sete anos e 2,5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, a obra foi abandonada quando o primeiro reator estava quase pronto. Dois fatores pesaram no cancelamento de Marble Hill: o acidente nuclear de Three Mile Island (1979), que levantou desconfian\u00e7a numa obra que j\u00e1 tinha oposi\u00e7\u00e3o da comunidade local e, principalmente, a falta de recursos. Problemas na execu\u00e7\u00e3o da obra tamb\u00e9m causaram atrasos e aumento dos custos. A press\u00e3o popular fez o governo estadual de Indiana reduzir verbas at\u00e9 a obra tornar-se insustent\u00e1vel. Assim, em 1984 a PSI anunciou a desist\u00eancia da conclus\u00e3o da usina e, no ano seguinte, leiloou equipamentos j\u00e1 adquiridos, levantando meros 8 milh\u00f5es de d\u00f3lares. O complexo foi comprado mais tarde por uma empresa de Michigan e, desde 2008, est\u00e1 sendo lentamente demolido.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\">3) Usina Nuclear de Stendal (Alemanha)<\/h4>\n<figure style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/9\/95\/Industriepark_Altmark_22-09-2007_181.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/9\/95\/Industriepark_Altmark_22-09-2007_181.jpg\" alt=\"Stendal em 2007: a c\u00e9u aberto, a estrutura que abrigaria o reator come\u00e7a a enferrujar.\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>Stendal em 2007<\/strong>: a c\u00e9u aberto, a estrutura que abrigaria o reator come\u00e7a a enferrujar.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Parar uma obra por falta de dinheiro \u00e9 trivial perto do que aconteceu com Stendal, onde o que acabou foi o pa\u00eds. Projetada para abrigar quatro reatores de 1000 MW cada, essa usina seria n\u00e3o apenas a maior da Alemanha Oriental, mas de todo o territ\u00f3rio germ\u00e2nico. A constru\u00e7\u00e3o das unidades 1 e 2 come\u00e7ou em 1983, perto da cidade de Arneburg. As outras duas unidades estavam em planejamento quando o muro de Berlim caiu, em 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A reunifica\u00e7\u00e3o alem\u00e3 tornou o plano pol\u00edtica e economicamente invi\u00e1vel: apesar de aperfei\u00e7oados por t\u00e9cnicos alem\u00e3es, os reatores eram de origem sovi\u00e9tica (e a pr\u00f3pria URSS j\u00e1 estava cambaleando \u00e0quela altura). Assim, com 85% do reator 1 finalizado e 15% do reator 2, a obra foi interrompida bruscamente. A constru\u00e7\u00e3o\u00a0\u2014 que seria semelhante \u00e0 U.N. de Temelin (Rep. Checa)\u00a0\u2014 jamais foi retomada e suas torres de resfriamento foram demolidas com explosivos em 1994 e 1999. Atualmente, pouco resta da usina e seu terreno virou uma \u00e1rea industrial isolada.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\">2) Usina Nuclear de Juragu\u00e1 (Cuba)<\/h4>\n<figure style=\"width: 1571px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/3\/3c\/Juragua_Nuclear_Power_Plant-2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/3\/3c\/Juragua_Nuclear_Power_Plant-2.jpg\" alt=\"Juragu\u00e1: os sovi\u00e9ticos cederiam a tecnologia nuclear e os cubanos, materiais de constru\u00e7\u00e3o e m\u00e3o-de-obra. S\u00f3 que a URSS acabou antes da obra, que ficou pela metade.\" width=\"1571\" height=\"1033\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>Juragu\u00e1<\/strong>: os sovi\u00e9ticos cederiam a tecnologia nuclear e os cubanos, materiais de constru\u00e7\u00e3o e m\u00e3o-de-obra. S\u00f3 que a URSS acabou antes da obra, que ficou pela metade.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">O colapso sovi\u00e9tico tamb\u00e9m prejudicou um empreendimento nuclear do outro lado do Atl\u00e2ntico, mais especificamente no mar do Caribe. O interesse de Cuba pela energia nuclear antecede a Revolu\u00e7\u00e3o: em 1956, o pa\u00eds assinou um acordo de coopera\u00e7\u00e3o sobre energia at\u00f4mica com os EUA. Mesmo com a Revolu\u00e7\u00e3o de 1959, o tratado permaneceu de p\u00e9 e s\u00f3 foi anulado durante a Crise dos M\u00edsseis em 1962. Cinco anos mais tarde, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica concordou em ceder um reator experimental de pesquisa para os cubanos. Em 1975, os dois pa\u00edses assinaram amplos tratados para o desenvolvimento de usinas nucleares na ilha. Havia planos para a constru\u00e7\u00e3o de 12 reatores no leste e oeste da ilha, mas no fim o que saiu do papel foram s\u00f3 os dois reatores de 440 MW que come\u00e7aram a ser constru\u00eddos em Juragu\u00e1 em 1983 e 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando a obra fosse conclu\u00edda, em meados dos anos 1990, cobriria 15% da demanda cubana de eletricidade e seria duplamente in\u00e9dita: seria o primeiro reator sovi\u00e9tico no hemisf\u00e9rio ocidental e o primeiro a ser implantado em uma zona tropical. O acordo era simples: a URSS entraria com os equipamentos nucleares e geradores e os cubanos forneceriam mat\u00e9ria-prima e m\u00e3o-de-obra. Entretanto, com o colapso da URSS, a coisa desandou a partir dos anos 90, quando a primeira unidade estava aproximadamente 90% completa (37% do reator em si j\u00e1 instalado). A partir da\u00ed, a R\u00fassia passou a fazer exig\u00eancias financeiras para completar a obra, que estavam al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es de Cuba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, em setembro de 1992, Fidel Castro anunciou a suspens\u00e3o das obras, que jamais foram retomadas. Nos anos seguintes, o governo russo tentou fechar um novo acordo com Havana e alguma empresa especializada ocidental, mas o embargo americano inviabilizou as negocia\u00e7\u00f5es\u00a0\u2014 a usina sempre foi mal-vista pelos EUA, que temiam uma Tchern\u00f3bil Cubana. A \u00faltima tentativa de retomar a obra foi feita por Vladimir Putin durante uma visita a Cuba em 2000, mas Castro recusou definitivamente, alegando que Cuba passaria a investir em energias alternativas.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\">1) Usina Nuclear de Tchern\u00f3bil (Ucr\u00e2nia)<\/h4>\n<figure style=\"width: 3540px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/6\/6a\/Reactors_5_%26_6_Chernobyl_Nuclear_Power_Station.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-5\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/6\/6a\/Reactors_5_%26_6_Chernobyl_Nuclear_Power_Station.jpg\" alt=\"Situado a 1 quil\u00f4metro do resto da central, este local abrigaria os reatores 5 e 6 da Usina Nuclear de Tchern\u00f3bil e foi abandonado em 1989.\" width=\"3540\" height=\"1644\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>Situado<\/strong> a 1 quil\u00f4metro do resto da central, este local abrigaria os reatores 5 e 6 da Usina Nuclear de Tchern\u00f3bil e foi abandonado em 1989.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Pode parecer \u00f3bvio incluir Tchern\u00f3bil no fim desta lista, mas existem bons motivos. Al\u00e9m do mais evidente, o abandono em consequ\u00eancia do acidente nuclear que explodiu o reator 4 em 26 de abril de 1986, existem quatro raz\u00f5es para considerar essa central at\u00f4mica inacabada: 5, 6, 7 e 8. Quando o acidente aconteceu, Tchern\u00f3bil estava em opera\u00e7\u00e3o mas n\u00e3o inteiramente conclu\u00edda. Havia planos para a constru\u00e7\u00e3o de mais quatro reatores num terreno a um quil\u00f4metro da usina principal. O complexo come\u00e7ou a ser constru\u00eddo em 1970 e o primeiro reator foi ativado em 1977; o segundo, em 1978, o terceiro, em 1981 e o quarto, em 1983.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A constru\u00e7\u00e3o dos reatores 5 e 6 estava bastante avan\u00e7ada, sendo que a quinta unidade tinha inaugura\u00e7\u00e3o prevista para 7 de novembro de 1986. Ap\u00f3s o desastre nuclear, as obras de expans\u00e3o de Tchern\u00f3bil foram suspensas e seriam definitivamente abandonadas em abril de 1989, pouco antes do terceiro anivers\u00e1rio da trag\u00e9dia. Embora os reatores 5 e 6 tenham ficado inacabados (os outros dois nem chegaram a sair do papel), os de n\u00famero 1 e 3 ainda continuaram em opera\u00e7\u00e3o por v\u00e1rios anos. O reator 2 foi desativado em 1991, ap\u00f3s um inc\u00eandio numa turbina (sem vazamento de material nuclear).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tchern\u00f3bil s\u00f3 seria desligada definitivamente entre 1995 e 2000, quando foram desativados os reatores que ainda funcionavam. Com exce\u00e7\u00e3o do n\u00famero 4, contido num sarc\u00f3fago e mais recentemente num arco de confinamento, os demais reatores de Tchern\u00f3bil v\u00eam sendo desmantelados como qualquer outro: a desmontagem completa do reator 1 deve terminar entre 2020 e 2022, com os demais nos anos subsequentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">_______________________________<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify\"><strong>Nota de tradu\u00e7\u00e3o<\/strong>: Embora a forma Chernobyl esteja consagrada como transcri\u00e7\u00e3o de \u0427\u043e\u0440\u043d\u043e\u0431\u0438\u043b\u044c na maioria das l\u00ednguas ocidentais, adotamos aqui a vers\u00e3o usada pela tradutora Sonia Branco em <em>Vozes de Tchern\u00f3bil<\/em>, de Svetlana Alexi\u00e9vich (Cia das Letras, 2015). Al\u00e9m de diferente, consideramos Tchern\u00f3bil mais correta\u00a0em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fon\u00e9tica do nome original.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma central at\u00f4mica leva tempo e exige muito dinheiro. Em alguns casos, falta uma coisa ou outra e a obra acaba sendo deixada de lado. Fatores pol\u00edticos, sociais e t\u00e9cnicos tamb\u00e9m podem levar ao abortamento de um projeto de gera\u00e7\u00e3o de energia a base de reatores nucleares. 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