{"id":11061,"date":"2020-05-16T14:42:28","date_gmt":"2020-05-16T17:42:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/?p=11061"},"modified":"2020-05-16T14:42:30","modified_gmt":"2020-05-16T17:42:30","slug":"ordem-dos-falsarios-william-chaloner","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2020\/05\/ordem-dos-falsarios-william-chaloner\/","title":{"rendered":"Ordem dos Fals\u00e1rios: William Chaloner"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.ladepeche.fr\/api\/v1\/images\/view\/5c1a0f8c3e4546530a0441ef\/large\/image.jpg\" alt=\"Faux-monnayeurs \u00e0 l'\u0153uvre. Repro DDM.\" \/><figcaption><em>Falsificadores de Moedas encurralados<\/em>, xilogravura de Richard Brend\u2019Amour (1831-1915). A oficina de William Chaloner deve ter sido semelhante \u00e0 imaginada pelo artista alem\u00e3o no s\u00e9c. XIX.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 id=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading-9cdbc707\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading-9cdbc707\"><br>Respons\u00e1vel pela falsifica\u00e7\u00e3o de moedas, papel-moeda e bilhetes de loteria, Chaloner sempre se safou acusando seus comparsas \u2014 at\u00e9 ser investigado por Isaac Newton.<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">FILHO de um tecel\u00e3o, William Chaloner nasceu em Warwickshire em 1650. Agitado demais para ser controlado pelos seus pobres pais (talvez fosse hiperativo), ele foi mandado como aprendiz numa f\u00e1brica de pregos ainda na inf\u00e2ncia. A f\u00e1brica ficava em Birmingham, cidade not\u00f3ria pela falsifica\u00e7\u00e3o de moedas. Foi nesse ambiente que Chaloner come\u00e7ou uma longa carreira de fals\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambicioso, o jovem saiu do interior para Londres por volta de 1680, mas foi barrado de trabalhar oficialmente na capital pelas guildas locais. Assim, Chaloner passou a fabricar e vender clandestinamente \u201crel\u00f3gios de lat\u00e3o\u201d \u2014 que continham dildos. Na \u00e9poca, h\u00e1 relatos de que brinquedinhos sexuais importados da It\u00e1lia eram vendidos na rua de St. James. Esse neg\u00f3cio possivelmente lucrativo n\u00e3o foi o bastante para Chaloner e ele logo passou a atuar como curandeiro e pseudo-m\u00e9dico (<em>quack doctor<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, ele tentou levar uma vida regrada durante algum tempo. Segundo o <em><a href=\"http:\/\/www.oxforddnb.com\/view\/article\/66841,\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Oxford National Dictionary of Biography<\/a><\/em>, \u201cele deve ter sido o William Chaloner que se casou com Katharine Atkinson em 31 de mar\u00e7o de 1684 [\u2026] e certamente teve v\u00e1rios filhos. Mas esse per\u00edodo relativamente respeit\u00e1vel da vida de Chaloner terminou com uma suspeita de roubo, for\u00e7ando-o a fugir de casa\u201d. Ele passa alguns anos escondido em local desconhecido e ressurge nos registros em 1690, atuando como envernizador. Neste of\u00edcio ele deve ter aprendido a doura\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, o revestimento de metais para parecer ouro ou prata.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, depois de uma longa guerra civil, o sistema monet\u00e1rio brit\u00e2nico virou uma bagun\u00e7a na segunda metade do s\u00e9culo XVII. As falsifica\u00e7\u00f5es eram t\u00e3o comuns que se estima que uns 10% das moedas em circula\u00e7\u00e3o em 1696 eram forjadas. Havia v\u00e1rios problemas por tr\u00e1s disso, mas os principais eram tr\u00eas: a produ\u00e7\u00e3o manual, a redu\u00e7\u00e3o de peso e a desvaloriza\u00e7\u00e3o. Moedas de prata s\u00f3 passaram a ser produzidas mecanicamente pelo Royal Mint (a Casa da Moeda inglesa) em 1662. As moedas fabricadas antes disso eram facilmente falsific\u00e1veis e muitas vezes tinham suas bordas cortadas ou eram afinadas, o que reduzia seu valor, que era proporcional ao peso.<\/p>\n\n\n\n<p>A mecaniza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o garantiu a seguran\u00e7a. A raspagem das moedas foi solucionada com a ado\u00e7\u00e3o de bordas lavradas, mas logo passaram a aparecer itens forjados com base em estampas falsificadas ou moldes feitos a partir das pr\u00f3prias moedas. Havia ainda outro tipo de desvaloriza\u00e7\u00e3o: a prata das moedas valia mais em Paris e Amsterdam do que em Londres. Assim, grandes quantias de moedas eram derretidas e desviadas para o exterior. Diante disso, o Parlamento criou o Banco da Inglaterra (1694), que atuaria como uma esp\u00e9cie de banco central. O Lorde do Tesouro, William Lowndes, solicitou a ajuda de <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Isaac_Newton\" target=\"_blank\">Isaac Newton<\/a> [1642-1727] para combater a falsifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3.amazonaws.com\/headstuffuploads\/2016\/02\/coiner_medallion.jpg\" alt=\"Medallion showing 16th century coinmakers at work - headstuff.org\" width=\"367\" height=\"373\" \/><figcaption>Fabricantes de Moedas, retratados num medalh\u00e3o baseado numa gravura do s\u00e9culo XVI ou XVII. Esse of\u00edcio s\u00f3 passaria a ser mecanizado e centralizado \u00e0s v\u00e9speras do s\u00e9culo XVIII.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Chaloner havia come\u00e7ado a produzir moedas falsas em 1691, fabricando <em><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pistole\">pistoles<\/a><\/em> francesas, que valiam 17 xelins, com uma liga de prata. Mais tarde, ele produziria guin\u00e9us, coroas e meia-coroas, al\u00e9m de notas de dinheiro e bilhetes de loteria. Ele n\u00e3o era o \u00fanico falsificador, claro, mas ganhou renome nesse submundo pela produtividade e a qualidade do servi\u00e7o. E pela indiscri\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m: Chaloner, que sempre foi um pobret\u00e3o, logo comprou uma grande casa de campo em Knightsbridge, uma carruagem e passou a se vestir como um <em>gentleman<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa boa vida, claro, n\u00e3o durou muito. Em meados de 1692 outro fals\u00e1rio, William Blackford, foi condenado por circula\u00e7\u00e3o de moedas falsas. Chaloner foi denunciado por Blackford e se escondeu mais uma vez, at\u00e9 depois do enforcamento do dedo-duro. Algum tempo depois, Chaloner se junta a Thomas Holloway e compra uma casa em Egham, Surrey. Longe de Londres, a casa de campo era o lugar perfeito para abrigar as barulhentas m\u00e1quinas de cunhagem sem chamar a aten\u00e7\u00e3o. Nesta opera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m entrou John Peers, especialista em fus\u00e3o de metais, mas ele acabou detido por outros motivos em 1697. Levado ao tribunal em 18 de Maio, Peers denunciou o esquema de Egham em troca de redu\u00e7\u00e3o de pena \u2014 a dela\u00e7\u00e3o premiada vem de longe.<\/p>\n\n\n\n<p>Newton foi informado sobre Peers por acaso, meses mais tarde, e recrutou-o para uma a\u00e7\u00e3o infiltrada digna de cinema. Peers voltaria a Egham, onde ajudaria Holloway a produzir 18 moedas falsas de xelim. Foi com base nessas moedas que Newton mandaria prender o grupo. N\u00e3o seria a primeira vez que Chaloner enfrentaria a pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo em que falsificava suas moedas, Chaloner passou a acusar funcion\u00e1rios do Royal Mint de corrup\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o \u00e9 de hoje, portanto, que gente corrupta diz ser contra a corrup\u00e7\u00e3o. Isso chamou a aten\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Charles_Mordaunt,_3rd_Earl_of_Peterborough\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Charles Mordaunt, Conde de Peterborough<\/a> [1658-1735] e ex-ministro do Tesouro. Mordaunt viu a\u00ed uma oportunidade de atacar seu advers\u00e1rio pol\u00edtico, <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Charles_Montagu,_1st_Earl_of_Halifax\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Charles Montagu, Conde de Halifax<\/a> [1661-1715]. O Conde de Peterborough fez Chaloner apresentar suas den\u00fancias ao governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um tiro pela culatra, pois a investiga\u00e7\u00e3o aberta pelo Royal Mint revelou os podres do pr\u00f3prio Chaloner. Ele foi preso no come\u00e7o de 1696 e, mesmo da cadeia, escreveu cartas a Montagu revelando uma suposta conspira\u00e7\u00e3o na Casa da Moeda. Jurando &#8220;nunca ter feito um guin\u00e9u na minha vida&#8221;, Chaloner foi solto alguns meses mais tarde, depois de denunciar seus conhecidos no ramo pela produ\u00e7\u00e3o de moedas abaixo do peso oficial. Ele dedurou at\u00e9 um tal de Chandler, que na verdade era um dos seus pseud\u00f4nimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre incapaz de fechar o bico, Chaloner continuou acusando as autoridades monet\u00e1rias de corrup\u00e7\u00e3o e tentou se oferecer ao Parlamento como um especialista contra falsifica\u00e7\u00f5es. Por acaso, numa dessas suas peregrina\u00e7\u00f5es ao Parlamento, Chaloner foi reconhecido por Newton, que ordenou sua pris\u00e3o pelo caso Egham. Preso novamente, o destino do fals\u00e1rio dependia do testemunho de Thomas Holloway. Mesmo preso, ele deu um jeito de resolver isso: atrav\u00e9s de um taverneiro, pagou 20 Libras a Halloway para que o comparsa se escondesse na Esc\u00f3cia. Sem provas, o fals\u00e1rio-chefe acabou solto sete semanas mais tarde.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3.amazonaws.com\/headstuffuploads\/2016\/02\/isaac_newton.jpg\" alt=\"Sir Isaac Newton by Godfrey Kneller - headstuff.org\" width=\"289\" height=\"397\" \/><figcaption>Isaac Newton em retrato de Godfrey Kneller (1689). Alguns anos mais tarde o f\u00edsico, matem\u00e1tico e fundador da Royal Society atuaria como investigador de falsificadores de moedas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Apesar de tudo, Chaloner teve tempo de fazer algumas inova\u00e7\u00f5es no ramo da falsifica\u00e7\u00e3o. Ele foi o primeiro a forjar vers\u00f5es falsas do papel-moeda, introduzido recentemente pelo Banco da Inglaterra como forma de controlar as falsifica\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias. As novas <em>bank notes <\/em>de 100 Libras haviam sido postas em circula\u00e7\u00e3o em Junho de 1695 e eram impressas num papel timbrado oficial. De alguma forma, Chaloner conseguiu acesso a um consider\u00e1vel suprimento de uma imita\u00e7\u00e3o em branco do papel timbrado  \u2014e passou a imprimir suas pr\u00f3prias notas de 100 Libras. Ele tamb\u00e9m passou a falsificar cheques, alterando seus valores com um removedor de tintas que ele mesmo inventou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses dois casos, Chaloner se safou. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s notas falsas, ele fez uma esp\u00e9cie de auto-vazamento, apresentando \u00e0s autoridades pe\u00e7as de papel-moeda ainda virgem e denunciando seu impressor e outros conspiradores. Isso lhe deu alguma credibilidade: ele recebeu n\u00e3o s\u00f3 agradecimentos formais do Banco da Inglaterra como ganhou uma recompensa de 200 Libras. Evidentemente, ele denunciou todo mundo menos a si, o que permitiu manter todo o lucro da opera\u00e7\u00e3o. Quanto aos cheques, ele passou a t\u00e9cnica de falsifica\u00e7\u00e3o para um tal de Aubrey Price \u2014 e pouco depois denunciou Price, que acabou condenado \u00e0 morte pela \u201ccontrafac\u00e7\u00e3o de um cheque\u201d. O disc\u00edpulo de Chaloner acabaria enforcado em 22 de Junho de 1698.<\/p>\n\n\n\n<p>A essa altura, era de se esperar que Chaloner sossegasse para salvar a pr\u00f3pria pele, mas ele continuou a se arriscar. Seu novo golpe era literalmente uma aposta: gravar bilhetes de loteria falsos. N\u00e3o parecia algo muito arricado, pois tecnicamente nem era um crime. Assim, Chaloner passou a estampar bilhetes <em>fakes<\/em> com um placas de cobre. Mais uma vez, Chaloner seria tra\u00eddo por um dos seus colaboradores: David Davis, outro falsificador de moedas. Preso no final de Outubro de 1698, Chaloner tentou acusar outro colega malfeitor, Thomas Carter, pela impress\u00e3o dos bilhetes clandestinos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s3.amazonaws.com\/headstuffuploads\/2016\/02\/thequack_steen.jpg\" alt=\"The Quack by Jan Steen - headstuff.org\" width=\"369\" height=\"449\" \/><figcaption><em>The Quack<\/em>, pintura de Jan Steen (s\u00e9culo XVII). William Chaloner come\u00e7ou sua carreira criminosa de modo semelhante a este charlat\u00e3o.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Era tarde demais para Chaloner. Sua nova pris\u00e3o foi perfeita para Newton, que vinha montando uma investiga\u00e7\u00e3o rigorosa contra ele desde o caso de 1697. Agindo como detetive, o f\u00edsico montou uma rede de espi\u00f5es e informantes, conseguindo testemunhos de muita gente que conheceu Chaloner ao longo de sua carreira. O julgamento de Chaloner foi realizado em 3 de Mar\u00e7o de 1699 e foi presidido por <em>Sir<\/em> Salatiel Lovell, juiz que tinha fama de ser um carrasco. O fals\u00e1rio enfrentava duas acusa\u00e7\u00f5es por trai\u00e7\u00e3o: uma pela cunhagem das <em>pistoles<\/em> francesas em 1692 e outra pelas coroas e meia-coroas descobertas em 1698.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado da acusa\u00e7\u00e3o, Newton apresentou oito testemunhas. Entre elas estavam algumas mulheres que passaram pela vida de Chaloner. Catherine Coffey, esposa do ourives Patrick Coffey, declarou ter visto o acusado com as moedas francesas falsificadas. Elizabeth, esposa de Thomas Halloway, deu evid\u00eancias de como Chaloner havia corrompido o marido para que ele fugisse para a Esc\u00f3cia e n\u00e3o prestasse depoimento no julgamento de 1697. Catherine Carter, apontado mais de uma vez como culpado por Chaloner, testemunhou sobre as habilidades de falsificador do r\u00e9u e sua participa\u00e7\u00e3o no esquema da loteria.<\/p>\n\n\n\n<p>Chaloner, por sua vez, teve que montar sua pr\u00f3pria defesa, sem nenhum conhecimento das investiga\u00e7\u00f5es de Newton ou das evid\u00eancias e testemunhas arroladas no caso \u2014 ele sequer teve \u201cpresun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia\u201d. N\u00e3o surpreende que ele tenha fingido enlouquecer durante o processo, insultando todo mundo no tribunal. O fals\u00e1rio n\u00e3o conseguiu falsificar a loucura e n\u00e3o convenceu ningu\u00e9m quando fez novas den\u00fancias. O j\u00fari levou poucos minutos para dar o veredito: Chaloner estava condenado \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas duas semanas entre a condena\u00e7\u00e3o e a execu\u00e7\u00e3o, Chaloner escreveu diversas cartas err\u00e1ticas tanto a Newton quanto a um corregedor de justi\u00e7a. Nas missivas, ele era ora agressivo e acusat\u00f3rio, ora suplicante, apelando \u00e0 consci\u00eancia de seus correspondentes. Tais cartas seriam de fato suas \u00faltimas cartadas: o fals\u00e1rio n\u00e3o recebeu qualquer resposta e foi enforcado no dia 22 de Mar\u00e7o de 1699. Sua morte n\u00e3o foi imediata e h\u00e1 relatos de que ele passou alguns minutos na chamada \u201cdan\u00e7a do enforcado\u201d, debatendo-se de forma miser\u00e1vel at\u00e9 a morte. Al\u00e9m dos processos e cita\u00e7\u00f5es dele em documentos oficiais, William Chaloner teve sua vida registrada num op\u00fasculo chamado <em>Guzman Redivivus<\/em>, publicado por um autor an\u00f4nimo pouco depois de sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h5 id=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading-3a09163a\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading wp-block-themeisle-blocks-advanced-heading-3a09163a\">Este perfil de William Chaloner \u00e9 o primeiro de <em>Ordem dos Fals\u00e1rios<\/em>, uma s\u00e9rie que ser\u00e1 dedicada \u00e0 vida e \u00e0s obras de falsificadores de v\u00e1rias \u00e9pocas e lugares.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FILHO de um tecel\u00e3o, William Chaloner nasceu em Warwickshire em 1650. Agitado demais para ser controlado pelos seus pobres pais (talvez fosse hiperativo), ele foi mandado como aprendiz numa f\u00e1brica de pregos ainda na inf\u00e2ncia. 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