{"id":6797,"date":"2014-10-09T00:00:53","date_gmt":"2014-10-09T03:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=6797"},"modified":"2014-10-09T00:00:53","modified_gmt":"2014-10-09T03:00:53","slug":"andrew-crosse-e-seus-insetos-eltricos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2014\/10\/andrew-crosse-e-seus-insetos-eltricos-2\/","title":{"rendered":"Andrew Crosse e seus insetos el\u00e9tricos II"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_6861\" aria-describedby=\"caption-attachment-6861\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2014\/09\/Andrew-Crosse.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6861 size-full\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2014\/09\/Andrew-Crosse.jpg\" alt=\"Andrew Crosse\" width=\"460\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2014\/09\/Andrew-Crosse.jpg 460w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2014\/09\/Andrew-Crosse-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6861\" class=\"wp-caption-text\">Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental.<\/figcaption><\/figure>\n<p align=\"justify\">Tudo come\u00e7ou em 1836, quando <a title=\"Andrew Crosse e seus insetos el\u00e9tricos\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/2014\/10\/andrew-crosse-e-seus-insetos-eltricos\/\">Andrew Crosse<\/a> foi persuadido por um amigo a participar de um encontro da British Association for the Advancement of Science [Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica para o Progresso da Ci\u00eancia], em Bristol. Informalmente, Crosse descreveu algumas de suas descobertas durante um jantar em Bristol, onde foi estimulado a fazer apresenta\u00e7\u00f5es mais formais (e pr\u00e1ticas) de suas eletrocristaliza\u00e7\u00f5es para as se\u00e7\u00f5es de qu\u00edmica e de geologia da Associa\u00e7\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\">Consequentemente, Andrew Crosse resolveu retomar as velhas experi\u00eancias com eletrocristaliza\u00e7\u00e3o. Meses depois das palestras em Bristol, Crosse estava conduzindo mais uma eletrocristaliza\u00e7\u00e3o. Segundo relato publicado pelo autor nos <i>Annals of Electricity, Magnetism, &amp; Chemistry <\/i>(1838):<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Georgia\">No 14\u00ba. dia a partir do in\u00edcio do experimento eu observei, atrav\u00e9s de uma lente, umas poucas e pequenas excresc\u00eancias ou pontas projetando-se a partir do meio da pedra eletrificada e quase sob o fluxo do fluido acima. No 18\u00ba. dia, essas proje\u00e7\u00f5es cresceram e 7 ou 8 filamentos, cada um mais comprido do que a excresc\u00eancia a partir do qual crescia, apareceram em cada uma das pontas. No 22\u00ba. dia, essas apari\u00e7\u00f5es eram mais elevadas e distintas e no 26\u00ba dia cada figura assumiu a forma de um perfeito inseto, ereto sobre uns poucos pelos que se formaram e sua extremidade. At\u00e9 esse per\u00edodo eu n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o alguma de que essas apari\u00e7\u00f5es fosse outra coisa al\u00e9m de uma incipiente forma\u00e7\u00e3o mineral; n\u00e3o foi antes do 28\u00ba, quando percebi claramente essas pequenas criaturas mexendo suas pernas, que senti uma surpresa e devo afirmar que quando isso se deu n\u00e3o fiquei nem um pouco at\u00f4nito.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Poucos dias depois, outras criaturas apareceram e come\u00e7aram a se mover. Em quest\u00e3o de semanas j\u00e1 eram centenas de insetos, que se escondiam sempre que poss\u00edvel. Crosse identificou os bichinhos como exemplares do g\u00eanero <em>acarus<\/em>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Crosse sabia que n\u00e3o havia criado vida, mas ficou muito intrigado. De maneira descuidada, relatou o caso com alguns amigos antes de comunicar o resultado \u00e0 London Electrical Society. N\u00e3o tardou que o \u201cextraordin\u00e1rio experimento\u201d fosse relatado por um jornal local, que deu o nome de <em>Acarus crossii<\/em> aos \u00e1caros sem nem sequer observ\u00e1-los. Logo, o artigo do jornal de prov\u00edncia foi replicado por diversos jornais da Gr\u00e3-Bretanha e da Europa. Evidentemente, os jornalistas n\u00e3o entendiam muito bem do assunto e nem procuraram falar com Crosse. Assim, alguns leitores ficaram com a impress\u00e3o de que o nobre cientista havia ~criado~ aqueles \u00e1caros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6864\" aria-describedby=\"caption-attachment-6864\" style=\"width: 454px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2014\/09\/Crosse.gif\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-6864 size-full\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2014\/09\/Crosse.gif\" alt=\"Crosse\" width=\"454\" height=\"517\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6864\" class=\"wp-caption-text\">Acarus crossii: resultado de uma amostra literalmente bugada.<\/figcaption><\/figure>\n<p align=\"justify\">Cartas cheias de acusa\u00e7\u00f5es de blasf\u00eamia e at\u00e9 amea\u00e7as de morte passaram a chegar a Fyne Court. Assustados, os fazendeiros da regi\u00e3o pegaram Crosse pra Cristo ap\u00f3s um surto de ferrugem do trigo e fizeram um exorcismo nas vizinhan\u00e7as da fazenda do nobre cientista. H\u00e1 quem diga at\u00e9 que Crosse teve que fugir de sua propriedade por algum tempo para n\u00e3o ser morto.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na comunidade cient\u00edfica, o que se ca\u00e7ava era uma replica\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia e seus resultados. Em meio ao caos midi\u00e1tico, ningu\u00e9m conseguiu publicar qualquer conclus\u00e3o. Crosse nunca afirmou ter criado os insetos. Ele sup\u00f4s que havia ovos dos acarinos em suas amostras de minerais e que eles eclodiram durante o experimento \u2013 e considerou essa conclus\u00e3o t\u00e3o \u00f3bvia que n\u00e3o se deu ao trabalho de enfatiz\u00e1-la.<\/p>\n<p align=\"justify\">Algum tempo depois, <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Henry_Minchin_Noad\">Henry Minchin Noad [1815-1877]<\/a> e <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Henry_Minchin_Noad\">Alfred Smee [1818-1877]<\/a> n\u00e3o conseguiram replicar os mesmos resultados. <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Michael_Faraday\">Michael Faraday [1791-1867]<\/a> parece ter se interessado muito pela controv\u00e9rsia, mas n\u00e3o se sabe se chegou a replicar os experimentos. Considerando que Crosse retomou os experimentos de eletrocristaliza\u00e7\u00e3o depois de d\u00e9cadas, n\u00e3o \u00e9 surpresa que suas amostras ou equipamentos tenham sido contaminados por \u00e1caros de queijo ou de poeira comum.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6863\" aria-describedby=\"caption-attachment-6863\" style=\"width: 469px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2014\/09\/crosse1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-6863 size-full\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2014\/09\/crosse1.jpg\" alt=\"crosse1\" width=\"469\" height=\"239\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2014\/09\/crosse1.jpg 469w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2014\/09\/crosse1-300x153.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6863\" class=\"wp-caption-text\">Instrumentos da experi\u00eancia que revelou o surgimento de \u00e1caros. [Annals of Electricity, Magnetism, &amp; Chemistry (1838)]<\/figcaption><\/figure>\n<p align=\"justify\">A confus\u00e3o foi tamanha que muita gente acha que essa foi essa a experi\u00eancia que inspirou Mary Shelley a escrever <em>Frankenstein<\/em>. Entretanto, os \u00e1caros el\u00e9tricos de Crosse surgiram cerca de 20 anos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do primeiro romance de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. O mais correto, portanto, \u00e9 afirmar que a pr\u00f3pria rea\u00e7\u00e3o da m\u00eddia e do p\u00fablico foi estimulada pela imagem j\u00e1 estabelecida do Dr. Frankenstein.<\/p>\n<p align=\"justify\">Andrew Crosse parece ter sido traumatizado pelo equ\u00edvoco na forma como reagiu ao incidente e passou os \u00faltimos anos de sua vida relativamente recluso. Demonstrou algum interesse pelas aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da eletricidade e do magnetismo \u2014 chegou a propor o desenvolvimento de tel\u00e9grafos e alto-falantes \u2014 mas n\u00e3o realizou mais nenhuma pesquisa. Sua esposa adoeceu e faleceu ap\u00f3s longa convalescen\u00e7a em 1846. Em 1850, aos 66 anos, Crosse se casou de novo. Sua segunda esposa tinha 23 anos e se chamava Cornelia Augusta Hewett Berkely. Os dois tiveram tr\u00eas filhos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na manh\u00e3 de 26 de maio de 1855, Crosse sofreu um derrame enquanto se trocava. Ele faleceu poucas semanas mais tarde, em 6 de julho de 1855, no mesmo quarto em que nasceu. Um livro com suas mem\u00f3rias foi publicado postumamente por sua segunda esposa.<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;padding-left: 30px\">CROSSE, Andrew. &#8220;Description of some Experiments made with the Voltaic Battery; by Andrew Crosse, esq., of Broomfield, near Taunton, for the purpose of producing Crystals; in the process of which Experiments certain Insects constantly appeared.&#8221; <i>Annals of Electricity, Magnetism, &amp; Chemistry<\/i>, vol. 2: 246-257 (January-June 1838). [Dispon\u00edvel <a href=\"http:\/\/www.rexresearch.com\/crosse\/crosse.htm\">aqui<\/a>.]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;padding-left: 30px\"><span class=\"reference-text\"><span class=\"citation book\">CROSSE, Cornelia A. H. <i>Memorials scientific and literary of Andrew Cross, the electrician<\/i>. London: Longman, Brown, Green, Longmans and Robert, 1857. [Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/memorialsscient01crosgoog\">Archive.org<\/a>]<br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7ou em 1836, quando Andrew Crosse foi persuadido por um amigo a participar de um encontro da British Association for the Advancement of Science [Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica para o Progresso da Ci\u00eancia], em Bristol. 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