{"id":9084,"date":"2017-02-23T21:04:21","date_gmt":"2017-02-24T00:04:21","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=9084"},"modified":"2017-02-23T21:04:21","modified_gmt":"2017-02-24T00:04:21","slug":"o-curioso-caso-das-baratas-magnticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/","title":{"rendered":"O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2017\/02\/baratas-magnticas.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"padding-top: 0px;padding-left: 0px;padding-right: 0px;border: 0px\" title=\"\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2017\/02\/baratas-magnticas_thumb.png\" alt=\"baratas magn\u00e9ticas\" width=\"1024\" height=\"573\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<h4 align=\"justify\">A descoberta de que baratas vivas e mortas t\u00eam propriedades magn\u00e9ticas bem distintas pode ajudar bioengenheiros a projetar novos sensores magn\u00e9ticos.<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 align=\"center\">[Tradu\u00e7\u00e3o de <span style=\"text-decoration: underline\">\u201c<a href=\"https:\/\/www.technologyreview.com\/s\/603616\/the-curious-case-of-cockroach-magnetization\/?set=603621\">The Curious Case of Cockroach Magnetization<\/a>\u201d<\/span>, publicado na <em>MIT Technology Review<\/em>]<\/h6>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">Os p\u00e1ssaros s\u00e3o o exemplo mais conhecido de criaturas capazes de sentir campos magn\u00e9ticos e us\u00e1-los para navega\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o. Menos conhecidas s\u00e3o as habilidades magneto-sensitivas das baratas americanas, que tornam-se rapidamente magnetizadas quando colocadas num campo magn\u00e9tico.<\/p>\n<p align=\"justify\">H\u00e1 muita especula\u00e7\u00e3o sobre como essas criaturas usam essa habilidade. Mas h\u00e1 um consenso geral de que compreender melhor o sentido biomag\u00e9tico pode ajudar os engenheiros a projetar sensores melhores para outras aplica\u00e7\u00f5es, como a navega\u00e7\u00e3o de microrrob\u00f4s.<\/p>\n<p align=\"justify\">Antes que isso possa acontecer, por\u00e9m, os engenheiros precisam entender melhor como as baratas sentem campos magn\u00e9ticos e como elas se tornam magnetizadas. \u00c9 aqui que entra Ling-Jun Kong, da Universidade Tecnol\u00f3gica Nanyang, em Singapura. Com seus colegas, Kong descreveu de que maneira as baratas-americanas (<i>Periplaneta americana) <\/i> ficam magnetizadas. Durante o processo, eles fizeram uma descoberta not\u00e1vel \u2014 que as propriedades magn\u00e9ticas de baratas vivas s\u00e3o bem diferentes das de baratas mortas. Os cientistas acham que j\u00e1 sabem o porqu\u00ea disso.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os experimentos foram simples. Kong <em>et. al.<\/em> colocaram uma s\u00e9rie de baratas vivas e mortas num campo magn\u00e9tico de 1,5 kiloGauss, uma intensidade cerca de 100 vezes maior do que a de um \u00edm\u00e3 de geladeira. A equipe deixou os insetos no campo por 20 minutos e depois mediu o quanto as baratas haviam sido magnetizadas e quanto tempo levou para esse efeito de magnetiza\u00e7\u00e3o passar.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os resultados formam um quadro interessante. Os pesquisadores puderam medir facilmente o campo magn\u00e9tico associado a todas as baratas, vivas e mortas, assim que elas sa\u00edram do campo externo. O campo associado \u00e0s baratas vivas decaiu em cerca de 50 minutos. Para as baratas mortas, por outro lado, o campo levou quase 50 horas para decair.<\/p>\n<p align=\"justify\">Isso levou a uma quest\u00e3o \u00f3bvia: qual o motivo da diferen\u00e7a? Kong e seus colaboradores criaram um modelo matem\u00e1tico de magnetiza\u00e7\u00e3o para chegar \u00e0 resposta. Eles partem da suposi\u00e7\u00e3o de que a magnetiza\u00e7\u00e3o resulta do alinhamento entre as part\u00edculas magn\u00e9ticas do interior das baratas com o campo magn\u00e9tico externo. Quando s\u00e3o removidas do campo externo, a magnetiza\u00e7\u00e3o delas cai por causa do movimento browniano, que desalinha as part\u00edculas magn\u00e9ticas de maneira aleat\u00f3ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Eles tamb\u00e9m investigaram como o tempo para isso varia de acordo com a viscosidade do meio em que est\u00e3o as part\u00edculas. Os resultados demonstram que o tempo de decaimento aumenta junto com o aumento da viscosidade do meio, que se torna mais v\u00edtreo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Isso sugere uma resposta ao mist\u00e9rio. Baratas ficam magnetizadas porque cont\u00eam part\u00edculas magnetiz\u00e1veis que se alinham com um campo magn\u00e9tico externo. Essas part\u00edculas est\u00e3o contidas num meio fluido que tem baixa viscosidade nas baratas vivas. Mas assim que a criatura morre, o meio come\u00e7a a endurecer e sua viscosidade aumenta, o que faz com que o decaimento seja mais demorado.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 um trabalho interessante que ajuda a responder algumas importantes quest\u00f5es sobre o mecanismo de intera\u00e7\u00e3o das baratas com campos magn\u00e9ticos externos. Mas ainda restam outros mist\u00e9rios. Primeiro, tem a quest\u00e3o da natureza das part\u00edculas magn\u00e9ticas. Quais s\u00e3o elas? Bi\u00f3logos tem encontrado pequenas part\u00edculas do mineral magn\u00e9tico greigita (um tipo de sulfito de ferro) em formigas, abelhas e cupins.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, \u00e9 poss\u00edvel que baratas tamb\u00e9m tenham suas part\u00edculas de greigita. Os resultados de Kong <em>et. al.<\/em> s\u00e3o, de fato, compat\u00edveis com a presen\u00e7a de part\u00edculas de greigita com um raio de cerca de 50 nan\u00f4metros. Mas os resultados tamb\u00e9m excluem a presen\u00e7a de mineirais magn\u00e9ticos relacionados, como a magnetita.<\/p>\n<p align=\"justify\">E quanto \u00e0 origem dessas part\u00edculas? Seriam contaminantes ingeridos pelas baratas a partir de seus ambientes ou compostos biog\u00eanicos, formados por processos biol\u00f3gicos no interior das pr\u00f3prias baratas? Kong e seus colegas n\u00e3o puderam responder isso.<\/p>\n<p align=\"justify\">Entretanto, eles esclareceram um pouco como as baratas podem utilizar esse tipo de magnetiza\u00e7\u00e3o. Segundo os cientistas, o tempo de decaimento de 50 minutos observado nas baratas vivas \u00e9 curto demais para ter qualquer utilidade biol\u00f3gica. \u201cNossos dados e nosso modelo mostram que essas part\u00edculas magn\u00e9ticas n\u00e3o podem ser respons\u00e1veis pelo sensa\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica\u201d, afirmam os pesquisadores em <em>paper<\/em> publicado na plataforma <em>arXiv.org<\/em>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Portanto, se as baratas exploram seu sentido magn\u00e9tico, elas devem usar algum outro mecanismo. O principal candidato \u00e9 um sistema no qual um campo magn\u00e9tico influencia os resultados de uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Muitos biof\u00edsicos consideram que esse deve ser o \u00fanico mecanismo que pode influenciar organismos vivos numa escala temporal biologicamente \u00fatil. Talvez esse tamb\u00e9m seja o caso das baratas. \u201cNosso experimento d\u00e1 apoio a outras formas de magneto-recep\u00e7\u00e3o, como o mecanismo [bioqu\u00edmico] de radical-par\u201d, dizem Kong e seus colegas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esse interessante trabalho poder\u00e1 ser o primeiro passo para um melhor entendimento da biossensa\u00e7\u00e3o de campos magn\u00e9ticos e na aplica\u00e7\u00e3o dessa capacidade em futuras gera\u00e7\u00f5es de sensores.<\/p>\n<h4 align=\"justify\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/h4>\n<p style=\"padding-left: 30px\" align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2012\/07\/rb2_large_gray25.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3123\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2012\/07\/rb2_large_gray25.png\" alt=\"rb2_large_gray25\" width=\"70\" height=\"85\" \/><\/a>Ling-Jun Kong <em>et. al.<\/em> <strong>In-vivo biomagnetic characterisation of the American cockroach<\/strong> [<em><strong>Caracteriza\u00e7\u00e3o biomagn\u00e9tica in-vivo da barata-americana<\/strong><\/em>]. <a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1702.00538\">arXiv:1702.00538<\/a> [physics.bio-ph], publicado em 02\/02\/2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A descoberta de que baratas vivas e mortas t\u00eam propriedades magn\u00e9ticas bem distintas pode ajudar bioengenheiros a projetar novos sensores magn\u00e9ticos. &nbsp; [Tradu\u00e7\u00e3o de \u201cThe Curious Case of Cockroach Magnetization\u201d, publicado na MIT Technology Review] Os p\u00e1ssaros s\u00e3o o exemplo mais conhecido de criaturas capazes de sentir campos magn\u00e9ticos e us\u00e1-los para navega\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":486,"featured_media":9089,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"material-hide-sections":[],"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[17,341,34,53,86,316],"tags":[615,706,773,2162],"class_list":["post-9084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-animais","category-biofisica","category-biologia","category-ciencia","category-divulgacao-cientifica","category-traducao","tag-arxiv","tag-barata","tag-biomagnetismo","tag-magnetismo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas - hypercubic<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Renato Pincelli\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"5 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Renato Pincelli\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/c7be1e2811d061a75d3b4f4960eb53bd\"},\"headline\":\"O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas\",\"datePublished\":\"2017-02-24T00:04:21+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/\"},\"wordCount\":922,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/wp-content\\\/uploads\\\/sites\\\/249\\\/2017\\\/02\\\/baratas-magnticas_thumb-1.png\",\"keywords\":[\"arXiv\",\"barata\",\"biomagnetismo\",\"magnetismo\"],\"articleSection\":[\"animais\",\"biof\u00edsica\",\"biologia\",\"ci\u00eancia\",\"divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\",\"tradu\u00e7\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/\",\"name\":\"O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas - hypercubic\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/wp-content\\\/uploads\\\/sites\\\/249\\\/2017\\\/02\\\/baratas-magnticas_thumb-1.png\",\"datePublished\":\"2017-02-24T00:04:21+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/wp-content\\\/uploads\\\/sites\\\/249\\\/2017\\\/02\\\/baratas-magnticas_thumb-1.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/wp-content\\\/uploads\\\/sites\\\/249\\\/2017\\\/02\\\/baratas-magnticas_thumb-1.png\",\"width\":1024,\"height\":573},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/2017\\\/02\\\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/\",\"name\":\"hypercubic\",\"description\":\"um hyperespa\u00e7o de ideias\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#organization\",\"name\":\"hypercubic\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/wp-content\\\/uploads\\\/sites\\\/249\\\/2022\\\/11\\\/cropped-Capa-do-Facebook-851x315-px.-1.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/wp-content\\\/uploads\\\/sites\\\/249\\\/2022\\\/11\\\/cropped-Capa-do-Facebook-851x315-px.-1.png\",\"width\":197,\"height\":211,\"caption\":\"hypercubic\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/hypercubicBR\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/hypercubic.blog\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/c7be1e2811d061a75d3b4f4960eb53bd\",\"name\":\"Renato Pincelli\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/ea6f8dd90510e820f465bc6a0210a398696be86dc9446fbf6420603bafe2a9fb?s=96&d=retro&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/ea6f8dd90510e820f465bc6a0210a398696be86dc9446fbf6420603bafe2a9fb?s=96&d=retro&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/ea6f8dd90510e820f465bc6a0210a398696be86dc9446fbf6420603bafe2a9fb?s=96&d=retro&r=g\",\"caption\":\"Renato Pincelli\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.blogs.unicamp.br\\\/hypercubic\\\/author\\\/hypercubic\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas - hypercubic","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/","twitter_misc":{"Escrito por":"Renato Pincelli","Est. tempo de leitura":"5 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/"},"author":{"name":"Renato Pincelli","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#\/schema\/person\/c7be1e2811d061a75d3b4f4960eb53bd"},"headline":"O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas","datePublished":"2017-02-24T00:04:21+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/"},"wordCount":922,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2017\/02\/baratas-magnticas_thumb-1.png","keywords":["arXiv","barata","biomagnetismo","magnetismo"],"articleSection":["animais","biof\u00edsica","biologia","ci\u00eancia","divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica","tradu\u00e7\u00e3o"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/","url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/","name":"O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas - hypercubic","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2017\/02\/baratas-magnticas_thumb-1.png","datePublished":"2017-02-24T00:04:21+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2017\/02\/baratas-magnticas_thumb-1.png","contentUrl":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2017\/02\/baratas-magnticas_thumb-1.png","width":1024,"height":573},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/02\/o-curioso-caso-das-baratas-magnticas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O curioso caso das baratas magn\u00e9ticas"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#website","url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/","name":"hypercubic","description":"um hyperespa\u00e7o de ideias","publisher":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#organization","name":"hypercubic","url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2022\/11\/cropped-Capa-do-Facebook-851x315-px.-1.png","contentUrl":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-content\/uploads\/sites\/249\/2022\/11\/cropped-Capa-do-Facebook-851x315-px.-1.png","width":197,"height":211,"caption":"hypercubic"},"image":{"@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/hypercubicBR\/","https:\/\/www.instagram.com\/hypercubic.blog\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/#\/schema\/person\/c7be1e2811d061a75d3b4f4960eb53bd","name":"Renato Pincelli","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/ea6f8dd90510e820f465bc6a0210a398696be86dc9446fbf6420603bafe2a9fb?s=96&d=retro&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/ea6f8dd90510e820f465bc6a0210a398696be86dc9446fbf6420603bafe2a9fb?s=96&d=retro&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/ea6f8dd90510e820f465bc6a0210a398696be86dc9446fbf6420603bafe2a9fb?s=96&d=retro&r=g","caption":"Renato Pincelli"},"url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/author\/hypercubic\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/users\/486"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9084"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9084\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9089"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}