{"id":9281,"date":"2017-05-31T19:00:00","date_gmt":"2017-05-31T22:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=9281"},"modified":"2017-05-31T19:00:00","modified_gmt":"2017-05-31T22:00:00","slug":"o-que-andei-vendo-no-netflix-em-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/05\/o-que-andei-vendo-no-netflix-em-maio\/","title":{"rendered":"O que andei vendo no Netflix em maio"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">No m\u00eas do Dia da Toalha estive azarado feito um Arthur Dent. Ainda que a Terra n\u00e3o tenha sido destru\u00edda (por enquanto), meu carro me deixou na m\u00e3o durante uma viagem e, como n\u00e3o tenho dinheiro para consert\u00e1-lo, me vi andando tanto que ganhei uma les\u00e3o no calcanhar direito. Tamb\u00e9m tive problemas com um grupo de trabalho na faculdade. Apesar de tudo, pude ver boas produ\u00e7\u00f5es sobre o impacto de um massacre escolar numa comunidade americana, as lutas contra os pre\u00e7os abusivos de medicamentos contra a AIDS, os esfor\u00e7os para recuperar os veteranos traumatizados pela II Guerra, e observei as experi\u00eancias de ficar cego, resgatar refugiados da Alemanha Nazista, ter filhos e conhecer o Jap\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/a.scpr.org\/i\/dfe56a3728e477083c603c938471abe7\/117769-full.jpg\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80097466\">Newtown<\/a><\/em> (83min., 2016) \u2014<\/strong> Um desfile de 4 de julho numa cidadezinha de um pequeno estado norte-americano parece algo banal demais para abrir um document\u00e1rio. S\u00f3 que aquela cidadezinha chama-se Newtown e ali, em 14 de dezembro de 2012, a vida de dezenas de fam\u00edlias de alunos e funcion\u00e1rios da Escola Elementar Sandy Hook mudou para sempre. Para os notici\u00e1rios foi apenas mais um dos tiroteios t\u00edpicos da cultura americana, que endeusa o acesso irrestrito a qualquer tipo de arma. Os pol\u00edticos fazem discurso num dia e esquecem o caso no outro. A escola \u00e9 demolida mas n\u00e3o h\u00e1 como derrubar o luto de uma cidade inteira. No entanto, esse document\u00e1rio dirigido por Kim A. Snyder \u00e9 diferente e tem por principal objetivo o registro de mem\u00f3rias daquelas vidas t\u00e3o curtas, executadas de maneira t\u00e3o cruel quanto ca\u00f3tica. Nele tr\u00eas das 20 crian\u00e7as assassinadas a tiros de AR-15 ganham nome \u2014 Dan, Ben, Dylan \u2014 e s\u00e3o apresentadas e lembradas por seus pais, irm\u00e3os e vizinhos. Tamb\u00e9m conhecemos a hist\u00f3ria de uma funcion\u00e1ria morta ao tentar se lan\u00e7ar contra o atirador e sabemos como ele \u00e9 visto por uma vizinha dele. Ouvimos relatos de policiais e de m\u00e9dicos que responderam \u00e0 ocorr\u00eancia mais violenta j\u00e1 vista em Newtown e de um padre assombrado por ter que lidar com 26 serm\u00f5es f\u00fanebres e uma comunidade inteira chocada e desorientada. Os pais de alunos sobreviventes tamb\u00e9m s\u00e3o afetados e o relacionamento deles com os que perderam seus filhos \u00e9 um assunto delicadamente dif\u00edcil. \u00c9 isso: <em>Newtown<\/em> \u00e9 um document\u00e1rio delicadamente dif\u00edcil, por\u00e9m necess\u00e1rio.<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/mywcsa.com\/wdw\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/outreach-fireintheblood.jpg\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/70268209\">Fire in the Blood<\/a><\/em> (<em>Fogo nas Veias<\/em>, 83 min., 2012) \u2014<\/strong> Se 40 milh\u00f5es de americanos sucumbissem a uma doen\u00e7a devastadora, por\u00e9m cur\u00e1vel, qual seria o pre\u00e7o do medicamento aceit\u00e1vel para trat\u00e1-los e evitar milh\u00f5es de mortes? 15 mil ou 300 d\u00f3lares por ano? N\u00e3o demorar\u00edamos a descobrir isso, mas no caso de milh\u00f5es de africanos e indianos infectados pelo HIV, foram necess\u00e1rios v\u00e1rios anos para que o pre\u00e7o dos medicamentos antirretrovirais (ARVs) alca\u00e7assem um patamar acess\u00edvel. Neste document\u00e1rio, o diretor Dylan Mohan Gray exp\u00f5e os motivos por tr\u00e1s dos pre\u00e7os astron\u00f4micos do coquetel anti-AIDS: um sistema de patentes desvirtuado, uma ind\u00fastria que investe mais em publicidade e pagamento de acionistas do que em pesquisa, a exist\u00eancia de monop\u00f3lios de medicamentos em pa\u00edses subdesenvovidos, as press\u00f5es impostas por acordos comerciais e pol\u00edticos injustos (quando n\u00e3o amea\u00e7adores) e sobretudo o racismo. At\u00e9 para os ativistas anti-AIDS dos EUA e da Europa, o tratamento de portadores em na\u00e7\u00f5es africanas seria indesej\u00e1vel porque eles, sendo analfabetos, n\u00e3o saberiam seguir as orienta\u00e7\u00f5es ou a massifica\u00e7\u00e3o do tratamento levaria inevitavelmente a um foco de resist\u00eancia do HIV que se voltaria para todo o mundo. Nem todo mundo, por\u00e9m, aceitou esse estado de coisas, que causou cerca de 10 milh\u00f5es de mortes por soropositivos entre 1996 e 2003. Durante esse per\u00edodo, pessoas como Bill Haddad, ex-assessor de Kennedy que se tornou especialista em gen\u00e9ricos, James Love, ativista de propriedade intelectual americano, Yusuf Hamied, qu\u00edmico indiano pioneiro na produ\u00e7\u00e3o de ARV gen\u00e9rico, al\u00e9m de m\u00e9dicos, ativistas e soropositivos africanos lutaram contra a ind\u00fastria farmac\u00eautica e seus governos para tornar os ARVs mais acess\u00edveis. Participa\u00e7\u00f5es especiais de Bill Clinton, do arcebispo em\u00e9rito Desmond Tutu, de Joseph Stieglitz, ex-membro do Banco Mundial e de um ex-executivo da Pfizer.<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/d3uc4wuqnt61m1.cloudfront.net\/images\/images\/000\/041\/141\/41141.large.jpg?1444265127\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80119187\">Let there be light<\/a><\/em> (57 min., 1946) \u2014<\/strong> Quando a guerra acaba, a ang\u00fastia come\u00e7a. Depois de anos nos campos de batalha, sendo sujeitos a acontecimentos insuport\u00e1veis e fora de seu controle \u2014 bombardeios, mortes de colegas, soterramentos, ferimentos graves como um cora\u00e7\u00e3o partido \u2014 os veteranos retornam \u00e0 p\u00e1tria. Alguns t\u00eam cicatrizes vis\u00edveis mas outros, aparentemente ilesos, continuam feridos por coisas do cotidiano (como ru\u00eddos s\u00fabitos e avi\u00f5es) ou da vida interna como (pesadelos, transtorno de fala e dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o). Produzido pelo diretor John Huston logo ap\u00f3s a II Guerra Mundial, este document\u00e1rio cl\u00e1ssico acompanha os dois meses de tratamento de \u201csoldados psiconeur\u00f3ticos\u201d, portadores do que hoje conhecemos como Transtorno de Estresse P\u00f3s-Traum\u00e1tico. Embora alguns tratamentos sejam ultrapassados \u2014 como a hipnose e a aplica\u00e7\u00e3o de amobarbital \u2014 eles s\u00e3o bastante efetivos em casos extremos e abrem as portas para solu\u00e7\u00f5es mais convencionais como a terapia psiqui\u00e1trica (individual ou em grupo), a musicoterapia, a arteterapia, a terapia ocupacional e as atividades f\u00edsicas. Junto a isso, h\u00e1 um processo de reedu\u00e7\u00e3o dos veteranos para a vida civil e, em alguns casos, de sua fam\u00edlia para receb\u00ea-los. Simples e direto, com cenas da rotina do Hospital Geral Mason intercaladas com narra\u00e7\u00f5es explicativas, este document\u00e1rio deveria ser parte do esfor\u00e7o de educar a popula\u00e7\u00e3o sobre os problemas psicol\u00f3gicos enfrentados pelos veteranos. Embora tenha encomendado a produ\u00e7\u00e3o, o Ex\u00e9rcito americano acabou considerando o filme sincero demais e impediu sua exibi\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00e9speras do seu lan\u00e7amento. <em>Let there be light<\/em> s\u00f3 viria a p\u00fablico, ap\u00f3s anos de insist\u00eancia de Huston junto \u00e0s autoridades, em 1981.<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/notesonblindness.arte.tv\/fr\/images\/og_facebook.png\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80098842\">Notes on Blindness<\/a> <\/em>(86 min., 2016) \u2014<\/strong> Como \u00e9 a experi\u00eancia de perder a vis\u00e3o? Pode-se perder a vista por diversos motivos e reagir de maneiras igualmente diversificadas. Dada a subjetividade inerente \u00e0 cegueira, os diretores Peter Middleton e James Spinney recorreram ao formato de docudrama para apresentar a experi\u00eancia vivida pelo te\u00f3logo anglo-australiano John Hull (1935-2015), que perdeu a vis\u00e3o no come\u00e7o dos anos 1980 e documentou isso numa s\u00e9rie de audiodi\u00e1rios. As grava\u00e7\u00f5es feitas por Hull foram transformadas no \u00e1udio desse filme, que retrata sua vida familiar e profissional, seus modos de adapta\u00e7\u00e3o, seus momentos de d\u00favida e solid\u00e3o mas tamb\u00e9m de lenta aceita\u00e7\u00e3o mediada por suas reflex\u00f5es intelectuais sobre sua nova condi\u00e7\u00e3o. Mais que uma simples reconstitui\u00e7\u00e3o, esse document\u00e1rio pode ser visto como um bom drama baseado em fatos reais, com boas atua\u00e7\u00f5es de Dan Renton Skinner (Hull) e Simone Kirby (Elizabeth, a esposa de Hull). A fotografia, que alterna momentos de nitidez e emba\u00e7amento, obscuridade e clareza, ofuscamento e escurid\u00e3o completa busca complementar, visualmente, as experi\u00eancias relatadas em \u00e1udio, como os sonhos e pesadelos de Hull, o desvanecimento de sua mem\u00f3ria visual, a aprecia\u00e7\u00e3o de elementos sonoros como a chuva e a m\u00fasica, as frustra\u00e7\u00f5es de um natal triste e as conversas com seus filhos. Nos minutos finais s\u00e3o apresentados os verdadeiros John e Elizabeth mas apesar do esclarecimento breve falta um verdadeiro ep\u00edlogo \u00e0 obra, explicando as causas da cegueira do te\u00f3logo e mostrando cenas de seus \u00faltimos anos. Apesar disso, <em>Notes&#8230;<\/em>\u00a0teve indica\u00e7\u00f5es ao BAFTA e foi eleito o melhor document\u00e1rio do Festival de Cinema Independente Brit\u00e2nico.<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/images-na.ssl-images-amazon.com\/images\/M\/MV5BMjQzNDcxMDU5OV5BMl5BanBnXkFtZTgwNzg3NTkwMDI@._V1_UY268_CR9,0,182,268_AL_.jpg\" width=\"448\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80103430\">Defying the Nazis: The Sharps&#8217; War<\/a><\/em> (79 min., 2016) \u2014<\/strong> Antes mesmo do in\u00edcio da II Guerra Mundial o pastor unitarista americano Waitstill Sharp e sua esposa Martha declararam guerra \u00e0 Alemanha nazista. Foi uma guerra bastante peculiar, cujo objetivo era salvar judeus e outros refugiados em pa\u00edses ocupados e invadidos por Hitler. Para isso, o casal Sharp teve que se afastar de seus tr\u00eas filhos pequenos. Eles come\u00e7aram suas opera\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias em Praga, Tchecoslov\u00e1quia, em 23 de fevereiro de 1939. Em poucas semanas o pa\u00eds estaria ocupado e, em poucos meses, o mundo estaria mergulhado na II Guerra. Dirigido por Ken Burns e Artemis Joukowski, este \u00e9 um dos primeiros document\u00e1rios da PBS (a TV p\u00fablica americana) a ser disponibilizado no Netflix. Atrav\u00e9s de imagens de arquivo, reconstitui\u00e7\u00f5es em um adequado estilo <em>noir<\/em> e cartas trocadas pelo casal (as de Waitstill s\u00e3o narradas por Tom Hanks) e depoimentos de estudiosos e pessoas salvas pelo casal, <em>Defying&#8230;<\/em> conta como esses dois americanos aparentemente comuns foram parar \u00e0s portas do inferno e o que eles fizeram para salvar algumas milhares de pessoas por meio de aux\u00edlios financeiros, obten\u00e7\u00e3o de vistos, distribui\u00e7\u00e3o de alimentos e sobretudo organiza\u00e7\u00e3o de viagens clandestinas de judeus ou seus filhos para os EUA, o Reino Unido, a Fran\u00e7a. Embora o fervor de Waitstill fosse maior a princ\u00edpio, Martha acabou sendo profundamente influenciada por seu trabalho de organizar viagens de imigra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e ao voltar para casa tentou se aventurar na pol\u00edtica. Intensa, a experi\u00eancia se revelou desgastante para a fam\u00edlia: os Sharp se separaram ap\u00f3s a guerra e seus filhos s\u00f3 foram entender a import\u00e2ncia das longas aus\u00eancias de seus pais depois de muitos anos. Nos minutos finais, um ep\u00edlogo silencioso nos conta como cada foi a vida de cada personagem retratado pelo filme, que \u00e9 dedicado a todos os indiv\u00edduos que <em>n\u00e3o<\/em> puderam ser resgatados.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 align=\"justify\">S\u00e9ries documentais<\/h4>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/art-s.nflximg.net\/2fceb\/3d136a0a14bb2f0120c9425544b0bf6fa6e2fceb.jpg\" width=\"448\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80107990\">O Come\u00e7o da Vida<\/a><\/em> (1 temp., 2016) \u2014<\/strong> Crian\u00e7as: como nascem e como se desenvolvem em seus primeiros anos? Como transformam adultos em pais? Qual o papel da comunidade na cria\u00e7\u00e3o delas? Qual o impacto do contexto social em seu desenvolvimento? Essas perguntas s\u00e3o respondidas em seis epis\u00f3dios (cerca de 40 min. cada) desta s\u00e9rie documental brasileira produzida com apoio da UNICEF. Sob dire\u00e7\u00e3o de Estela Renner, especialistas como m\u00e9dicos, pediatras, psic\u00f3logos, educadores, economistas e at\u00e9 artistas de diversos pa\u00edses apresentam suas explica\u00e7\u00f5es para as fases cruciais do surgimento de cada <em>serumaninho<\/em>. Por outro lado, pais e m\u00e3es de diversas condi\u00e7\u00f5es sociais \u2014 de favelados indianos \u00e0 Gisele B\u00fcndchen \u2014 relatam suas experi\u00eancias com beb\u00eas, t\u00e3o similares e ao mesmo tempo t\u00e3o distintas. Altamente recomend\u00e1vel para quem quer ser pai ou j\u00e1 est\u00e1 \u00e0 espera de um filho, esta s\u00e9rie exige algum cuidado para ser acompanhada: os personagens estrangeiros n\u00e3o s\u00e3o dublados, o que torna indispens\u00e1vel o uso de legendas. Para quem estiver apressado, existe uma vers\u00e3o condensada (por\u00e9m mais superficial), de <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80106927\">mesmo nome<\/a>, com 96 min. de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/art-s.nflximg.net\/2fd55\/625a656bec3fe46cadf0da591c67cd514902fd55.jpg\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80159732\">Japanese Style Originator<\/a> (1 temporada) \u2014<\/strong> Tudo \u00e9 bem diferente no Jap\u00e3o: as roupas, as comidas, os castelos, a escrita. Produzida pela TV Osaka, esta s\u00e9rie tem o objetivo de apresentar a cultura japonesa para todo mundo, dentro e fora da Terra do Sol Nascente. Nos primeiros epis\u00f3dios aprendemos como nos comportar num restaurante de <em>tempur\u00e1<\/em>, como \u00e9 um jardim tipicamente japon\u00eas, como se colhe e se prepara o ch\u00e1, quais s\u00e3o as variedades de <em>tofu<\/em> e como as mulheres usam <em>yukata<\/em>, um <em>kimono<\/em> de ver\u00e3o. No est\u00fadio, convidados mais ou menos fixos tentam responder as perguntas que s\u00e3o feitas durante o programa, que tamb\u00e9m conta com um par de crian\u00e7as para fazer algumas passagens. Apesar de interessante para quem \u2014 como eu \u2014 est\u00e1 interessado na cultura nip\u00f4nica, essa s\u00e9rie n\u00e3o deixa de ter alguns defeitos. Primeiro, nem todos os epis\u00f3dios est\u00e3o dispon\u00edveis: come\u00e7amos do ep. 2 e pulamos para o 4, o 5, o 8, etc. Segundo, a dura\u00e7\u00e3o de cada programa \u00e9 bastante vari\u00e1vel, de 35 a 88 minutos. Embora tenha objetivo educativo, o <em>game<\/em> de perguntas e respostas n\u00e3o \u00e9 muito divertido, pois n\u00e3o conta pontos e as respostas s\u00e3o sempre apresentadas primeiro ao telespectador, que dessa forma fica impossibilitado de participar. Por fim, a participa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as (uma das quais \u00e9 um garotinho loiro bem ocidental) parece for\u00e7ada a ponto delas soarem dubladas por adultos. Defeitos \u00e0 parte, \u00e9 um bom entretenimento e cumpre seu prop\u00f3sito de divulga\u00e7\u00e3o da cultura japonesa para um p\u00fablico pouco ou nada familiarizado com o tema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas do Dia da Toalha estive azarado feito um Arthur Dent. 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