{"id":9394,"date":"2017-07-31T21:09:55","date_gmt":"2017-08-01T00:09:55","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=9394"},"modified":"2017-07-31T21:09:55","modified_gmt":"2017-08-01T00:09:55","slug":"o-que-andei-vendo-no-netflix-em-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/07\/o-que-andei-vendo-no-netflix-em-julho\/","title":{"rendered":"O que andei vendo no Netflix em julho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Neste m\u00eas de recesso escolar e alguns dias de folga, mergulhei em diversos tipos de profundezas: das funduras da consci\u00eancia alterada por LSD e desprograma\u00e7\u00e3o cerebral ao fundo dos palcos mais famosos do mundo, passando por uma mina de carv\u00e3o na \u00cdndia, os arquivos reais da Inglaterra e o po\u00e7o submarino mais profundo do mundo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large\" src=\"https:\/\/s-media-cache-ak0.pinimg.com\/736x\/c0\/b7\/38\/c0b7383b73994b227e2d7ea8f990a76b.jpg\" alt=\"\" width=\"736\" height=\"736\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80098305\">The Sunshine Makers<\/a><\/em> (90 min., 2015) \u2014<\/strong>\u00a0&#8220;Com licen\u00e7a, senhor, voc\u00ea teria um momento para ouvir a palavra de Nosso Senhor e Salvador, o Sol Laranja?&#8221;. Nos anos 1960, parte da contracultura <em>hippie<\/em> era muito parecida com os pregadores evang\u00e9licos. Pensem bem: ambos viam o mundo como prestes a acabar e querem salvar pessoas. S\u00f3 que em vez de b\u00edblias e sess\u00f5es de descarregos, muitos <em>hippies<\/em> viam a salva\u00e7\u00e3o da humanidade no LSD. Neste document\u00e1rio, Cosmo Fielding-Mellen apresenta dois dos principais ap\u00f3stolos do \u00c1cido, Tim Scully e Nicholas Sand. Como outros de sua gera\u00e7\u00e3o, hoje Scully e Sand parecem velhinhos inofensivos mas eles se entusiasmaram tanto pelo LSD a partir de 1965 que resolveram come\u00e7ar a fabric\u00e1-lo para &#8220;acender&#8221; o mundo, uma hist\u00f3ria contada em tr\u00eas partes. Na primeira, os dois relatam seu contato com a droga e suas viagens. A segunda acompanha o envolvimento deles com gente como Billy Hitchcock (patrono), Tim Leary (psic\u00f3logo) e Mike Randall (l\u00edder da Irmandade do Amor Eterno, esp\u00e9cie de m\u00e1fia <em>hippie<\/em>). Enquanto o idealista Tim e ambicioso Nick fabricavam as drogas em quantias cada vez maiores, Hitchcock financiava a produ\u00e7\u00e3o, que era distribu\u00edda por Randall e seus companheiros. Obviamente, a ascens\u00e3o do LSD n\u00e3o passou despercebida. Embora inicialmente tenha sido visto como droga experimental pela CIA, a subst\u00e2ncia alucin\u00f3gena acabou sendo posta na ilegalidade quando seus efeitos foram descobertos e considerados indesej\u00e1veis. Com o passar dos anos, o cerco ao LSD foi se fechando. Gordon White e Patrick Clark (Ag\u00eancia de de Narc\u00f3ticos de S\u00e3o Francisco) foram os encarregados de investigar o tr\u00e1fico de \u00e1cido lis\u00e9rgico e contam como chegaram a Tim e Nick. N\u00e3o foi f\u00e1cil prend\u00ea-los, mas eles acabaram caindo ap\u00f3s uma s\u00e9rie de pequenos acidentes e crimes financeiros, al\u00e9m da dela\u00e7\u00e3o de Hitchcock. Na pris\u00e3o, Tim se resignou, estudou psicologia e inform\u00e1tica e conseguiu uma redu\u00e7\u00e3o da pena para 10 anos. Incorrig\u00edvel e teimoso, Nick fugiu durante uma apela\u00e7\u00e3o, estabelecendo-se no Canad\u00e1 onde continuou a fazer LSD por 20 anos, mas tamb\u00e9m acabou preso. Todo mundo nessa hist\u00f3ria acabou mudando com a idade \u2014\u00a0menos Nick, que parece n\u00e3o ter se arrependido. Embora haja alguma reflex\u00e3o durante o filme e um ep\u00edlogo, os envolvidos n\u00e3o falam se ainda tomam LSD ou o que pensam do renascimento das pesquisas com a droga. Visualmente, o document\u00e1rio n\u00e3o cai no estere\u00f3tipo do colorido lis\u00e9rgico de quando se fala em LSD. H\u00e1 alguns efeitos que buscam demonstrar as viagens relatadas, mas n\u00e3o \u00e9 nada muito extraordin\u00e1rio. O que surpreende s\u00e3o as reconstitui\u00e7\u00f5es muito bem feitas \u2014\u00a0tanto que \u00e0s vezes parecem indistingu\u00edveis de imagens de arquivo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large\" src=\"https:\/\/images-na.ssl-images-amazon.com\/images\/M\/MV5BNTkxOTBiYzMtOWJhYi00MDgzLWExZmItNDMxOGMwMTgxODkyXkEyXkFqcGdeQXVyMjUxMjM2NDQ@._V1_UY1200_CR96,0,630,1200_AL_.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"1200\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80141627\">Deprogrammed<\/a><\/em> (87 min., 2016) \u2014\u00a0<\/strong>Se alterar consci\u00eancias para mudar o mundo \u00e9 uma ideia que deu ruim, ser\u00e1 poss\u00edvel fazer algo parecido com v\u00edtimas de lavagem cerebral? No come\u00e7o dos anos 1970, muitos jovens envolvidos na contracultura se radicalizaram e acabaram cooptados por novas seitas religiosas, como a do Reverendo Moon. No ver\u00e3o de 1971, ap\u00f3s ver o filho e o sobrinho adolescente serem &#8220;psicologicamente envenenados&#8221; por um pregador, Ted Patrick resolveu fazer alguma coisa. Criado por uma fam\u00edlia religiosa do Tennessee e com ensino fundamental incompleto, Patrick n\u00e3o parece ser a pessoa mais qualificada para reverter lavagens cerebrais, mas ele era esperto e sabia fazer perguntas desconcertantes (e at\u00e9 engra\u00e7adas), capazes de tirar algumas pessoas de sua cegueira religiosa. No entanto, os m\u00e9todos usados por Patrick se revelariam t\u00e3o pol\u00eamicos quanto os usados pelos gurus que ele buscava combater \u2014\u00a0inclusive sequestro, agress\u00e3o e amea\u00e7a \u2014\u00a0levando-o a ser preso algumas vezes. Dirigido por Mia Donovan, esse document\u00e1rio mostra, por meio de entrevistas e imagens de arquivo, a hist\u00f3ria de Patrick e de algumas pessoas que ele desprogramou (ou n\u00e3o). Se a desprograma\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria realmente funciona ou faz falta nesses tempos de extremismo religioso como o do ISIS \u00e9 algo que fica a crit\u00e9rio do espectador desse filme, que n\u00e3o apresenta respostas simples ou prontas.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Wj3wr-pz_gw\/maxresdefault.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/70301022\">Deepsea Challenge<\/a><\/em> (91 min., 2014) \u2014<\/strong>\u00a0Era uma vez um garotinho loiro brincando numa caixa de papel\u00e3o na sala de casa, fazendo de conta que estava num submarino rumo ao fundo do mar. Inspirado pelas grandes explora\u00e7\u00f5es dos anos 1960, como os mergulhos de Jacques Costeau e do Trieste, primeiro ve\u00edculo tripulado a descer ao fundo da Fossa das Marianas, esse garotinho chamado James Cameron tornou-se apaixonado pelos mist\u00e9rios do mundo submarino. D\u00e9cadas mais tarde ele virou cineasta mas sempre deu um jeito de conciliar o cinema e o mar com filmes como <em>O Segredo do Abismo<\/em> (1988) e <em>Titanic<\/em> (1997). Depois de triunfar como diretor de cinema, ele resolveu realizar o sonho de inf\u00e2ncia e ser explorador submarino em tempo integral. Objetivo: ser o segundo a descer os 11 km da Fossa das Marianas \u2014 o primeiro no s\u00e9culo XXI. Dirigido por John Bruno, Ray Quint e Andrew Wight, este document\u00e1rio co-produzido pela Nat Geo e Universal conta a hist\u00f3ria de Cameron, sua transi\u00e7\u00e3o entre cineasta e explorador (ou seria explorador-cineasta?), suas inspira\u00e7\u00f5es, aspira\u00e7\u00f5es e sobretudo o desenvolvimento do <em>Deepsea Challenger<\/em>, o submarino em que ele vai tocar o mais profundo ponto do oceano. Diante das c\u00e2meras, Cameron se mostra um personagem determinado e at\u00e9 teimoso em alguns momentos. Mas essa n\u00e3o seria uma boa hist\u00f3ria (nem um bom filme) se n\u00e3o houvesse momentos como os atrasos na montagem do submarino, o cronograma apertado, a tens\u00e3o e as falhas dos primeiros testes e um acidente de helic\u00f3ptero \u00e0s v\u00e9speras da partida, que mata Andrew Wight e Mike deGruy, respectivamente diretor e produtor do document\u00e1rio, que acaba dedicado a eles. Quando finalmente chega ao fundo do mar, arriscando-se num mergulho em \u00e1guas agitadas e com alguns equipamentos falhando, o garotinho loiro fica sem palavras. N\u00e3o \u00e9 para menos: no caminho at\u00e9 l\u00e1 foram descobertas 68 novas esp\u00e9cies de vida marinha. Mais que a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho de crian\u00e7a, o principal objetivo de Cameron \u00e9 ser t\u00e3o inspirador para as crian\u00e7as de hoje quanto Jacques Piccard e Don Walsh \u2014 que voltou ao local de seu mergulho depois de 52 anos \u2014 foram para ele.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large aligncenter\" src=\"https:\/\/www.99doing.com\/upload\/pages\/profile\/medium\/FirefliesInTheAbyss-1467450910-34859.png.jpg\" alt=\"\" width=\"460\" height=\"345\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80135096\">Fireflies in the Abyss<\/a><\/em> (87 min., 2015) \u2014<\/strong> Nem toda vida nas profundezas \u00e9 bonita ou inspiradora, especialmente nas profundezas de uma mina ilegal de carv\u00e3o em Lad Rymbhai, Nordeste da \u00cdndia. \u00c9 ali que vivem imigrantes nepaleses e seus filhos. Um deles \u00e9 Suraj, 11 anos, que corre e pula pelos campos, metendo os p\u00e9s na lama com entusiasmo. Criado pelo pai e a irm\u00e3, o menino tamb\u00e9m trabalha na mina de carv\u00e3o depois de estudar apenas at\u00e9 a segunda s\u00e9rie. Na mesma comunidade de mineiros, vive o est\u00f3ico Nishant, jovem que entrou no abismo em busca de dinheiro para a faculdade e v\u00ea a dor e a alegria como experi\u00eancias igualmente necess\u00e1rias. Tudo o que Nishant consegue \u00e9 adquirir uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica, tornando-se o fot\u00f3grafo da comunidade. Ainda que n\u00e3o ganhe dinheiro com isso, ele parece contente \u2014 e algumas de suas fotos ilustram esse document\u00e1rio. Eis os personagens principais deste document\u00e1rio dirigido, produzido e filmado por Chandrasekhar Reddy, que passou alguns meses acompanhando a vida dura e pobre desses mineiros nepaleses. O trabalho de Reddy parece ter tido algum efeito na fam\u00edlia de Suraj, que decide retornar ao Nepal depois de 13 anos. O menino, por\u00e9m, resiste a voltar para um lugar que n\u00e3o reconhece como lar e some durante algumas semanas, reaparecendo \u00e0s v\u00e9speras da mudan\u00e7a \u2014 apenas para dizer que est\u00e1 morando com dois adolescentes mais velhos e que decidiu ficar com eles. Curiosamente essa acaba sendo uma decis\u00e3o acertada, j\u00e1 que os rapazes, analfabetos, se esfor\u00e7am para colocar Suraj na escola \u2014 e ele parece contente, ainda que \u00e0s vezes tenha que voltar a trabalhar na mina de carv\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large\" src=\"http:\/\/www.ccine10.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/A-UM-PASSO-DO-ESTRELATO03.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"289\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/70267838\">A um passo do estrelato<\/a><\/em> (90 min., 2013) \u2014<\/strong> Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar de Darlene Love, Merry Clayton, Judith Hill, Lisa Fischer, T\u00e1ta Vega, Claudia Lennear, Janice Pendarvis? Provavelmente n\u00e3o mas j\u00e1 deve ter ouvido suas vozes ao fundo de can\u00e7\u00f5es de Ray Charles, Frank Sinatra, Tina Turner, Elton John, Michael Jackson, Led Zeppelin e U2. Embora dividam os palcos com os grandes nomes da m\u00fasica, os vocais de apoio (<em>backing vocals<\/em>) acabam literalmente em segundo plano e pouca gente fora do ramo os conhece. Nesse document\u00e1rio, por\u00e9m, Love, Clayton, Hill, Fischer, Vega e muitas outras s\u00e3o o centro das aten\u00e7\u00f5es. Dirigido por Morgan Neville, o filme conta a hist\u00f3ria n\u00e3o apenas dessas cantores de fundo mas dessa institui\u00e7\u00e3o musical tipicamente americana, derivada da cultura musical das igrejas gospel e seus coros. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa, portanto, que algumas das melhores cantoras secund\u00e1rias sejam filhas de pastores (o que \u00e9 quase um clich\u00ea). Al\u00e9m da origem e da cor \u2014 a maioria delas \u00e9 negra \u2014 o que essas cantoras t\u00eam em comum \u00e9 uma paix\u00e3o avassaladora pela arte de cantar, muito talento e um p\u00e9ssimo tino para os neg\u00f3cios, o que as levou a fracassar em suas tentativas de carreira solo. Com entrevistas de Stevie Wonder, Sting, Bruce Springteen e Mick Jagger, al\u00e9m de produtores e especialistas em Hist\u00f3ria da M\u00fasica, essa produ\u00e7\u00e3o conta (e canta) as hist\u00f3rias de quem solta a voz no fundo do palco \u2014 e recebeu o Oscar de Melhor Document\u00e1rio em 2014.<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: justify\">S\u00e9ries documentais<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large aligncenter\" src=\"https:\/\/art-s.nflximg.net\/0adc2\/c043a23332b6d195b65580b247d3330c7740adc2.jpg\" alt=\"\" width=\"448\" height=\"252\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80095755\">She-Wolves: England&#8217;s Early Queens<\/a><\/em> (2012) \u2014<\/strong> Ap\u00f3s seis d\u00e9cadas de reinado de Elizabeth II, a express\u00e3o Rainha da Inglaterra parece-nos t\u00e3o comum quanto natural. Ao longo dos s\u00e9culos, Londres abrigou diversas rainhas, mas geralmente elas eram apenas as esposas dos reis. Por\u00e9m, em algumas situa\u00e7\u00f5es de crises din\u00e1sticas e pol\u00edticas, algumas rainhas brit\u00e2nicas foram al\u00e9m e se tornaram governantes efetivas do reino. Apresentada pela historiadora Helen Castor e baseada em livro hom\u00f4nimo, esta miniss\u00e9rie em tr\u00eas epis\u00f3dios (58 min. cada) apresenta a trajet\u00f3ria das mulheres que abriram caminho para os longos e bem-sucedidos reinados de Vit\u00f3ria e Elizabeth II: Matilde e Leonor da Aquit\u00e2nia, Isabel de Fran\u00e7a e Margarida de Anjou, Jean Gray, Mary e Elizabeth I. Al\u00e9m de governar durante per\u00edodos de crise entre a Idade M\u00e9dia e a Reforma, essas mulheres tiveram o desafio de demonstrar poder real ao mesmo tempo em que cumpriam o papel cl\u00e1ssico da rainha, de esposa e geradora do sucessor ao trono. Como ainda acontece em muitos casos, o poder pol\u00edtico dessas mulheres gerou um clima de desconfian\u00e7a e temor na sociedade e especialmente entre os homens, que passaram a compar\u00e1-las a criaturas t\u00e3o monstruosas quanto desnaturadas. N\u00e3o eram vistas como rainhas: eram as lobas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste m\u00eas de recesso escolar e alguns dias de folga, mergulhei em diversos tipos de profundezas: das funduras da consci\u00eancia alterada por LSD e desprograma\u00e7\u00e3o cerebral ao fundo dos palcos mais famosos do mundo, passando por uma mina de carv\u00e3o na \u00cdndia, os arquivos reais da Inglaterra e o po\u00e7o submarino mais profundo do mundo. 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