{"id":9613,"date":"2017-11-17T19:58:55","date_gmt":"2017-11-17T21:58:55","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=9613"},"modified":"2017-11-17T19:58:55","modified_gmt":"2017-11-17T21:58:55","slug":"os-sotaques-dos-morcegos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/11\/os-sotaques-dos-morcegos\/","title":{"rendered":"Os sotaques dos morcegos"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.joelsartore.com\/assets\/stock\/ANI014\/ANI014-00062.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large\" src=\"https:\/\/www.joelsartore.com\/assets\/stock\/ANI014\/ANI014-00062.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1331\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">&#8220;O maluco fala como caipira! kkkk&#8221; &#8211; Morcegos como estes <em>R. aegyptiacus<\/em> abrigados numa caverna na floresta de Maramagambo (Uganda) s\u00e3o capazes de distinguir sotaques<\/figcaption><\/figure>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Na selva de pedra, cada tribo fala de um jeito diferente, que \u00e9 facilmente aprendido pelas crian\u00e7as. O mesmo acontece com aquelas criaturinhas que vivem penduradas de cabe\u00e7a pra baixo, os morcegos.<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Dentre as muitas coisas que aprendemos com nossas m\u00e3es est\u00e1 o modo de se comunicar. O termo &#8220;l\u00edngua materna&#8221; reflete o fato de que \u00e9 da m\u00e3e que herdamos o idioma em que nos expressamos. S\u00f3 que o modo de falar da m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico que existe e poss\u00edvel de ser aprendido, sobretudo em seres sociais. Desde cedo as crian\u00e7as tamb\u00e9m s\u00e3o expostas \u00e0 comunidade onde nasceram, e essas comunidade t\u00eam peculiaridades lingu\u00edsticas\u00a0\u2014 como o R caipira do interior de S\u00e3o Paulo\u00a0\u2014 que acabam sendo naturalmente absorvidas pela crian\u00e7a. Mas existe outro mam\u00edfero social que tamb\u00e9m tem sotaques que influenciam seus filhotes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Algumas esp\u00e9cies de morcegos vivem em florestas enquanto outras abrigam-se no interior de cavernas. Em ambas, os filhotes aprendem a se comunicar por meio da m\u00e3e. Mas morcegos n\u00e3o vivem sozinhos: dentro de uma caverna existem centenas ou milhares de morcegos, que se dividem em subgrupos, como os que preferem ficar mais pr\u00f3ximos \u00e0 sa\u00edda do abrigo e os trevosos que preferem ficar no mais completo breu. O que acontece quando o filhote de um grupo for exposto ao &#8220;modo de falar&#8221; de outro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para descobrir isso, uma equipe formada pelo Dr. Yossi Yovel (Universidade de Tel-Aviv, Israel) e seus alunos Yosef Prat e Lindsay Azoulay, capturaram\u00a0f\u00eameas gr\u00e1vidas de morcegos-da-fruta-do-Egito (<em>Rousettus aegyptiacus<\/em>). As f\u00eameas geraram 14 filhotes, que foram divididos em tr\u00eas col\u00f4nias mantidas em tr\u00eas c\u00e2maras id\u00eanticas e acusticamente isoladas. Dessa forma, os pesquisadores puderam expor os morceguinhos de cada comunidade formada a grava\u00e7\u00f5es com tr\u00eas diferentes subtipos de vocaliza\u00e7\u00f5es de morcegos. Esse arranjo foi mantido ao longo de um ano, at\u00e9 que os filhotes alcan\u00e7assem a vida adulta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A princ\u00edpio, Yovel e seus colegas observaram o \u00f3bvio: os morceguinhos aprendendo a se comunicar com a linguagem padr\u00e3o de suas respectivas m\u00e3es. No entanto, com o passar do tempo, cada um dos tr\u00eas grupos passou a se comunicar com um dialeto semelhante ao das grava\u00e7\u00f5es \u00e0s quais haviam sido expostos.\u00a0Publicados na revista <em>PLoS Biology<\/em>, esses resultados se assemelham ao caso de\u00a0uma crian\u00e7a caipira que passa a morar numa comunidade predominantemente carioca e muda seu jeito de falar. Da mesma forma que o nosso caipirinha n\u00e3o perderia inteiramente o seu sotaque, os morceguinhos continuam a se comunicar com a m\u00e3e da maneira que aprenderam com ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como destaca o professor Yovel em comunicado ao <a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2017-10-young-dialects-nestmates.html\"><em>Phys.org<\/em><\/a>, &#8220;a capacidade de aprender vocaliza\u00e7\u00f5es com outros \u00e9 extremamente importante para a aquisi\u00e7\u00e3o de linguagem nos humanos, mas acreditava-se que fosse rara entre os animais.&#8221; O problema \u00e9 que muitas das pesquisas do crescente campo da comunica\u00e7\u00e3o animal baseiam-se em <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/2016\/03\/a-ordem-dos-piados-altera-o-produto\/\">p\u00e1ssaros<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Embora tenham cantos espec\u00edficos similares \u00e0s nossas diferentes l\u00ednguas, os p\u00e1ssaros costumam aprender apenas com seus pais e t\u00eam pouca influ\u00eancia social. O que a pesquisa com os morcegos revela \u00e9 que essa flexibilidade lingu\u00edstica \u2014 que nos permite falar de um jeito com a nossa m\u00e3e e de outro com nossos colegas \u2014 n\u00e3o \u00e9 exclusividade nossa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se morcegos podem aprender a falar com sotaques diferentes, ser\u00e1 que s\u00e3o capazes de aprender a l\u00edngua de grupos ou mesmo de esp\u00e9cies diferentes? Ou ser\u00e1 que, com a chegada de novos membros, o dialeto de uma comunidade de morcegos tamb\u00e9m muda? Essas implica\u00e7\u00f5es sociais mais amplas ser\u00e3o estudadas a partir de agora por Yovel\u00a0e seus colaboradores. Pesquisas como essa podem esclarecer n\u00e3o apenas como os animais se comunicam mas tamb\u00e9m como n\u00f3s nos adaptamos quando nos movimentamos entre diferentes grupos sociais ou somos for\u00e7ados a migrar para pa\u00edses com uma l\u00edngua diferente da nossa l\u00edngua-m\u00e3e.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Refer\u00eancia<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;padding-left: 30px\"><span class=\"fontstyle0\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2012\/07\/rb2_large_gray25.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3123\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2012\/07\/rb2_large_gray25.png\" alt=\"rb2_large_gray25\" width=\"70\" height=\"85\" \/><\/a>Prat Y, Azoulay L, Dor R, Yovel Y (2017) <strong>Crowd vocal learning induces vocal dialects in bats: Playback of conspecifics shapes fundamental frequency usage by pups<\/strong> <strong>[<em>Aprendizado vocal de multid\u00f5es induz dialetos vocais em morcegos: playbacks de formas fundamentais coespec\u00edficas modela uso de frequ\u00eancia pelos filhotes<\/em>]<\/strong>. <\/span><span class=\"fontstyle2\"><em>PLoS Biology<\/em>\u00a0<\/span><span class=\"fontstyle0\">15(10): e2002556. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1371\/journal.pbio.2002556\">DOI:<\/a><\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1371\/journal.pbio.2002556\"><span class=\"fontstyle0\">doi.org\/10.1371\/journal.pbio.2002556<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na selva de pedra, cada tribo fala de um jeito diferente, que \u00e9 facilmente aprendido pelas crian\u00e7as. 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