{"id":9639,"date":"2017-11-30T21:17:20","date_gmt":"2017-11-30T23:17:20","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=9639"},"modified":"2017-11-30T21:17:20","modified_gmt":"2017-11-30T23:17:20","slug":"o-que-andei-vendo-no-netflix-em-novembro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2017\/11\/o-que-andei-vendo-no-netflix-em-novembro-2\/","title":{"rendered":"O que andei vendo no Netflix em novembro"},"content":{"rendered":"<h4 align=\"justify\">Um crime island\u00eas, o nascimento de uma elefantinha, espi\u00f5es <em>noir<\/em>, mo\u00e7as que aceleram na Palestina, dois guias de viagem bem diferentes e uma resenha perdida<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentcolor;float: left\" src=\"https:\/\/images-na.ssl-images-amazon.com\/images\/M\/MV5BNDY2OWQ0OWUtYzcxZi00Mjc2LWFkYWMtMmY4OTQ1Nzg5MjMwL2ltYWdlL2ltYWdlXkEyXkFqcGdeQXVyNzAzMTQxMjA@._V1_.jpg\" align=\"left\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80119349\"><em>Out of Thin Air<\/em><\/a> (84 min., 2017) \u2014<\/strong> Quando pensamos na Isl\u00e2ndia, podemos nos lembrar dos vulc\u00f5es com nomes impronunci\u00e1veis, da Bj\u00f6rk e de uma popula\u00e7\u00e3o pequena e segura. A realidade \u00e9 que a Isl\u00e2ndia tamb\u00e9m tem crimes e tamb\u00e9m tem falhas do sistema policial e judici\u00e1rio. Reykjav\u00edk, 1974. Gudmundur Einarsson desaparece em janeiro; Geirfinnur Einarsson, em novembro. Embora desaparecimentos n\u00e3o fossem incomuns, os dois casos d\u00e3o margem a uma onda de teorias conspirat\u00f3rias e pressionam a pol\u00edcia. Entre um desaparecimento e outro, a jovem <em>hippie<\/em> Erla Bollad\u00f3ttir e o gal\u00e3 estrangeiro Saevar Ciesielski cometem uma pequena contraven\u00e7\u00e3o: desviam um pouco de dinheiro da companhia telef\u00f4nica onde ela trabalha. Em seguida se casam e t\u00eam uma filha. No fim de 74, s\u00e3o presos n\u00e3o apenas pela contraven\u00e7\u00e3o mas por supostas liga\u00e7\u00f5es com os sumi\u00e7os de Gudmundur e Geirfinnur, que afinal teriam sido assassinados por Cielsielski e seus colegas. Saevar, Erla e seus amigos confessam os crimes e s\u00e3o presos, julgados e condenados. Esse \u00e9 o contexto explicado na primeira parte desse document\u00e1rio coproduzido pela BBC Storyville e dirigido por Dylan Howitt. Na segunda parte, o filme nos mostra como a vida dos acusados foi afetada pelo longo julgamento, influenciado pela press\u00e3o da m\u00eddia, da pol\u00edtica e da popula\u00e7\u00e3o islandesa. Ap\u00f3s ser libertado, Saevar passou o resto da vida lutando para reabrir o caso e provar sua inoc\u00eancia. Depois de sua morte em 2011, os familiares dos envolvidos conseguem a reabertura do caso e apresentaram novas evid\u00eancias, que apontam para confiss\u00f5es forjadas, fruto de torturas psicol\u00f3gicas como centenas de interrogat\u00f3rios, longos confinamentos na solit\u00e1ria, priva\u00e7\u00e3o de sono e at\u00e9 afogamentos. Jornalistas, escritores, um policial, um carcereiro e Erla d\u00e3o suas vers\u00f5es dos fatos e s\u00e3o corroborados pelas investiga\u00e7\u00f5es do psic\u00f3logo forense Gisli Gudj\u00f3nsson, especialista em falsifica\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias. Apesar de reaberto, o caso continua sem conclus\u00e3o: os corpos de Geirfinnur e Gudmundur jamais foram encontrados e tampouco seus poss\u00edveis assassinos.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/3\/3e\/John_Ford_and_unidentified_actor_in_OSS_training_film_-_Undercover.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80119186\">Undercover: how to operate behind enemy lines<\/a><\/em> (61 min., 1943) \u2014<\/strong> Filmes de espionagem sempre foram populares, mas poucos s\u00e3o t\u00e3o realistas e informativos quanto este dirigido por John Ford. Realizado (e apresentado) como filme de treinamento para agentes secretos americanos, <em>Undercover<\/em> mostra exemplos de agentes inimigos infiltrados e como foram descobertos e acompanha as jornadas de dois espi\u00f5es americanos, Al e Charlie. Entre outras coisas, destaca-se a import\u00e2ncia de atentar aos detalhes \u00f3bvios \u2014 uma nota de dinheiro antiquada ou o desconhecimento de g\u00edrias podem ser fatais \u2014 e outros nem tanto: o agente ideal n\u00e3o deve ter pressa ao se socializar, nem ser impulsivo a ponto de tentar adiantar prazos ou fazer as coisas do pr\u00f3prio jeito. Sobretudo, n\u00e3o deve ser individualista a ponto de atuar em seu papel de forma tosca e agir de forma inconsistente com o disfarce \u2014 n\u00e3o pode ter nojinho de ser um pescador ou um mec\u00e2nico, por exemplo. Al\u00e9m disso, h\u00e1 dicas de como se transportar, onde se hospedar e como lidar com o nervosismo dos primeiros dias da miss\u00e3o. Embora tenha tido valor educativo em sua \u00e9poca, hoje as t\u00e9cnicas apresentadas em <em>Undercover<\/em> est\u00e3o claramente ultrapassadas: entrar clandestinamente num pa\u00eds e obter emprego numa ind\u00fastria vital como uma f\u00e1brica de avi\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples nestes tempos de espionagem digital globalizada. Ainda assim vale a pena ver o filme por seu valor hist\u00f3rico, pelo ar acidentalmente <em>noir<\/em> e pela divertida ponta feita pelo diretor: disfar\u00e7ado de advogado, John Ford (acima, com seus inconfund\u00edveis \u00f3culos e cachimbo) aparece como um superintendente de espionagem logo no come\u00e7o do filme.<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" src=\"https:\/\/occ-0-2433-448.1.nflxso.net\/art\/ad3d6\/64dceed5b69bac001032613b2236bdb0b12ad3d6.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80099304&gt;\"><em>Confraria da Velocidade<\/em><\/a> (78 min., 2015) \u2014<\/strong> N\u00e3o se engane pelo t\u00edtulo que parece ser mais um daqueles filmes de corrida hollywoodianos cheio de marmanjos e carros tunados. Essa produ\u00e7\u00e3o, dirigida por Amber Fares, passa bem longe das pistas de corrida repletas de glamour, fama e dinheiro e nos leva ao complicado mundo do automobilismo palestino. Mais especificamente das quatro participantes da categoria feminina da Palestina: Marah Zahalka, Noor Daoud, Mona Ennab, Betty Saadeh. Coordenadas por Maysoon, elas formam a \u00fanica equipe de corrida feminina n\u00e3o s\u00f3 da Palestina como de todo o Oriente M\u00e9dio. Esse document\u00e1rio apresenta os perfis de cada uma delas: Marah \u00e9 filha de um prot\u00e9tico que a apoia incondicionalmente; Noor sempre foi atl\u00e9tica e hiperativa mas s\u00f3 se encontrou no <em>drift<\/em>; Mona n\u00e3o tem muita sorte nem habilidade mas se diverte mesmo assim e Betty \u00e9 uma Pen\u00e9lope Charmosa latino-palestina e a \u00fanica que chama a aten\u00e7\u00e3o da imprensa e dos patrocinadores. Dividida entre administrar uma loja de roupas e preparar-se para um casamento com um piloto jordaniano, Maysoon tem que organizar as quatro numa equipe formada por rela\u00e7\u00f5es paradoxais de amizade e rivalidade. Juntas, todas enfrentam condi\u00e7\u00f5es bastante adversas: a falta de dinheiro e recursos n\u00e3o permite grandes modifica\u00e7\u00f5es em seus carros (o melhor que podem fazer \u00e9 aliviar o peso). Faltam locais adequados para as corridas, realizadas em estacionamentos, mercados e pistas de pouso de cidades como Ramallah, Jenin, Jeric\u00f3 e Bel\u00e9m. Falta tamb\u00e9m representatividade na organiza\u00e7\u00e3o das provas: todos os cartolas s\u00e3o homens, o que leva a brigas causadas por uma parcialidade clara a favor de Betty. De uma maneira ou de outra, todas conseguiram apoio de suas fam\u00edlias ou da comunidade, mas os problemas e riscos trazidos pela ocupa\u00e7\u00e3o israelense s\u00e3o incontorn\u00e1veis e dolorosos \u2014 a caminho de uma entrevista, Betty \u00e9 ferida por militares de Israel. Diante de tudo isso, quem ser\u00e1 a campe\u00e3 da temporada?<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentcolor;float: left\" src=\"https:\/\/static1.squarespace.com\/static\/5304f39be4b0c1e749b456be\/t\/573f73af8a65e2e08096625d\/1463776177689\/SIFF_Naledi-Twitter.jpg?format=1500w\" align=\"left\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80135296\"><em>Naledi: a baby elephant&#8217;s tale<\/em><\/a> (90 min., 2016) \u2014<\/strong> Depois de mais de 650 dias, havia muita expectativa no Acampamento Abu, em Botsuana. Kiti, uma elefanta \u00f3rf\u00e3, estava prestes a dar \u00e0 luz. Ap\u00f3s v\u00e1rios dias de trabalho de parto, uma elefantinha nasceu numa noite e recebeu o nome de Naledi. Dirigido por Ben Bowie e Geoff Luck, este document\u00e1rio retrata o primeiro ano de vida dessa menininha paquid\u00e9rmica. Nascida em Abu, misto de albergue para elefantes e parque de saf\u00e1ri, Naledi teve um come\u00e7o de vida t\u00e3o dram\u00e1tico quanto o de sua esp\u00e9cie. Seu nascimento trouxe grande alegria para o pessoal de Abu: Brett Mitchell e Wellington Jana (gerentes do acampamento), Chris Baeti (tratador), Mike Chase (bi\u00f3logo) e outros funcion\u00e1rios. A alegria, por\u00e9m, logo deu lugar \u00e0 trag\u00e9dia: Naledi perdeu a m\u00e3e depois de apenas 1 m\u00eas e meio; Kiti teve que passar por uma eutan\u00e1sia ap\u00f3s um grave problema intestinal, que se mostrou intrat\u00e1vel. Com a elefantinha correndo risco de morrer por desnutri\u00e7\u00e3o, a equipe toma uma decis\u00e3o dr\u00e1stica: separ\u00e1-la do grupo para poder amament\u00e1-la artificialmente. \u00c9 um processo estressante e doloroso tanto humanos como elefantes. Mas \u00e9 recompensador: em quatro meses, Naledi se recupera plenamente e, aos poucos, come\u00e7a a passear com seus tratadores, que n\u00e3o a largam por nenhum minuto. No entanto, ela n\u00e3o pode aprender tudo o que precisa com os homens que cuidam t\u00e3o bem dela. Reintroduzi-la \u00e0 manada \u00e9 outro trabalho delicado, que nos mostra como cada indiv\u00edduo do grupo reage segundo sua personalidade: algumas elefantas ficam assustadas, como se tivessem visto em Naledi um fantasma; outras lembram-se dela imediatamente e comemoram seu retorno. Em meio a esse e outros dramas, Mike Chase precisa fazer outro trabalho igualmente urgente: contar quantos elefantes existem em Botsuana e em outros pa\u00edses africanos. Ao completar um ano, Naledi parece melhor do que nunca, mas adoece pouco depois. Tamb\u00e9m vitimada por um problema intestinal, ela precisar\u00e1 ser isolada da manada outra vez, agora para ser operada. A opera\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente delicada, colocando em risco a vida da filhote de Kiti. Num final dram\u00e1tico, acompanhamos tanto o resultado desta cirurgia quanto a apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados preliminares do censo de elefantes numa confer\u00eancia cient\u00edfica. Entre outros n\u00fameros, uma estat\u00edstica deprimente: a cada 15 minutos um elefante \u00e9 morto, principalmente para a extra\u00e7\u00e3o de marfim. O resultado deste com\u00e9rcio ilegal s\u00e3o in\u00fameros elefantinhos \u00f3rf\u00e3os \u2014 e nem todos podem receber os cuidados que salvaram Naledi.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" src=\"https:\/\/www.booooooom.com\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/thebirthofsake-film.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80050064\"><em>The Birth of Sak\u00e9<\/em><\/a> (93 min., 2015) \u2014<\/strong> Como se produz o saqu\u00ea, a bebida nacional do Jap\u00e3o? A resposta est\u00e1 neste document\u00e1rio\u2026 e\u2026 eu tinha uma boa resenha\/resumo dele, mas cometi o descuido de perder o rascunho. Em todos esses 12 meses nessa ind\u00fastria vital, essa \u00e9 a primeira vez que isso me acontece. Assim, fica a recomenda\u00e7\u00e3o deste bom document\u00e1rio \u2014 do qual posso dizer que revela, de modo delicado, um longo e \u00e1rduo processo para transformar arroz em bebida \u2014 e deixo um pedido de desculpas \u00e0 japonesa: <em>gomenasai!<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h4>Travelogues<\/h4>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" src=\"http:\/\/static.tvmaze.com\/uploads\/images\/original_untouched\/128\/321679.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80186848\"><em>Jack Whitehall: travels with my father<\/em><\/a> (2017, 1 temporada) \u2014<\/strong> Di\u00e1rios de viagem s\u00e3o algo bastante comum na literatura de l\u00edngua inglesa. Com o surgimento da TV, esses livros deram lugar aos <em>travelogues<\/em>, programas de cunho tur\u00edstico-cultural. Neste <em>travelogue<\/em> exclusivo da Netflix (6 epis\u00f3dios de meia hora cada), o comediante Jack Whitehall resolve sair de f\u00e9rias e mochilar pelo sudeste asi\u00e1tico. S\u00f3 tem um pequeno problema: o pai dele, Michael, vai acompanh\u00e1-lo por lugares como Tail\u00e2ndia, Camboja e Vietn\u00e3. T\u00edpico senhor brit\u00e2nico de 76 anos, mal-humorado e um tanto nacionalista, Mr. Whitehall vai passar poucas e boas em programas como uma estranha loja de bonecas (onde adotam um boneco, Winston), um lual em Phuket, uma ex\u00f3tica refei\u00e7\u00e3o cambojana, um teatro de marionetes, um parque tem\u00e1tico franco-vietnamita e v\u00e1rios passeios de barco (coisa que Michael odeia). Enquanto Jack quer mochilar e mergulhar na cultura local, Michael prefere ficar bem-acomodado em hot\u00e9is chiques e viajar em trens confort\u00e1veis (o que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel). Juntos, pai e filho trocam lembran\u00e7as, vivem \u00e0s turras mas tamb\u00e9m conseguem um pouco de divers\u00e3o \u2014 em alguns momentos, Michael se solta e vira Mike. No fim, ambos refletem sobre as mudan\u00e7as observadas em cinco semanas de viagem. O choque cultural de Michael e as trapalhadas de Jack tentando se enturmar rendem boas risadas nesse di\u00e1rio de viagem fora de s\u00e9rie.<\/p>\n<hr \/>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" src=\"http:\/\/st.hotrod.com\/uploads\/sites\/21\/2014\/02\/roadkill-promo.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80109259\"><em>Roadkill<\/em><\/a> (2014, 1 temporada) \u2014<\/strong> Seria errado classificar como <em>travelogue<\/em> um programa que est\u00e1 mais para <em>Jackass<\/em> sobre rodas? Talvez, mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o absurdo quanto parece, pois a premissa de cada epis\u00f3dio desta webs\u00e9rie apresentada por David Freiburger e Mike Finnegan \u00e9 sempre a mesma: pegar uma lata velha caindo aos peda\u00e7os, deix\u00e1-la minimamente funcional (instrumentos como medidor de combust\u00edvel, veloc\u00edmetro e vidros s\u00e3o luxos) e cair na estrada, geralmente com destino a algum evento automobil\u00edstico. Ex-editores da <em>Hot Rod Magazine<\/em>, Finnegan e Freiburger representam bem o t\u00edpico autoentusiasta americano: sem qualquer planejamento, fazem tudo na base do improviso e o resultado \u00e9 que uma viagem ou conserto de poucas horas pode se desdobrar durante v\u00e1rios dias (o que leva os epis\u00f3dios a variar de 20 a 40 min.). Entre as loucuras apresentadas na temporada dispon\u00edvel no Netflix est\u00e1 um Chevy Monza 1978 turbinado com sopradores de folhas (!!), a disputa entre um Prius h\u00edbrido e um Gremlin 75 (que culmina com o h\u00edbrido esmagado por um tanque), um Camaro com mais de 1000 cavalos em Bonneville, uma corrida de resist\u00eancia chamada LeMons (s\u00e9rio!), um Dodge 68 reformado com pe\u00e7as de um <em>motorhome<\/em>, uma jornada rumo ao Museu do Corvette num Corvette 75 e a tentativa de resgatar uma picape dos anos 1950 de um ferro-velho. (In)felizmente, isso n\u00e3o \u00e9 tudo: o que est\u00e1 na Netflix atualmente \u00e9 apenas a segunda temporada. Hoje j\u00e1 s\u00e3o cinco, sendo que epis\u00f3dios memor\u00e1veis \u2014 como uma viagem de LA ao Alasca numa Ford Ranchero 67, um <em>rat rod<\/em> vs. um Lamborghini e uma batalha de carros policiais baga\u00e7ados \u2014 podem ser vistos em um <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PL12C0C916CECEA3BC\">canal do YouTube<\/a> (s\u00f3 que sem legenda).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um crime island\u00eas, o nascimento de uma elefantinha, espi\u00f5es noir, mo\u00e7as que aceleram na Palestina, dois guias de viagem bem diferentes e uma resenha perdida &nbsp; Out of Thin Air (84 min., 2017) \u2014 Quando pensamos na Isl\u00e2ndia, podemos nos lembrar dos vulc\u00f5es com nomes impronunci\u00e1veis, da Bj\u00f6rk e de uma popula\u00e7\u00e3o pequena e segura. 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