{"id":9714,"date":"2018-01-01T19:59:57","date_gmt":"2018-01-01T21:59:57","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=9714"},"modified":"2018-01-01T19:59:57","modified_gmt":"2018-01-01T21:59:57","slug":"o-que-andei-vendo-no-netflix-em-dezembro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2018\/01\/o-que-andei-vendo-no-netflix-em-dezembro-2\/","title":{"rendered":"O que andei vendo no Netflix em dezembro"},"content":{"rendered":"<h4 align=\"justify\">Os marmanjos que idolatram novinhas japonesas, tentativas de alcan\u00e7ar o \u201ccentro do Universo\u201d, um retrato \u00edntimo da \u00faltima equipe familiar da F\u00f3rmula-1, a velha pol\u00eamica dos grafites paulistanos e uma s\u00e9rie sobre sequestrados encerraram os document\u00e1rios que vi em 2017 \u2014 agora com trailers ap\u00f3s cada resenha<\/h4>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/lgtv.cl.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/16234905\/tokyoidols_destacado.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"http:\/\/lgtv.cl.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/16234905\/tokyoidols_destacado.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"406\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80163353\"><em>Tokyo Idols<\/em><\/a> (88 min., 2017) \u2014<\/strong> O que voc\u00ea faria por um encontro de um minuto cravado com seu \u00eddolo favorito? Largaria o emprego? Pedalaria por quil\u00f4metros? Gastaria a maior grana? Seriam atitudes compreens\u00edveis para um(a) jovem, mas no Jap\u00e3o isso \u00e9 coisa que homens de meia-idade fazem por meninas que ainda est\u00e3o na adolesc\u00eancia, as <em>idols<\/em>, um misto de cantora, dan\u00e7arina e modelo. Embora pare\u00e7am inalcan\u00e7\u00e1veis, h\u00e1 cerca de 10 mil adolescentes japonesas que se apresentam como <em>idols<\/em>. Rio Hiragi, 19 anos, Yuka Hirano, 22, e Amu, 14, s\u00e3o algumas delas. Seus f\u00e3s tamb\u00e9m se contam aos milhares e s\u00e3o homens que levam uma vida comum, por vezes at\u00e9 med\u00edocre \u2014 como o revendedor de eletr\u00f4nicos, Koji, 43 anos e o funcion\u00e1rio de transportadora Mitacchi. Mas o que leva esses marmanjos a venerar as novinhas? Essa \u00e9 a quest\u00e3o discutida por jornalistas, economistas, soci\u00f3logos, empres\u00e1rios e produtores musicais neste document\u00e1rio dirigido por Kyoko Miyake. Entre as respostas est\u00e3o fatores culturais (como o culto \u00e0 virgindade dos japoneses), sociais (uma gera\u00e7\u00e3o de homens deprimidos e socialmente retra\u00eddos) e econ\u00f4micos (uma economia em estagna\u00e7\u00e3o desde os anos 1990). As legendas das m\u00fasicas cantadas tamb\u00e9m ajuda a entender o contexto dessa subcultura: os temas variam de algo parecido com o gospel a can\u00e7\u00f5es de dor-de-cotovelo e com teor de auto-ajuda. Al\u00e9m disso, acompanhamos a rotina das <em>idols<\/em>, que inclui constantes <em>livestreams<\/em> nas redes sociais, competi\u00e7\u00f5es acirradas \u2014 como a da AKB48, banda mais popular do g\u00eanero, que tem centenas de integrantes e elei\u00e7\u00f5es anuais \u2014 e meios de promo\u00e7\u00e3o pouco ortodoxos \u2014 como a turn\u00ea cicl\u00edstica da Rio pelo Jap\u00e3o. Embora movimente 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares por ano e seja cada vez mais <em>mainstream<\/em>, a cultura <em>idol<\/em> n\u00e3o representa necessariamente um meio de ascens\u00e3o socioecon\u00f4mica para as meninas (ali\u00e1s, cada vez mais jovens) que almejam essa carreira. Ao mesmo tempo, esse \u00e9 um dos poucos (se n\u00e3o o \u00fanico) espa\u00e7o onde as mulheres t\u00eam protagonismo na cultura japonesa. Por fim, ainda que alguns f\u00e3s vejam suas <em>idols<\/em> de forma rom\u00e2ntica e mesmo sexualizada, a maioria parece segui-las como uma forma de lidar com as frustra\u00e7\u00f5es do dia-a-dia e de buscar ambientes mais informais, que lhes permitam se expressar livremente: cantando, dan\u00e7ando e at\u00e9 mesmo com gritos hist\u00e9ricos t\u00edpicos de qualquer f\u00e3 de <em>pop<\/em>. Trailer (em ingl\u00eas):<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5lnBd-Gk9Dk&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/images-na.ssl-images-amazon.com\/images\/I\/91lHGxS9eyL._SL1500_.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/images-na.ssl-images-amazon.com\/images\/I\/91lHGxS9eyL._SL1500_.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"974\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80039641\"><em>Meru &#8211; o centro do universo<\/em><\/a> (90 min., 2015) \u2014<\/strong> Ap\u00f3s se casar, o alpinista americano Conrad Anker prometeu \u00e0 esposa que n\u00e3o iria mais se arriscar em grandes montanhas. Alguns anos mais tarde, por\u00e9m, l\u00e1 estava ele organizando mais uma expedi\u00e7\u00e3o ao lado do companheiro Jimmy Chin e do novato Renan Oztark. O objetivo era o Monte Meru, uma montanha sagrada para o hindu\u00edsmo, considerada o ponto de encontro entre o C\u00e9u, a Terra e o Inferno al\u00e9m de abrigar a nascente do rio Ganges. Para os alpinistas o motivo da atra\u00e7\u00e3o \u00e9 o enorme pared\u00e3o quase inteiramente vertical de cerca de 6000 metros chamado Barbatana do Tubar\u00e3o. Conrad j\u00e1 havia tentado conquistar o Meru em 2003. Esse document\u00e1rio, dirigido por Chin, aplinista-fot\u00f3grafo-cinegrefista-sino-americano, come\u00e7a com a segunda tentativa, feita em 2008. Pendurados numa barraca durante quatro dias sob nevasca intensa, o trio de escaladores perdeu metade do suprimento de comida com 90% da escalada pela frente. Para surpresa de Oztark, os veteranos decidem seguir at\u00e9 o fim e quase alcan\u00e7am o topo. Tr\u00eas anos mais tarde, em 2011, nova tentativa. Apresentada na segunda metade do filme, essa terceira expedi\u00e7\u00e3o ao Meru foi dram\u00e1tica antes mesmo de come\u00e7ar: meses antes da subida, Renan sofre uma grave les\u00e3o no cr\u00e2nio e no pesco\u00e7o enquanto gravava um comercial com <em>snowboarders<\/em>; quando vai terminar esse servi\u00e7o, Jimmy \u00e9 engolido por uma avalanche e sobrevive milagrosamente. Com 2\/3 da equipe ferida fisica e psicologicamente, Conrad chega a ponto de desistir. Mas como aconteceu em 2008, os tr\u00eas resolvem seguir em frente apesar de todas as circunst\u00e2ncias e buscam alcan\u00e7ar o ponto da superf\u00edcie terrestre em que nenhum homem jamais esteve: o topo do Meru. Trailer (em ingl\u00eas):<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qdWzTqyMtSU&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/en.f1i.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/DDksggZXoAYszQb-725x500.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"http:\/\/en.f1i.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/DDksggZXoAYszQb-725x500.jpg\" alt=\"\" width=\"725\" height=\"500\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80196135\"><em>Williams<\/em><\/a> (104 min., 2017) \u2014<\/strong> Ele sempre foi moleque e sempre precisou de velocidade. H\u00e1 mais de 40 anos \u00e0 frente de uma equipe de F\u00f3rmula-1 \u2014 a \u00faltima \u00e0 moda antiga, controlada diretamente por seu propriet\u00e1rio \u2014, <em>Sir<\/em> Frank Williams j\u00e1 seria lend\u00e1rio apenas por isso. Mas Mr. Williams n\u00e3o \u00e9 nem nunca foi acomodado. Ap\u00f3s aprender a dirigir no carro da m\u00e3e (que o criou sozinha), sua carreira come\u00e7ou nos anos 60, quando passou a pilotar um Austin que lhe custou 80 libras. Como todo jovem piloto, ele almejava ser o melhor de todos mas era meio afobado e vivia saindo das pistas. Quando percebeu que n\u00e3o era t\u00e3o bom assim na pilotagem, voltou-se para a \u00e1rea mec\u00e2nica e come\u00e7ou a ganhar a vida com a compra e venda de pe\u00e7as e montando carros de corrida por encomenda para pilotos europeus. Um deles, Piers Courage, foi o parceiro que o levou a montar carros para F\u00f3rmula-1 em 1969. Era uma parceria promissora, mas n\u00e3o durou muito: Courage faleceu no ano seguinte ao se acidentar no GP da Holanda num carro montado por Williams. O ex-piloto conseguiu se manter na perigosa F-1 setentista, mas era o saco de pancadas da categoria \u2014 mal tinha dinheiro para comprar pneus e velas. Quem sempre lhe deu apoio incondicional foi sua esposa, Virginia &#8220;Ginny&#8221; Williams, que se apaixonou por ele quando estava prestes a se casar com outro cara. Em 76, Frank teve que vender a pr\u00f3pria equipe e chegou a ser expulso dela. A Williams renasceria, no ano seguinte, com o patroc\u00ednio de uma cervejaria belga e viveria sua era dourada nos anos 1980, quando passaram por ela nomes como Alan Jones, Nigel Mansell e Nelson Piquet. Em 86, Frank e sua equipe estavam no auge quando ele ficou tetrapl\u00e9gico num acidente de carro na pr\u00e9-temporada. Todo mundo sofreu, claro, mas ningu\u00e9m mais do que Ginny \u2014 de repente, ela teve que se tornar m\u00e3e do pr\u00f3prio marido e ajudar a administrar a equipe. Outro grande baque foi a morte de Senna em 94. Desde ent\u00e3o a equipe j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a mesma e s\u00f3 n\u00e3o fechou as portas por causa da teimosia do chefe. Entretanto, este document\u00e1rio, dirigido por Morgan Matthews e co-produzido pela BBC, n\u00e3o \u00e9 apenas a hist\u00f3ria de uma equipe e do homem que a criou. Williams tamb\u00e9m revela o lado familiar e \u00edntimo de Frank, que sempre zelou pela vida privada e foi avesso a entrevistas. Para contornar o laconismo do patriarca, a hist\u00f3ria \u00e9 contado por meio de entrevistas com familiares, amigos, ex-funcion\u00e1rios da equipe e sobretudo as grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio de Ginny, que escreveu um livro ap\u00f3s o acidente do marido, al\u00e9m das recorda\u00e7\u00f5es de Claire Williams, filha de Frank e primeira mulher a chefiar uma equipe de F-1. O resultado \u00e9 um filme primoroso, capaz de interessar at\u00e9 quem n\u00e3o acompanha a categoria de ponta do automobilismo: ego\u00edsta e teimoso, carism\u00e1tico e inexpressivo, Frank \u00e9 um personagem riqu\u00edssimo. Trailer (em ingl\u00eas):<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_wAMk1sllp0&#8243; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/followthecolours.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/follow-the-colours-cidade-cinza-filme.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/followthecolours.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/follow-the-colours-cidade-cinza-filme.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"349\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80194556\"><em>Cidade Cinza<\/em><\/a> (79 min, 2013) \u2014<\/strong> Uma das grandes pol\u00eamicas do rec\u00e9m-finado 2017 foi o apagamento dos grafites de S\u00e3o Paulo \u2014 como os grandes paineis da Avenida 23 de Maio \u2014 no in\u00edcio do governo de Jo\u00e3o D\u00f3ria. No entanto, essa \u00e9 uma quest\u00e3o mais antiga do que parece: a postura higienista e cinzenta da prefeitura paulistana vem de muitos anos e ultrapassa as colora\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias dos prefeitos. \u00c9 isso que mostra esse document\u00e1rio dirigido por Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo e ambientado em dezembro de 2008. Naquela \u00e9poca o mural da 23 de Maio tamb\u00e9m foi alvo das brigadas cinzentas da prefeitura (ent\u00e3o administrada por Gilberto Kassab), o que gerou uma pol\u00eamica e uma desculpa muito parecidas com a deste ano: o apagamento, segundo o prefeito, havia sido um &#8220;engano&#8221;. Com entrevistas com artistas do grafite como Osgemeos (Ot\u00e1vio e Gustavo Pandolfo), Nunca (Francisco Rodrigues), Ise (Cl\u00e1udio Duarte), Nina (Carina Pandolfo), Zefix e Finox, al\u00e9m de F\u00e1bio Cypriano, cr\u00edtico de arte da Folha, e curadores de arte nacionais e estrangeiros, o filme debate a quest\u00e3o: onde termina o grafite e come\u00e7a o pixo? Quais s\u00e3o os crit\u00e9rios para preservar esse tipo de manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica? Enquanto os artistas explicam como se iniciaram nessa cultura ligada ao <em>hip hop<\/em> e quais s\u00e3o suas inspira\u00e7\u00f5es, suas motiva\u00e7\u00f5es e suas t\u00e9cnicas, os produtores do filme acompanham (a) a opera\u00e7\u00e3o de recria\u00e7\u00e3o do painel apagado na 23 de Maio e (b) uma equipe de terceirizados encarregados de pintar os muros (e a cidade) de cinza. H\u00e1 subjetividade em ambos os processos, mas a dos funcion\u00e1rios da prefeitura tem uma carga destrutiva: dois grafites no mesm\u00edssimo muro podem ser tratados de maneira diferente dependendo se agradam ou n\u00e3o aos fiscais \u2014 entre os quais, curiosamente, h\u00e1 um ex-grafiteiro que parece ser bem r\u00edgido na opera\u00e7\u00e3o de &#8220;limpeza&#8221;. Al\u00e9m de discutir a falta de crit\u00e9rios nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o, Mesquita e Valiengo destacam como o nosso grafite s\u00f3 passou a ser visto como arte por aqui depois de ser reconhecido no exterior. Por fim, a reinaugura\u00e7\u00e3o do mural, onde Kassab, Andrea Matarazzo e um bispo aparecem para uma entrega &#8220;simb\u00f3lica&#8221; e falam mais num tom autocongratulat\u00f3rio do que em pedidos de desculpas e na busca por entendimento com as demandas dos artistas. Estes, por sua vez, terminam com a esperan\u00e7a de que passem a ter suas obras mais respeitadas e preservadas \u2014 algo que, praticamente dez anos depois, ainda n\u00e3o aconteceu. Trailer:<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7NpppZaGfJo&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<h4 align=\"justify\">S\u00e9rie documental<\/h4>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/www.satusfaction.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/captive.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/www.satusfaction.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/captive.jpg\" alt=\"\" width=\"672\" height=\"274\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80065491\">Captive: Hist\u00f3rias sobre Ref\u00e9ns<\/a><\/em> (1 temporada, 2016) \u2014<\/strong> Quando se fala em ref\u00e9m, a primeira coisa que vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 o sequestro, um crime relativamente comum. Exceto pela executiva da Coca-Cola sequestrada no Rio nos anos 90, os ref\u00e9ns que contam suas hist\u00f3rias nessa s\u00e9rie exclusiva do Netflix foram v\u00edtimas de sequestros bastante incomuns: presos rebelados numa penitenci\u00e1ria dos EUA, iatistas capturados por piratas na Som\u00e1lia, mission\u00e1rios em cativeiro nas selvas filipinas, volunt\u00e1rios encarcerados na Chech\u00eania, palestinos sitiados numa igreja em Bel\u00e9m, filantropos levados por terroristas no I\u00eamen e ativistas de direitos humanos em cativeiro no Iraque p\u00f3s-guerra. Com cerca de uma hora cada, os oito epis\u00f3dios ouvem n\u00e3o apenas os sequestrados mas tamb\u00e9m os seus familiares, os negociadores e, em alguns casos, os respons\u00e1veis pelo cativeiro. Os crimes, retratados por meio de reconstitui\u00e7\u00f5es e imagens de arquivo ou \u00e1udios das negocia\u00e7\u00f5es, variam tanto em dura\u00e7\u00e3o \u2014 de poucos dias a mais de um ano \u2014 quanto em grau de viol\u00eancia \u2014 algumas v\u00edtimas acabam mortas, outras n\u00e3o \u2014 e em motiva\u00e7\u00f5es, que nem sempre se resumem \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de dinheiro em troca do resgate das v\u00edtimas. Nos cativeiros mais longos \u00e9 poss\u00edvel observar o desenvolvimento de uma aproxima\u00e7\u00e3o paradoxal entre sequestrado e sequestrador, algo conhecido como S\u00edndrome de Estocolmo. Nesses casos, seria interessante a participa\u00e7\u00e3o de algum psic\u00f3logo para explicar o que h\u00e1 por tr\u00e1s desse tipo de rea\u00e7\u00e3o. Trailer (em ingl\u00eas):<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DSp83eiQ-1w&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os marmanjos que idolatram novinhas japonesas, tentativas de alcan\u00e7ar o \u201ccentro do Universo\u201d, um retrato \u00edntimo da \u00faltima equipe familiar da F\u00f3rmula-1, a velha pol\u00eamica dos grafites paulistanos e uma s\u00e9rie sobre sequestrados encerraram os document\u00e1rios que vi em 2017 \u2014 agora com trailers ap\u00f3s cada resenha Tokyo Idols (88 min., 2017) \u2014 O que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":486,"featured_media":9719,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"material-hide-sections":[],"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[23,73,88,105,138,264,266,294,326],"tags":[1732,1810,1862,1970,1984,2233,2411,3017,3075,3314,3475],"class_list":["post-9714","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artes","category-crime","category-documentario","category-esportes","category-formula-1","category-polemica","category-pop","category-series","category-videos","tag-grafite","tag-himalaia","tag-idols","tag-j-pop","tag-japao","tag-meru","tag-netflix","tag-sao-paulo","tag-sequestro","tag-trailer","tag-williams"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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