{"id":9940,"date":"2018-04-01T20:44:59","date_gmt":"2018-04-01T23:44:59","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/?p=9940"},"modified":"2018-04-01T20:44:59","modified_gmt":"2018-04-01T23:44:59","slug":"o-que-andei-vendo-no-netflix-em-maro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/hypercubic\/2018\/04\/o-que-andei-vendo-no-netflix-em-maro-2\/","title":{"rendered":"O que andei vendo no Netflix em mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<h4 align=\"justify\">A vida das mulheres da I Guerra, uma investiga\u00e7\u00e3o anti-terrorista, a rotina de quem tem fadiga cr\u00f4nica, as casas perigosas da Gr\u00e3-Bretanha e um festival de vergonha alheia em dose dupla<\/h4>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/women-at-war.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" title=\"\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/women-at-war_thumb.jpg\" alt=\"women-at-war\" width=\"640\" height=\"360\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80230465\">Women at War 1914-1918<\/a><\/em> [<em>Elles \u00e9taient en guerre 1914-1918<\/em> | 93 min. | 2014] \u2014<\/strong> Talvez a maior diferen\u00e7a entre a I e a II Guerra Mundial esteja no campo dom\u00e9stico: foi durante o conflito de 1914-18 que, pela primeira vez, as mulheres deixaram os lares e passaram a executar trabalhos at\u00e9 ent\u00e3o exclusivamente masculinos, como o cultivo e colheita nos campos, a organiza\u00e7\u00e3o das telecomunica\u00e7\u00f5es e dos transportes e a fabrica\u00e7\u00e3o de bens industrializados, principalmente de armas e muni\u00e7\u00f5es. Dirigido por Fabien B\u00e9ziat e Hugues Nancy este document\u00e1rio franc\u00eas nos apresenta a Hist\u00f3ria da I Guerra pelos olhos das mulheres \u2014 como a romancista americana Edith Wharton, que criou uma rede de albergues que abrigou 9 mil refugiados franceses e belgas; a jornalista e ativista Louise Bodin, que virou enfermeira numa escola transformada em hospital militar; Blanche Maupas, professora do interior da Fran\u00e7a, testemunhou o impacto da guerra sobre as crian\u00e7as e tamb\u00e9m sobre o curr\u00edculo das escolas francesas; Louise Thuliez e Marie de Croy, que organizaram uma rede de espi\u00e3s na zona ocupada da Fran\u00e7a, entre as quais estavam as enfermeiras-espi\u00e3s Edith Cavell e Gabrielle Petit; e Anna Coleman, escultora, passou a fabricar pr\u00f3teses faciais.<\/p>\n<p align=\"justify\">An\u00f4nimas como as centenas de milhares de &#8220;municionetes&#8221; e as 20 mil mulheres de Lille que foram sequestradas pelos alem\u00e3es e obrigadas a trabalhar em suas f\u00e1bricas dividem espa\u00e7o com famosas como Marie Curie e suas unidades m\u00f3veis de radiologia e Rosa Luxemburgo e sua incans\u00e1vel luta pelo pacifismo. As mulheres que arrega\u00e7aram as mangas enquanto os homens praticavam seus rituais coletivos de homic\u00eddio e suic\u00eddio foram ora louvadas pelas propagandas governamentais, ora desprezadas pelo p\u00fablico, pela imprensa, pelos empres\u00e1rios e pelos militares. Sem d\u00favida elas escreveram milhares de cartas e di\u00e1rios com seu olhar sobre a guerra. Embora trechos desses documentos pessoais estejam presentes, acabam sendo sufocados nesse filme pelas longas contextualiza\u00e7\u00f5es, desnecess\u00e1rias para quem j\u00e1 conhece a hist\u00f3ria (oficial) contada pelos homens. Apesar de parecer condenar o nacionalismo que levou a Europa \u00e0quela carnificina, <em>Elles \u00e9taient en guerre<\/em> n\u00e3o deixa de ter um ran\u00e7o nacionalista franc\u00eas. As personagens retratadas s\u00e3o predominantemente francesas ou aliadas americanas e inglesas \u2014 n\u00e3o h\u00e1 uma palavra sequer sobre os sofrimentos das inimigas alem\u00e3s nem das distantes aliadas russas. Talvez o ponto alto do filme esteja no seu aspecto gr\u00e1fico: as imagens de arquivo surpreendem por serem coloridas (ou colorizadas) e origin\u00e1rias de fontes in\u00e9ditas como filmagens a\u00e9reas feitas em dirig\u00edveis ou grava\u00e7\u00f5es clandestinas feitas por soldados no <em>front<\/em>. No fim, este document\u00e1rio mostra que a Grande Guerra n\u00e3o foi assim t\u00e3o decisiva na inser\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho e na vida pol\u00edtica \u2014 sobretudo na Fran\u00e7a, onde as mulheres s\u00f3 conquistariam o voto trinta anos e uma guerra mundial mais tarde.<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bhz0SDzkStc&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/terror.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" title=\"\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/terror_thumb.jpg\" alt=\"(t)error\" width=\"640\" height=\"355\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80039644\">(T)ERROR<\/a> <\/em>[84 min. | 2015] \u2014<\/strong> Um s\u00e9culo ap\u00f3s uma guerra iniciada por uma ataque terrorista, a d\u00favida permanece: como lidar com o terrorismo? Enquanto todo mundo discutia os programas de vigil\u00e2ncia em massa na internet, esse document\u00e1rio investigava uma ferramenta bem antiga: o uso de informantes pagos. \u00c0 primeira vista Saeed, vulgo Shariff, \u00e9 um divertido metre-cuca e vendedor de hot-dogs em jogos de basquete. Ao mesmo tempo, ele tamb\u00e9m \u00e9 um informante do FBI e, sem informar aos seus superiores, revela parte desse seu lado obscuro nesse document\u00e1rio dirigido pela amiga Lyric B. Cabral. Um dos alvos, ou melhor, PDI (Pessoa de Interesse) do X9 \u00e9 um tal de Khalifa Al-Akili. Apesar de suas origens distintas, os dois t\u00eam trajet\u00f3rias semelhantes. Ex-Pantera Negra, convertido ao Isl\u00e3 ainda nos anos 1970, Shariff atuou como seguran\u00e7a comunit\u00e1rio em uma mesquita nova-iorquina nos anos 1980. Preso por pequenos crimes, acabou recrutado como informante pelo FBI em troca de sua liberta\u00e7\u00e3o condicional em 2000. Khalifa, por sua vez, \u00e9 um ex-protestante convertido nos anos 1990 e levanta suspeitas pela posse de armas e um discurso inflamado no Facebook.<\/p>\n<p align=\"justify\">Num ato ousado, Lyric passa a atuar como uma agente-dupla para realizar esse filme. Suas entrevistas com Khalifa s\u00e3o realizadas sem o conhecimento de Shariff (e vice-versa). Pode n\u00e3o ser honesto mas s\u00f3 assim foi poss\u00edvel registrar tanto a aproxima\u00e7\u00e3o quanto a desconfian\u00e7a m\u00fatua entre Shariff e Al-Akili. Enquanto a PDI percebe que est\u00e1 sendo investigada, o informante se d\u00e1 conta que ele \u00e9 um sujeito de baixo risco, um peixe pequeno e praticamente inofensivo. Sem sucesso, nosso cozinheiro\/espi\u00e3o tenta convencer o FBI a abandonar a investiga\u00e7\u00e3o. Assim, Al-Alkili acaba preso pelos federais \u00e0s v\u00e9speras de revelar publicamente a trama armada contra ele. Em meio aos telefonemas e mensagens de texto trocadas entre os envolvidos, Cabral apresenta um panorama dos esquemas de infiltra\u00e7\u00e3o do FBI desde os anos 1960 e d\u00e1 ind\u00edcios de que muito desse trabalho \u00e9 fruto de uma teimosia paranoica, que n\u00e3o se importa em destruir a vida nem de seus informantes nem de inocentes como Tarik Shah, professor de baixo que era amigo de Shariff e foi delatado por ele depois de uma suposta radicaliza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o 11\/9. No fim, de modo nem um pouco surpreendente, Shariff perde o emprego e tem dificuldades de levar uma vida normal; Al-Aliki \u00e9 condenado a oito anos de deten\u00e7\u00e3o (por porte de armas, n\u00e3o por terrorismo) e a m\u00e3e de Shah ainda aguarda a liberta\u00e7\u00e3o do filho. A quest\u00e3o de como lidar com o terrorismo continua, portanto, sem respostas.<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Qudu8SWE1Ho&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/unrest.png\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" title=\"\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/unrest_thumb.png\" alt=\"unrest\" width=\"640\" height=\"244\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80168300\">Unrest<\/a><\/em> [97 min. | 2017] \u2014<\/strong> Bem mais espec\u00edfico mas tamb\u00e9m sem respostas \u00e9 o caso de Jennifer Brea. Ela teve uma inf\u00e2ncia normal, viajou bastante na juventude, conheceu o marido durante o doutorado em Harvard. Ent\u00e3o, de repente, veio uma febre de 41 graus, seguida de seis infec\u00e7\u00f5es em um ano \u2014 e Jennifer nunca mais foi a mesma. Ela passou a ter dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o, m\u00e3os que \u00e0s vezes se fechavam mas n\u00e3o se abriam, perda da fala, hipersensibilidade \u00e0 luz e aos sons e uma exaust\u00e3o extraordin\u00e1ria. Depois de dois anos frustrantes de consultas com especialistas que s\u00f3 viam estresse em seu caso, Jennifer ficou acamada e foi ent\u00e3o que descobriu, na internet, outras pessoas como ela: eram portadores da s\u00edndrome de fadiga cr\u00f4nica ou encefalomielite mi\u00e1lgica (SFC\/EM).<\/p>\n<p align=\"justify\">Dirigido, escrito e produzido por Jennifer esse document\u00e1rio conta, com v\u00eddeos caseiros, v\u00eddeos da internet e entrevistas por Skype, como \u00e9 a vida dela e de outros portadores de SFC\/EM e mostra o que dizem m\u00e9dicos e cientistas que estudam a doen\u00e7a. Entre os casos apresentados, o da dona de casa abandonada pelos amigos e pelo marido ap\u00f3s ficar doente, a mo\u00e7a inglesa de vinte e poucos anos que mal consegue se levantar da cama, o jovem fot\u00f3grafo que perdeu a voz e os movimentos h\u00e1 um ano e a adolescente dinamarquesa que teve os pais acusados de c\u00e1rcere privado e foi tirada de casa \u00e0 for\u00e7a pela pol\u00edcia. Embora deixe bem claro que a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 coisa da cabe\u00e7a de quem a tem \u2014 um estere\u00f3tipo t\u00e3o comum quanto equivocado \u2014, Jennifer n\u00e3o deixa de mostrar os impactos psicol\u00f3gicos da SFC\/EM, os momentos de desespero que a levam a acreditar em tratamentos alternativos e as discuss\u00f5es que surgem enquanto ela e o marido tentam decidir o melhor a ser feito. Mais do que um filme autobiogr\u00e1fico, este document\u00e1rio tem o objetivo bem b\u00e1sico de documentar e expor uma condi\u00e7\u00e3o que pode ser rara mas nem por isso \u00e9 menos real.<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JvK5s9BNLzA&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/mortified.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" title=\"\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/mortified_thumb.jpg\" alt=\"mortified\" width=\"640\" height=\"288\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/70251218\">Mortified Nation<\/a><\/em> [83 min. | 2013] \u2013<\/strong> Documentar e expor tamb\u00e9m s\u00e3o dois objetivos deste document\u00e1rio. Se tem uma coisa que parece ter acabado depois da internet \u00e9 o di\u00e1rio repleto de confiss\u00f5es ultra-secretas. Hoje j\u00e1 n\u00e3o trancamos segredos num caderninho decorado com um cadeado, contamos tudo para nossa audi\u00eancia privativa das redes sociais. Os tempos de privacidade podem ter acabado mas isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente algo ruim. A vergonha alheia pode ser tanto uma fonte de divers\u00e3o quanto de entendimento entre as pessoas, especialmente entre quem passou pelos mesmos momentos constrangedores. Momentos constrangedores \u00e9 o que n\u00e3o falta em <em>Mortified<\/em>: As fantasias da menina cheia de namorados on-line, mas sem nenhum na vida real. O rapazola branco que sonhava em ser <em>gangsta rapper<\/em> no fim dos anos 1990. A adolescente que roubava lojas por divers\u00e3o. As aventuras da garotinha que ia limpar casas com a m\u00e3e. O negro filho de pastor que se descobriu gay. A garota que frequentava um restaurante mexicano para fugir do relacionamento abusivo com a m\u00e3e.<\/p>\n<p align=\"justify\">Cartas de amor rid\u00edculas, roteiros para um romance perfeito que nunca aconteceu e bandas de rock imagin\u00e1rias. Tudo isso se encontra nos trechos de di\u00e1rios compartilhados por seus autores no <em>Mortified<\/em>, um espet\u00e1culo que celebra as lembran\u00e7as embara\u00e7osas da inf\u00e2ncia e da adolesc\u00eancia em Chicago, Los Angeles, Boston e outras cidades norte-americanas. Neste document\u00e1rio, acompanhamos os bastidores do espet\u00e1culo, o processo de sele\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o e curadoria dos &#8220;Queridos Di\u00e1rios&#8221; que v\u00e3o ser levados aos palcos. Participa\u00e7\u00f5es especiais de psic\u00f3logos (que explicam a import\u00e2ncia dos di\u00e1rios na cria\u00e7\u00e3o de nossas identidades e na express\u00e3o de nossos sentimentos mais \u00edntimos) e de um ex-m\u00fasico da banda The Cure (que depois de anos tocando m\u00fasicas para adolescentes agora faz a trilha sonora de <em>Mortified<\/em>). Divertido e original, este filme tamb\u00e9m conta a hist\u00f3ria de Neil Catcher, um dos produtores originais de <em>Mortified<\/em>, que conheceu a esposa depois de compartilhar nos palcos os versos sobre suas dificuldades para sair com as garotas. No fim, aprendemos que de perto ningu\u00e9m \u00e9 normal \u2014 e n\u00e3o h\u00e1 nada de errado nisso.<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=x3DmdV9XByY&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<h4 align=\"justify\">S\u00e9ries documentais<\/h4>\n<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/morti-guide.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" title=\"\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/morti-guide_thumb.jpg\" alt=\"morti-guide\" width=\"640\" height=\"360\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80118913\">Mortified Guide<\/a><\/em> [2018 | 1 temporada] \u2014<\/strong> Como se n\u00e3o bastasse quase uma hora e meia de vergonhas alheias, tem mais! Fantasias adolescentes com Bon Jovi, as disputas rom\u00e2nticas de um par de g\u00eameas id\u00eanticas, as reviravoltas na vida de um <em>playboy<\/em> popular, uma <em>fanfic<\/em> terr\u00edvel (e er\u00f3tica) de <em>Harry Potter<\/em>, os desejos de uma mo\u00e7a religiosa e a menina que, na falta de amigos, resolve criar um porco. Mais recente do que o document\u00e1rio original, esta s\u00e9rie \u00e9 mais bem estruturada, com o foco inteiramente voltado aos di\u00e1rios compartilhados nos palcos, seus autores e a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Os seis epis\u00f3dios (cerca de 45 min. cada) s\u00e3o divididos por temas, reunindo relatos constrangedoramente engra\u00e7ados sobre a descoberta da sexualidade, a vida entre irm\u00e3os, a socializa\u00e7\u00e3o na escola e a cultura pop. Alguns dos causos, registrados em \u00e1udio pelo <em>podcast Mortfied<\/em>, s\u00e3o representados por divertidas anima\u00e7\u00f5es. Outros, nos palcos, apresentam pela primeira vez m\u00fasicas ou pe\u00e7as teatrais compostas por adolescentes (\u00e0s vezes com segundas inten\u00e7\u00f5es). Por mais vergonhosos que sejam, todo mundo sobrevive \u00e0s mancadas da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia \u2014 e \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica de seus di\u00e1rios.<\/p>\n<p align=\"justify\">[youtube_sc url=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ySm87c_GnjE&#8221; autohide=&#8221;1&#8243; nocookie=&#8221;1&#8243;]<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/how-safe.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-5\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border: 0px currentcolor;margin-right: auto;margin-left: auto;float: none\" title=\"\" src=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/hypercubic\/files\/2018\/04\/how-safe_thumb.jpg\" alt=\"how safe\" width=\"640\" height=\"357\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/80232950\">How safe is your house<\/a><\/em> [2014 | 1 temporada] \u2014<\/strong> N\u00e3o tem jeito, todo dia acontece um acidente dom\u00e9stico na Gr\u00e3-Bretanha. O resultado s\u00e3o milhares de mortes e milh\u00f5es de feridos, com preju\u00edzos pra todos os envolvidos. Essa s\u00e9rie da BBC investiga, em tr\u00eas epis\u00f3dios (~45 min. cada), quais s\u00e3o os fatores de risco mais comuns nos lares brit\u00e2nicos. Enquanto o jornalista Mark Clemmitt visita casas que foram prejudicadas por reformas mal-feitas e busca desmascarar empreiteiros trambiqueiros e falsos engenheiros de g\u00e1s, Angelica Bell mostra o trabalho de especialistas que trabalham para prevenir ou remediar os riscos de acidentes dom\u00e9sticos \u2014 de agentes alfandeg\u00e1rios que barram brinquedos e eletr\u00f4nicos falsificados a dedetizadores e fiscais da vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria. Tamb\u00e9m s\u00e3o explorados riscos estruturais como escadas trai\u00e7oeiras e alarmes de inc\u00eandio que n\u00e3o funcionam. Os dois jornalistas ainda fazem entrevistas com sobreviventes de acidentes dom\u00e9sticos. A s\u00e9rie me lembrou as reportagens especiais que o <em>Fant\u00e1stico<\/em> costumava fazer at\u00e9 a d\u00e9cada passada \u2014 especialmente no primeiro epis\u00f3dio, cujos testes de brinquedos e produtos eletr\u00f4nicos contrabandeados lembram os testes do INMETRO no programa dominical global. Embora Clemmitt fa\u00e7a um bom trabalho investigativo para desmascarar prestadores de servi\u00e7o vigaristas, pouco explica quais foram os erros que cometeram em suas obras, especialmente quando s\u00e3o falhas estruturais. Nesse aspecto, seriam bem-vindas anima\u00e7\u00f5es ou plantas em 3D para esclarecer o certo e o errado de uma constru\u00e7\u00e3o segura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida das mulheres da I Guerra, uma investiga\u00e7\u00e3o anti-terrorista, a rotina de quem tem fadiga cr\u00f4nica, as casas perigosas da Gr\u00e3-Bretanha e um festival de vergonha alheia em dose dupla Women at War 1914-1918 [Elles \u00e9taient en guerre 1914-1918 | 93 min. | 2014] \u2014 Talvez a maior diferen\u00e7a entre a I e a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":486,"featured_media":9932,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"_eb_attr":"","editor_plus_copied_stylings":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"material-hide-sections":[],"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[22,66,73,79,88,96,160,167,172,207,230,252,312,326],"tags":[419,1208,1466,1515,1531,1535,1620,1729,3423],"class_list":["post-9940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arquitetura","category-conspiracao","category-crime","category-curiosidades","category-documentario","category-engenharia","category-historia","category-humor","category-i-guerra-mundial","category-medicina","category-neurociencia","category-palestras","category-terrorismo","category-videos","tag-adolescencia","tag-diario","tag-eua","tag-fadiga-cronica","tag-fbi","tag-feminismo","tag-franca","tag-gra-bretanha","tag-vergonha-alheia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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