{"id":152,"date":"2026-07-07T13:31:16","date_gmt":"2026-07-07T16:31:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/?p=152"},"modified":"2026-07-07T13:31:18","modified_gmt":"2026-07-07T16:31:18","slug":"inctbio-lk-mira-a-interdisciplinaridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/2026\/07\/07\/inctbio-lk-mira-a-interdisciplinaridade\/","title":{"rendered":"INCTBio-LK mira a interdisciplinaridade"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em nova fase, instituto passa a levar o nome do professor Lauro Kubota, idealizador do centro<\/h2>\n\n\n\n<p>Desde sua cria\u00e7\u00e3o, em 2008, o Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia em Bioanal\u00edtica (INCTBio) da Unicamp atua na vanguarda das pesquisas em qu\u00edmica bioanal\u00edtica, contribuindo para a consolida\u00e7\u00e3o da \u00e1rea entre as diversas frentes de estudos qu\u00edmicos. Ap\u00f3s 18 anos, o instituto entra em uma nova etapa de pesquisas e de desenvolvimento tecnol\u00f3gico ap\u00f3s ser contemplado, em 2025, num edital do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o de novos Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as novidades, est\u00e3o a amplia\u00e7\u00e3o no seu escopo de atua\u00e7\u00e3o, reunindo mais pesquisadores, aumentando o potencial interdisciplinar das pesquisas e incorporando a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica entre as frentes de trabalho. Esta nova etapa marca tamb\u00e9m uma homenagem a Lauro Kubota, professor da Unicamp e idealizador do INCTBio, que morreu em 2024, aos 60 anos. \u201cEle tinha uma capacidade impressionante de agregar pessoas e de executar projetos. Era um pesquisador de primeiro quilate, al\u00e9m de um ser humano fant\u00e1stico\u201d, descreve Marco Aur\u00e9lio Zezzi Arruda, coordenador-geral do instituto, que agora passou a se chamar INCTBio-LK, em refer\u00eancia a Lauro Kubota.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2026\/07\/scarpa_AJS_6888.jpg\" alt=\"Pessoa de cabelos brancos e \u00f3culos, vestindo camisa de manga comprida com listras azuis e brancas, gesticula com ambas as m\u00e3os enquanto fala em ambiente de laborat\u00f3rio ou sala t\u00e9cnica, com equipamentos eletr\u00f4nicos empilhados em prateleira ao fundo \u00e0 direita e superf\u00edcies brancas ao fundo \u00e0 esquerda.\" class=\"wp-image-64136\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Marco Aur\u00e9lio Zezzi Arruda, coordenador-geral do instituto: um dos desafios \u00e9 colocar o INCT em um cen\u00e1rio internacional mais amplo<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Separar e analisar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A bioanal\u00edtica \u00e9 um ramo da qu\u00edmica que se dedica a identificar e mensurar subst\u00e2ncias \u2013 foco da qu\u00edmica anal\u00edtica \u2013 presentes em amostras de origem biol\u00f3gica, como sangue, urina, saliva ou tecidos org\u00e2nicos. An\u00e1lises bioanal\u00edticas utilizam t\u00e9cnicas e recursos de identifica\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias, como a espectrometria e os biossensores, para procedimentos como a medi\u00e7\u00e3o da glicose no sangue, identifica\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios e presen\u00e7a de medicamentos ou drogas em organismos, entre outros. Fazem parte dos estudos em bioanal\u00edtica tanto as t\u00e9cnicas de separa\u00e7\u00e3o de componentes de uma amostra quanto as de identifica\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia desejada.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de serem aplica\u00e7\u00f5es muito comuns no cotidiano, a caracteriza\u00e7\u00e3o desses estudos enquanto \u00e1rea do conhecimento \u00e9 algo recente entre os pesquisadores. \u201cDe certa forma, v\u00e1rios cientistas j\u00e1 trabalhavam com a bioanal\u00edtica, mas n\u00e3o estavam muito certos do que realizavam. As defini\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 bioanal\u00edtica se consolidaram h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada\u201d, explica Zezzi. Segundo os coordenadores do instituto, a aus\u00eancia de grupos de pesquisa organizados em torno da \u00e1rea foi uma das motiva\u00e7\u00f5es para sua cria\u00e7\u00e3o. \u201cNo fim das contas, o INCT acaba melhorando a inser\u00e7\u00e3o da qu\u00edmica anal\u00edtica no \u00e2mbito de outras \u00e1reas correlatas. Hoje temos mais proximidade, por exemplo, com pesquisadores da sa\u00fade\u201d, detalha Jos\u00e9 Alberto Fracassi da Silva, coordenador de pesquisas em separa\u00e7\u00f5es e professor da Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2026\/07\/scarpa_AJS_6719.jpg\" alt=\"Pessoa usando \u00f3culos de arma\u00e7\u00e3o preta e camisa polo azul-marinho segura um objeto preto nas m\u00e3os enquanto est\u00e1 em p\u00e9 em um ambiente interno com parede branca, whiteboard ao fundo e equipamento de inform\u00e1tica vis\u00edvel \u00e0 direita.\" class=\"wp-image-64138\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Jos\u00e9 Alberto Fracassi da Silva, coordenador da \u00e1rea de pesquisas em separa\u00e7\u00f5es: inser\u00e7\u00e3o da qu\u00edmica anal\u00edtica em \u00e1reas correlatas<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualmente, o INCTBio-LK re\u00fane 56 pesquisadores de 15 estados brasileiros, al\u00e9m de consultores dos Estados Unidos, Fran\u00e7a, Reino Unido, Irlanda e Portugal. Os trabalhos s\u00e3o organizados em quatro \u00e1reas principais: sensores e dispositivos, coordenada pelo professor Wendel Andrade Alves, da Universidade Federal do ABC (UFABC), que se dedica ao desenvolvimento de recursos capazes de detectar subst\u00e2ncias por meio de biomol\u00e9culas; espectrometria e \u00f4micas, que aprofunda os conhecimentos em t\u00e9cnicas que se utilizam da intera\u00e7\u00e3o entre os materiais e a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, sob a coordena\u00e7\u00e3o de Marcelo Martins Sena, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); separa\u00e7\u00f5es, que aplica t\u00e9cnicas de fracionamento de amostras para an\u00e1lises posteriores, liderada por Fracassi; e uma nova \u00e1rea de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, comandada por professor Gildo Girotto J\u00fanior, professor do Instituto de Qu\u00edmica (IQ) da Unicamp. \u201cA ideia \u00e9 tornarmos o INCT mais conhecido e tamb\u00e9m popularizar a bioanal\u00edtica como ci\u00eancia\u201d, pontua. \u201cIsso atinge uma quest\u00e3o social, que \u00e9 mostrar o que fazemos e como a sociedade pode ser, de fato, contemplada por nosso trabalho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com as divis\u00f5es tem\u00e1ticas, os trabalhos desenvolvidos pelas \u00e1reas s\u00e3o, essencialmente, complementares entre si, o que estimula o di\u00e1logo e o interc\u00e2mbio de conhecimentos entre os cientistas envolvidos diretamente com o INCT e pesquisadores de \u00e1reas como a biologia e a medicina. \u201cMuitas vezes, o conhecimento dessas pessoas da \u00e1rea da sa\u00fade acaba nos orientando na melhoria e na valida\u00e7\u00e3o de novos dispositivos, que \u00e9 uma das maiores dificuldades para colocarmos esses produtos no mercado\u201d, exemplifica Alves. Entre as principais realiza\u00e7\u00f5es ao longo do per\u00edodo de vig\u00eancia do INCT, destacam-se as parcerias com empresas e \u00f3rg\u00e3os governamentais, como a Pol\u00edcia Federal (PF) e a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), para os quais houve a transfer\u00eancia de nove tecnologias, que contribuem com trabalhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o da proced\u00eancia de madeiras e da adultera\u00e7\u00e3o de leite, por exemplo. Houve, ainda, a solicita\u00e7\u00e3o do registro de 67 patentes e o apoio ao surgimento de&nbsp;<em>startups<\/em>. \u201cAgora, nosso desafio \u00e9 colocar o INCT em um cen\u00e1rio internacional mais amplo e aumentar nossa coopera\u00e7\u00e3o com outros INCTs\u201d, projeta Zezzi.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornal.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2026\/07\/scarpa_AJS_6530.jpg\" alt=\"Pessoa usando \u00f3culos de arma\u00e7\u00e3o clara e camiseta preta est\u00e1 sentada em cadeira de escrit\u00f3rio preta, com o bra\u00e7o esquerdo apoiado sobre uma mesa de madeira clara, em ambiente de escrit\u00f3rio com janelas ao fundo, computador de mesa vis\u00edvel \u00e0 direita e prateleiras brancas ao fundo.\" class=\"wp-image-64140\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>O professor Gildo Girotto J\u00fanior, da Unicamp: objetivo \u00e9 tornar o instituto mais conhecido e popularizar a bioanal\u00edtica como ci\u00eancia<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Compromisso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os INCTs s\u00e3o um programa de apoio a grandes projetos de pesquisa de longo prazo, voltado \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o de redes nacionais e internacionais de pesquisa. Ele surgiu em 2008 e \u00e9 liderado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) em parceria com outros \u00f3rg\u00e3os de fomento \u00e0 pesquisa. Na \u00faltima chamada para a cria\u00e7\u00e3o de novos institutos, o INCTBio-LK foi o 15\u00ba colocado entre as 143 iniciativas aprovadas no pa\u00eds. Na ocasi\u00e3o, outros tr\u00eas novos INCTs com sede na Unicamp foram aprovados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos desafios inerentes \u00e0 pesquisa cient\u00edfica, a nova fase do instituto conta com um compromisso assumido pelos pesquisadores: dar continuidade ao legado do professor Lauro Kubota. Em mar\u00e7o de 2026, o Conselho Universit\u00e1rio da Unicamp aprovou a concess\u00e3o do t\u00edtulo p\u00f3stumo de professor em\u00e9rito ao idealizador do INCT, que coordenou os trabalhos do grupo at\u00e9 sua morte, em 2024. \u201cAl\u00e9m de seus m\u00e9ritos como pesquisador, Lauro sempre teve uma preocupa\u00e7\u00e3o de incluir jovens pesquisadores em suas equipes\u201d, recorda Zezzi, destacando a miss\u00e3o do instituto na forma\u00e7\u00e3o de novos cientistas. \u201cEstamos dando uma cara nova ao INCT, mas com v\u00e1rias caracter\u00edsticas que se tornaram nossa marca ao longo destes anos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mat\u00e9ria originalmente realizada pelo Jornal da Unicamp<\/h2>\n\n\n\n<p>Autoria\u00a0<a href=\"mailto:felipeom@unicamp.br\">Felipe Mateus<\/a> &#8211; Edi\u00e7\u00e3o de Imagem\u00a0<a href=\"mailto:alexcmat@unicamp.br\">Alex Calixto\u00a0<\/a><a href=\"mailto:pjc@unicamp.br\">Paulo Cavalheri\u00a0<\/a><a>Luis Paulo Silva<\/a> &#8211; Fotografia\u00a0<a href=\"mailto:ajscarpa@unicamp.br\">Antonio Scarpinetti<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jornal-da-unicamp wp-block-embed-jornal-da-unicamp\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"786o8UuwyA\"><a href=\"https:\/\/jornal.unicamp.br\/edicao\/746\/inctbio-lk-mira-a-interdisciplinaridade\/\">INCTBio-LK mira a interdisciplinaridade<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;INCTBio-LK mira a interdisciplinaridade&#8221; &#8212; Jornal da Unicamp\" src=\"https:\/\/jornal.unicamp.br\/edicao\/746\/inctbio-lk-mira-a-interdisciplinaridade\/embed\/#?secret=3CDMjXqMCO#?secret=786o8UuwyA\" data-secret=\"786o8UuwyA\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s 18 anos, o instituto entra em uma nova etapa de pesquisas e de desenvolvimento tecnol\u00f3gico ap\u00f3s ser contemplado, em 2025, num edital do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o de novos Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia<\/p>\n","protected":false},"author":780,"featured_media":154,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[41,32,29],"class_list":["post-152","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-institucional","tag-jornalismo","tag-lauro-kubota","tag-quimica-bioanalitica"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/07\/JU25_ED746_260701_TEXTO.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/users\/780"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":155,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152\/revisions\/155"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/media\/154"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}