{"id":201,"date":"2026-08-04T13:25:51","date_gmt":"2026-08-04T16:25:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/?p=201"},"modified":"2026-08-04T13:25:52","modified_gmt":"2026-08-04T16:25:52","slug":"dopagem-legados-da-copa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/2026\/08\/04\/dopagem-legados-da-copa\/","title":{"rendered":"Dopagem: legados da Copa"},"content":{"rendered":"<p>O fim da Copa do Mundo tamb\u00e9m marca o fim de debates que costumam ganhar for\u00e7a apenas em grandes competi\u00e7\u00f5es. A dopagem ou <em>doping<\/em> \u00e9 um deles. No entanto, enquanto o tema deixa os notici\u00e1rios, os laborat\u00f3rios especializados seguem trabalhando diariamente na detec\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias proibidas e no controle antidoping.\u00a0<\/p>\n<p>Na mat\u00e9ria de hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre como se d\u00e3o essas pesquisas em dopagem no Brasil e quais metodologias est\u00e3o relacionadas a ela com o professor <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8181788948588711\">Francisco Radler<\/a>, membro do INCTBio-LK.<\/p>\n<h2>O laborat\u00f3rio<\/h2>\n<p>Em 1984 \u00e9 criado o Laborat\u00f3rio de Apoio Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico (<a href=\"https:\/\/www.ladetec.iq.ufrj.br\">LADETEC<\/a>) a fim de desenvolver mais pesquisas em Cromatografia Gasosa e Alta Resolu\u00e7\u00e3o (CGAR) e Espectrometria de Massas. Em 1989, apoiado pelo LADETEC, o Laborat\u00f3rio de Controle de Dopagem (<a href=\"https:\/\/www.iq.ufrj.br\/laboratorios\/lbcd\/\">LABDOP<\/a>) surge para fazer a an\u00e1lise de amostras da Copa Am\u00e9rica de Futebol, sediada pelo Brasil. A Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF), ent\u00e3o, continua apoiando as pesquisas do laborat\u00f3rio por anos.<\/p>\n<p>Em 2002, a Ag\u00eancia Nacional Anti-Dopagem (<a href=\"https:\/\/www.wada-ama.org\/en\">WADA<\/a>) acredita o laborat\u00f3rio para realizar o controle de dopagem regularmente. Hoje, mais de 20 anos depois, o LABDOP continua sendo o \u00fanico laborat\u00f3rio da Am\u00e9rica do Sul com tal acredita\u00e7\u00e3o. Com o investimento maci\u00e7o do Minist\u00e9rio do Esporte (ME) na capacita\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o e aparelhamento do LABDOP para a realiza\u00e7\u00e3o do controle de dopagem dos Jogos Ol\u00edmpicos e Paral\u00edmpicos Rio2016, o ME renomeou o laborat\u00f3rio para LBCD &#8211; Laborat\u00f3rio Brasileiro de Controle de Dopagem.<\/p>\n<p>E, mesmo em per\u00edodos fora de competi\u00e7\u00f5es esportivas, o laborat\u00f3rio conta com um cotidiano agitado, conta o professor Radler:<\/p>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cA rotina em si \u00e9 sempre pesad\u00edssima, porque h\u00e1 uma dezena de procedimentos em paralelo que voc\u00ea tem que fazer, dada a diversidade das mol\u00e9culas, o que impede que voc\u00ea tenha um m\u00e9todo anal\u00edtico [&#8230;] que veja tudo. Voc\u00ea tem que dividir em grupos de subst\u00e2ncias por certas afinidades qu\u00edmicas e, com isso, facilitar a vida do [pesquisador] qu\u00edmico anal\u00edtico, do ponto de vista de fazer a an\u00e1lise.\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>H\u00e1 ainda uma grande diferen\u00e7a entre a rotina em \u00e9poca de <a href=\"https:\/\/www.fifa.com\/pt\/tournaments\/mens\/worldcup\/canadamexicousa2026\">copa do mundo<\/a> e em \u00e9poca de <a href=\"https:\/\/www.olympics.com\/pt\/olympic-games\/los-angeles-2028\">olimp\u00edadas<\/a>. Nas olimp\u00edadas, a quantidade de competi\u00e7\u00f5es \u00e9 muito maior, dadas as que acontecem simultaneamente. Al\u00e9m da quantidade de amostras, portanto, ser muito grande, o prazo para os resultados preliminares n\u00e3o deve passar de 24 horas.<\/p>\n<p>Com os jogos da copa do mundo, com a menor quantidade de jogos e, principalmente, com maior espa\u00e7amento entre jogos de um mesmo time, o tempo para o resultado de uma amostra \u00e9 maior, al\u00e9m de as amostras serem em menor quantidade. A urg\u00eancia maior se d\u00e1 apenas para que seja antes do pr\u00f3ximo jogo de determinada equipe.<\/p>\n<h2>Os m\u00e9todos<\/h2>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cPor exemplo, voc\u00ea tem um m\u00e9todo que vai analisar estimulantes, vai analisar narc\u00f3ticos e analg\u00e9sicos, vai analisar diur\u00e9ticos, que s\u00e3o todas subst\u00e2ncias mais ou menos parecidas. Normalmente voc\u00ea tem um m\u00e9todo que vai atr\u00e1s dos anabolizantes, principalmente [&#8230;]. Ent\u00e3o esses s\u00e3o normalmente aqueles que s\u00e3o analisados ou por cromatografia gasosa ou cromatografia l\u00edquida acoplada \u00e0 espectrometria de massas [LC-MS]. E um equipamento que ganhou o protagonismo nos Jogos Ol\u00edmpicos l\u00e1 em 2016, foi o acoplamento da cromatografia l\u00edquida ao espectr\u00f4metro de massas com o analisador do tipo orbitrap. Ele havia sido lan\u00e7ado um pouco antes dos nossos Jogos Ol\u00edmpicos e ele tem possibilidades de executar certos procedimentos no espectr\u00f4metro de massas que d\u00e3o a ele um potencial de diagn\u00f3stico muito maior. [&#8230;] Acho que o m\u00e9todo hoje do orbitrap deve estar fazendo uma triagem de mais ou menos umas 800 subst\u00e2ncias diferentes. Embora, como eu disse, a gente tem que ter um monte de procedimentos para muitas subst\u00e2ncias, essa capacidade dele faz com que pelo menos um conjunto grande de subst\u00e2ncias seja analisado de uma vez s\u00f3. E depois voc\u00ea tem outros m\u00e9todos mais dirigidos.\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O orbitrap cont\u00e9m, na palavra, <i>trap<\/i>, que significa armadilha em ingl\u00eas. O orbitrap, portanto, funciona de tal modo a capturar os \u00edons em \u00f3rbitas em torno do n\u00facleo central da armadilha. Por \u00edon, entendemos \u00e1tomos (de hidrog\u00eanio, carbono, ou outro qualquer da tabela peri\u00f3dica) que apresentam algum tipo de carga positiva ou negativa. Cada \u00edon, ent\u00e3o, ter\u00e1 uma \u00f3rbita distinta em fun\u00e7\u00e3o de sua raz\u00e3o da massa sobre a carga (<i>m\/z<\/i>). Ao determinar esta raz\u00e3o com 5 casas decimais de exatid\u00e3o, obt\u00e9m-se a f\u00f3rmula molecular de cada \u00edon, um passo importante para a determina\u00e7\u00e3o de sua estrutura.<\/p>\n<p>Um outro m\u00e9todo a ser destacado \u00e9 a espectrometria de massas por raz\u00e3o isot\u00f3pica. Para determinar se algum atleta faz uso de testosterona, por exemplo, mesmo com n\u00edveis altos, n\u00e3o seria poss\u00edvel provar efetivamente que a testosterona foi ingerida de alguma forma, pois do ponto de vista da f\u00f3rmula molecular e da estrutura, o horm\u00f4nio produzido e o ingerido seriam id\u00eanticos.<\/p>\n<p>Com a raz\u00e3o isot\u00f3pica, \u00e9 poss\u00edvel analisar a rela\u00e7\u00e3o entre as quantidades de carbono de massa 12 e carbono de massa 13, uma vez que o carbono \u00e9 um elemento preponderante na f\u00f3rmula das subst\u00e2ncias org\u00e2nicas, como a testosterona. A testosterona produzida naturalmente possui mais carbonos 13 do que 12, enquanto que a vers\u00e3o produzida em laborat\u00f3rio, \u00e9 o oposto. Essa diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 o que torna poss\u00edvel concluir casos de dopagem.<\/p>\n<p>Apesar de essa diferencia\u00e7\u00e3o ser poss\u00edvel, os n\u00edveis de testosterona naturais de algumas mulheres j\u00e1 foram questionados em competi\u00e7\u00f5es ol\u00edmpicas. Em 2021, nas <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_de_Ver%C3%A3o_de_2020\">Olimp\u00edadas de T\u00f3quio<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Christine_Mboma\">Christine Mboma<\/a> e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Beatrice_Masilingi\">Beatrice Masilingi<\/a>, atletas namibianas de metros rasos, foram banidas de competir por conta dos n\u00edveis de testosterona naturalmente elevados.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/ge.globo.com\/olimpiadas\/noticia\/olimpiadas-namibia-critica-exclusao-de-velocistas-por-nivel-elevado-natural-de-testosterona.ghtml\">caso<\/a> foi criticado por diversas pessoas, mas n\u00e3o foi a primeira vez que acontece; em <a href=\"https:\/\/esqrever.com\/2021\/07\/10\/mais-duas-mulheres-negras-cis-banidas-dos-jogos-olimpicos-devido-aos-niveis-naturais-de-testosterona\/\">2016<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Caster_Semenya\">Caster Semenya<\/a> (\u00c1frica do Sul), <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Francine_Niyonsaba\">Francine Niyonsaba<\/a> (Burundi) e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Margaret_Wambui\">Margaret Wambui<\/a> (Qu\u00eania) se recusaram a tomar f\u00e1rmacos para diminuir os n\u00edveis de testosterona \u2013 produzidos naturalmente.<\/p>\n<p>Essa pr\u00e1tica reflete em uma ideia binarista e limitada de g\u00eanero que, al\u00e9m de gerar debates pol\u00eamicos sobre a presen\u00e7a de pessoas transg\u00eanero no esporte, estigmatiza a presen\u00e7a de pessoas intersexo, que nascem com cromossomos diferentes da combina\u00e7\u00e3o XX ou XY, portanto, fugindo da l\u00f3gica binarista.<\/p>\n<p>Essas restri\u00e7\u00f5es terem acontecido com mulheres negras vindas do continente africano, apesar de parecer uma coincid\u00eancia, nunca foi colocada a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Michael_Phelps\">Michael Phelps<\/a>, por exemplo, que apresenta uma fisionomia vantajosa e uma produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cido l\u00e1ctico menor do que de seus advers\u00e1rios \u2013 o que diminui sua fadiga muscular e aumenta a velocidade de recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica entre as provas.<\/p>\n<p>Outro caso importante a ser citado ocorreu quando <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pel%C3%A9\">Pel\u00e9<\/a> foi jogar nos Estados Unidos. Antes de sua estreia, ele passou por uma bateria de exames f\u00edsicos e m\u00e9dicos. Em reportagem publicada em 12 de junho de 1975, o <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/1975\/06\/10\/archives\/pele-a-slim-figure-of-athletic-perfection-pele-a-slim-figure-of.html\">The New York Times<\/a> destacou que sua vis\u00e3o perif\u00e9rica era 30% superior \u00e0 m\u00e9dia dos demais atletas, evidenciando uma das caracter\u00edsticas que contribu\u00edam para sua extraordin\u00e1ria capacidade de antecipa\u00e7\u00e3o e leitura de jogo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-ge.glbimg.com\/o6g2VY4IEQ6RAMxIiIk4QJEY_-0=\/0x0:640x440\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5\/internal_photos\/bs\/2021\/J\/n\/kv1BAeRHyyaFyp44kF4Q\/mbomamasilingi.jpg\" alt=\"Chritine Mboma e Beatrice Masilingi foram exclu\u00eddas dos 400m das Olimp\u00edadas \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Twitter\" \/><\/p>\n<div id=\"chunk-1v01r\">\n<div class=\"row medium-uncollapsed content-media content-photo\" data-block-type=\"backstage-photo\" data-block-id=\"4\">\n<div class=\" mc-column  content-media__container\">\n<p class=\"content-media__description  \"><a href=\"https:\/\/ge.globo.com\/olimpiadas\/noticia\/olimpiadas-namibia-critica-exclusao-de-velocistas-por-nivel-elevado-natural-de-testosterona.ghtml\">Chritine Mboma e Beatrice Masilingi foram exclu\u00eddas dos 400m das Olimp\u00edadas \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Twitter<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"chunk-5gaj8\">\n<blockquote>\n<div class=\"content-ads content-ads--reveal\" data-block-type=\"ads\" data-block-id=\"5\"><i style=\"font-size: revert;color: initial\">\u201cNo fundo, isso \u00e9 o que faz a diferen\u00e7a entre os atletas. Quer dizer, se eu tenho um organismo que produz naturalmente mais testosterona, isso me d\u00e1 mais habilidades e for\u00e7a sobre os meus competidores. Ent\u00e3o isso \u00e9 uma caracter\u00edstica minha.\u201d<\/i><span style=\"font-size: revert;color: initial\"> disse o professor Francisco.<\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<div data-block-type=\"ads\" data-block-id=\"5\"><\/div>\n<\/div>\n<h2>Usando 100% da capacidade humana<\/h2>\n<p>Em Las Vegas, nos Estados Unidos, iniciou-se uma competi\u00e7\u00e3o denominada <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cm2p4ppje0eo\">\u201c<i>Enhanced Games<\/i>\u201d<\/a> (jogos turbinados, em tradu\u00e7\u00e3o livre), em que a ideia consiste em uma s\u00e9rie de competi\u00e7\u00f5es esportivas nas quais os atletas s\u00e3o incentivados a se doparem. A justificativa por tr\u00e1s dessa iniciativa \u00e9 de que o evento exploraria o potencial humano e at\u00e9 mesmo celebraria a inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica por tr\u00e1s do desenvolvimento dessas drogas.<\/p>\n<p>Essas competi\u00e7\u00f5es v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria da pesquisa e luta antidopagem. H\u00e1 d\u00e9cadas, <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/ckg311jkj73o\">tem-se observado<\/a>\u00a0a morte de jovens fisiculturistas na faixa dos 20 anos que morreram por complica\u00e7\u00f5es card\u00edacas. Essas complica\u00e7\u00f5es, em muitos dos casos, se relacionam diretamente com o uso de anabolizantes. <i>\u201cA gente nunca acha que vai acontecer com a gente\u201d<\/i>, comenta o professor.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.theconversation.com\/files\/737791\/original\/file-20260525-63-7kkgja.jpg?ixlib=rb-4.1.1&amp;q=45&amp;auto=format&amp;w=754&amp;fit=clip\" alt=\"Leidy Solis, da Col\u00f4mbia, comemora ap\u00f3s competir no levantamento de peso feminino nos Enhanced Games.\" \/><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/theconversation.com\/os-enhanced-games-as-olimpiadas-dos-esteroides-representam-riscos-para-atletas-e-para-o-publico-283738\"><span class=\"caption\">Leidy Solis, da Col\u00f4mbia, comemora ap\u00f3s competir no levantamento de peso feminino nos Enhanced Games.<\/span><span>\u00a0<\/span><span class=\"attribution\"><span class=\"source\">Jae C. Hong\/AP<\/span><\/span><\/a><\/p>\n<h2>Competi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas<\/h2>\n<blockquote>\n<p><i>\u201cO sistema tem o que a gente chama de contraprova, que \u00e9 a outra metade da sua amostra que fica custodiada e lacrada no laborat\u00f3rio. Mas, isso \u00e9 um direito do atleta, se ele quiser pedir a an\u00e1lise da contraprova. [&#8230;] A\u00ed ele vem ao laborat\u00f3rio e o laborat\u00f3rio, ent\u00e3o, na presen\u00e7a dele, do advogado dele e especialistas nas an\u00e1lises por ele contratados, faz a an\u00e1lise daquela amostra. Se n\u00e3o der igual, a pr\u00f3pria justi\u00e7a esportiva pode reverter o resultado. Diz: \u2018olha s\u00f3, se voc\u00ea n\u00e3o conseguiu comprovar o primeiro resultado, ent\u00e3o vamos negativar isso.\u2019\u201d<\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ent\u00e3o, se um atleta for acusado de utilizar dopagem em alguma competi\u00e7\u00e3o, sempre h\u00e1 o direito de refazer o teste, utilizando a mesma amostra, no mesmo laborat\u00f3rio. Por outro lado, os procedimentos s\u00e3o t\u00e3o robustos que atualmente \u00e9 rar\u00edssima a revers\u00e3o do resultado da an\u00e1lise.<\/p>\n<h2>Alerta<\/h2>\n<p>A pesquisa em dopagem gera muitas discuss\u00f5es e desdobramentos, como pudemos observar. N\u00e3o \u00e0 toa, o dia a dia \u00e9 estressante no laborat\u00f3rio em quest\u00e3o. A import\u00e2ncia dessas pesquisas, para al\u00e9m do esporte, passa por quest\u00f5es de sa\u00fade p\u00fablica e de responsabilidade social, no sentido de informar sobre perigos e riscos em se utilizar determinadas subst\u00e2ncias. Por isso \u00e9 bom lembrar que o Brasil possui, desde o dia 1\u00ba de janeiro de 2026, a Lista de Subst\u00e2ncias e M\u00e9todos Proibidos 2026, publicada pela Ag\u00eancia Mundial Antidoping (AMA\/WADA) e acess\u00edvel &#8211; em portugu\u00eas &#8211; <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/abcd\/pt-br\/composicao\/atletas\/substancias-e-metodos-proibidos\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>A Lista \u00e9 um dos Padr\u00f5es Internacionais obrigat\u00f3rios do C\u00f3digo Mundial Antidoping e define quais subst\u00e2ncias e m\u00e9todos s\u00e3o proibidos dentro e fora de competi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m daqueles proibidos em modalidades espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/abcd\/pt-br\/composicao\/atletas\/substancias-e-metodos-proibidos\/arquivos-lista-de-substancias-proibidas\/lista_proibida_2026_pt-br_v-3semlogo-1.pdf\/view\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"432\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/bc6ff49c-7381-4188-a511-3d230ed357c4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-214\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/bc6ff49c-7381-4188-a511-3d230ed357c4.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/bc6ff49c-7381-4188-a511-3d230ed357c4-300x169.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/bc6ff49c-7381-4188-a511-3d230ed357c4-500x281.png 500w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fim da Copa do Mundo reduz a visibilidade do debate sobre dopagem, mas o trabalho de pesquisa e controle antidoping continua ativo durante todo o ano. Nesta mat\u00e9ria, o professor Francisco Radler, membro do INCTBio-LK, explica como s\u00e3o realizadas as pesquisas em dopagem no Brasil, quais metodologias s\u00e3o utilizadas na detec\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias proibidas e a import\u00e2ncia dos laborat\u00f3rios especializados para garantir a integridade do esporte.<\/p>\n","protected":false},"author":786,"featured_media":206,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[63,65,66,60,64,61],"class_list":["post-201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornalismo","tag-antidoping","tag-copa","tag-cromatografia","tag-dopagem","tag-doping","tag-espectrometria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/07\/bc6ff49c-7381-4188-a511-3d230ed357c4.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/users\/786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=201"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":221,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201\/revisions\/221"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}