{"id":235,"date":"2026-08-25T13:09:14","date_gmt":"2026-08-25T16:09:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/?p=235"},"modified":"2026-08-25T13:09:15","modified_gmt":"2026-08-25T16:09:15","slug":"doencas-tropicais-negligenciadas-entenda-a-importancia-da-quimica-no-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/2026\/08\/25\/doencas-tropicais-negligenciadas-entenda-a-importancia-da-quimica-no-tratamento\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as tropicais negligenciadas: entenda a import\u00e2ncia da qu\u00edmica no tratamento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">Voc\u00ea sabe o que doen\u00e7as como leishmaniose, dengue, doen\u00e7a de Chagas e raiva t\u00eam em comum? Elas est\u00e3o, dentre tantas outras, na <a href=\"https:\/\/www.who.int\/health-topics\/neglected-tropical-diseases#tab=tab_1\">lista de doen\u00e7as tropicais negligenciadas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade<\/a>. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">E como a qu\u00edmica ajuda no tratamento dessas doen\u00e7as? No texto de hoje, a professora Gisele Canuto<\/span> ajuda a responder isso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"816\" height=\"647\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-264\" style=\"width:610px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-2.png 816w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-2-300x238.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-2-767x608.png 767w\" sizes=\"(max-width: 816px) 100vw, 816px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: Revista Fapesp &#8211; <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/uma-agenda-para-as-doencas-esquecidas\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/uma-agenda-para-as-doencas-esquecidas\/\">Uma agenda para as doen\u00e7as esquecidas<\/a> &#8211; A OMS apresenta um roteiro de desafios para mudar at\u00e9 2030 o panorama das mol\u00e9stias tropicais negligenciadas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><b>Contextualizando<\/b><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">A professora <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5461238240289110\">Gisele<\/a>, docente da <a href=\"https:\/\/portal.uel.br\/\">Universidade Estadual de Londrina (UEL)<\/a> e membro do <a href=\"https:\/\/inctbio.iqm.unicamp.br\/index.php\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/inctbio.iqm.unicamp.br\/index.php\">INCTBio-LK<\/a> foi a respons\u00e1vel pelo webin\u00e1rio realizado no dia 11 de agosto.\u00a0Fundadora do <a href=\"https:\/\/metabolomicaufba.wixsite.com\/metabolomicaufba\">Grupo de Pesquisa em Bioanal\u00edtica e Metabol\u00f4mica Cl\u00ednica (BioMet)<\/a> ela segue atuando na \u00e1rea, com pesquisas voltadas \u00e0s doen\u00e7as tropicais negligenciadas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 falamos um pouco sobre metabol\u00f4mica em <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/2026\/06\/30\/pesquisa-apresentada-na-rasbq-aperfeicoa-tecnicas-de-metabolomica-para-estudos-biomedicos\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/2026\/06\/30\/pesquisa-apresentada-na-rasbq-aperfeicoa-tecnicas-de-metabolomica-para-estudos-biomedicos\/\">textos anteriores<\/a>, apresentando os principais focos de estudo dessa \u00e1rea. A metabol\u00f4mica busca compreender o funcionamento de um organismo a partir da an\u00e1lise das mol\u00e9culas presentes nele. Por isso, sua aplica\u00e7\u00e3o no estudo e na compreens\u00e3o de doen\u00e7as \u00e9 bastante comum, contribuindo para identificar altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e ampliar o conhecimento sobre diferentes condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">Durante o webin\u00e1rio, a professora Gisele apresentou ainda uma diferencia\u00e7\u00e3o entre duas abordagens da metabol\u00f4mica: a\u00a0<strong>global<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>direcionada<\/strong>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><i><span style=\"font-weight: 500\">\u201cNo geral, os trabalhos que n\u00f3s desenvolvemos no BioMet envolvem estudos globais, no qual a gente n\u00e3o t\u00e1 buscando nenhum metab\u00f3lito, nenhum composto qu\u00edmico espec\u00edfico. A ideia \u00e9 mapear o m\u00e1ximo poss\u00edvel do metabolismo. E para isso a gente faz uso de diferentes plataformas anal\u00edticas. [&#8230;] <\/span><\/i><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><i><span style=\"font-weight: 500\">A gente tem trabalhado muito em estudos focados em preparos de amostras, n\u00e9, na ideia de estudar diferentes solventes, composi\u00e7\u00f5es de solventes, na busca de respostas cada vez mais abrangentes, e sempre que poss\u00edvel a aquisi\u00e7\u00e3o dos dados por diferentes plataformas anal\u00edticas, j\u00e1 que cada uma das t\u00e9cnicas de separa\u00e7\u00e3o acaba favorecendo a separa\u00e7\u00e3o e consequente detec\u00e7\u00e3o de classes qu\u00edmicas diferentes. <\/span><\/i><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><i><span style=\"font-weight: 500\">E a\u00ed, quanto mais informa\u00e7\u00e3o a gente consegue juntar ao final para entender, interpretar essas respostas, essas altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas, melhor \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es, maior \u00e9 a nossa compreens\u00e3o dos organismos biol\u00f3gicos.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A\u00a0<strong>metabol\u00f4mica direcionada<\/strong>, por sua vez, concentra-se na an\u00e1lise e identifica\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias espec\u00edficas, permitindo investigar de forma mais detalhada determinados compostos de interesse. Em um <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/2026\/06\/30\/pesquisa-apresentada-na-rasbq-aperfeicoa-tecnicas-de-metabolomica-para-estudos-biomedicos\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/2026\/06\/30\/pesquisa-apresentada-na-rasbq-aperfeicoa-tecnicas-de-metabolomica-para-estudos-biomedicos\/\">texto anterior<\/a>, j\u00e1 abordamos outra pesquisa que utilizou essa abordagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><b>\u201cDoen\u00e7as esquecidas do povo esquecido\u201d<\/b><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das doen\u00e7as estudadas \u00e9 a\u00a0<strong>leishmaniose<\/strong>, nome dado em refer\u00eancia aos seus agentes causadores, protozo\u00e1rios do g\u00eanero\u00a0<em>Leishmania<\/em>. Mas o que significa dizer que esses protozo\u00e1rios pertencem a um mesmo g\u00eanero? Na classifica\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica,\u00a0g\u00eanero\u00a0\u00e9 uma categoria que re\u00fane esp\u00e9cies que possuem um ancestral comum mais pr\u00f3ximo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significa que diferentes esp\u00e9cies podem pertencer ao mesmo g\u00eanero sem serem a mesma esp\u00e9cie. Um exemplo \u00e9 o pr\u00f3prio ser humano: nosso nome cient\u00edfico \u00e9\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>. J\u00e1 os neandertais pertenciam \u00e0 esp\u00e9cie\u00a0<em>Homo neanderthalensis<\/em>. Apesar das semelhan\u00e7as com os humanos atuais, eles eram uma esp\u00e9cie diferente, mas pertenciam ao mesmo g\u00eanero,\u00a0<em>Homo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros exemplos s\u00e3o a on\u00e7a (<em>Panthera onca<\/em>) e o le\u00e3o (<em>Panthera leo<\/em>), que pertencem ao g\u00eanero\u00a0<em>Panthera<\/em>, e o coiote (<em>Canis latrans<\/em>) e o lobo (<em>Canis lupus<\/em>), ambos do g\u00eanero\u00a0<em>Canis<\/em>. <span style=\"font-weight: 500\">*Note tamb\u00e9m que todos os nomes cient\u00edficos s\u00e3o grafados em latim.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">Agora, falando nos <strong>protozo\u00e1rios<\/strong>, eles s\u00e3o organismos microsc\u00f3picos, maiores e mais complexos do que bact\u00e9rias. Assim como elas, nem todos causam doen\u00e7as, mas existem alguns que s\u00e3o parasitas, como \u00e9 o caso dos protozo\u00e1rios do g\u00eanero <\/span><i><span style=\"font-weight: 500\">Leishmania<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 500\">.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para nos contaminarmos com a doen\u00e7a, \u00e9 necess\u00e1rio que sejamos picados por um mosquito-palha que esteja carregando o protozo\u00e1rio consigo. Nem todo mosquito-palha vai necessariamente estar contaminado. Ele se contamina ao picar uma pessoa ou animal dom\u00e9stico infectado. A partir da contamina\u00e7\u00e3o, o paciente pode ter suas mucosas ou seus \u00f3rg\u00e3os afetados, a depender do tipo da leishmaniose, que pode variar de pessoa para pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tratamento pode ser feito a partir de antimoniais ou antiparasit\u00e1rios, principalmente a miltefosina, um medicamento quimioter\u00e1pico \u2013 ou seja, uma droga que, a fim de tratar a doen\u00e7a, atua na destrui\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas. O problema relacionado a esses medicamentos \u00e9 o abandono do tratamento, seja pelo pre\u00e7o deles ou por efeitos colaterais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensando nesse cen\u00e1rio, a professora Gisele e o grupo BioMet estudam possibilidades de novos medicamentos para o tratamento da leishmaniose. Estima-se mais de 1 milh\u00e3o de casos atuais de leishmaniose, levando em considera\u00e7\u00e3o aqueles casos que n\u00e3o s\u00e3o notificados por falta de acesso dos pacientes a centros de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1022\" height=\"652\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-268\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-6.png 1022w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-6-300x191.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-6-767x489.png 767w\" sizes=\"(max-width: 1022px) 100vw, 1022px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/especial\/2024\/09\/12\/dengue-doenca-de-chagas-e-outras-doencas-tropicais-como-combater\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/especial\/2024\/09\/12\/dengue-doenca-de-chagas-e-outras-doencas-tropicais-como-combater\">Como enfrentamos as doen\u00e7as tropicais negligenciadas<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra doen\u00e7a que \u00e9 foco de estudo do grupo \u00e9 a <strong>doen\u00e7a de Chagas<\/strong>, tamb\u00e9m causada por um protozo\u00e1rio de nome <em>Trypanosoma cruzi<\/em>. Ela \u00e9 transmitida pelas fezes do inseto \u201cbarbeiro\u201d; o inseto (que precisa estar carregando o protozo\u00e1rio) pica a pele, deixa as fezes e, quando a pessoa se co\u00e7a, o parasita adentra o corpo atrav\u00e9s da ferida causada pela picada. Apesar de esse ser o m\u00e9todo de transmiss\u00e3o tradicional, nos \u00faltimos 15 anos, a ingest\u00e3o de alimentos contaminados (tais como a\u00e7a\u00ed e cana-de-a\u00e7\u00facar) <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0037-86822011005000032\">tem sido o m\u00e9todo predominante de infec\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">Hoje, existem 75 milh\u00f5es de pessoas em condi\u00e7\u00e3o de risco de infec\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a de Chagas, e ela \u00e9 uma das maiores causas de morte card\u00edaca da Am\u00e9rica Latina. A doen\u00e7a tem tratamento em sua fase aguda (at\u00e9 2 meses ap\u00f3s o cont\u00e1gio), mas, uma vez que ela evolui para a fase cr\u00f4nica, n\u00e3o h\u00e1 cura. <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-de-a-a-z\/d\/doenca-de-chagas\">A partir da\u00ed, o paciente pode apresentar insufici\u00eancia card\u00edaca e aumento de \u00f3rg\u00e3os como intestino ou es\u00f4fago<\/a>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">A doen\u00e7a de Chagas carrega o nome em homenagem ao m\u00e9dico e cientista brasileiro Carlos Chagas. Enquanto era encarregado de combater uma epidemia de mal\u00e1ria no norte de Minas Gerais, ele percebeu a prolifera\u00e7\u00e3o do inseto barbeiro nas casas de pau-a-pique. No per\u00edodo, Carlos Chagas chegou a identificar o <\/span><i><span style=\"font-weight: 500\">Trypanosoma cruzi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 500\"> e a reconhec\u00ea-lo no corpo de uma crian\u00e7a, que seria considerado o primeiro caso da doen\u00e7a. Al\u00e9m do reconhecimento acad\u00eamico na \u00e9poca, <a href=\"https:\/\/www.ioc.fiocruz.br\/personalidades\/carlos-chagas\">o pesquisador \u00e9 homenageado no nome da doen\u00e7a<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 500\">.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">A professora Gisele destaca o trabalho de conclus\u00e3o de curso de <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1426934150198632\">Hanna de S\u00e1<\/a>, que se dedicou \u00e0 pesquisa na doen\u00e7a. Na \u00e9poca, ela estudou metab\u00f3litos presentes na manifesta\u00e7\u00e3o dos sintomas e, atualmente, retorna aos estudos da doen\u00e7a em seu doutorado.<\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"982\" height=\"657\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-267\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-5.png 982w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-5-300x201.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-5-767x513.png 767w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-5-360x240.png 360w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/image-5-272x182.png 272w\" sizes=\"(max-width: 982px) 100vw, 982px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/especial\/2024\/09\/12\/dengue-doenca-de-chagas-e-outras-doencas-tropicais-como-combater\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/especial\/2024\/09\/12\/dengue-doenca-de-chagas-e-outras-doencas-tropicais-como-combater\">Como enfrentamos as doen\u00e7as tropicais negligenciadas<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">Outra doen\u00e7a que foi pesquisada no grupo \u00e9 a <strong>zika<\/strong>, causada pelo v\u00edrus Zika, uma infec\u00e7\u00e3o causada pelo v\u00edrus Zika. Ela \u00e9 transmitida pela picada do mosquito <\/span><i><span style=\"font-weight: 500\">Aedes aegypti<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 500\"> infectado, assim como a dengue e a chikungunya. Essa doen\u00e7a se destaca devido ao risco de atingir mulheres gr\u00e1vidas e causar malforma\u00e7\u00f5es no feto, como a microcefalia.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">A doen\u00e7a foi pesquisada pela aluna <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3603253964178779\">Est\u00e9fane Nunes<\/a> durante o mestrado orientado pela professora. Em seu trabalho, ela analisou os metab\u00f3litos presentes e afetados em beb\u00eas com microcefalia.<\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><b>Uma m\u00e3o lava a outra<\/b><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">Algo muito presente na fala da professora foi a quantidade de colabora\u00e7\u00f5es feitas durante as pesquisas, fosse dela ou das alunas orientadas. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">Ao final, a professora Gisele j\u00e1 havia mencionado parcerias com a <a href=\"https:\/\/portal.uneb.br\/\">Universidade do Estado da Bahia<\/a>, a <a href=\"https:\/\/fiocruz.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz<\/a>, a <a href=\"https:\/\/www.ufabc.edu.br\/\">Universidade Federal do ABC<\/a>, a <a href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">Universidade de S\u00e3o Paulo<\/a> e a <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/\">Universidade Federal de Minas Gerais<\/a>. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">Isso sem contar a <a href=\"https:\/\/ufba.br\/\">Universidade Federal da Bahia<\/a>, onde lecionava antes e suas parcerias internacionais. Ficou claro, durante a apresenta\u00e7\u00e3o, que a participa\u00e7\u00e3o de outras pessoas pode ser muito enriquecedor e importante para o processo cient\u00edfico.\u00a0<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><span style=\"font-weight: 500\">O webin\u00e1rio completo pode ser conferido no canal do INCT <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@inctbio\">aqui<\/a>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda o que leishmaniose, dengue, doen\u00e7a de Chagas e raiva t\u00eam em comum e como a qu\u00edmica contribui para o desenvolvimento de tratamentos contra essas e outras doen\u00e7as tropicais negligenciadas<\/p>\n","protected":false},"author":786,"featured_media":269,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[77,76,78,75,81,79,80,82],"class_list":["post-235","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","tag-chagas","tag-dengue","tag-doencas-tropicais-negligenciadas","tag-leishmaniose","tag-metabolomica","tag-oms","tag-quimica-2","tag-zika"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-content\/uploads\/sites\/306\/2026\/08\/shipyard-2659691_1280.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/users\/786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=235"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":270,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/235\/revisions\/270"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/media\/269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/inctbiolk\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}