{"id":2180,"date":"2020-09-01T12:05:46","date_gmt":"2020-09-01T15:05:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/?p=2180"},"modified":"2020-09-10T16:23:35","modified_gmt":"2020-09-10T19:23:35","slug":"relato-de-experiencia-do-processo-de-formacao-no-primeiro-ano-do-curso-extensivo-de-treinamento-e-pesquisa-em-contact-improvisation-na-mucina-aquela-que-danca-pesquisa-em-pratica-artistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/relato-de-experiencia-do-processo-de-formacao-no-primeiro-ano-do-curso-extensivo-de-treinamento-e-pesquisa-em-contact-improvisation-na-mucina-aquela-que-danca-pesquisa-em-pratica-artistica\/","title":{"rendered":"Relato de experi\u00eancia do processo de forma\u00e7\u00e3o no primeiro ano do Curso Extensivo de Treinamento e Pesquisa em Contact Improvisation na Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que dan\u00e7a: pesquisa em pr\u00e1tica art\u00edstica"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"640\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2186\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698.jpg 640w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698-70x70.jpg 70w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698-170x170.jpg 170w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698-68x68.jpg 68w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_0698-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Exerc\u00edcio &#8220;Uma boa pergunta para Steve Paxton&#8221;, foto de Mar\u00edlia Carneiro, m\u00f3dulo 7, Sede da Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, SP, agosto 2019.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro ano letivo da Forma\u00e7\u00e3o Contato aconteceu, para mim, de mar\u00e7o a dezembro de 2019, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Mar\u00edlia Carneiro. Foram 10 m\u00f3dulos, dos quais participei de oito. At\u00e9 ent\u00e3o, quando da minha inscri\u00e7\u00e3o no curso, tinha pouqu\u00edssimos conhecimentos em Contato Improvisa\u00e7\u00e3o (Paxton, 1972).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fazer teatro e ter participado de um grupo de teatro espont\u00e2neo, a improvisa\u00e7\u00e3o que eu conhecia era outra. Em muitos momentos, me vi tentando comparar as duas formas de improvisa\u00e7\u00e3o at\u00e9 conseguir realmente me desprender da forma do teatro. Precisei desconstrui-la para aprender a improvisa\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a do <em>Contact Improvisation <\/em>(CI), de Steve Paxton.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Forma\u00e7\u00e3o Contato aconteceu em momentos de concentra\u00e7\u00e3o (m\u00f3dulos presenciais) e de dispers\u00e3o. Nesses \u00faltimos, houve a orienta\u00e7\u00e3o de se realizar a explora\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos estudos do movimento em CI:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Solo training \u00e9 uma pr\u00e1tica de uma s\u00f3 pessoa, adentrando ao trio fundamental de CI (corpo-ch\u00e3o-gravidade, no espa\u00e7o esf\u00e9rico). Envolve um ritual de prepara\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o-tempo para cultivar a rela\u00e7\u00e3o com o estudo do movimento a partir de Contact Improvisation&#8221; (Carneiro, 2019b).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Movimento e queda<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro termo que me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a no\u00e7\u00e3o de &#8220;movimento&#8221;, no sentido de que \u00e9 preciso ter consci\u00eancia do espa\u00e7o que se tem para mover-se em algum momento (quando), para algum lugar (onde), e de algum modo (como).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> Parece uma situa\u00e7\u00e3o simples de se ter consci\u00eancia, entretanto foi um dos meus desafios no processo de Forma\u00e7\u00e3o Contato. Penso que a tomada de consci\u00eancia de meus pr\u00f3prios movimentos e improvisa\u00e7\u00f5es foi uma das grandes aquisi\u00e7\u00f5es que tive ao longo da forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pergunta &#8220;como sobreviver a uma queda?&#8221; (PAXTON apud CARNEIRO, 2019b), lan\u00e7ada j\u00e1 no M\u00f3dulo 1, ressoa at\u00e9 hoje em minhas investiga\u00e7\u00f5es. Considero-a um dos pilares do <em>Contact Improvisation<\/em> e ela foi impulsionadora para dar in\u00edcio ao momento de dispers\u00e3o do curso. Fiquei curiosa com as quedas (<em>falls<\/em>) ao saber que Paxton&nbsp; partiu da Lei da Gravidade, do f\u00edsico Isaac Newton, para se questionar &#8220;como sobreviver a uma queda?&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Um dia Newton estava sentado sob uma macieira em um jardim. Ele viu uma ma\u00e7\u00e3 caindo de uma \u00e1rvore. Veio \u00e0 sua mente um pensamento de que devia haver alguma raz\u00e3o para a ma\u00e7\u00e3 cair no ch\u00e3o e n\u00e3o ir para cima. Assim ele chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que existe uma for\u00e7a exercida pela TERRA que puxa (atrai) todos os objetos para baixo em sua dire\u00e7\u00e3o. Depois ele deu a essa for\u00e7a o nome de for\u00e7a da gravidade&#8221;  (Commonwealth Secretariat, 1996, apud Martins, sd, p.168).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"685\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5689-1-685x1024.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2199\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5689-1-scaled.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/?attachment_id=2199\" class=\"wp-image-2199\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5689-1-685x1024.jpg 685w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5689-1-201x300.jpg 201w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5689-1-768x1147.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5689-1-1028x1536.jpg 1028w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5689-1-1371x2048.jpg 1371w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5689-1-scaled.jpg 1714w\" sizes=\"(max-width: 685px) 100vw, 685px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5699-1024x685.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2200\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5699-scaled.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/?attachment_id=2200\" class=\"wp-image-2200\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5699-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5699-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5699-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5699-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5699-2048x1371.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Estudo dirigido de quedas e Small Dance (Pequena Dan\u00e7a de Steve Paxton), parte da obra Material for the spine (Paxton, 2008). Fotos de Janaina Moraes Franco, M\u00f3dulo 1, Academia Harmonia, Campinas, SP, mar\u00e7o 2019.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;No primeiro solo training (Carneiro, 2019b) comecei observando como objetos esf\u00e9ricos caem no espa\u00e7o. A curiosidade por questionar: o que h\u00e1 nos objetos esf\u00e9ricos que os fazem sobreviver \u00e0 queda? me levou \u00e0 ideia de me colocar na condi\u00e7\u00e3o de esfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;A no\u00e7\u00e3o do corpo como esfera fez come\u00e7ar a surgir movimentos circulares. Isso foi fundamental para que eu come\u00e7asse a compreender o meu pr\u00f3prio espa\u00e7o esf\u00e9rico, que em <em>Contact Improvisation<\/em>, refere-se ao campo de rela\u00e7\u00e3o esf\u00e9rica entre corpo-ch\u00e3o-gravidade, trio fundamental para a pr\u00e1tica de Contact Improvisation.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das primeiras atividades realizadas na Forma\u00e7\u00e3o Contato foi &#8220;sentir o espa\u00e7o&#8221;, ritual que se repetiu em todos os m\u00f3dulos e que acredito ser fundamental para a cria\u00e7\u00e3o dessa conex\u00e3o corpo-gravidade-ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Penso que o ch\u00e3o possa ser entendido como o sistema de sustenta\u00e7\u00e3o para o corpo e a gravidade como a for\u00e7a que &#8220;puxa&#8221; o corpo ao ch\u00e3o. Nessa perspectiva, talvez o movimento aconte\u00e7a quando o corpo conflita com a gravidade e busca novos sistemas de sustenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quedas, algo que ganhou compreens\u00e3o te\u00f3rica foi a busca pelo estado de vertigem (desequil\u00edbrio), que se configura como a sensa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de cair enquanto condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a cria\u00e7\u00e3o de movimentos de queda. Destaco aqui a descoberta de que partes do corpo podem produzir queda (lembro-me de experimentar a queda dos dedos das m\u00e3os).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ser\u00e1 a improvisa\u00e7\u00e3o a trajet\u00f3ria entre a queda e a sobreviv\u00eancia \u00e0 queda? Ou uma sucess\u00e3o de quedas-sobreviv\u00eancias \u00e0 queda. Nesse sentido, podemos entender a pr\u00e1tica em <em>Contact Improvisation<\/em> com a cont\u00ednua finalidade de &#8220;levantar-se para cair&#8221; (Carneiro, 2019a). Assim, a pr\u00e1tica consiste em &#8220;usar o corpo do outro para o ch\u00e3o subir&#8221; (idem), ou melhor, usar o corpo do outro como sustenta\u00e7\u00e3o para sair do n\u00edvel baixo, e se levantar para uma nova queda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na primeira proposta de solo training um dos objetivos era a investiga\u00e7\u00e3o da sensa\u00e7\u00e3o f\u00edsica de queda e vertigem.&nbsp; Em minha explora\u00e7\u00e3o, fui levada a pensar no desequil\u00edbrio dos b\u00eabados. No segundo m\u00f3dulo, no momento da devolutiva dos solo training Carneiro (2019a) ampliou a no\u00e7\u00e3o desse estado de vertigem, pois enquanto os b\u00eabados procuram o equil\u00edbrio do corpo, o <em>Contact Improvisation<\/em> busca o desequil\u00edbrio: produzi-lo, lan\u00e7ar-se nele, mant\u00ea-lo. Assim, pergunto: \u00e9 a vertigem condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para toda pr\u00e1tica em CI?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voltando \u00e0 pergunta motriz &#8211; como sobreviver a uma queda? &#8211; a resposta pode ser: dar continuidade ao movimento ap\u00f3s cair. E a pergunta que se segue: como fazer isso? A descoberta acontece na pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ondula\u00e7\u00f5es e Rolamentos<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5789-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2190\" width=\"491\" height=\"327\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5789-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5789-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5789-810x540.jpg 810w\" sizes=\"(max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><figcaption>Estudo dirigido das ondula\u00e7\u00f5es da coluna (Carneiro, 2019c), parte da obra Material for the spine (Paxton, 2008). Foto e Janaina Moraes Franco, M\u00f3dulo 2, sede da Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, SP, abril 2019.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram apresentadas quatro ondula\u00e7\u00f5es (<em>Undulation<\/em>) no m\u00f3dulo 2. Frontal com lideran\u00e7a da cabe\u00e7a (<em>frontal initiated by the head<\/em>), frontal com lideran\u00e7a da pelvis (<em>frontal initiated by the pelvis<\/em>), lateral com lideran\u00e7a da cabe\u00e7a (<em>lateral initiated by the head<\/em>) e lateral com lideran\u00e7a da p\u00e9lvis (<em>lateral initiated by the pelvis<\/em>). As ondula\u00e7\u00f5es consistem em realizar movimentos repetitivos de uma extremidade a outra da coluna (movimentos de ida e volta, que d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de uma onda).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Realizar os movimentos de ondula\u00e7\u00e3o, o conhecimento apresentado sobre a coluna vertebral, e a proposta do segundo solo training para a pr\u00e1tica desses movimentos expandiram a consci\u00eancia que eu tinha at\u00e9 ent\u00e3o sobre a minha coluna, tanto em sensa\u00e7\u00e3o f\u00edsica quanto em conhecimento anat\u00f4mico e articula\u00e7\u00e3o das v\u00e9rtebras. Comecei a ganhar a percep\u00e7\u00e3o da coluna vertebral em sua tridimensionalidade e conceb\u00ea-la, na pr\u00e1tica, como eixo central para a cria\u00e7\u00e3o do movimento, em <em>Contact Improvisation<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5940_edited-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2189\" width=\"470\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5940_edited-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5940_edited-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5940_edited-810x540.jpg 810w\" sizes=\"(max-width: 470px) 100vw, 470px\" \/><figcaption>Estudo dirigido do Rolamento crescente com lideran\u00e7a da bacia (Carneiro, 2019c), parte de Material for the spine (Paxton, 2008). Foto de Janaina Moraes Franco, sede da Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, SP, agosto 2019.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 os rolamentos crescentes (<em>crescent rolls<\/em>) foram apresentados no M\u00f3dulo 7. S\u00e3o eles: rolamento crescente com lideran\u00e7a de p\u00e9s e m\u00e3os (<em>crescent led by feet and hand<\/em>), rolamento crescente com lideran\u00e7a da bacia (<em>crescent led by center<\/em>), rolamento crescente com a cabe\u00e7a para cima (<em>head up)<\/em> e rolamento crescente com m\u00e3os e p\u00e9s para cima (<em>head and feet up<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5941_edited-1024x685.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2194\" class=\"wp-image-2194\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5941_edited-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5941_edited-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5941_edited-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5941_edited-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5941_edited-2048x1371.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5944_edited-1-1024x685.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2215\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5944_edited-1-scaled.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/?attachment_id=2215\" class=\"wp-image-2215\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5944_edited-1-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5944_edited-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5944_edited-1-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5944_edited-1-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/DSC5944_edited-1-2048x1371.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Estudo dirigido do Rolamento crescente com lideran\u00e7a da bacia (Carneiro, 2019c), parte de Material for the spine (Paxton, 2008). Foto de Janaina Moraes Franco, sede da Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, SP, agosto 2019.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acredito que os rolamentos ampliaram a minha rela\u00e7\u00e3o com o ch\u00e3o. Todos s\u00e3o executados no n\u00edvel baixo e uma das caracter\u00edsticas do movimento consiste em encostar o m\u00e1ximo de abd\u00f4men no ch\u00e3o, ou melhor, nas palavras de Carneiro (2019a): &#8220;carimbar o ch\u00e3o&#8221;. Para mim, o grande desafio desses exerc\u00edcios foi manter a forma criada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das propostas do quarto (e \u00faltimo) solo training foi a pr\u00e1tica dessas formas. Em um dos treinamentos que fiz, filmei a pr\u00e1tica de cada um dos rolamentos e percebi que \u00e0 medida que eu me deslocava pelo espa\u00e7o a forma inicial era perdida, numa dificuldade mesmo de &#8220;congelar&#8221; a forma e me mover com ela.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">UnderScore e Jam Sessions<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6068-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2217\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6068-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6068-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6068-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6068-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6068-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6068-810x540.jpg 810w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Global UnderScore 2019, apresenta\u00e7\u00e3o da teoria e sess\u00e3o de dan\u00e7a com 7 horas de dura\u00e7\u00e3o. Foto de Mariangela Andrade, sede da Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, SP, Junho, 2019.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defini\u00e7\u00e3o e a estrutura do UnderScore foram apresentadas no m\u00f3dulo 3, sendo a descri\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de uma improvisa\u00e7\u00e3o coletiva composta de sub-partituras ou possibilidades de. Nesse momento da Forma\u00e7\u00e3o Contato tive a oportunidade de compreender melhor o funcionamento de uma improvisa\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a pela \u00f3tica do <em>Contact Improvisation<\/em>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 hav\u00edamos realizado uma jam session quando o UnderScore foi apresentado. A jam session \u00e9 uma improvisa\u00e7\u00e3o coletiva e pelo que pude entender as pr\u00e1ticas de improvisa\u00e7\u00e3o coletiva em CI come\u00e7aram a ser estudadas por Nancy Stark Smith, que as estruturou com o nome de UnderScore (Smith, 2008 apud Carneiro, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O UnderScore \u00e9 um ve\u00edculo para incorporar o Contact Improv em uma arena mais ampla de dan\u00e7a improvisada; desenvolver uma maior facilidade de dan\u00e7ar no espa\u00e7o esf\u00e9rico &#8211; sozinho e com os outros; e integrar preocupa\u00e7\u00f5es cinest\u00e9sicas e de composi\u00e7\u00e3o ao improvisar&#8221; (Smith, 2018 apud Carneiro, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitos momentos, Carneiro chamou a aten\u00e7\u00e3o do grupo para aproveitar o momento da jam para experimentar e explorar todos os movimentos que hav\u00edamos conhecido nos m\u00f3dulos. Eram os momentos de praticar, avaliar a apropria\u00e7\u00e3o das formas e mais ainda, de realizar improvisa\u00e7\u00f5es. Lembro-me muito de ela dizer &#8220;v\u00e1 atr\u00e1s da sua dan\u00e7a&#8221;. Foi nesses momentos que pude vivenciar a experi\u00eancia de transformar o corpo do outro em ch\u00e3o, em transformar meu corpo em ch\u00e3o para sustentar o movimento do outro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6071-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2204\" width=\"-88\" height=\"-58\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6071-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6071-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6071-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6071-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6071-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_6071-1-810x540.jpg 810w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Global UnderScore 2019, apresenta\u00e7\u00e3o da teoria e sess\u00e3o de dan\u00e7a com 7 horas de dura\u00e7\u00e3o. Foto de Mariangela Andrade, sede da Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, SP, Junho, 2019.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 mais de 20 fases energ\u00e9ticas e f\u00edsicas descritas nas subpartituras do UnderScore, cada qual com nome, descri\u00e7\u00e3o e s\u00edmbolo gr\u00e1fico. Ap\u00f3s ter adquirido esse conhecimento, uma das propostas para o momento de dispers\u00e3o (terceiro solo training)&nbsp; foi a de se pensar na rela\u00e7\u00e3o do UnderScore com a Forma\u00e7\u00e3o Contato. Outra proposta foi a de auto-organizar o estudo do movimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aproveitei esse terceiro solo training para estruturar a minha pr\u00e1tica individual de Contact Improvisation de acordo com algumas subpartituras do UnderScore (chegada energ\u00e9tica, chegada f\u00edsica, preambula\u00e7\u00e3o, pelesfera, kinesfera, engajamento). Na verdade, tentei criar nesse momento, um ritual para a pr\u00e1tica individual e acredito que tenha sido o momento que mais me engajei na proposta do solo training e mesmo na Forma\u00e7\u00e3o Contato.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Solo Training 3 - Chris Moura - CI Mucin\u00e1 2019\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DI9Basui8As?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">An\u00e1lise das Dan\u00e7as<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/46728001-B37B-410B-B69B-368ED2C3EB36-1024x1024.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2226\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/46728001-B37B-410B-B69B-368ED2C3EB36.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/?attachment_id=2226\" class=\"wp-image-2226\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/46728001-B37B-410B-B69B-368ED2C3EB36-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/46728001-B37B-410B-B69B-368ED2C3EB36-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/46728001-B37B-410B-B69B-368ED2C3EB36-150x150.jpg 150w, 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Fotos de Mar\u00edlia Carneiro. Sede da Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, SP, 2019.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos m\u00f3dulos 4&amp;5 houve a proposta de se come\u00e7ar a an\u00e1lise das dan\u00e7as. Isso consiste em investigar os momentos, numa improvisa\u00e7\u00e3o, que poderiam ter se transformado num movimento. Para al\u00e9m disso, a an\u00e1lise funciona como uma esp\u00e9cie de ferramenta para se pensar nas possibilidades de movimento em <em>Contact Improvisation<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, os momentos de an\u00e1lise s\u00e3o importantes para que a improvisadora de dan\u00e7a comece a ter no\u00e7\u00e3o de seu repert\u00f3rio de movimentos. Carneiro (2019a) ressalta a import\u00e2ncia de se investigar &#8220;quais s\u00e3o as pr\u00e1ticas que favorecem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de movimento&#8221;? e &#8220;qual \u00e9 o seu conjunto de preparativos para uma improvisa\u00e7\u00e3o em CI?&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Acredito que esse \u00e9 um exerc\u00edcio bastante importante para a integra\u00e7\u00e3o dos conceitos e das pr\u00e1ticas de <em>Contact Improvisation<\/em>, que requer bastante observa\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia do movimento. Para quem observa uma improvisa\u00e7\u00e3o de fora, ao vivo ou em v\u00eddeo, \u00e9 um momento de avaliar as possibilidades de movimento para que no momento da improvisa\u00e7\u00e3o possa fazer uma escolha que produza uma a\u00e7\u00e3o no aqui-agora, aproveitando-a para a cria\u00e7\u00e3o de um movimento. De qualquer forma, refere-se a &#8220;o que poderia ter sido, mas n\u00e3o foi porque voc\u00ea n\u00e3o sabia&#8221; (Carneiro, 2019a).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, para mim, foi fundamental saber que a dan\u00e7a em CI \u00e9 feita de escolhas. Talvez uma primeira escolha: liberar o fluxo ou cont\u00ea-lo. A improvisa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de escolhas (Carneiro, 2019a): o que eu fa\u00e7o? como eu fa\u00e7o? com quem eu fa\u00e7o? com que inten\u00e7\u00e3o eu fa\u00e7o? Lembrando que a inten\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do movimento, em CI, \u00e9 explorar a m\u00e1xima fisicalidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Est\u00e9tica do Rascunho<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_7673-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2220\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_7673-scaled.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/?attachment_id=2220\" class=\"wp-image-2220\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_7673-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_7673-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_7673-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_7673-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_7673-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1015-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2221\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1015-scaled.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/?attachment_id=2221\" class=\"wp-image-2221\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1015-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1015-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1015-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1015-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1015-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1046-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2222\" data-full-url=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1046-scaled.jpg\" data-link=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/?attachment_id=2222\" class=\"wp-image-2222\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1046-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1046-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1046-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1046-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/IMG_1046-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Forma\u00e7\u00e3o Contato turma 3. Fotos de Mar\u00edlia Carneiro. Sede da Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, SP, 2019.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Est\u00e9tica do Rascunho, proposta de Carneiro (2019a) para ser apresentada pelo grupo de Forma\u00e7\u00e3o Contato no M\u00f3dulo 10, foi apresentada no M\u00f3dulo 7 com o intuito de construir uma cena em <em>Contact Improvisation<\/em>. O que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi descobrir que a inten\u00e7\u00e3o dessa proposta \u00e9 &#8220;permitir ao p\u00fablico testemunhar voc\u00ea vivendo uma experi\u00eancia (de verdade)&#8221; (Carneiro, 2019a). Ou seja, n\u00e3o se trata de apresentar uma cena pronta, mas sim o processo de constru\u00e7\u00e3o dos movimentos em CI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No M\u00f3dulo 9, compreendi melhor que a proposta era realizar uma performance coletiva em CI, que incluiu a escolha do espa\u00e7o, a escolha da a\u00e7\u00e3o, a hip\u00f3tese e o teste da hip\u00f3tese. Nesse momento, compreendi que o teste da hip\u00f3tese seria a cena em si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, refletindo, compreendo que a Est\u00e9tica do Rascunho tem a ver com a pr\u00e1tica de <em>Contact Improvisation<\/em> porque a forma dan\u00e7ada do CI \u00e9 rascunho, experimenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 a possibilidade cont\u00ednua de cria\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a. A aprecia\u00e7\u00e3o ou frui\u00e7\u00e3o do CI \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do movimento, sem fixar numa forma que se apresente como obra-prima.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a seguinte ideia do &#8220;DanceAbility&#8221; (Alessi, s\/d apud Carneiro, 2019a) foi apresentada: &#8220;todo corpo pode dan\u00e7ar&#8221;, no M\u00f3dulo 2, recordo que complementei: mas n\u00e3o \u00e9 qualquer corpo que dan\u00e7a.&nbsp; Desse modo, acredito que improvisar em CI requer a desabitua\u00e7\u00e3o dos movimentos perpendiculares do cotidiano para criar alguma circularidade que fa\u00e7a o corpo se mover em forma dan\u00e7ada. E penso que as pr\u00e1ticas em CI tenham essa contribui\u00e7\u00e3o de promover a consci\u00eancia e\/ou a aquisi\u00e7\u00e3o da circularidade no movimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acredito que os elementos do CI tratados aqui foram os que consegui me apropriar melhor para criar uma tradu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, em linguagem verbal, para o primeiro ano da Forma\u00e7\u00e3o Contato. Talvez isso seja um rascunho.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARNEIRO, M. (2018). UnderScore, uma teoria para improvisar. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/2018\/06\/04\/underscore\/\">www.blogs.unicamp.br\/chao\/2018\/06\/04\/underscore\/<\/a>&gt;. Acesso em 03 set. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARNEIRO, M. (2019a). Anota\u00e7\u00f5es pessoais feitas durante o 1\u00b0 ano letivo da <a href=\"http:\/\/www.mucina.com.br\/formacao\">Forma\u00e7\u00e3o Contato. Curso Extensivo de Treinamento e Pesquisa em Contact Improvisation<\/a>. Mucin\u00e1 Aquela que Dan\u00e7a: pesquisa em pr\u00e1tica art\u00edstica. Mar\u00e7o a Dezembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARNEIRO, M. (2019b). Solo training 1 &#8211; explora\u00e7\u00e3o para o per\u00edodo de dispers\u00e3o entre os m\u00f3dulos 1 e 2. Forma\u00e7\u00e3o Contato &#8211; Curso Extensivo de Treinamento e Pesquisa em Contact Improvisation. Mucin\u00e1 Aquela que Dan\u00e7a: pesquisa em pr\u00e1tica art\u00edstica. Mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARNEIRO, M (2019c). Estudo dirigido te\u00f3rico pr\u00e1tico da obra Material for the spine: a mouvement study, de Steve Paxton. Forma\u00e7\u00e3o Contato: curso extensivo de treinamento e pesquisa em Contact Improvisation (Paxton). Muc\u00edn\u00e1 &#8211; Aquela que Dan\u00e7a, Campinas, mar\u00e7o a dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">GLOBAL UNDERSCORE. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/globalunderscore.com\/about\/&gt;. Site. Acesso em 03 set. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARTINS, Roberto de Andrade (s.d.) A ma\u00e7\u00e3 de Newton: hist\u00f3rias, lendas e tolices. IN: Estudos de Hist\u00f3ria e Filosofia das Ci\u00eancias.&nbsp; Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ghtc.usp.br\/server\/pdf\/RAM-livro-Cibelle-Newton.pdf\">http:\/\/www.ghtc.usp.br\/server\/pdf\/RAM-livro-Cibelle-Newton.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PAXTON, S. (2008). Material for the spine. A movement study. Contredanse, Paris, DVD interativo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-medium\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chao\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-300x300.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2184\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-70x70.jpeg 70w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-170x170.jpeg 170w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-68x68.jpeg 68w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-24x24.jpeg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-48x48.jpeg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2-96x96.jpeg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/kina\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2020\/09\/foto-chris-moura-2.jpeg 750w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Chris Moura (1982) entrou para o Curso de Teatro na UFU (1\/2020), participou do 1\u200b\u00b0 ano letivo da FORMA\u00c7\u00c3O CONTATO \u2013 Curso extensivo de treinamento e pesquisa em \u200bContact Improvisation da Muc\u00edn\u00e1 Plataforma de Dan\u00e7a (2019), cursou seis meses do Curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro (2\/2016). Atua, escreve e performa.&nbsp; Tamb\u00e9m fez&nbsp; mestrado em Psicologia Aplicada pela UFU (2011) e atua como psic\u00f3loga cl\u00ednica, com referencial te\u00f3rico e t\u00e9cnico da Psican\u00e1lise. Descobriu a escrita no teatro. \u00c9 mineira, de Uberl\u00e2ndia. E-mail: chris.moura.nas@gmail.com.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro ano letivo da Forma\u00e7\u00e3o Contato aconteceu, para mim, de mar\u00e7o a dezembro de 2019, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Mar\u00edlia Carneiro. Foram 10 m\u00f3dulos, dos quais participei de oito. At\u00e9 ent\u00e3o, quando da minha inscri\u00e7\u00e3o no curso, tinha pouqu\u00edssimos conhecimentos em Contato Improvisa\u00e7\u00e3o (Paxton, 1972). 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Atua, escreve e performa.\u00a0 Tamb\u00e9m fez\u00a0 mestrado em Psicologia Aplicada pela UFU (2011) e atua como psic\u00f3loga cl\u00ednica, com referencial te\u00f3rico e t\u00e9cnico da Psican\u00e1lise. 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