{"id":3031,"date":"2022-07-25T06:38:23","date_gmt":"2022-07-25T09:38:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.labirinto.labjor.unicamp.br\/?p=3031"},"modified":"2022-07-25T06:38:23","modified_gmt":"2022-07-25T09:38:23","slug":"25-de-julho-e-o-dia-da-mulher-negra-latina-e-caribenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/2022\/07\/25\/25-de-julho-e-o-dia-da-mulher-negra-latina-e-caribenha\/","title":{"rendered":"25 de julho \u00e9 o Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 30 anos, no dia 25 de julho de 1992, as ativistas, mulheres, negras, latinas e caribenhas se reuniram no 1\u00ba Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, que aconteceu em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana. Unidas, decidiram que a data deveria ser lembrada n\u00e3o s\u00f3 naquele momento, mas em todos os anos como o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha. Um marco significativo na vida delas e de todas as mulheres negras das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es. Portanto, \u00e9 tempo de lembrar e comemorar!<br \/>\nDurante seu primeiro governo, a Presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei n\u00ba 12.987\/2014 que instituiu o Dia 25 de Julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma inspiradora l\u00edder quilombola, que viveu durante o s\u00e9culo 18. Prestemos aten\u00e7\u00e3o que foi somente com a chegada da primeira e \u00fanica mulher governante do Brasil que Tereza de Benguela e todas as demais mulheres negras brasileiras receberam oficialmente o devido reconhecimento e homenagem.<br \/>\nE, por falar em pol\u00edtica, observando apenas o hist\u00f3rico da Am\u00e9rica Latina com as mulheres negras como chefas de Estado, percebe-se um quadro nada igualit\u00e1rio. No total, at\u00e9 os dias de hoje, a Am\u00e9rica Latina j\u00e1 teve 13 Presidentas. Entre os 21 pa\u00edses (Argentina, Bol\u00edvia, Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, M\u00e9xico, Nicar\u00e1gua, Panam\u00e1, Paraguai, Peru, Rep\u00fablica Dominicana, Uruguai e Venezuela) que pertencem ao bloco, 11 j\u00e1 foram governados por mulheres eleitas ou interinas. Nesse cen\u00e1rio, somente a Argentina e a Bol\u00edvia tiveram duas mulheres ocupando o cargo de chefas de Estado, os outros pa\u00edses tiveram apenas uma. Dessas 13 mulheres, quantas eram negras? Apenas Ertha Pascal-Trouillot, Presidenta interina no per\u00edodo de 1990 a 1991 no Haiti.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_3035\" aria-describedby=\"caption-attachment-3035\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.labirinto.labjor.unicamp.br\/25-de-julho-e-o-dia-da-mulher-negra-latina-e-caribenha\/image20\/\" rel=\"attachment wp-att-3035\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3035\" src=\"https:\/\/www.labirinto.labjor.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/image20-1024x402.png\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2022\/07\/image20-1024x402.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2022\/07\/image20-300x118.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2022\/07\/image20-768x302.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2022\/07\/image20-1536x604.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2022\/07\/image20-2048x805.png 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2022\/07\/image20-500x196.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2022\/07\/image20-800x314.png 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2022\/07\/image20-1280x503.png 1280w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3035\" class=\"wp-caption-text\">Da esquerda para direita: Epsy Campbell Barr,Ertha Pascal-Trouillot e Francia M\u00e1rquez.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por\u00e9m, constante e resistente \u00e9 a luta hist\u00f3rica das mulheres negras contra uma sociedade estruturalmente racista, machista, classista, homof\u00f3bica entre outras tantas formas de opress\u00e3o. Recentemente celebramos uma vit\u00f3ria. No \u00faltimo dia 19 de junho, no m\u00eas passado, a colombiana Francia M\u00e1rquez, ex-empregada dom\u00e9stica, feminista, advogada e ativista dos direitos humanos e ambientais se tornou a primeira vice-Presidenta \u2013 mulher e negra \u2013 da Col\u00f4mbia na chapa do progressista Gustavo Petro, Presidente eleito.<br \/>\n&#8220;Obrigado, Col\u00f4mbia, por esse momento hist\u00f3rico. Quero agradecer a todos os colombianos e colombianas que deram a vida por esse momento. A todos os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, l\u00edderes sociais, que tristemente foram assassinados nesse pa\u00eds, a juventude que foi assassinada e desaparecida, \u00e0s mulheres que foram violentadas e desaparecidas. Agradecemos a eles por terem jogado as sementes da esperan\u00e7a e da resist\u00eancia&#8221;, disse emocionada Francia M\u00e1rquez em seu <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7NolJIJ_YJY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">discurso ap\u00f3s a vit\u00f3ria<\/a>.<br \/>\nAntes de Francia, Epsy abriu um caminho sem volta. Em 2018, Epsy Campbell Barr tornou-se a primeira mulher e negra a assumir a Vice-presid\u00eancia da Costa Rica e tamb\u00e9m de um pa\u00eds latino-americano. Ertha, Francia e Epsy representam aqui, linda e corajosamente, todas as mulheres negras latinas e caribenhas. Que todos os dias sejam 25 de julho!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Legenda da imagem: Epsy Campbell Barr (\u00e0 esquerda), vice-Presidenta da Costa Rica e Francia M\u00e1rquez (\u00e0 direita), vice-Presidenta da Col\u00f4mbia. Cr\u00e9ditos da imagem: Instagram de Francia M\u00e1rquez (@franciamarquezm) e de Epsy Campbell Barr (@epsycampbell)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 30 anos, no dia 25 de julho de 1992, as ativistas, mulheres, negras, latinas e caribenhas se reuniram no 1\u00ba Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, que aconteceu em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana. 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