{"id":3762,"date":"2024-04-16T10:12:56","date_gmt":"2024-04-16T13:12:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.labirinto.labjor.unicamp.br\/?p=3762"},"modified":"2024-04-16T10:12:56","modified_gmt":"2024-04-16T13:12:56","slug":"seu-perfil-em-rede-social-nao-e-seu-a-experiencia-do-projeto-cientista-social-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/2024\/04\/16\/seu-perfil-em-rede-social-nao-e-seu-a-experiencia-do-projeto-cientista-social-pesquisa\/","title":{"rendered":"Seu perfil em rede social n\u00e3o \u00e9 seu: a experi\u00eancia do projeto \u201cCientista Social Pesquisa\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Em primeiro de agosto de 2022, n\u00f3s publicamos o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cientistasocialpesquisa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;ol\u00e1 pro mundo&#8221; do #1 &#8220;Cientista Social Pesquisa\u2026?&#8221;<\/a> no Instagram. Durante nosso projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, discutimos uma lacuna no reconhecimento dos temas que s\u00e3o estudados por cientistas sociais, especialmente por jovens. Pensando nas nossas pr\u00f3prias motiva\u00e7\u00f5es para escolher esse curso no vestibular, percebemos que o contato com alguma tem\u00e1tica de pesquisa foi importante para que entend\u00eassemos, de forma pr\u00e1tica, o que pesquisa um ou uma cientista social.<br \/>\nDecidimos criar um perfil no Instagram para compartilhar diferentes tem\u00e1ticas de pesquisas para celebrar a diversidade de temas estudados pelos nossos colegas. As ideias fervilhavam: discutir o projeto em escolas, pedir v\u00eddeos aos autores\u2026<br \/>\nA descri\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m era uma forma de manifesto: &#8220;N\u00f3s acreditamos que todos os temas que podem ajudar a explicar fen\u00f4menos sociais s\u00e3o poss\u00edveis de serem estudados nas Ci\u00eancias Sociais&#8221;. Em 12 de setembro de 2022, compartilhamos a primeira publica\u00e7\u00e3o com pesquisas sobre animes e mang\u00e1s: tr\u00eas disserta\u00e7\u00f5es de mestrado, um trabalho de conclus\u00e3o de curso, um artigo em peri\u00f3dico e um cap\u00edtulo de livro.<br \/>\nPouco tempo depois, fomos lembradas de uma informa\u00e7\u00e3o sobre a qual discutimos pouco no campo da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: quando criamos um perfil em uma rede social, aquela conta n\u00e3o \u00e9 nossa, \u00e9 da plataforma. Tivemos um problema com a senha, perdemos o acesso \u00e0 conta e todas as tentativas de reav\u00ea-la diziam \u201cn\u00e3o conseguimos confirmar que voc\u00ea \u00e9 voc\u00ea\u201d. A estrat\u00e9gia de recupera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da plataforma &#8211; n\u00e3o sonhe que voc\u00ea conseguir\u00e1 falar com um humano! &#8211; envolve o envio de um v\u00eddeo em formato selfie para que o reconhecimento por intelig\u00eancia artificial verifique se o mesmo rosto pode ser encontrado nas publica\u00e7\u00f5es. Se n\u00e3o o \u00e9, a mensagem de retorno lamenta, mas diz que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel recuperar sua conta, desconsiderando os milh\u00f5es de perfis de projetos, empresas e ONGs que n\u00e3o s\u00e3o contas pessoais.<br \/>\nForam meses de tentativas de recuperar o perfil sem sucesso e, diante de tamanha frustra\u00e7\u00e3o, nossa empolga\u00e7\u00e3o com o projeto tamb\u00e9m diminuiu, as reuni\u00f5es foram se tornando mais espa\u00e7adas e, om isso, paramos. Certo dia, sem qualquer aux\u00edlio da plataforma, conseguimos reestabelecer um antigo n\u00famero de telefone (antes desabilitado) e redefinir, ent\u00e3o, a senha do perfil, que esteve parado de 2022 a 2024. Retomamos as publica\u00e7\u00f5es em 22 de fevereiro e, dois anos depois, estamos reformulando o que queremos nesta nova fase do projeto.<br \/>\nAl\u00e9m da regula\u00e7\u00e3o das redes sociais, \u00e9 preciso que pensemos sobre o uso destas para divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e de que formas podemos nos proteger tamb\u00e9m de decis\u00f5es arbitr\u00e1rias, como o cancelamento definitivo de diversas contas unilateralmente. Da mesma forma que a ocupa\u00e7\u00e3o das redes faz parte de uma estrat\u00e9gia de dissemina\u00e7\u00e3o, o retorno aos blogs, sites e newsletters onde podemos ser propriet\u00e1rias do espa\u00e7o pode ser uma estrat\u00e9gia de escape da l\u00f3gica dessa Internet de hoje centrada em plataformas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A autoria do texto \u00e9 de Beatriz Klimeck, Laura Guimar\u00e3es e Heloisa Rocha.<\/em><\/p>\n<p><em>Cr\u00e9ditos da imagem: Captura de tela de Beatriz Klimeck<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em primeiro de agosto de 2022, n\u00f3s publicamos o &#8220;ol\u00e1 pro mundo&#8221; do #1 &#8220;Cientista Social Pesquisa\u2026?&#8221; no Instagram. Durante nosso projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, discutimos uma lacuna no reconhecimento dos temas que s\u00e3o estudados por cientistas sociais, especialmente por jovens. 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