{"id":3895,"date":"2024-09-10T11:36:48","date_gmt":"2024-09-10T14:36:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.labirinto.labjor.unicamp.br\/?p=3895"},"modified":"2024-09-10T11:36:48","modified_gmt":"2024-09-10T14:36:48","slug":"educar-para-menstruar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/2024\/09\/10\/educar-para-menstruar\/","title":{"rendered":"Educar para Menstruar!"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 quase dez anos o sangue menstrual tem sido combust\u00edvel para minhas investiga\u00e7\u00f5es pessoais, art\u00edsticas, pol\u00edticas, sociais e cient\u00edficas. Como marco comemorativo para uma d\u00e9cada de investiga\u00e7\u00e3o, neste semestre, dou in\u00edcio a uma pesquisa de p\u00f3s-doutorado, no Laborat\u00f3rio de Estudos Avan\u00e7ados em Jornalismo (Labjor), vinculado ao N\u00facleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri), da Unicamp, intitulada: &#8220;Educa\u00e7\u00e3o menstrual nas escolas: impactos e desafios na promo\u00e7\u00e3o da dignidade menstrual&#8221;.<\/p>\n<p>O objetivo central deste estudo \u00e9 desenvolver uma pesquisa qualitativa que busque refletir sobre como a educa\u00e7\u00e3o menstrual pode contribuir para uma transforma\u00e7\u00e3o social, no que concerne a dignidade menstrual, a partir de um programa de educa\u00e7\u00e3o menstrual a ser desenvolvido com estudantes da rede p\u00fablica de ensino.<\/p>\n<p>O intuito com o programa de educa\u00e7\u00e3o menstrual \u00e9 criar espa\u00e7os originais e criativos para discuss\u00f5es e viv\u00eancias sobre menstrua\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da concep\u00e7\u00e3o que encara o sangue menstrual como algo negativo e ruim, ou mesmo para al\u00e9m do modelo convencional biom\u00e9dico, que em geral acaba sendo o mais disseminado e conhecido. Assim, vamos analisar o impacto que esse tipo de iniciativa pode promover na forma\u00e7\u00e3o dos jovens. Atrav\u00e9s de interlocu\u00e7\u00f5es com m\u00faltiplas \u00e1reas e disciplinas, tais como a antropologia, a hist\u00f3ria, as artes, a biologia, dentre outras, buscamos ampliar a discuss\u00e3o sobre o tema e refletir tamb\u00e9m como os conhecimentos constru\u00eddos na academia, em di\u00e1logo com as narrativas e pr\u00e1ticas de meninas, mulheres e pessoas menstruantes podem ser utilizados para romper com os estigmas relacionados \u00e0 menstrua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da pesquisa surge a partir da experi\u00eancia de desenvolvimento do projeto \u201cMenstrua\u00e7\u00e3o sem Tabu\u201d, que envolveu a realiza\u00e7\u00e3o de oficinas de educa\u00e7\u00e3o menstrual com os alunos do primeiro ano do ensino m\u00e9dio integrado ao t\u00e9cnico, do Instituto Federal Sudeste, Campus Barbacena, Minas Gerais, e com os estudantes do 8\u00ba e 9\u00ba ano, do ensino fundamental, de duas escolas p\u00fablicas municipais da mesma cidade.<\/p>\n<p>O primeiro contato com o campo abre a possibilidade para muitas reflex\u00f5es e questionamentos: Quais s\u00e3o os desafios de implementa\u00e7\u00e3o deste tipo de projeto na rede p\u00fablica de ensino? Como \u00e9 a recep\u00e7\u00e3o dos estudantes e da comunidade escolar diante deste tema? Como meninas e meninos acolhem ou n\u00e3o esta abordagem? Quais os desafios para o desenvolvimento de metodologia e conte\u00fado para esse tipo de programa? A educa\u00e7\u00e3o menstrual \u00e9 capaz de mudar as concep\u00e7\u00f5es sociais sobre a menstrua\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o algumas perguntas que buscaremos elaborar nesta pesquisa-a\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o s\u00f3 busca contribuir para as discuss\u00f5es sobre menstrua\u00e7\u00e3o, g\u00eanero e sexualidade no campo da antropologia, da educa\u00e7\u00e3o e da pol\u00edtica, como tamb\u00e9m procura atuar em dire\u00e7\u00e3o aos Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, que dizem respeito a igualdade de g\u00eanero, a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza, a promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e bem-estar e ao acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Descri\u00e7\u00e3o da imagem: Aluna participante da oficina de educa\u00e7\u00e3o menstrual do projeto &#8220;Menstrua\u00e7\u00e3o sem Tabu&#8221;. Cr\u00e9dito da fotografia: J\u00falia Marcier.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quase dez anos o sangue menstrual tem sido combust\u00edvel para minhas investiga\u00e7\u00f5es pessoais, art\u00edsticas, pol\u00edticas, sociais e cient\u00edficas. 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