{"id":3906,"date":"2024-10-01T09:33:03","date_gmt":"2024-10-01T12:33:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.labirinto.labjor.unicamp.br\/?p=3906"},"modified":"2024-10-01T09:33:03","modified_gmt":"2024-10-01T12:33:03","slug":"entrevistando-sneha-khedkar-jornalismo-cientifico-menstruacao-e-aliancas-feministas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/2024\/10\/01\/entrevistando-sneha-khedkar-jornalismo-cientifico-menstruacao-e-aliancas-feministas\/","title":{"rendered":"Entrevistando Sneha Khedkar: jornalismo cient\u00edfico, menstrua\u00e7\u00e3o e alian\u00e7as feministas"},"content":{"rendered":"<p>No ano passado, a professora Daniela Manica recebeu um e-mail que nos interessou muito. Uma jornalista de ci\u00eancia queria entrevist\u00e1-la sobre <a href=\"https:\/\/www.labirinto.labjor.unicamp.br\/apesar-da-alta-qualidade-cientifica-celulas-tronco-de-sangue-menstrual-sao-pouco-usadas-em-pesquisas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">seu artigo publicado<\/a> sobre as c\u00e9lulas mesenquimais do sangue menstrual. A conclus\u00e3o principal deste estudo \u00e9 que essas c\u00e9lulas s\u00e3o \u00f3timas para se trabalhar, mas praticamente n\u00e3o s\u00e3o investigadas por serem originadas do sangue menstrual, um tecido que \u00e9 marcado por quest\u00f5es de g\u00eanero. Para mim, esse convite foi especialmente instigante, afinal, meu projeto de mestrado \u00e9 um desdobramento dessa pesquisa e foi uma \u00f3tima oportunidade para ler as respostas da minha orientadora sobre as suas inten\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es dos resultados encontrados.<br \/>\nO convite veio da jornalista de ci\u00eancia Sneha Khedar, bi\u00f3loga, mestra em Bioqu\u00edmica, freelancer de h\u00e1 alguns anos e da \u00cdndia. Ela cobriu v\u00e1rias hist\u00f3rias no campo da biologia, sa\u00fade e medicina, voc\u00ea pode conhecer mais do <a href=\"https:\/\/www.snehakhedkar.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trabalho dela nesse site<\/a>. Nas primeiras trocas de e-mail, ela nos contou que foi diagnosticada com endometriose em 2021, depois de passar 14 anos sofrendo com os sintomas. Como bi\u00f3loga, ela foi atr\u00e1s de ler diversas pesquisas sobre endometriose at\u00e9 que esbarrou em uma que utiliza as c\u00e9lulas mesenquimais do sangue menstrual para diagnosticar e como terapia para desordens reprodutivas em corpos com \u00fatero. Nessa busca, encontrou o artigo publicado pela professora Daniela, o que proporcionou o contato.<br \/>\nO resultado dessa entrevista, e de v\u00e1rias outras que Sneha realizou, foi o texto <a href=\"https:\/\/knowablemagazine.org\/content\/article\/health-disease\/2024\/menstrual-blood-stem-cell-research-could-yield-new-therapies\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cThe untapped potential of stem cells in menstrual blood\u201d<\/a> publicado na Knowable Magazine. Nele, Sneha apresenta as c\u00e9lulas mesenquimais do sangue menstrual, desde a sua descoberta at\u00e9 pesquisas atuais sobre potenciais aplica\u00e7\u00f5es. Ela conclui que com mudan\u00e7as no financiamento cient\u00edfico, a menstrua\u00e7\u00e3o pode ser reconhecida como uma nova fronteira excitante na medicina regenerativa e n\u00e3o apenas um inconveniente de todo m\u00eas. O que \u00e9 muito similar ao motivo da professora Daniela iniciar a pesquisa com essas c\u00e9lulas, que observou no engajamento delas na pesquisa um uso espec\u00edfico do sangue menstrual e totalmente diferente do enquadramento desse tecido como um descarte. Na entrevista, Daniela disse que sua motiva\u00e7\u00e3o foi principalmente feminista, com inten\u00e7\u00e3o de procurar alian\u00e7as entre mulheres na universidade e propor transforma\u00e7\u00f5es nas percep\u00e7\u00f5es sobre o corpo feminino e seu potencial.<br \/>\nAncoradas no fortalecimento de alian\u00e7as feministas no Sul Global e tamb\u00e9m devido ao alinhamento de interesses e a sua experi\u00eancia com jornalismo cient\u00edfico e menstrua\u00e7\u00e3o, convidamos Sneha para uma rodada de perguntas e respostas com o Labirinto, o grupo de pesquisa coordenado pela professora Daniela. Essa palestra foi gravada, legendada e j\u00e1 se encontra dispon\u00edvel no nosso canal do Youtube! Vem conhecer um pouco mais sobre o trabalho interessante da Sneha Khedar e se encantar ainda mais pelas c\u00e9lulas mesenquimais do sangue menstrual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Jp_tflrkDHQ?si=gh1zoeN5O3KlsQUs\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"https:\/\/www.labirinto.labjor.unicamp.br\/programacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Voc\u00ea tamb\u00e9m pode conferir todas as edi\u00e7\u00f5es do Encontros no Labirinto clicando aqui!<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano passado, a professora Daniela Manica recebeu um e-mail que nos interessou muito. Uma jornalista de ci\u00eancia queria entrevist\u00e1-la sobre seu artigo publicado sobre as c\u00e9lulas mesenquimais do sangue menstrual. 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