{"id":4561,"date":"2025-09-16T14:01:32","date_gmt":"2025-09-16T17:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/?p=4561"},"modified":"2025-09-16T14:57:13","modified_gmt":"2025-09-16T17:57:13","slug":"que-tipo-de-espaco-pessoas-trans-tem-ocupado-na-pauta-menstrual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/2025\/09\/16\/que-tipo-de-espaco-pessoas-trans-tem-ocupado-na-pauta-menstrual\/","title":{"rendered":"Que tipo de espa\u00e7o pessoas trans t\u00eam ocupado na pauta menstrual?"},"content":{"rendered":"<p>Por Za Chacon<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O mapeamento da express\u00e3o pessoas\/corpos que menstruam faz parte dos meus atuais interesses de trabalho, uma vez que i) no cen\u00e1rio brasileiro n\u00e3o existem protagonismos trans estabelecidos na discuss\u00e3o menstrual para que o levantamento parta de debates j\u00e1 estabelecidos; e ii) o pr\u00f3prio termo foi, em 2022, alvo de uma pol\u00eamica que fez despontar cen\u00e1rios mapeados aqui como importantes para cena menstrual transg\u00eanera. Para fins deste congresso, retomo apenas alguns epis\u00f3dios que, atrav\u00e9s da internet e das redes sociais, marcaram o desenvolvimento da tem\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Inicialmente, pessoas\/corpos que menstruam circulava apenas entre a pr\u00f3pria comunidade trans como uma forma de nomear dignamente nossas viv\u00eancias, possibilidade advinda da ferramenta da linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria. A intencionalidade do uso se det\u00e9m na possibilidade de referenciar experi\u00eancias de pessoas transmasculinas, n\u00e3o bin\u00e1rias e de homens trans que, por terem \u00fatero, tamb\u00e9m t\u00eam a possibilidade de vivenciar a menstrua\u00e7\u00e3o. A popula\u00e7\u00e3o intersexo tamb\u00e9m adotou o uso do termo uma vez que, al\u00e9m de poderem ter identidades trans, possuem em suas corporalidades configura\u00e7\u00f5es sexuais que n\u00e3o se enquadram na normativa m\u00e9dica feminina e masculina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A express\u00e3o \u201ccorpos\/pessoas com \u00fatero\u201d despontou neste cen\u00e1rio por algum per\u00edodo, mas a armadilha contida em si mesma, por enfatizar uma estrutura biol\u00f3gica em detrimento da experi\u00eancia, fez com que ela n\u00e3o perpetuasse por muito tempo. Nessas express\u00f5es, vejo os substantivos corpos e pessoas sendo usados como sin\u00f4nimos, mas dou prefer\u00eancia ao segundo pelo motivo mesmo da humaniza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o reducionismo biol\u00f3gico. Ter um \u00fatero n\u00e3o determina a experi\u00eancia menstrual em nenhuma corporalidade ou identidade, seja ela cis, trans ou intersexo, por diferentes motivos. O que compartilhamos, e de maneira heterog\u00eanea, \u00e9 a viv\u00eancia da menstrua\u00e7\u00e3o como uma dimens\u00e3o \u00edmpar no desenvolvimento da nossa sexualidade,<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Por\u00e9m, \u00e9 quando o seu uso sai da comunidade que a express\u00e3o ganha um holofote nacional de \u00f3dio. Em dezembro de 2022, Djamila Ribeiro, um dos nomes mais importantes do feminismo negro no pa\u00eds, publicou no jornal Folha de S\u00e3o Paulo um posicionamento extremamente transf\u00f3bico sobre o termo pessoas que menstruam e gestam (Ribeiro, 2022). Com a recente populariza\u00e7\u00e3o dessa linguagem em movimentos sociais trans e, frente a esse importante cen\u00e1rio, Djamila fez quest\u00e3o de afirmar publicamente que n\u00e3o aceitava ser reduzida a um corpo que menstrua e que a \u201cpretensa ideia de incluir homens trans no debate de sa\u00fade\u201d seria respons\u00e1vel por \u201capagar a realidade concreta das mulheres\u201d. Me sinto pessoalmente triste, mas n\u00e3o surpreendido, ao conceber que uma t\u00e3o valiosa pensadora brasileira tenha se posicionado de uma forma repugnantemente transf\u00f3bica. N\u00e3o \u00e9 novidade que algumas mulheres cis ao longo da hist\u00f3ria do movimento feminista possuem um grave envolvimento em articula\u00e7\u00f5es transf\u00f3bicas<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Do epis\u00f3dio transf\u00f3bico de Djamila derivaram acontecimentos importantes. O Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT) publicou uma carta aberta como uma forma de rep\u00fadio e esclarecimento das inten\u00e7\u00f5es da comunidade com o uso do termo. \u201cMuito nos admira voc\u00ea, Djamila, que escreveu sobre o lugar de fala, n\u00e3o reconhecer as transmasculinidades como teoria e pr\u00e1tica no combate \u00e0s desigualdades, no enfrentamento ao capitalismo patriarcal, desenvolvendo outras possibilidades de masculinidades que menstruam e de gravidez, mediante a descoloniza\u00e7\u00e3o do conhecimento a refuta\u00e7\u00e3o de uma neutralidade epistemol\u00f3gica, pois seu discurso versa sobre um olhar colonizador sobre nossos corpos, saberes, pr\u00e1ticas e experi\u00eancias\u201d (Ibrat, 2022, p. 6). O final do texto questiona o papel do feminismo negro junto a trasmasculinidades e n\u00e3o binariedades, sobretudo perif\u00e9ricas e ind\u00edgenas, enfatizando a necessidade de trabalho em coaliz\u00e3o. A carta que nunca teve retrata\u00e7\u00e3o, ou qualquer tipo de resposta, por parte da autora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No \u00e2mbito das redes sociais, Jonas Maria se posicionou sobre o assunto a partir de seu v\u00eddeo \u201cO APAGAMENTO das mulheres\u201d #1#. Jonas \u00e9 um homem trans, escritor, educador e produtor de conte\u00fado online sobre sexualidade e g\u00eanero bastante influente para a comunidade trans. Nele, comenta o fato de mulheres cis como J.K. Rowling e Djamila Ribeiro terem ridicularizado a express\u00e3o pessoas que menstruam alegando que ela causa o \u201capagamento de mulheres\u201d. Jonas aponta para o fato de que o termo \u00e9 mais restrito a comunidade trans e utilizado internamente nela mais do que em quaisquer outros espa\u00e7os, perguntando aos espectadores quantas vezes o ouviram em ambientes de sa\u00fade ou educacionais. Assim, afirma que o ataque a um termo raro, restrito a uma minoria em direito que o usa sem pretens\u00e3o de universalidade e que nunca \u00e9 lembrada quando se trata do assunto, \u00e9 mais uma tentativa de p\u00e2nico moral contra pessoas trans.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Jonas e o pronunciamento do IBRAT s\u00e3o exemplos de articula\u00e7\u00f5es trans em defesa da comunidade. Fora desse contexto, Djamila contribuiu para a prolifera\u00e7\u00e3o na internet de ataques antitrans<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, articula\u00e7\u00f5es que tem ganhado for\u00e7a na \u00faltima d\u00e9cada do cen\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro a partir da ret\u00f3rica conservadorista da ideologia de g\u00eanero e da instala\u00e7\u00e3o do p\u00e2nico moral (Barbosa, 2024; Leite, 2019; Rodrigues; Brevilheri; Nalli, 2022). At\u00e9 aqui, podemos afirmar que a tentativa da popula\u00e7\u00e3o trans em habitar minimamente a linguagem em uma pauta que somos extremamente negligenciades e esquecides, como a menstrua\u00e7\u00e3o, foi recebida com \u00f3dio e desprezo no \u201cdebate p\u00fablico\u201d. E que, at\u00e9 os dias de hoje, pouco avan\u00e7o tem emergido do cen\u00e1rio e a express\u00e3o pessoas que menstruam continua majoritariamente restrita \u00e0 nossa comunidade. Contudo, \u00e9 exatamente sobre esse \u201cavan\u00e7o\u201d que gostaria de pontuar algumas quest\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dos \u00faltimos anos pra c\u00e1, por estar envolvido acad\u00eamica e culturalmente na cria\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias menstruais trans, vi dois espa\u00e7os se aproveitando do momento menstrual \u201cdescontru\u00edde\u201d com a\u00e7\u00f5es que, ao meu ver, mais contribuem para o apagamento trans na pauta menstrual do que trazem proposi\u00e7\u00f5es aliadas. Um desses espa\u00e7os \u00e9 o mercado de produtos de higiene menstrual, ou as empresas de absorventes, que evidentemente aproveitou o momento para investir no pink money. Devido a isso, hoje existem op\u00e7\u00f5es de cuecas menstruais que seriam inimagin\u00e1veis a pouco tempo atr\u00e1s. Luca Scarpelli #2#, homem trans e criador de conte\u00fado digital, participou recentemente de uma publicidade para a marca Sempre Livre. Que, ali\u00e1s, sem mencionar nenhuma pauta trans ou at\u00e9 mesmo sua identidade de g\u00eanero, a propaganda divulgada no perfil da marca foi recha\u00e7ada e os coment\u00e1rios acabaram sendo bloqueados da publica\u00e7\u00e3o. Simplesmente por Luca ser um homem trans e habitar um espa\u00e7o voltado para discuss\u00e3o menstrual. A estrat\u00e9gia da Sempre Livre, poucos meses depois, foi fazer com que a publicidade fosse publicada, mas desta vez para o p\u00fablico de Luca, em seu pr\u00f3prio perfil do Tiktok e Instagram.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0A minha cr\u00edtica em nenhum momento se dirige \u00e0 exist\u00eancia de cuecas menstruais e muito menos para representatividade trans em vendas de absorventes &#8211; muito pelo contr\u00e1rio, \u00e9 de extrema relev\u00e2ncia que nossos rostos, corpos e necessidades estejam em todos os espa\u00e7os.\u00a0 O que eu quero elucidar ao explicitar esse movimento \u00e9 que muito antes da pr\u00f3pria comunidade trans ocupar qualquer protagonismo na pauta menstrual; antes que a gente pudesse ocupar o termo pessoas que menstruam com reivindica\u00e7\u00f5es, saberes e representatividade; o mercado cooptou este termo que nos foi (e ainda \u00e9!) t\u00e3o caro e est\u00e1 lucrando com o selo da diversidade. Pessoas trans continuam n\u00e3o tendo representa\u00e7\u00e3o efetiva na discuss\u00e3o menstrual. Enquanto isso acontece, enquanto esses postos n\u00e3o s\u00e3o habitados por n\u00f3s, a hist\u00f3ria se repete e nossos corpos seguem como recursos de fetiche e comercializa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O outro espa\u00e7o em que, por habitar, vejo a din\u00e2mica do apagamento trans acontecer rotineiramente, \u00e9 o espa\u00e7o acad\u00eamico. Nos \u00faltimos anos, e talvez por consequ\u00eancia do \u201cdebate p\u00fablico\u201d supracitado, pesquisas que se utilizam do termo corpos que menstruam come\u00e7aram a proliferar. Se em um primeiro momento isso aparenta ser motivo de comemora\u00e7\u00e3o, fa\u00e7o um convite para leitura de estudos acad\u00eamicos sobre menstrua\u00e7\u00e3o publicados at\u00e9 o ano de 2025. A porcentagem m\u00ednima de estudos da \u00e1rea que se utilizam da express\u00e3o s\u00e3o feitas por pessoas cisg\u00eaneras, que mais aparentam empregar o termo como uma forma de garantir o selo de diversidade para a pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o, uma vez que o sentido de seu uso n\u00e3o comunica nada e\/ou n\u00e3o est\u00e1 interessado de fato no que a popula\u00e7\u00e3o trans tem a dizer. Isso se d\u00e1 das seguintes maneiras:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Pesquisas que se utilizam de \u201cpessoas que menstruam\u201d n\u00e3o definem, referenciam ou comunicam minimamente sobre as realidades dissidentes que podem menstruar. Quem s\u00e3o as pessoas que menstruam? Onde vivem, o que comem? De fato, quando o termo circula dentro da comunidade trans e intersexo, seu sentido j\u00e1 habita es interlocutores que o usam. Ao export\u00e1-lo para pesquisas de autoria cisg\u00eanera que n\u00e3o se preocupam em contextualiz\u00e1-lo, um termo que tem em sua origem a necessidade de apontar para a diversidade de g\u00eanero que existe na menstrua\u00e7\u00e3o \u00e9 esvaziado de seu sentido.\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">As mesmas pesquisas que empregam a express\u00e3o sem defini-la com conte\u00fado e contexto fazem isso em publica\u00e7\u00f5es que se utilizam majoritariamente da categoria de \u201cmulher\u201d e \u201cmenstrua\u00e7\u00e3o feminina\u201d para abordar o tema. Por vezes, talvez quando se lembram, intercalam a utiliza\u00e7\u00e3o espor\u00e1dica da linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria, fazendo do emprego arbitr\u00e1rio uma escolha de comunica\u00e7\u00e3o que se torna insustent\u00e1vel e sem coer\u00eancia at\u00e9 a \u00faltima p\u00e1gina.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400\"><span style=\"font-weight: 400\">Nenhuma refer\u00eancia trans ou intersexo \u00e9 citada nesses estudos e a cisgeneridade n\u00e3o \u00e9 uma categoria de an\u00e1lise questionada. Quando essas pessoas existem, no m\u00e1ximo s\u00e3o objetos de pesquisa lidos a partir de uma \u00f3tica cisg\u00eanera que enquadram essas experi\u00eancias em suas leituras normativas, geralmente ilustradas por discuss\u00f5es acr\u00edticas que permeiam o universo da disforia e expectativas de g\u00eanero. Enquanto n\u00e3o ocupamos a pauta menstrual, pesquisas cis t\u00eam usado da express\u00e3o pessoas que menstruam para garantir o seu selo descontru\u00edde, mas nada tem oferecido de compromisso concreto com realidades, necessidades ou protagonismos trans e intersexo.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Frente a hist\u00f3ria do termo e os percursos atuais na produ\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias sobre menstrua\u00e7\u00e3o, se faz urgente que a popula\u00e7\u00e3o trans e intersexo ocupem um espa\u00e7o que ningu\u00e9m mais pode ocupar por n\u00f3s: a enuncia\u00e7\u00e3o de nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias, necessidades, dores, prazeres e potencialidades em rela\u00e7\u00e3o ao sangue menstrual. Para al\u00e9m de reivindicar uma quest\u00e3o basilar como a linguagem, se faz imprescind\u00edvel que a preenchamos de sentido com as nossas pr\u00f3prias narrativas. Enquanto nossas vozes n\u00e3o se unirem neste coro, o mercado e a academia descobriram nichos e lacunas produtivas que tem nos usado de pretexto. Isso tampouco se trata de uma cobran\u00e7a a popula\u00e7\u00e3o trans ou intersexo, em uma ret\u00f3rica ultrapassada que nos exige um constante lugar de ativismo. O universo da menstrua\u00e7\u00e3o est\u00e1 constru\u00eddo de uma maneira extremamente violenta e os s\u00edmbolos cisheteronormativos que esse assunto geralmente nos provoca \u00e9, no m\u00ednimo, de desinteresse e repugn\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">#1# &#8211; https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hgSEqykWqy8<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">#2# &#8211; https:\/\/www.instagram.com\/olucascarpelli\/<\/span><\/p>\n<p>Cr\u00e9dito da imagem: Gabriella Joris, Za Chacon<\/p>\n<p>Legenda da Imagem: Foto do projeto Corpos que Menstruam<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Refer\u00eancias<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7924227330682854\"><span style=\"font-weight: 400\">BARBOSA, I<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Analisando argumentos antilinguagem n\u00e3o bin\u00e1ria. Revista Peri\u00f3dicus, v. 1, p. 21-44, 2024.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">IBRAT. Carta aberta \u00e0 Djamila Ribeiro. Instituto Brasileiro de Transmasculinidades, S\u00e3o Paulo, 02 dez. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/18RHYRpCFsNGD3JUxJND_ufx3po5EVtDV\/view. Acesso em: 9 jul 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">LEITE, V. \u201cEm defesa das crian\u00e7as e da fam\u00edlia\u201d: refletindo sobre discursos acionados por atores religiosos \u201cconservadores\u201d em controv\u00e9rsias p\u00fablicas envolvendo g\u00eanero e sexualidade. Sexualidad, Salud y Sociedad,119-142, 2019<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">RIBEIRO, D. N\u00f3s, mulheres, n\u00e3o somos apenas \u201cpessoa que menstruam\u201d. Folha de S\u00e3o Paulo, 1 de. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/djamila-ribeiro\/2022\/12\/nos-mulheres-nao-somos-apenas-pessoas-que-menstruam.shtml. Acesso em: 9 jul 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">RODRIGUES, F., BREVILHER, U. B. L., &amp; NALLI, M. C. Da proibi\u00e7\u00e3o da neolinguagem a \u201cinfinitas possibilidades de g\u00eanero n\u00e3o existentes\u201d. Revista Relegens Thr\u00e9skeia, 11(1), 231\u2013246, 2022.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Za Chacon O mapeamento da express\u00e3o pessoas\/corpos que menstruam faz parte dos meus atuais interesses de trabalho, uma vez que i) no cen\u00e1rio brasileiro n\u00e3o existem protagonismos trans estabelecidos na discuss\u00e3o menstrual para que o levantamento parta de debates j\u00e1 estabelecidos; e ii) o pr\u00f3prio termo foi, em 2022, alvo de uma pol\u00eamica que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":749,"featured_media":4562,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[109,49,53,67],"tags":[141,142,150,149],"class_list":["post-4561","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-adentrandolabirinto","category-feminismo","category-genero","category-menstruacao","tag-feminismo","tag-genero","tag-lgbtqiapn","tag-menstruacao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-content\/uploads\/sites\/295\/2025\/09\/CM1-Za-Chacon-1.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/749"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4561"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4571,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4561\/revisions\/4571"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4562"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}