{"id":4604,"date":"2026-03-03T15:32:06","date_gmt":"2026-03-03T18:32:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/?p=4604"},"modified":"2026-03-03T15:38:42","modified_gmt":"2026-03-03T18:38:42","slug":"vamos-embarcar-em-uma-viagem-feminista-pela-celula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/labirinto\/2026\/03\/03\/vamos-embarcar-em-uma-viagem-feminista-pela-celula\/","title":{"rendered":"Vamos embarcar em uma viagem feminista pela c\u00e9lula?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Podcast Mundar\u00e9u lan\u00e7a a s\u00e9rie Feminista In Vitro sobre c\u00e9lulas, sexo e g\u00eanero!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma parte importante da pesquisa biom\u00e9dica e, consequentemente, da produ\u00e7\u00e3o de tecnologias em sa\u00fade, como medicamentos e vacinas, \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o com c\u00e9lulas. Em uma sala de cultura, um espa\u00e7o dedicado ao cultivo de c\u00e9lulas em um laborat\u00f3rio, c\u00e9lulas s\u00e3o cultivadas em placas de vidro, os chamados modelos in vitro. E a partir de experimentos com esses modelos, cientistas investigam sobre o funcionamento do nosso corpo e de doen\u00e7as. No sangue menstrual, \u00e9 poss\u00edvel obter c\u00e9lulas com qualidades muito interessantes para serem utilizadas como modelo experimental no laborat\u00f3rio. Mas, essas c\u00e9lulas n\u00e3o s\u00e3o exatamente bem-vindas na sala de cultura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em uma pesquisa interdisciplinar, a antrop\u00f3loga Daniela Manica e colaboradoras observaram que publica\u00e7\u00f5es que utilizam essas <\/span><a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/journals\/genetics\/articles\/10.3389\/fgene.2022.957164\/full\"><span style=\"font-weight: 400\">c\u00e9lulas do sangue menstrual representam apenas 0,25% dos artigos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> da \u00e1rea. As pesquisadoras concluem que n\u00e3o existe nenhuma explica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica que sustente essa baixa utiliza\u00e7\u00e3o. Elas argumentam que a raz\u00e3o correlacionada \u00e9 <\/span><a href=\"https:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/intersecoes\/article\/view\/35862\"><span style=\"font-weight: 400\">o fato do sangue menstrual ser marcado por quest\u00f5es sociais e por um vi\u00e9s de g\u00eanero<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que n\u00e3o menstruam, essas c\u00e9lulas s\u00e3o entendidas como femininas e, por isso, s\u00e3o descartadas como um modelo poss\u00edvel. S\u00f3 que, ao mesmo tempo, a pesquisa biom\u00e9dica tem uma prefer\u00eancia hist\u00f3rica por modelos masculinos. Cientistas justificam que \u00e9 poss\u00edvel extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma c\u00e9lula dita masculina n\u00e3o \u00e9 uma barreira, qual \u00e9 ent\u00e3o o problema de se escolher uma c\u00e9lula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferen\u00e7a?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa foi uma das perguntas principais da <\/span><a href=\"https:\/\/repositorio.unicamp.br\/acervo\/detalhe\/1508662?guid=1770304074810&amp;returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1770304074810%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d1508662%231508662&amp;i=1\"><span style=\"font-weight: 400\">disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Cultural<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> (Unicamp), realizada por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica. Para responder essa pergunta, foi preciso contaminar a sala de cultura (uma contamina\u00e7\u00e3o feminista!) e embarcar em uma viagem pela c\u00e9lula. Ao visitar as partes celulares, elas nos contam sobre as c\u00e9lulas do sangue menstrual e trazem discuss\u00f5es feministas sobre a pesquisa biom\u00e9dica com c\u00e9lulas-tronco. \u00c9 poss\u00edvel embarcar junto nessa viagem pela c\u00e9lula ao escutar a s\u00e9rie<\/span><a href=\"https:\/\/mundareu.labjor.unicamp.br\/series\/feministainvitro\/\"><span style=\"font-weight: 400\"> Feminista In Vitro<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essa s\u00e9rie de podcast \u00e9 resultado da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado e \u00e9 um desdobramento do projeto de pesquisa anterior que Daniela Manica foi investigadora principal. Tamb\u00e9m \u00e9 parte de um projeto de jornalismo cient\u00edfico, com financiamento da FAPESP e supervis\u00e3o da professora Daniela Manica (Unicamp) e da professora Germana Barata (Unicamp). A s\u00e9rie <\/span><a href=\"https:\/\/mundareu.labjor.unicamp.br\/series\/feministainvitro\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Feminista In Vitro<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, lan\u00e7ada dia 18 de fevereiro no <\/span><a href=\"https:\/\/mundareu.labjor.unicamp.br\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Podcast Mundar\u00e9u<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, traz um epis\u00f3dio por semana at\u00e9 abril! Voc\u00ea j\u00e1 pode escutar <\/span><a href=\"https:\/\/mundareu.labjor.unicamp.br\/o-teaser\/\"><span style=\"font-weight: 400\">o teaser<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> e embarcar nessa viagem feminista pela c\u00e9lula!\u00a0<\/span><\/p>\n<p><em>Legenda da imagem: Logo da s\u00e9rie Feminista In Vitro por Bianca Bursi, no fundo, fotografias do processo de cria\u00e7\u00e3o da viagem pela c\u00e9lula, elaborado por Fernanda Mariath, 2026.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Cr\u00e9dito da imagem: Identidade visual por Bianca Bursi (@bursibi)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Podcast Mundar\u00e9u lan\u00e7a a s\u00e9rie Feminista In Vitro sobre c\u00e9lulas, sexo e g\u00eanero! Uma parte importante da pesquisa biom\u00e9dica e, consequentemente, da produ\u00e7\u00e3o de tecnologias em sa\u00fade, como medicamentos e vacinas, \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o com c\u00e9lulas. 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