memória discursiva

Todo dizer é formulado a partir de outras enunciações cujos sentidos permanecem como memória discursiva. Para que haja interpretação é necessário que haja sempre já-sentidos. Ou seja, que algo já tenha sido significado ou possa vir a ser significado a partir do que já ganhou sentido(s) nas práticas sociais. Esse universo do já-dito está determinado historicamente e é atravessado pelas contradições ideológicas que organizam as relações sociais.  Por outro lado, o já-dito tem uma relação necessária com o não-dito e com o silêncio.