{"id":1126,"date":"2018-02-23T18:19:06","date_gmt":"2018-02-23T18:19:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?p=1126"},"modified":"2018-02-23T19:50:16","modified_gmt":"2018-02-23T19:50:16","slug":"anhanguera-abacaxi-tiete-contribuicao-das-linguas-indigenas-para-o-portugues-que-falamos-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2018\/02\/23\/anhanguera-abacaxi-tiete-contribuicao-das-linguas-indigenas-para-o-portugues-que-falamos-hoje\/","title":{"rendered":"Anhanguera, abacaxi, Tiet\u00ea: a contribui\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas ind\u00edgenas para o portugu\u00eas que falamos hoje"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o \u00e9 preciso ir muito longe para que nos deparemos com uma por\u00e7\u00e3o de palavras de outras l\u00ednguas que foram incorporadas ao portugu\u00eas ao longo do tempo. N\u00f3s, falantes de portugu\u00eas brasileiro, por exemplo, j\u00e1 quase que, inconscientemente, nem nos damos mais conta das palavras estrangeiras introduzidas em nossa l\u00edngua. Quem, por exemplo, que n\u00e3o estude ou pesquise l\u00ednguas, j\u00e1 parou em seu dia-a-dia para refletir sobre a origem de palavras como \u2018nhoque\u2019, \u2018champagne\u2019, durante a ceia de ano novo, ou, ainda, \u2018millkshake\u2019, \u2018hamburguer\u2019, \u2018light\u2019, \u2018fashion\u2019, durante aquele passeio com os amigos? A naturaliza\u00e7\u00e3o desses voc\u00e1bulos em nosso falar \u00e9 uma prova indel\u00e9vel de que a nossa l\u00edngua \u00e9 permeada de palavras estrangeiras que, ao longo do tempo, foram incorporadas ao nosso l\u00e9xico e que, agora, fazem parte da nossa l\u00edngua e do nosso cotidiano.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1127\" aria-describedby=\"caption-attachment-1127\" style=\"width: 223px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-3.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1127\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-3-197x300.jpg\" alt=\"\" width=\"223\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-3-197x300.jpg 197w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-3.jpg 625w\" sizes=\"(max-width: 223px) 100vw, 223px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1127\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Roberto Almeida\/AE<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, para al\u00e9m dessas palavras de origem francesa ou inglesa, muitas outras, oriundas de distintos lugares e povos, vieram a ser incorporadas ao portugu\u00eas. Estou me referindo, aqui, \u00e0s palavras de origem ind\u00edgena. Aposto que todo mundo j\u00e1 deve ter dado um passeio no parque do \u2018Ibirapuera\u2019, ter se entristecido com a situa\u00e7\u00e3o do rio \u2018Tiet\u00ea\u2019 em S\u00e3o Paulo, ou, mesmo, ter comido aquela \u2018pipoca\u2019 quentinha no cinema. Mas o que a gente n\u00e3o se d\u00e1 conta, geralmente, \u00e9 que \u2018Ibirapuera\u2019, \u2018Tiet\u00ea\u2019, \u2018pipoca\u2019, \u2018perereca\u2019, \u2018abacaxi\u2019 e tantas outras palavras de nosso cotidiano adv\u00e9m de l\u00ednguas ind\u00edgenas. Todas essas palavras citadas, por exemplo, s\u00e3o oriundas do Tupi, l\u00edngua falada por grande parte dos ind\u00edgenas que viviam na costa do Brasil \u00e0 \u00e9poca do \u2018descobrimento\u2019 e que, com o processo de coloniza\u00e7\u00e3o, deixou consider\u00e1veis vest\u00edgios de sua exist\u00eancia, sobretudo no l\u00e9xico, do portugu\u00eas falado em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Exposto tudo isso, que tal se conhecermos, agora, um pouquinho da etimologia de algumas palavras do Tupi que usamos no nosso dia-a-dia? Certamente, ao fim dessa leitura, poderemos compreender, ainda que s\u00f3 um pouquinho, o significado de algumas palavras que usamos frequentemente, mas que sequer nos damos conta de seus sentidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E para come\u00e7armos bem, que tal se j\u00e1 falarmos logo das palavras pol\u00eamicas? Aposto que todo mundo aqui j\u00e1 deu um sorrisinho torto ao ouvir por a\u00ed as palavras \u2018piroca\u2019 e \u2018pepeca\u2019, certo? Essas palavras, que usamos cotidianamente para nos referirmos aos \u00f3rg\u00e3os sexuais masculinos e femininos, respectivamente, tem sua origem l\u00e1 no Tupi. Curioso, n\u00e3o \u00e9? Pois \u00e9: em Tupi, \u2018piroca\u2019 significa \u2018pele esfolada\u2019 (parece meio doloroso, eu sei rs), \u2018membro genital masculino\u2019, enquanto \u2018pepeca\u2019 \u00e9 um verbo intransitivo da l\u00edngua que significa \u2018bater as asas, voar\u2019 (qualquer semelhan\u00e7a com a nossa \u2018pepeca\u2019, eu juro, \u00e9 mera coincid\u00eancia. Ou n\u00e3o rs).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas as palavras de origem Tupi n\u00e3o se reduzem ao dom\u00ednio dos \u00f3rg\u00e3os sexuais. Basta observarmos os nomes de lugares, no Brasil, para percebermos que, grande parte desses nomes, tem suas origens nessa l\u00edngua. A topon\u00edmia brasileira abriga um vasto l\u00e9xico de origem Tupi, a exemplo de palavras como Ibirapuera, Tiet\u00ea, Anhanguera, Araraquara, Jabaquara e assim por diante. Mas que tal se conhecermos o que cada uma dessas palavras significa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vamos come\u00e7ar por Ibirapuera. Segundo Silveira Bueno (p. 145), essa palavra \u00e9 composta por <em>ybir\u00e1<\/em>, que significa \u2018mata, \u00e1rvore\u2019 e o morfema &#8211;<em>puera<\/em> (que se alterna com &#8211;<em>cuera<\/em>, &#8211;<em>coera<\/em>, &#8211;<em>goera<\/em>) e que significa \u2018aquilo que j\u00e1 foi e que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9\u2019. Ibirapuera, portanto, \u00e9 a \u2018mata que j\u00e1 foi mata e que n\u00e3o \u00e9 mais\u2019. Triste, n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A palavra Tiet\u00ea tamb\u00e9m tem uma etimologia interessante. H\u00e1, segundo Silveira Bueno (p. 326), pelo menos dos poss\u00edveis sentidos para essa palavra. A primeira dessas acep\u00e7\u00f5es seria a\u00a0composi\u00e7\u00e3o <em>y <\/em>(\u00e1gua, rio) + <em>et\u00ea<\/em> (verdadeiro), ou seja, Tiet\u00ea seria o rio verdadeiro. A segunda dessas acep\u00e7\u00f5es, por sua vez, baseia-se na repeti\u00e7\u00e3o da palavra para can\u00e1rio da terra (passarinho), que em Tupi \u00e9 <em>ti\u00ea<\/em>: a palavra Tiet\u00ea, nesse prisma, seria a redu\u00e7\u00e3o de <em>ti\u00ea-ti\u00ea <\/em>(muitos ti\u00eas (muitos can\u00e1rios)), uma vez que, \u00e0 \u00e9poca em que os Tupis viveram \u00e0s margens desse rio, ele era repleto de ti\u00eas. Tiet\u00ea, portanto, seria ent\u00e3o um rio em que h\u00e1 muitos ti\u00eas (can\u00e1rios) em sua margem. Bonito, n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas e Anhanguera, Araraquara e Jabaquara, o que significam? Lembram do morfema &#8211;<em>puera<\/em>, que citamos acima, e que poderia alternar com &#8211;<em>coera<\/em> e &#8211;<em>goera<\/em>? Pois ent\u00e3o: se observarmos com aten\u00e7\u00e3o a palavra Anhanguera, veremos que, em sua composi\u00e7\u00e3o, o morfema &#8211;<em>goera<\/em> (que neste caso sofreu acomoda\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica e se tornou &#8211;<em>guera<\/em>) est\u00e1 l\u00e1. Anhanguera \u00e9, portanto, uma palavra fruto da jun\u00e7\u00e3o de <em>anhang\u00e1<\/em>, que significa \u2018diabo, esp\u00edrito ruim\u2019 em Tupi e &#8211;<em>goera <\/em>que significa \u2018algo que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9\u2019. Em outras palavras, Anhanguera significa \u2018o diabo que j\u00e1 foi diabo, que n\u00e3o \u00e9 mais, que j\u00e1 est\u00e1 velho e n\u00e3o tem mais tanto poder mal\u00e9fico\u2019. Aposto que, depois dessa, voc\u00eas v\u00e3o dirigir com mais cuidado pela rodovia Anhanguera rs.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1132\" aria-describedby=\"caption-attachment-1132\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1132\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-2-300x213.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-2-300x213.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-2-768x544.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/imagem-2.jpg 950w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1132\" class=\"wp-caption-text\">O sol ressurge e logo se p\u00f5e no Xingu: pai e filhos v\u00e3o descansar em sua maloca. Foto: Roberto Almeida\/AE<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">A palavra Araraquara, por sua vez, \u00e9 etimologicamente composta pela palavra \u2018arara\u2019, que a gente bem conhece, e pelo morfema &#8211;<em>coara<\/em> (que sofreu acomoda\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica para &#8211;<em>quara<\/em>), que significa \u2018buraco\u2019, \u2018cova\u2019. Numa poss\u00edvel tradu\u00e7\u00e3o, Araraquara seria, portanto, o buraco das araras, o ref\u00fagio das araras. O mesmo processo se d\u00e1 com Jabaquara:\u00a0 <em>jab\u00e1<\/em> significa \u2018fuj\u00e3o\u2019, ou seja, Jabaquara significa \u2018ref\u00fagio dos fuj\u00f5es\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vejamos algumas outras palavras de origem Tupi:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">-Abacaxi: substantivo masculino composto por <em>ib\u00e1 <\/em>\u2018fruto\u2019 e <em>caxi<\/em> \u2018recendente\u2019. Abacaxi \u00e9, portanto, um \u2018fruto que tem um cheiro agrad\u00e1vel, fragrante\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Aracy: substantivo feminino composto por <em>ara <\/em>\u2018dia\u2019, \u2018luz\u2019 e <em>cy<\/em> \u2018m\u00e3e\u2019. Aracy significa, ent\u00e3o, \u2018m\u00e3e do dia, m\u00e3e da luz\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Perereca: verbo intransitivo que significa saltar, pular, saltitar. Agora \u00e9 f\u00e1cil de entender porque aquele bichinho gelado que muitos morrem de medo recebeu esse nome, certo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Pipoca: substantivo feminino que, ao p\u00e9 da letra, significa \u2018pele que arrebenta\u2019, pois \u00e9 composta por <em>pi <\/em>\u2018pele\u2019 e <em>poc<\/em> (ou <em>pog<\/em>) \u2018arrebentar\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Piracema: que significa, literalmente, \u2018sa\u00eddo do peixe\u2019, uma vez que \u00e9 composta por <em>pir\u00e1 <\/em>\u2018peixe de couro, que n\u00e3o tem escamas\u2019 (<em>pir\u00e1<\/em> pode tamb\u00e9m significar pele e, por isso, n\u00e3o se refere aos peixes com escamas, mas somente \u00e0queles com pele, de couro) e \u2018sema\u2019 (cema), que significa \u2018sa\u00edda, fluxo\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Interessante, n\u00e3o \u00e9? Essas e muitas outras palavras, como tocaia, sucuri, Goi\u00e1s, jacar\u00e9, Iara e uma infinidades de outras mais que encontramos por a\u00ed s\u00e3o heran\u00e7as do Tupi em nosso idioma. Mais do que isso, elas mostram como as l\u00ednguas ind\u00edgenas faladas no Brasil tiveram um papel fundamental e important\u00edssimo na constitui\u00e7\u00e3o de nosso l\u00e9xico e, porque n\u00e3o, tamb\u00e9m de nossa cultura e da na\u00e7\u00e3o que somos hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Ficou interessado em conhecer um pouco mais sobre o trabalho do linguista indigenista, do linguista que trabalha com l\u00ednguas ind\u00edgenas? Conhe\u00e7a, ent\u00e3o, o Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL. L\u00e1 voc\u00ea vai poder conhecer um pouco mais sobre esse universo que se chama linguagem\/l\u00edngua e aprender muitas coisas interessantes a respeito dele.<\/p>\n<p>Link para o site do IEL: <a href=\"http:\/\/www.iel.unicamp.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.iel.unicamp.br<\/a>\/.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">V\u00eddeo produzido em comemora\u00e7\u00e3o aos 50 anos da UNICAMP. O v\u00eddeo trata da pesquisa com l\u00ednguas ind\u00edgenas no Brasil e no IEL:<\/p>\n<p><iframe title=\"Unicamp 50 anos  A pesquisa com l\u00ednguas ind\u00edgenas   IEL\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yfds6nYzsXo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Refer\u00eancia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">SILVEIRA BUENO, Francisco da. <em>Vocabul\u00e1rio Tupi-Guarani-Portugu\u00eas<\/em>. 5\u00aaed. S\u00e3o Paulo: Editora Brasilivros, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Obs.: todas as fotos aqui reproduzidas, incluindo a imagem destacada, s\u00e3o de autoria de\u00a0Roberto Almeida\/AE.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>N\u00e3o \u00e9 preciso ir muito longe para que nos deparemos com uma por\u00e7\u00e3o de palavras de outras l\u00ednguas que foram incorporadas ao portugu\u00eas ao longo <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2018\/02\/23\/anhanguera-abacaxi-tiete-contribuicao-das-linguas-indigenas-para-o-portugues-que-falamos-hoje\/\" title=\"Anhanguera, abacaxi, Tiet\u00ea: a contribui\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas ind\u00edgenas para o portugu\u00eas que falamos hoje\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":289,"featured_media":1129,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[20,47,22,13],"tags":[202,201,203,24,206,204,205],"class_list":["post-1126","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diversidade-linguistica","category-linguagem-e-historia","category-linguas-indigenas","category-profissao-linguista","tag-diversidade-linguistica","tag-influencia-das-linguas-indigenas-no-portugues","tag-lingua-tupi","tag-linguas-indigenas","tag-linguistica-indigenista","tag-palavras-de-origem-tupi","tag-vocabulario-portugues-tupi"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/02\/Imagem1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1126","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/289"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1126"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1126\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1144,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1126\/revisions\/1144"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1129"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}