{"id":1149,"date":"2018-03-12T20:04:10","date_gmt":"2018-03-12T20:04:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?p=1149"},"modified":"2018-03-14T19:04:51","modified_gmt":"2018-03-14T19:04:51","slug":"uma-tomada-de-posicao-na-divulgacao-cientifica-feminista-antirracista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2018\/03\/12\/uma-tomada-de-posicao-na-divulgacao-cientifica-feminista-antirracista\/","title":{"rendered":"Uma tomada de posi\u00e7\u00e3o na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica feminista antirracista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\">ou<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Lugar de puta \u00e9 na pol\u00edtica: <em>identidade<\/em> e <em>participa\u00e7\u00e3o significativa<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/logo-associa\u00e7\u00e3o.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1151 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/logo-associa\u00e7\u00e3o.png\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"301\" \/><\/a>Semana passada comemoramos, na quinta, o Dia Internacional da Mulher. Entre tantos temas urgentes, necess\u00e1rios e pertinentes, discuto neste momento a pr\u00e1tica feminista universit\u00e1ria que se diz aliada \u00e0 luta da classe trabalhadora. Fa\u00e7o isto n\u00e3o mais interpelando minhas companheiras imperativamente como outrora. Mas, dessa vez, atravessada por outra forma de fazer a pol\u00edtica feminista.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Fa\u00e7o isto principalmente como forma expl\u00edcita de reconhecimento \u00e0 magnitude dos conhecimentos organizativos coletivos que estou tendo contato agora, como membra da Associa\u00e7\u00e3o Mulheres Guerreiras. Isto tem se dado sobretudo por conta da execu\u00e7\u00e3o do Projeto de Extens\u00e3o Comunit\u00e1ria \u201cFortalecimento da articula\u00e7\u00e3o sudeste com a Rede Brasileira de Prostitutas: Difus\u00e3o do VI Encontro Nacional e 30 anos de movimento organizado\u201d coordenado por Adriana Piscitelli.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Este projeto, em vig\u00eancia desde novembro do ano passado, tem como objetivo principal fortalecer as unidades auto representativas de homens e mulheres profissionais do sexo regionalmente visando uma articula\u00e7\u00e3o a n\u00edvel nacional de fato. Como forma de a\u00e7\u00e3o direta est\u00e1 a difus\u00e3o das discuss\u00f5es e encaminhamentos tirados no VI Encontro Nacional das Prostitutas, realizado em setembro de 2017.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Entre as cidades de Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Ribeir\u00e3o Preto iremos refor\u00e7ar as alian\u00e7as estrat\u00e9gicas da associa\u00e7\u00e3o com diferentes setores da sociedade (tanto espec\u00edficos da categoria como tamb\u00e9m composto por demais apoiadores) a fim de trabalhar especificamente em duas frentes: na valoriza\u00e7\u00e3o da identidade da profissional do sexo e na potencializa\u00e7\u00e3o das alian\u00e7as em prol da defesa dos direitos humanos.\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000\">Nas palavras do GEMPAC<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a>, no projeto <i>Zona Legal<\/i>, <u>identidade<\/u> e <u>participa\u00e7\u00e3o significativa<\/u>.<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-20.59.23.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-1164 alignright\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-20.59.23-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"440\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-20.59.23-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-20.59.23-768x432.jpeg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-20.59.23-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-20.59.23-678x381.jpeg 678w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-20.59.23.jpeg 1032w\" sizes=\"(max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> A preocupa\u00e7\u00e3o central desse projeto s\u00e3o os futuros feministas em rela\u00e7\u00e3o aos direitos das trabalhadoras sexuais brasileiras, como anuncia em seu subt\u00edtulo. O projeto prioriza o estabelecimento de parcerias a fim de atenuar o quadro de vulnerabilidade social que as prostitutas atualmente se encontram. Ou seja, visa atuar conjuntamente com outras entidades (n\u00e3o exclusivas de profissionais do sexo) visando o efetivo acesso e garantia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Isso, aos olhos da entidade proponente, implica diretamente em um trabalho de forma\u00e7\u00e3o de agentes, ou seja, de sensibiliza\u00e7\u00e3o e de contextualiza\u00e7\u00e3o m\u00ednima da organiza\u00e7\u00e3o local e das especificidades do trabalho (dos poderes executivos, militantes feministas, profissionais t\u00e9cnicos das \u00e1reas espec\u00edficas, entre outros). Dessa forma, unificante (e n\u00e3o conciliat\u00f3ria), assume abrang\u00eancia nacional. Assim, apesar da singularidade construtiva da hist\u00f3ria das mulheres prostitutas, busca-se constituir alian\u00e7as para enfrentamento e acesso aos servi\u00e7os de direitos e justi\u00e7a em sua diversidade, integrada com outras categorias de luta por direitos.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Mas aos olhos jovens revolucion\u00e1rios (sonhadores mas impacientes) poderia at\u00e9 mesmo parecer imposs\u00edvel, contradit\u00f3rio ou inadmiss\u00edvel. No entanto, o que venho me deparando \u00e9 com uma organiza\u00e7\u00e3o em rede n\u00e3o s\u00f3 efetiva como extremamente produtiva. Dentro das condi\u00e7\u00f5es materiais imediatas, da hist\u00f3ria que \u00e9 poss\u00edvel fazer, diversas mulheres cis e trans tecem redes internacionais de resist\u00eancia reinventando a hier\u00e1rquica esquerda brasileira: tanto reconhecem a import\u00e2ncia das veteranas como abrem espa\u00e7os para as rec\u00e9m-chegadas. Esse movimento, in\u00e9dito para mim, divergiu radicalmente da pr\u00e1tica desarticuladora dos movimentos universit\u00e1rios que\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000\">protagonizam ao menos nos \u00faltimos cinco anos os feminismos jovens.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-16.56.01.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-1156 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-16.56.01-225x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"357\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-16.56.01-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-16.56.01.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 357px) 100vw, 357px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Nesses contextos, em muitas enuncia\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se abriam para a reflex\u00e3o, acompanhei o amadurecimento das no\u00e7\u00f5es de lugar de fala. Por outro lado, tive contato com o debate acerca de outra no\u00e7\u00e3o: posi\u00e7\u00e3o no discurso<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>2<\/sup><\/a>. De forma muito resumida, ao meu ver, houve um forte embate nesses \u00faltimos anos nos feminismos mobilizando esses dois conceitos. O primeiro assentado na experi\u00eancia da opress\u00e3o (identidade) e o segundo em estabelecer diretrizes discursivas para um projeto conjunto que transponha apenas o grupo dos indiv\u00edduos afetados assegurando seu protagonismo (participa\u00e7\u00e3o significativa).<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Essa articula\u00e7\u00e3o de um \u201cn\u00f3s\u201d com um \u201celes\u201d s\u00e3o medidas sobretudo pr\u00e1ticas que visam principalmente conter o esfarelamento interno das luta anticapitalista em n\u00edvel de extens\u00e3o universit\u00e1ria, pesquisa conjunta, produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e divulga\u00e7\u00e3o desse conhecimento sempre por meio de vi\u00e9s um \u00e9tico e pol\u00edtico, assumindo as responsabilidades intr\u00ednsecas no dizer <i>sobre<\/i> o outro e <i>pelo<\/i> outro.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Esta (auto)cr\u00edtica se faz necess\u00e1ria especificamente a partir do lugar de feminista jovem, atravessados pelas redes sociais de funcionamento expressivamente espetacular e monof\u00f4nico. Esses feminismos identit\u00e1rios, obcecados com performatizar uma coer\u00eancia e uma certeza que figurem como vitrine, n\u00e3o raro, \u00e9 adepta do escracho como linguagem <b>\u00fanica<\/b> de discord\u00e2ncia. Ao meu ver, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es raciais em contexto brasileiro, assumir essa postura desentala um grito da garganta e segue rumo a alguma vingan\u00e7a poss\u00edvel, mas ainda assim a partir de uma viol\u00eancia massacrante, como a de quem espanca uma crian\u00e7a<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>3<\/sup><\/a>.<\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\">Por conta disto, tento desde minhas pr\u00e1ticas tecer essas considera\u00e7\u00f5es de forma diferente. No entanto, como fazer isto n\u00e3o me bastando pela enuncia\u00e7\u00e3o de uma cole\u00e7\u00e3o de pronunciamentos individuais e pessoalizados<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>4<\/sup><\/a>?\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000\">Para esbo\u00e7ar horizontes a serem perseguidos, assumo quatro compromissos ancoradas em reflex\u00f5es de Mariana Cestari<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>5<\/sup><\/a>.<\/span><\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> O primeiro deles \u00e9 referente ao di\u00e1logo da An\u00e1lise de Discurso com outros gestos de leitura, comumente caracterizados como pol\u00edticos e que reivindicam tal lugar de dizer pr\u00f3prio no <em>putafeminismo<\/em>. Ou seja, \u00e9 me colocando como respons\u00e1vel pela media\u00e7\u00e3o (difus\u00e3o) das discuss\u00f5es e pautas dentro de sua heterogeneidade e assegurando seu protagonismo, a partir do lugar de apoiadora que inicio minha reflexividade em primeira pessoa.<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-16.44.20-1.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1152 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-16.44.20-1-223x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"431\" height=\"580\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-16.44.20-1-223x300.jpeg 223w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-12-at-16.44.20-1.jpeg 720w\" sizes=\"(max-width: 431px) 100vw, 431px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> O segundo deles \u00e9 de n\u00e3o tomar como objeto de an\u00e1lise apenas materialidades discursivas que dicotomizam e hierarquizam oralidade e escrita (verbal e n\u00e3o-verbal, teoria e pr\u00e1tica, pol\u00edtico e cultural). Que tamb\u00e9m considerem a limita\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o de determinados sentidos, seja em seus temas ou argumentos. Fa\u00e7o isto por ora me referindo neste texto de forma ampla ao conjunto divergente de experi\u00eancias que tive nesses \u00faltimos meses como associada e que tenho nesses \u00faltimos cinco anos como apoiadora externa.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Em terceiro lugar, assumindo as reflex\u00f5es sobre o meu processo de constitui\u00e7\u00e3o subjetiva na pr\u00e1xis feministas dos anos de 2012 a 2018, assumo meu lugar de universit\u00e1ria e resgato a historicidade desse lugar de fala. Afinal, isto se faz imprescind\u00edvel quando resgatamos o contexto relativamente recente de organiza\u00e7\u00f5es feministas universit\u00e1rias da UNICAMP como o SOS Mulher<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>6<\/sup><\/a>, que inclusive gozou do apoio e legitimidade da pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da cidade oferecendo como contrapartida presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os volunt\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Suas a\u00e7\u00f5es de acolhimento a v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, de encaminhamento a outros servi\u00e7os de atendimento p\u00fablico e de orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica pontual, d\u00e1 corpo a um programa municipal ainda maior que data da d\u00e9cada de 1960. De Pastoral da Mulher Marginalizada, cat\u00f3lica e doutrinat\u00f3ria, ao trabalho dessa organiza\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria, tivemos poucos deslocamentos quanto notamos suas pr\u00e1ticas assistencialistas, conscientizadoras e disciplinadoras. Isto, claro, para al\u00e9m do partidarismo instrumentalizante e insignificante a n\u00edvel eleitoral do movimento estudantil.<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/10325769_1684015218538771_1562993233740350849_n.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-4\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1160 alignleft\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/10325769_1684015218538771_1562993233740350849_n-169x300.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/10325769_1684015218538771_1562993233740350849_n-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/10325769_1684015218538771_1562993233740350849_n.jpg 540w\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Por fim, em quarto lugar, busco formular teoricamente o processo de constitui\u00e7\u00e3o do sujeito no\/do discurso e as lutas de deslocamento ideol\u00f3gico em forma\u00e7\u00f5es\u00a0sociais espec\u00edficas da sociedade brasileira urbana, tomando por tema a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos profissionais do sexo em rede internacional. Para tanto, assumo em meus projetos pr\u00f3ximos de pesquisa tanto a investiga\u00e7\u00e3o dos efeitos espec\u00edficos na prostitui\u00e7\u00e3o de rua do hist\u00f3rico de expropria\u00e7\u00e3o colonial quanto de s\u00e9culos de escravid\u00e3o. Torna-se, portanto, indispens\u00e1vel a interliga\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 entre g\u00eanero e explora\u00e7\u00e3o de classe nos processos de constitui\u00e7\u00e3o subjetiva, mas de ra\u00e7a. Sobretudo em uma na\u00e7\u00e3o que realizou e realiza diversos empreendimentos assentados na eugenia &#8211; de forma mascarada, velada e dissimulada pelo mito da democracia racial.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> \u00c9 desta maneira que como extensionista universit\u00e1ria e divulgadora cient\u00edfica, para al\u00e9m de aliada na luta dos profissionais do sexo, neste espa\u00e7o, letrado e informatizado, fa\u00e7o os primeiros gestos expositivos da <i>reflexividade da primeira pessoa<\/i><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>7<\/sup><\/a> encarado como <b>processo discursivo constitutivo dos sentidos<\/b> dos meus dizeres.<\/span><\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Me valendo do potencial de circula\u00e7\u00e3o dessa postagem e de minha posi\u00e7\u00e3o como autora, dialogo aqui sobretudo com militantes de outros tantos movimentos feministas que constru\u00edram na cidade de Campinas as manifesta\u00e7\u00f5es conjuntas para o 8M. Afinal s\u00e3o elas que se inserem no mesmo campo de a\u00e7\u00e3o que eu, universit\u00e1rio e jovem. Sobre os embates surgidos, para concluir o <em>post<\/em>, reitero: nem sempre estabelecemos alian\u00e7as apenas com grupos que admiramos, que efetivamente e integralmente nos representa.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> \u00c0s vezes (muitas delas, inclusive) \u00e9 necess\u00e1rio fazer concess\u00f5es e assumir como potenciais aliados antigas figuras antag\u00f4nicas. <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-06-at-11.25.20.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-5\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1153 alignright\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-06-at-11.25.20-300x206.jpeg\" alt=\"\" width=\"432\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-06-at-11.25.20-300x206.jpeg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-06-at-11.25.20.jpeg 720w\" sizes=\"(max-width: 432px) 100vw, 432px\" \/><\/a>\u00c9 mais ou menos isso que eu compreendo quando me deparo com an\u00e1lises discursivas como as de J. J. Courtine em <i>Discurso comunista endere\u00e7ado aos crist\u00e3os<\/i>; t\u00edtulo que por si j\u00e1 espantaria tantos e tantos ativistas que nunca se viram sujeitos de press\u00f5es econ\u00f4micas e sociais que exigiam uma postura (aos olhos de quem busca sempre algo espetacular) \u201cconciliat\u00f3ria\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\"> Finalizando a autocritica, ressalto a import\u00e2ncia primeira de se estabelecer (inclusive por meio de parcerias internacionais) condi\u00e7\u00f5es de se manter fundos aut\u00f4nomos de financiamento para as pr\u00f3ximas a\u00e7\u00f5es de movimentos populares organizados. Afinal, para al\u00e9m do corte no repasse de verbas para entidades de resist\u00eancia institucional, acredito que teremos a infelicidade de enfrentar em muito breve mais retrocessos galopantes que trabalham para criminalizar (novamente) organiza\u00e7\u00f5es, protagonistas e apoiadoras, como as nossas.<\/span><\/p>\n<p class=\"sdfootnote-western\" align=\"JUSTIFY\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\"><\/a><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\"><\/a><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\"><\/a><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a>O GEMPAC \u00e9 o Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Par\u00e1. \u00c9 umas das entidades autorrepresentativas de profissionais e articula-se desde 1987. Como organiza\u00e7\u00e3o civil sem fins lucrativos, de \u00e2mbito estadual, assume representa\u00e7\u00e3o a n\u00edvel regional e nacional da categoria. \u00c9 membro e fundador da Rede Brasileira de Prostitutas \u2013 RBP e da Global Network of Sex Work Projects-NSWP. \u00c9 n\u00e3o abolicionista, coordena e unifica a luta das trabalhadoras sexuais na defesa de seus direitos e emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, social, econ\u00f4mica e cultural no estado do Par\u00e1 e tem por objetivo central fomentar a auto-organiza\u00e7\u00e3o das prostitutas; bem como potencializar o empoderamento das mulheres para a supera\u00e7\u00e3o dos preconceitos e tabus que impedem o exerc\u00edcio cidad\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote1sym\">2<\/a>Sobre este tema, vale a leitura do artigo <i>Do lugar social ao lugar discursivo: o imbricamento de diferentes posi\u00e7\u00f5es-sujeito <\/i>de Evandra Grigoletto.<\/p>\n<p><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">3<\/a>Tomando de empr\u00e9stimo a express\u00e3o de Freud (1919) em <i>Uma crian\u00e7a \u00e9 espancada &#8211; uma contribui\u00e7\u00e3o ao estudo da origem das pervers\u00f5es sexuais<\/i>, fa\u00e7o refer\u00eancia ao estudo do autor de seis casos neur\u00f3ticos. Em suma, este movimento de rep\u00fadio, ao qual associo a pr\u00e1tica do <i>escracho<\/i>, para Sigmund realiza-se sempre mascarando em si uma grande experi\u00eancia inconsciente de <b>identifica\u00e7\u00e3o<\/b>. Portanto, racionalmente inacess\u00edvel: afinal, \u201c&#8217;este fantasma se caracteriza por s\u00f3 poder ser articulado pelo sujeito no decorrer da an\u00e1lise com as maiores dificuldades, e isso no maior sentimento de culpa. \u00c9 essa carga de culpa que permite a Freud relacion\u00e1-lo com aquilo a que chama de uma cicatriz do \u00c9dipo. Ao mesmo tempo, o sujeito confessa a\u00ed, com vergonha e repugn\u00e2ncia, que a evoca\u00e7\u00e3o desse fantasma (fora de qualquer cena real, da qual ele se desvia, enojado, se for sua testemunha)&#8217; e em que \u00e9 regularmente investida de intenso prazer e culmina num ato de satisfa\u00e7\u00e3o auto-er\u00f3tica voluptuosa\u201d compactuada por todos os que participam de tal coro\u201d (VALLAS, 2016, p. 1).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\" align=\"JUSTIFY\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">4<\/a>Que, nas palavras da autora , \u201cmais do que isso, leva ao centro da produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica quest\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento no campo das humanidades e o comprometimento pol\u00edtico com seu objeto\/sujeito, explicitem-se ou n\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o a partir da qual se enuncia, as redes de filia\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e epistemol\u00f3gicas, o projeto empreendido e o percurso metodol\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\" align=\"JUSTIFY\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">5<\/a>Neste artigo a autora nas p\u00e1ginas 190 e 191 prop\u00f5e quatro quest\u00f5es para guiar uma empreitada deste tipo (de tomada de posi\u00e7\u00e3o feminista e antirracista). Para compreender a dimens\u00e3o de sua proposta te\u00f3rica e pol\u00edtica, vale a leitura do artigo todo e de seus outros escritos no\u00a0<i>blog\u00a0<\/i>de nosso grupo de pesquisa.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\" align=\"JUSTIFY\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">6<\/a>Outro trabalho que se prop\u00f5e a fazer a autorreflex\u00e3o sobre suas pr\u00f3prias pr\u00e1ticas feministas militantes universit\u00e1rias est\u00e1 o trabalho de Maria Filomena Gregori, <i>Cenas e Queixas<\/i> (1993). Nele a autora reconhece as din\u00e2micas pr\u00f3prias do estabelecimento de um \u201cn\u00f3s\u201d e um \u201celas\u201d nos espa\u00e7os de resist\u00eancia que procuramos construir. Quanto a isto, vale tamb\u00e9m a leitura de um trabalho que sistematiza as pr\u00e1ticas de resist\u00eancia no putafeminismo europeu <i>Nothing About Us Without Us! Ten Years of Sex Workers&#8217; Rights Activism and Advocacy in Europe<\/i>, dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/289245278_Nothing_About_Us_Without_Us_Ten_Years_of_Sex_Workers%27_Rights_Activism_and_Advocacy_in_Europe\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/289245278_Nothing_About_Us_Without_Us_Ten_Years_of_Sex_Workers%27_Rights_Activism_and_Advocacy_in_Europe<\/a>. Acessado em 4 de mar\u00e7o de 2018.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\" align=\"JUSTIFY\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">7<\/a>Este movimento te\u00f3rico proposto pela autora, resumidamente, significa assumir o compromisso \u00e9tico e pol\u00edtico de se falar <i>sobre<\/i> e de falar <i>por<\/i>, considerando as diferentes legitimidades sociais dos dizeres e inscri\u00e7\u00e3o dos sentidos em mem\u00f3rias discursivas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><strong><span style=\"color: #000000\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/span><\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\">CESTARI, Mariana. Por uma tomada de posi\u00e7\u00e3o feminista e antirracista na An\u00e1lise de discurso. In: FERRARI, Ana Josefina; ZOPPI-FONTANA, M\u00f3nica (orgs). Mulheres em discurso: identifica\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e pr\u00e1ticas de resist\u00eancia : volume 2. Campinas, SP: Pontes, 2017. <\/span><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\">GREGORI, Maria Filomena. Cenas e queixas: um estudo sobre mulheres, rela\u00e7\u00f5es violentas e a pr\u00e1tica feminista. Rio de Janeiro, RJ; S\u00e3o Paulo, SP: Paz e Terra: Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Ci\u00eancias Sociais, [1993].<\/span><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\">GRIGOLETTO, Evandra. Do lugar social ao lugar discursivo: o imbricamento de diferentes posi\u00e7\u00f5es-sujeito. In: INDURSKY, Freda (org.). An\u00e1lise do discurso no Brasil: mapeando conceitos, confrontando limites. S\u00e3o Carlos: Claraluz, 2007. <\/span><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000\">VALAS, Patrick, Freud e a Pervers\u00e3o, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1994 <\/span><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"sdfootnote-western\" align=\"JUSTIFY\">\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\" align=\"JUSTIFY\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\"><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>ou Lugar de puta \u00e9 na pol\u00edtica: identidade e participa\u00e7\u00e3o significativa &nbsp; Semana passada comemoramos, na quinta, o Dia Internacional da Mulher. Entre tantos temas <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2018\/03\/12\/uma-tomada-de-posicao-na-divulgacao-cientifica-feminista-antirracista\/\" title=\"Uma tomada de posi\u00e7\u00e3o na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica feminista antirracista\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":317,"featured_media":1153,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[6,47,30,12,7],"tags":[103,46],"class_list":["post-1149","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-debates","category-linguagem-e-historia","category-linguagem-e-ideologia","category-linguagem-e-politicas-linguisticas","category-linguagem-e-sociedade","tag-discurso","tag-feminismo"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/03\/WhatsApp-Image-2018-03-06-at-11.25.20.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/317"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1149"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1163,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1149\/revisions\/1163"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1153"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}