{"id":1482,"date":"2019-02-14T10:00:08","date_gmt":"2019-02-14T10:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?p=1482"},"modified":"2023-02-15T01:34:28","modified_gmt":"2023-02-15T01:34:28","slug":"os-animais-tem-linguagem-parte-02-primatas-sinalizantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2019\/02\/14\/os-animais-tem-linguagem-parte-02-primatas-sinalizantes\/","title":{"rendered":"Os animais t\u00eam linguagem? Parte 02: Primatas Sinalizantes"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: right\"><em>&#8230;.no \u00faltimo cap\u00edtulo de<br \/>\n&#8220;Os animais t\u00eam linguagem?&#8221;<\/em><\/h3>\n<ul>\n<li>A <strong>comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> das esp\u00e9cies \u00e9 diferente, e n\u00e3o seria diferente entre primatas;<\/li>\n<li>Esp\u00e9cies de chimpanz\u00e9s e de humanos se distanciaram h\u00e1 milh\u00f5es de anos, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para imaginar que a comunica\u00e7\u00e3o entre elas se manteria igual;<\/li>\n<li><strong>Linguagem<\/strong>: comunica\u00e7\u00e3o humana atrav\u00e9s das l\u00ednguas;<\/li>\n<li><strong>L\u00ednguas<\/strong>: Conjunto de palavras e regras gramaticais;<\/li>\n<li><strong>Fala<\/strong>: Forma oral de realiza\u00e7\u00e3o das l\u00ednguas;<\/li>\n<li>Danos cerebrais que afetam linguagem em humanos n\u00e3o afetam express\u00f5es inatas como choro, gritos, e risos. Essas mesmas les\u00f5es n\u00e3o causam qualquer perda na comunica\u00e7\u00e3o em primatas n\u00e3o-humanos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Caso n\u00e3o tenha lido o primeiro post desta s\u00e9rie, clique <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2019\/01\/21\/quais-primatas-tem-linguagem-um-pouquinho-de-biolinguistica\/\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Mas como podemos saber que os nossos primos mais fortes e com mais pelos n\u00e3o conseguem adquirir uma l\u00edngua humana?<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo de hoje na nossa s\u00e9rie biolingu\u00edstica: &#8220;Os animais t\u00eam linguagem?&#8221; vem, hoje, fazer o papel de &#8216;advogado do diabo&#8217;.<\/p>\n<h4>1. Primatas n\u00e3o-humanos conseguem aprender uma l\u00edngua?<\/h4>\n<p>Como comentado na primeira parte desta s\u00e9rie, a maioria das discuss\u00f5es que acompanho sobre a &#8216;linguagem animal&#8217; entre linguistas e cientistas de outras \u00e1reas \u00e9 marcada pela falta de defini\u00e7\u00e3o terminol\u00f3gica. Para os linguistas, a linguagem tem um sentido bem espec\u00edfico que delimita o seu objeto de estudo: a capacidade de comunica\u00e7\u00e3o humana. Ainda assim, <strong>a discuss\u00e3o n\u00e3o deve se encerrar nas quest\u00f5es terminol\u00f3gicas<\/strong>, mas elas ajudam a manter o rigor da discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>A pergunta do t\u00edtulo desta s\u00e9rie \u00e9 sim relevante. O objetivo do primeiro post n\u00e3o foi fechar a discuss\u00e3o ou dizer que os n\u00e3o-linguistas est\u00e3o errados. Meu objetivo era garantir que, nas discuss\u00f5es seguintes, os dois lados estejam realmente falando sobre a mesma coisa, evitando desentendimentos por n\u00e3o percebermos que um lado est\u00e1 falando da capacidade especificamente humana enquanto o outro tem em mente uma capacidade mais geral de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, os primatas teriam capacidade para desenvolver a comunica\u00e7\u00e3o humana afinal?<\/strong> Ao longo do s\u00e9culo passado, v\u00e1rios pesquisadores fizeram essa mesma pergunta. Afinal, se as diferen\u00e7as gen\u00e9ticas entre humanos e chimpanz\u00e9s s\u00e3o t\u00e3o pequenas, ser\u00e1 que a diferen\u00e7a de comunica\u00e7\u00e3o e cultural \u00e9 resultado do ambiente em que vivem?<\/p>\n<p>Abaixo vamos falar dos experimentos mais ic\u00f4nicos. Eu poderia seguir uma ordem cronol\u00f3gica, mas farei duas concess\u00f5es para tornar o texto menos confuso.<\/p>\n<h5>1950: Chimpanz\u00e9 Viki<\/h5>\n<p>A primeira tentativa foi feita com uma chimpanz\u00e9 que ficou conhecida como <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Viki_(chimpanzee)\">Viki<\/a>. Ela foi cuidada pelos pesquisadores Keith e Catherine Hayes como se fosse uma crian\u00e7a humana. Em um ambiente familiar, ser\u00e1 que chimpanz\u00e9s aprenderiam a l\u00edngua como os humanos e aprenderiam um pouco de sua cultura? Enfim, n\u00e3o deu certo! Ela foi capaz de produzir apenas quatro palavras em ingl\u00eas.<\/p>\n<h5>1969: Diferen\u00e7as anat\u00f4micas entre primatas humanos e n\u00e3o-humanos<\/h5>\n<p>Em 1969, Phillip Lieberman realizou uma <a href=\"http:\/\/www.haskins.yale.edu\/Reprints\/HL0080.pdf\">pesquisa<\/a> publicada na Science que poderia explicar o fracasso desse experimento. Ele modela a boca de um macaco rhesus morto para verificar a possibilidade de movimentos. Os resultados indicam que macacos rhesus possuem diferen\u00e7as anat\u00f4micas que dificultariam a pron\u00fancia de palavras. A maior delas seria a posi\u00e7\u00e3o mais alta das cordas vocais, dificultando especialmente a pron\u00fancia das vogais. Os chimpanz\u00e9s possuem essa mesma caracter\u00edstica.<\/p>\n<p>Com os resultados do experimento da Viki e o trabalho do Lieberman, ficou bastante difundida a ideia de que a Viki n\u00e3o conseguia falar por conta dessas diferen\u00e7as anat\u00f4micas, mas que se n\u00e3o fosse esse impedimento, poder\u00edamos bater papo com chimpanz\u00e9s com a mesma riqueza com que conversamos com crian\u00e7as de 5 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">* Aqui volto a indicar o v\u00eddeo do <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FMUhEN_i6S0\">Canal do Pirula<\/a> e o epis\u00f3dio de lingu\u00edstica do <a href=\"https:\/\/alociencia.com.br\/podcast\/020-por-que-temos-sotaque\/\">Al\u00f4 Ci\u00eancia<\/a> pois essa interpreta\u00e7\u00e3o da pesquisa de Lieberman corrobora a posi\u00e7\u00e3o desses canais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Por hora mantemos essa informa\u00e7\u00e3o em mente, mas voltaremos a ela no pr\u00f3ximo cap\u00edtulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>*se estiver curioso sobre este ponto, clique <strong>aqui<\/strong> para ler o pr\u00f3ximo cap\u00edtulo (se j\u00e1 tiver sido publicado) ou <strong><a href=\"http:\/\/www.deviante.com.br\/podcasts\/spin\/spin-de-noticias-118\/\">aqui<\/a> <\/strong>para escutar um podcast de 15 minutos sobre o tema.<\/em><\/p>\n<p>Por outro lado, se n\u00e3o podemos fazer chimpanz\u00e9s falarem por conta das nossas diferen\u00e7as anat\u00f4micas, <a href=\"http:\/\/www.deviante.com.br\/podcasts\/spin\/spin-de-noticias-253\/\">podemos ensinar l\u00edngua de sinais<\/a>! E ent\u00e3o se inicia uma nova gera\u00e7\u00e3o desses experimentos.<\/p>\n<h3>Primatas Sinalizantes!<\/h3>\n<h5>1965: Chimpanz\u00e9 Washoe<\/h5>\n<p>A Chimpanz\u00e9 <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Washoe_(chimpanzee)\">Washoe<\/a> foi cuidada por Beatrix e Allen Gardner na University of Nevada. Os pesquisadores cuidavam dela e tentaram ensinar a l\u00edngua de sinais americana (ASL). No final do experimento, Washoe tinha aprendido cerca de<strong> 350 sinais<\/strong>. Mas mais interessante que os sinais, Washoe conseguia combinar sinais para, a princ\u00edpio, criar novos conceitos. Segundo os pesquisadores, Washoe teria produzido sinais compostos para se referir a conceitos que ela n\u00e3o conhecia como, por exemplo, <span style=\"text-decoration: underline\"><em>Water Bird<\/em> (\u00e1gua p\u00e1ssaro \/ p\u00e1ssaro da \u00e1gua) para se referir a um cisne<\/span>.<\/p>\n<p>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=fxCOphC7kXw<\/p>\n<h5>1973: Nim Chimpsky<\/h5>\n<p>Nim Chimpsky (em homenagem ao linguista <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Noam_Chomsky\">Noam Chomsky<\/a>) foi cuidado por Herbert Terrace da Universidade de Columbia. Ele foi tirado da m\u00e3e assim que nasceu e inserido em uma ambiente familiar onde cresceu sendo educado junto com um beb\u00ea da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Em termos numericos, Nim conseguiu aprender cerca de <strong>120 sinais<\/strong>. Por\u00e9m, segundo os pesquisadores, ele teria conseguido produzir <span style=\"text-decoration: underline\">cerca de 20 mil combina\u00e7\u00f5es<\/span> entre estes sinais.<\/p>\n<p>Uma caracter\u00edstica marcante da linguagem (comunica\u00e7\u00e3o humana) \u00e9 o que chamamos de <strong>infinitude discreta<\/strong>. Isso quer dizer que temos um n\u00famero finito de pe\u00e7as, mas podemos criar infinitas combina\u00e7\u00f5es entre elas. Com os n\u00fameros apresentados, seria poss\u00edvel dizer que Nim teria alcan\u00e7ado algo semelhante.<\/p>\n<p>O mais importante do Projeto Nim \u00e9 que, <span style=\"text-decoration: underline\">ao contr\u00e1rio dos outros, ele possui (ou ao menos \u00e9 o \u00fanico que disponibiliza) um <em>corpus<\/em><\/span>, ou seja, o conjunto das produ\u00e7\u00f5es em sinais do Nim, para pesquisadores que desejem analisar a fundo sua capacidade de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>*O Projeto Nim se tornou um <a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/title\/tt1814836\/\">document\u00e1rio<\/a> que voc\u00ea pode procurar &#8220;em um site de v\u00eddeos alvi-rubro&#8221;<\/em><\/p>\n<p><iframe title=\"Project Nim (2011) - Official Trailer [HD]\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IHoviCO7lpE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h5>1971: Gorila Koko<\/h5>\n<p>Curiosamente, o experimento tido como o mais bem sucedido de ensino de l\u00edngua sinalizada para um primata n\u00e3o-humano n\u00e3o foi com chimpanz\u00e9s, mas com uma gorila.<\/p>\n<p>Koko nasceu no dia 04 de julho de 1971 no zool\u00f3gico de S\u00e3o Francisco e, por isso, ganhou o nome de Hanabiko (Filha dos fogos de Artif\u00edcio). Para abreviar, ficou conhecida como Koko.<\/p>\n<p>Uma vantagem do experimento com Koko \u00e9 que ao contr\u00e1rio daquele feito com chimpanz\u00e9s, sua cuidadora Penny (Francine) Patterson n\u00e3o apenas ensinava a l\u00edngua de sinais americana (ASL) como pronunciava em ingl\u00eas tudo o que dizia em sinais. Assim, al\u00e9m de sinalizar, Koko parece compreender o ingl\u00eas falado, facilitando a comunica\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Koko teria aprendido cerca de 1000 sinais e compreendia cerca de 2000 palavras do ingl\u00eas. Apenas a t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, um falante nativo de ingl\u00eas conhece, aos 4 anos, cerca de 5 mil palavras, aos 8 j\u00e1 conhece cerca de 10mil palavras e, ao longo da vida, alcan\u00e7a cerca de 20 a 35 mil palavras.<\/p>\n<p>Koko tamb\u00e9m fazia combina\u00e7\u00f5es como aquelas de Washoe e de Nim. Segundo a pesquisadora, Koko teria produzido express\u00f5es como <strong>cookie rock<\/strong> (biscoito pedra) para se referir a um biscoito muito duro, e <strong>eye hat<\/strong> (olho chap\u00e9u \/ chap\u00e9u de olho), para se referir a uma m\u00e1scara.<\/p>\n<p>\u00c9 importante observar que Koko n\u00e3o conseguia articular todos os sinais da ASL e produzia uma varia\u00e7\u00e3o que foi batizada de Gorilla Sign Language (GSL). Infelizmente Koko faleceu em 2018. Voc\u00eas conseguem acompanhar essas informa\u00e7\u00f5es no site <a href=\"http:\/\/www.koko.org\/\">Koko Foundation<\/a> e no canal youtube <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/kokoflix\">Koko Flix<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">* Para saber mais, voc\u00ea pode escutar este <a href=\"http:\/\/www.deviante.com.br\/podcasts\/spin\/spin-de-noticias-253\/\">podcast de 15 minutos<\/a>.<\/p>\n<p><iframe title=\"Koko&#039;s Tribute to Robin Williams\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I9I_QvEXDv0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h4>Men\u00e7\u00e3o Honrosa: Bonobos lexic\u00f3grafos<\/h4>\n<p>Al\u00e9m dos experimentos com primatas e gorilas, tamb\u00e9m tivemos experimentos com bonobos. Estes experimentos, por\u00e9m, se focaram em outro sistema de comunica\u00e7\u00e3o que s\u00e3o os lexigramas. Esse sistema consiste na representa\u00e7\u00e3o pictogr\u00e1fica de ideias, de uma forma semelhante \u00e0 escrita por kanjis japoneses, apresentados em um teclado. As bonobos <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kanzi\">Kanzi<\/a> e <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Panbanisha\">Panbanisha<\/a>\u00a0foram treinadas por Suzan (Sue) Savage-Rumbaugh a se comunicar com humanos atrav\u00e9s desse sistema. Os lexigramas, ao contr\u00e1rio da comunica\u00e7\u00e3o sinalizada, exigem um meio externo para que a comunica\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a, tornando-o menos pr\u00e1tico.<\/p>\n<p><iframe title=\"Kanzi, the Bonobo talks to reporters\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jKauXrp9dl4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h4>2. Para finalizar esse cap\u00edtulo (mas n\u00e3o a s\u00e9rie)<\/h4>\n<p>At\u00e9 aqui, o que pudemos ver \u00e9 que embora n\u00e3o seja poss\u00edvel ensinar uma l\u00edngua falada a chimpanz\u00e9s e gorilas, parece poss\u00edvel ensinar uma l\u00edngua sinalizada, mesmo que o n\u00famero de palavras conhecidas seja menor e que algumas varia\u00e7\u00f5es sejam observadas, como no caso da Koko.<\/p>\n<p>Tudo isso nos leva a crer ent\u00e3o que, sim, os primatas n\u00e3o-humanos possuem uma capacidade lingu\u00edstica semelhante a dos humanos, ao ponto de conseguirmos nos comunicar basicamente na mesma l\u00edngua, desde que sinalizada. O fato de n\u00e3o conseguirmos nos comunicar atrav\u00e9s das l\u00ednguas humanas seria resultado de nossas diferen\u00e7as anat\u00f4micas. Assim, ao menos os chimpanz\u00e9s e gorilas (considerando que os bonobos foram ensinados a usar lexigramas) poderiam bater um papo com humanos se tivessem suas cordas vocais em posi\u00e7\u00e3o mais baixa. Al\u00e9m disso, Koko compreendia a l\u00edngua inglesa.<\/p>\n<p>Temos bastante evid\u00eancia de que existe uma semelhan\u00e7a na capacidade dos primatas humanos e n\u00e3o-humanos em se comunicar atrav\u00e9s de l\u00ednguas, mas precisamos analisar essas evid\u00eancias com um pouco mais de cuidado, como veremos no pr\u00f3ximo cap\u00edtulo<\/p>\n<p>Caso a parte #03 j\u00e1 esteja publicada, clique <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2023\/02\/15\/os-animais-tem-linguagem-parte-03-neuroanatomia-e-a-lei-de-zipf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>aqui <\/strong><\/a>para continuar a leitura.<\/p>\n<h4>Para saber mais:<\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2019\/01\/21\/quais-primatas-tem-linguagem-um-pouquinho-de-biolinguistica\/\">Parte #01 desta s\u00e9rie<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/acervodigital.ufpr.br\/handle\/1884\/49337\">MESQUITA, F\u00e1bio (2017) A evolu\u00e7\u00e3o da linguagem de uma perspectiva internalista. Tese de doutorado em Lingu\u00edstica na UFPR.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.deviante.com.br\/podcasts\/spin\/spin-de-noticias-253\/\">Spin de Not\u00edcias #253: Comunica\u00e7\u00e3o Primata (Homenagem a Koko)<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.haskins.yale.edu\/Reprints\/HL0080.pdf\">Lieberman, P.H.; KLATT, D.H.; WILSON, W.H. Vocal tract limitations on the vowel repertoires of rhesus monkey and other nonhuman primates, Science, v. 164, p.1185-1187<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/title\/tt1814836\/\">Nim Project (2011) IMDB<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>&#8230;.no \u00faltimo cap\u00edtulo de &#8220;Os animais t\u00eam linguagem?&#8221; A comunica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies \u00e9 diferente, e n\u00e3o seria diferente entre primatas; Esp\u00e9cies de chimpanz\u00e9s e de <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2019\/02\/14\/os-animais-tem-linguagem-parte-02-primatas-sinalizantes\/\" title=\"Os animais t\u00eam linguagem? 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