{"id":1571,"date":"2019-04-13T01:22:08","date_gmt":"2019-04-13T01:22:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/?p=1571"},"modified":"2020-12-09T19:40:44","modified_gmt":"2020-12-09T19:40:44","slug":"job-do-dia-o-ingles-no-portugues-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2019\/04\/13\/job-do-dia-o-ingles-no-portugues-brasileiro\/","title":{"rendered":"&#8220;Job do dia&#8221;: o funcionamento do ingl\u00eas no portugu\u00eas brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Por <strong>Carolina Klingenberg,\u00a0Gabriel Catani,\u00a0J\u00falia Rossato,\u00a0Leticia Ferreira Camargo,\u00a0Lucas Bernardes e\u00a0Matthew\u00a0Sant&#8217;anna<\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguma vez voc\u00ea j\u00e1 ficou na <em>bad<\/em> porque depois do <em>workshop<\/em> do seu <em>job<\/em> n\u00e3o teve <em>Happy Hour<\/em>? Ou quem sabe voc\u00ea j\u00e1 foi no <em>shopping <\/em>na <em>black friday<\/em>, mas nada estava dentro do seu <em>budget<\/em> e voc\u00ea acabou indo tomar uns <em>shots<\/em> com o seu <em>crush<\/em> no seu <em>pub<\/em> favorito, aquele <em>datezinho top<\/em>\u2026 E por acaso alguma vez voc\u00ea j\u00e1 pensou em como o uso do ingl\u00eas \u00e9 frequente no nosso dia a dia e em como algumas dessas <em>words<\/em> nem sempre soam t\u00e3o bem?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p>Muita gente pensa que as l\u00ednguas n\u00e3o mudam. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que as l\u00ednguas est\u00e3o em constante mudan\u00e7a e basicamente sempre em contato com outras l\u00ednguas, tornando a ideia de uma l\u00edngua imut\u00e1vel uma mera ilus\u00e3o. Apesar de alguns equ\u00edvocos, as pessoas tendem a valorizar sua pr\u00f3pria l\u00edngua e \u00e9 da\u00ed que surge essa vontade de proteg\u00ea-la e mant\u00ea-la intacta. Mas at\u00e9 onde vale resistir contra essas mudan\u00e7as lingu\u00edsticas?<\/p>\n<p>Palavras em ingl\u00eas s\u00e3o constantemente assimiladas na l\u00edngua portuguesa, mas nem sempre somos capazes de perceb\u00ea-las com facilidade. \u00c9 comum ouvir algu\u00e9m dizer que vai ao <em>shopping<\/em> ou que vai tomar um <em>milkshake<\/em>, mas n\u00e3o \u00e9 todo dia que ouvimos algu\u00e9m dizer que vai ao <em>supermarket&nbsp;<\/em>comprar umas <em>onions<\/em>. Esse tipo de estranhamento \u00e9 o mesmo que ocorre quando lemos uma placa escrita \u201c<em>cake<\/em> de fub\u00e1\u201d. Afinal, qual seria a diferen\u00e7a entre um <em>cake<\/em> e um bolo? E entre um bolo e um <em>brownie<\/em>? Um<em> brownie<\/em> n\u00e3o \u00e9 apenas um bolo, mas um tipo espec\u00edfico de bolo, que acabou carregando consigo o seu nome na l\u00edngua original. <em>Cake<\/em>, por\u00e9m, \u00e9 uma palavra que possui uma quase equivalente muito pr\u00f3xima em portugu\u00eas, de forma que seu uso acaba soando mais prestigioso e moderno do que o bom e velho bolo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1576\" width=\"263\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-1.png 351w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-1-300x283.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-1-24x24.png 24w\" sizes=\"(max-width: 263px) 100vw, 263px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/5bfdbbc5-4ce4-4898-bbe8-1de909dd12ea\" alt=\"\" \/><strong>H\u00e1 sinon\u00edmia entre l\u00ednguas?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante pensar at\u00e9 que ponto a rela\u00e7\u00e3o entre estas palavras \u201cestrangeiras\u201d e as nossas supostas equivalentes \u00e9 de sinon\u00edmia. Bolo e <em>cake<\/em> realmente significam a mesma coisa? Apesar de parecer que sim, a atitude lingu\u00edstica tomada ao se utilizar uma das duas \u00e9 completamente diferente. Na situa\u00e7\u00e3o do uso dessas palavras, na produ\u00e7\u00e3o do enunciado, podemos definir a&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/my_keywords\/cena-enunciativa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>cena enunciativa<\/strong>,<\/a> na qual se encontram <strong>o locutor,<\/strong> que \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o abstrata daquele que \u00e9 respons\u00e1vel pelo dizer e se distingue do sujeito falante no mundo, e <strong>o alocut\u00e1rio,<\/strong> aquele para o qual o locutor se dirige. \u00c9 nessa cena enunciativa que podemos encontrar essa atitude lingu\u00edstica: pode-se pensar em uma pessoa querendo vender mais bolos tentando ser diferente, delimitando assim sua pr\u00f3pria clientela \u00e0queles que compreendem o termo em ingl\u00eas. Ou seja, h\u00e1 um locutor recortando e definindo seus alocut\u00e1rios atrav\u00e9s do uso destes termos em ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa oposi\u00e7\u00e3o bolo vs. <em>cake<\/em>, s\u00e3o definidas as pessoas que acreditam que<em> cake<\/em> \u00e9 uma forma mais elegante para dizer bolo. Eduardo Guimar\u00e3es, em sua obra <em>Sem\u00e2ntica do Acontecimento <\/em>(2002), chama a aten\u00e7\u00e3o para essa constitui\u00e7\u00e3o do locutor e do alocut\u00e1rio, n\u00e3o somente figuras participantes de uma cena enunciativa, mas&nbsp; tamb\u00e9m proje\u00e7\u00f5es de lugares sociais. A essas proje\u00e7\u00f5es de lugares sociais na cena enunciativa, o autor as denomina respectivamente <strong>locutor-x<\/strong> e <strong>alocut\u00e1rio-x<\/strong>, sendo x a caracteriza\u00e7\u00e3o desse lugar social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas por que o ingl\u00eas, e n\u00e3o o espanhol, o russo ou o coreano? A rela\u00e7\u00e3o entre as l\u00ednguas n\u00e3o \u00e9 simplesmente de coexist\u00eancia pac\u00edfica, os conflitos pol\u00edticos que se d\u00e3o na sociedade se refletem nas l\u00ednguas e na forma como passam a significar o mundo. Ingl\u00eas como a l\u00edngua da ci\u00eancia e das m\u00eddias, alem\u00e3o como l\u00edngua da filosofia, franc\u00eas como l\u00edngua do romance, s\u00e3o chav\u00f5es que n\u00e3o necessariamente refletem a realidade lingu\u00edstica. Mas que refletem, por\u00e9m, as pol\u00edticas lingu\u00edsticas e suas consequ\u00eancias no imagin\u00e1rio popular, funcionando como um sintoma que torna poss\u00edvel diagnosticar a assimetria de poder entre as na\u00e7\u00f5es e os embates entre culturas. Antes de nos aprofundarmos nessa quest\u00e3o, vamos a alguns exemplos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso de palavras do ingl\u00eas no portugu\u00eas se d\u00e1 de diferentes maneiras, como observamos nas imagens a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bolo vs.<\/strong><em><strong> Cake<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"483\" height=\"325\" class=\"wp-image-1577 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-2.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-2.png 483w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-2-300x202.png 300w\" sizes=\"(max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora ambos os exemplos fa\u00e7am uso da palavra <em>cake<\/em>, o funcionamento de cada um \u00e9 bem diferente. Em \u201cBolo de <em>cake<\/em>\u201d, a palavra inglesa \u00e9 usada como o sabor do bolo, por isso causa um estranhamento. Como ser\u00e1 o sabor de um bolo de bolo? Por outro lado, o estranhamento \u00e9 produzido tamb\u00e9m pela troca da palavra \u201cbolo\u201d por <em>cake<\/em>, considerando que em portugu\u00eas brasileiro \u201cbolo\u201d \u00e9 amplamente utilizado. Esses usos promovem um prest\u00edgio em rela\u00e7\u00e3o a um produto corriqueiro do dia a dia. Ao se tratar de comidas, esse fen\u00f4meno recentemente passou a ser conhecido como <em>gourmetiza\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sem vs. <\/strong><em><strong>Free<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" width=\"348\" height=\"296\" class=\"wp-image-1578 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-3.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-3.png 348w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-3-300x255.png 300w\" sizes=\"(max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/><\/figure>\r\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p>Neste exemplo vemos um funcionamento diferente do anterior. Das v\u00e1rias palavras em ingl\u00eas presentes no card\u00e1pio, \u00e9 <em>free<\/em> que mais se destaca. Podemos ver que em \u201c<em>free<\/em> gl\u00faten\u201d a palavra inglesa tem a fun\u00e7\u00e3o de adjetivo em rela\u00e7\u00e3o a \u201cgl\u00faten\u201d. Esse funcionamento \u00e9 muito comum em ingl\u00eas: geralmente os adjetivos v\u00eam antes dos substantivos. Entretanto, a forma utilizada em ingl\u00eas \u00e9 <em>gluten free<\/em> com as posi\u00e7\u00f5es invertidas do exemplo. Isso \u00e9 devido ao fato de que, em ingl\u00eas,<em> gluten<\/em> \u00e9 adjetivo de <em>free,<\/em> e n\u00e3o vice-versa. Considerando isso, o exemplo acaba usando uma ordem de palavras do portugu\u00eas (\u201csem gl\u00faten\u201d) com uma palavra do ingl\u00eas, causando assim, novamente, um estranhamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Bad<\/strong><\/em><strong> vs. Borocox\u00f4 vs. Triste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"286\" height=\"219\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1579\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-4.png 286w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2018\/12\/image-4-80x60.png 80w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p>Esse \u00faltimo exemplo retrata a cr\u00edtica de um falante de portugu\u00eas brasileiro sobre a palavra <em>bad<\/em>. A sugest\u00e3o por usar \u201cborocox\u00f4\u201d \u00e9 uma tentativa de resgatar uma palavra t\u00edpica do portugu\u00eas brasileiro que supostamente seria um sin\u00f4nimo de <em>bad<\/em>. Mas \u00e9 mesmo? \u00c9 interessante notar que a sugest\u00e3o n\u00e3o foi \u201ctriste\u201d ou mesmo\u201ccabisbaixo\u201d, palavras que podem ser consideradas mais comuns do que \u201cborocox\u00f4\u201d. Por\u00e9m, \u201cborocox\u00f4&#8221; produz um efeito l\u00fadico que as outras&nbsp; palavras n\u00e3o produzem. Isso nos leva a pensar que <em>bad<\/em>, \u201cborocox\u00f4\u201d e \u201ctriste\u201d n\u00e3o s\u00e3o sin\u00f4nimos, n\u00e3o pelo que significam, mas pelos desdobramentos na cena enunciativa. Pela presen\u00e7a dessas palavras no enunciado, a constitui\u00e7\u00e3o do locutor-x e do alocut\u00e1rio-x \u00e9 diferente e, por isso, seus efeitos s\u00e3o igualmente distintos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Enuncia\u00e7\u00e3o e diferen\u00e7a<\/strong><\/h3><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por essas diferentes cenas enunciativas, que estabelecem rela\u00e7\u00f5es distintas&nbsp; de poder e identifica\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica entre locutor e alocut\u00e1rio, que podemos ter o uso na l\u00edngua portuguesa de palavras tipicamente encaradas como pertencentes ao ingl\u00eas. Essas incorpora\u00e7\u00f5es podem causar um certo estranhamento ou podem aparecer de forma totalmente naturalizada em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es do nosso dia adia. \u00c9 tamb\u00e9m devido a essas rela\u00e7\u00f5es que n\u00e3o podemos simplesmente \u201ctraduzir\u201d&nbsp; literalmente palavras de uma l\u00edngua para outra.&nbsp; A sinon\u00edmia, que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de sentido, extrapola a quest\u00e3o das palavras se referirem a uma mesma coisa no mundo. No caso da rela\u00e7\u00e3o entre l\u00ednguas na enuncia\u00e7\u00e3o, ela envolve tamb\u00e9m a atitude lingu\u00edstica e as proje\u00e7\u00f5es de imagens para o locutor-x e alocut\u00e1rio-x. Assim, a cena enunciativa \u00e9 inteiramente atravessada por rela\u00e7\u00f5es de poder e prest\u00edgio desiguais, produzindo efeitos de sentido diferentes para as palavras em uma l\u00edngua ou outra. A enuncia\u00e7\u00e3o constitui os sujeitos em falantes na rela\u00e7\u00e3o com um espa\u00e7o de coexist\u00eancia desigual entre l\u00ednguas, que Eduardo Guimar\u00e3es (2002) denomina&nbsp; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/my_keywords\/espaco-de-enunciacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">espa\u00e7os de enuncia\u00e7\u00e3o<\/a> . \u00c9 justamente essa rela\u00e7\u00e3o desigual entre as l\u00ednguas em um espa\u00e7o territorial simbolicamente significado que produz imagens estereotipadas diferentes para os falantes, prestigiando algumas l\u00ednguas em detrimento de outras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><h3><span style=\"color: #0000ff\"><strong>Para saber mais:<\/strong><\/span><\/h3><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">P\u00e1gina que serviu de inspira\u00e7\u00e3o e origem dos exemplos: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/TodoDiaUmTermo\/\">https:\/\/www.facebook.com\/TodoDiaUmTermo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p>Para conhecer as l\u00ednguas que circulam no Brasil, confira a Enciclop\u00e9dia das L\u00ednguas do Brasil: <a href=\"http:\/\/www.labeurb.unicamp.br\/elb2\/\">http:\/\/www.labeurb.unicamp.br\/elb2\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p>Para entender melhor o funcionamento das l\u00ednguas em um espa\u00e7o de enuncia\u00e7\u00e3o : <a href=\"http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252005000200014&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252005000200014&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&nbsp;<\/a><\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h3>\n<p>Guimar\u00e3es, Eduardo.&nbsp;<em>Sem\u00e2ntica do acontecimento.&nbsp;<\/em>Campinas: Pontes, 2002.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Por Carolina Klingenberg,\u00a0Gabriel Catani,\u00a0J\u00falia Rossato,\u00a0Leticia Ferreira Camargo,\u00a0Lucas Bernardes e\u00a0Matthew\u00a0Sant&#8217;anna Alguma vez voc\u00ea j\u00e1 ficou na bad porque depois do workshop do seu job n\u00e3o teve <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/2019\/04\/13\/job-do-dia-o-ingles-no-portugues-brasileiro\/\" title=\"&#8220;Job do dia&#8221;: o funcionamento do ingl\u00eas no portugu\u00eas brasileiro\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":381,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[20,12,7],"tags":[284,159,282,71,285,283,119,108],"class_list":["post-1571","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diversidade-linguistica","category-linguagem-e-politicas-linguisticas","category-linguagem-e-sociedade","tag-emprestimos","tag-enunciacao","tag-estarngeirismos","tag-ingles","tag-lexico","tag-sinonimia","tag-sociolinguistica","tag-variacao"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/381"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1571"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1571\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2156,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1571\/revisions\/2156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/linguistica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}